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As Aventuras do Anjo Noturno

12 - APRESENTANDO: O Bruxo

12 - APRESENTANDO: O Bruxo

May 06, 2021

Enquanto o Anjo Noturno fazia seu trabalho em Porto Alegre, uma trama se desenrolava na mesma cidade, mas com outros personagens.

Em um hotel simples no centro de Porto Alegre, uma construção com as paredes pinchadas e parte do reboco com falhas, aparecendo os tijolos, tanto na fachada do prédio quanto dentro dos quartos. Principalmente o quarto em que vemos um jovem rapaz saindo do banheiro velho.

Se trata de um rapaz com seus 18 anos de idade, sua pele preta em um tom puxado para o mais comum na América Latina, cabelos enrolados e olhos castanhos profundos. Esse é Maurício. Vestia apenas uma toalha branca e grossa amarrada em sua cintura, com passos curtos se aproximou da janela do seu quarto que ficava no terceiro andar e a partir da moldura de madeira observou a rua movimentada. O vai e vem dos veículos, alguns ônibus, motocicletas, bicicletas e pedestres, também dos cachorros que vivam pelas ruas.

Repentinamente seu celular emitiu o toque de sempre, alertando se tratar de uma ligação. Já sentado na cama, Maurício atendeu a chamada e em seguida escutou a voz feminina calma e centrada.

— Como vai a sua missão, Maurício? — perguntou a voz do outro lado, um misto de preocupação e ansiedade para ouvir a resposta.

— Tava parada, mas consegui encontrar um sinal dele. Vou atrás hoje de noite.

— Não se esqueça de tomar cuidado, ele está em posse do livro. — disse a voz do outro lado da linha.

— Acha que tu tá falando com alguma criança, Carolina? Eu sei como me cuidar, não precisa ti preocupar, não…

— Tudo bem, senhor fodão. Vai ir como atrás dele?

— Como assim? — perguntou Maurício confuso.

— Vai ir atrás dele como você mesmo ou como a sua identidade secreta?

— Minha identidade secreta… — sussurrou Maurício após escutar a pergunta da sua amiga.

Alguns minutos mais tarde, quando já havia encerrado a chamada e a tarde estava quase dando adeus para Porto Alegre, um pouco da luz do sol se pondo entrava pela janela do quarto de hotel. O rapaz de cabelos enrolados puxou sua mala de baixo da cama, uma mala de couro marrom e com as pontas arredondadas. Ele abriu e viu seu uniforme ali.

Puxou primeiramente o macacão preto com detalhes em vermelho, sorriu animado. Aquela seria sua primeira vez usando o uniforme para agir como um super-herói. Pensou que nunca teria uma oportunidade para fazer, pois passava a maior parte do seu tempo estudando no coven mista do qual fazia parte. Tinha que trabalhar também para poder comer e ajudar nas dispensas da casa em que o coven vivia. Sempre foi seu sonho se tornar um super-herói, porém a ideia voltou a crescer novamente quando a onde de novos super-heróis apareceu.

Vestiu o macacão, os detalhes em vermelho faziam curvas nas curvas naturas do seu corpo, uma linha se estendia até a sua cintura formando uma espécie de U para baixo. Primeiro vestiu as botas, também vermelhas e depois as luvas de borrachas da mesma cor. Havia pintado ao redor dos seus olhos de preto carvão para vestir ali a sua máscara também da cor preta. Pegou seu bastão, era com ele que ele conseguia promover o controle do seu poder.

…



Alguns dias atrás…



A construção em que o coven se localizava era uma casa colonial brasileira de dois andares, com uma escadaria que erguia um caminho de degraus até a entrada da construção, recebendo quem quisesse entrar ali com uma linda porta dupla de uma madeira antiga e maciça. As paredes brancas, detalhes azuis nas madeiras que moldam as janelas, nas portas e nos parapeitos. Havia um pátio grande na frente e também um terreno maior aos fundos, pois aquele lugar já foi, antigamente, uma grande fazenda e depois uma chácara e agora se tornou a residência em que funciona um coven misto.

Uma mulher de cabelos loiros levemente cacheados, pele branca e altura de uma top model, entretanto, com um corpo mais “volumoso”. Ela tinha mais uma beleza antiga, um traço angelical no sentido em que se pegássemos uma pintura da época do renascimento veríamos rostos semelhantes ao dela nos anjos pintados, nas mulheres nuas e etc. Ela estava colhendo algumas de suas ervas cultivadas na estufa que foi erguida aos fundos da casa colonial. Essa é Carolina.

Quando Maurício entrou na estufa, estava com um olho levemente roxo. Ele caminhou até o local em que Carolina terminava se recolher algumas ervas, a mulher loira observou o rapaz e em seguida soltou uma risada.

— O que aconteceu? Levou um soco de quem?

— Daquele garoto novo… — sussurrou o rapaz negro se apoiando em cima de uma das bancadas em que os vasos ficavam.

— Por quê? O que você fez, Maurício?

— Eu não gosto dele, Carolina. Você sabe disso.

— Você nunca implicou com um novato como implicou como esse. Por qual motivo? Quer pegar ele? — perguntou Carolina ainda rindo, em seguida ela pegou uma cesta e colocou as ervas colhidas.

— Não, não é isso. Eu saberia se eu tivesse pegando no pé dele porque eu quero pegar ele. — respondeu Maurício rindo sacana e em seguida arrumou seus cabelos. — Eu acho que é o meu sexto sentido, a gente não aprende isso quando começamos a estudar magia? Confiar em nosso sexto sentido quando ele nos alerta de algo.

Carolina concordou, mas em seguida apertou seus lábios.

— Acontece que só você tá com esse pé atrás, guri. Vamos dar um tempo para a gente se conhecer ele melhor. — sorriu e em seguida caminhou para fora da estufa carregando a sua cesta com ervas.

Maurício suspirou e ficou observando o local vazio, ele tinha certeza de que aquele garoto novo traria problemas para o coven, porém queria não causar mais o mal estar que causou alguns minutos mais cedo. Precisava ter precaução se suas suspeitas se confirmassem.

…



De volta atualmente…



Vestindo seu uniforme de super-herói, Maurício… Não, O Bruxo, se encontrava em pé no alto de uma construção de teto liso. Nesse prédio funcionava um famoso fastfood mundial, as paredes vermelhas e os arcos dourados. Maurício observava com atenção o que ele podia naquela altura, estava procurando pelo seu alvo. Aquele garoto que roubou o livro do seu coven, precisava encontrá-lo e recuperar a publicação antiga que continha magias antigas.

— Eu não vou deixar ele se livrar assim tão fácil… — sussurrou O Bruxo para si mesmo.

Uma coisa chamou sua atenção. Estava acontecendo alguns metros a frente, em uma praça. Parecia que estava acontecendo um assalto, porém, mesmo de onde o jovem herói se encontrava parecia algo mais do que um simples assalto. Com um salto O Bruxo pulou do prédio e pegou seu bastão, apertou o botão que liberava as chamas e utilizou seu controle sobre elas para criar uma maneira de voar até onde o crime acontecia.

Enquanto Maurício se aproximava da cena, percebeu que eram três homens agarrando uma mulher que gritava desesperada por ajuda. O seu sangue ferveu e, por consequência, de suas emoções, as chamas cresceram. Sem pousar antes de alguma coisa, ele jogou uma esfera de fogo no que estava mais afastado da mulher, atrás do que agarra a mesma pelos braços.

Quando o primeiro caiu, com o susto os outros dois perderam a força que exerciam para segurar a mulher. Ela pegou sua bolsa que estava no chão, saiu correndo o mais rápido que podia.

O Bruxo estava de frente para o trio de homens.

— Quem é você? — perguntou o homem loiro e de barba grossa.

— Que merda, outro herói. — enquanto se levantava, dizia o que havia levado a esfera de fogo.

— Não importa! Vamos acabar com esse daí. — disse um terceiro que segurava um pé de cabra. Correu em direção ao Bruxo que, apenas saltou para o lado e ergueu sua perna esquerda, acertando um chute nas costelas do oponente.

Como resposta imediata, os outros dois partiram para cima do jovem herói. Mais uma vez Maurício ligou as chamas do seu bastão e, utilizando sua pirocinese, moldou as chamas em um novo ataque.

Criou uma espiral em sua frente que parou os dois estupradores. Ainda usando seu controle sobre as chamas, ele transferiu a espiral para o chão, criando um círculo ao redor dos dois que iam o atacar, os impedindo de fugir.

Mas por causa da sua distração, enquanto se divertia, Maurício acabou levando um soco do primeiro que o atacou. Só que ele não ia deixar aquilo barato, em uma velocidade quase impressionante, retribuiu o soco que levou fazendo com que caísse novamente no chão.

— O que está acontecendo aqui? — perguntou uma voz que parecia se aproximar rapidamente.

O rapaz de cabelos ondulados olhou para cima, na direção que julgou vir o som, encontrou o famoso herói da cidade descendo lentamente enquanto batia suas asas. Era o Anjo Noturno.

Quando encostou seus pés no chão, as asas negras características do super-herói desapareceram como mágica. Se tornaram uma poeira roxa brilhante que foi soprada pelo vento como dentes-de-leão.

— Esse cara apareceu do nada e começou a nos atacar, Anjo Noturno! — disse um dos caras que estava dentro do círculo de fogo.

Ao escutar aquilo, o herói roxo apenas ficou em silêncio, analisando o segundo que estava parado a sua frente. Olhou para baixo, onde encontrou o terceiro criminoso jogado do chão com seu nariz sangrando.

— Ele deve ser parente daquele cara que saltava fogo que você prendeu! — disse o segundo preso no círculo.

— Era Combustor, não? — perguntou o colega de “prisão”.

O Anjo Noturno sabia que o vilão que ele enfrentou algum tempo atrás não tinha um parente superpoderoso porque seus poderes haviam sido resultado da pedra roxa que lhe deu os seus. Então, ficou observando O Bruxo e, mais uma vez, agora em um tom mais amigável, perguntou:

— O que está acontecendo aqui?

— Esses três estavam tentando estuprar uma moça quando eu cheguei. — respondeu Maurício tentando se manter sério.

— Isso é mentira! — gritou o homem que estava com sua mão tentando parar o sangramento do nariz quebrado.

— Quebra o irmão do Combustor a pau, Anjo Noturno! — gritaram os dois que estavam atrás das chamas da roda de fogo.

Como resposta, sabendo que não existia parente nenhum, Miguel carregou uma nos seus punhos a sua energia roxa e em seguida disparou contra os dois. Ambos saíram com tanta rapidez de dentro do círculo por serem atingidos por aquele ataque que nem se queimaram. O Bruxo havia se surpreendido com a ação.

— Você não ia matar eles, né? Eu espero… Porque se você tá tentando ser um super-herói, cometendo assassinatos… — começou o herói adolescente.

Enquanto isso, o trio de criminosos conseguiu fugir. Isso tudo deixou O Bruxo muito irritado por ter sido atrapalhado por alguém que parecia tão jovem e… Politicamente correto.

— Eles iam estuprar a mulher! Tenta entender isso, piá! — gritou Maurício.

— Mas matar eles não ia fazer você ser diferente! — disse o Anjo tentando manter sua voz calma.

— Quantos anos tu tem, guri?

— Isso não importa. Aliás, quem é você?

— O Bruxo.

— Anjo Noturno. É melhor a gente se entender se você vai atuar por aqui…

— Eu conheço você, já vi teus vídeos no YouTube. Não precisa se preocupar, não, guri. Eu vou ficar aqui por pouco tempo, é um lance que preciso resolver.

— Talvez eu possa te ajudar.

O Bruxo virou as costas, sua ideia ia ir embora dali sem responder a última fala do outro herói, entretanto, achou que seria melhor deixar as coisas às claras para que não houvesse uma segunda sugestão de ajuda vinda daquela parte.

— Não precisa me ajudar. É um trabalho que eu preciso fazer sozinho.

Com o fogo do seu bastão, mais uma vez, O Bruxo criou uma maneira de flutuar com aquelas chamas, as usando como suporte e saiu dali o mais rápido que conseguia. Por sua vez, o Anjo Noturno ficou apenas observando a situação com seus braços cruzados.



CONTINUA…



No próximo capítulo…



O FENÔMENO CLIMÁTICO!

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JP Ritter

Creator

Há um novo super-herói em Porto Alegre, o encontro ele e o Anjo Noturno vai ser nada amigável na primeira vez. Por qual motivo O Bruxo está na cidade? Qual sua missão?

#anjo_noturno #portugues #aliens #Action #scifi #adventure #super_power

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Acompanhe as aventuras do Anjo Noturno, ou apenas Miguel. Um jovem super-herói que enfrenta vários super-vilões e criminosos comuns na cidade de Porto Alegre (sul do Brasil) enquanto tenta levar uma vida na escola e ajudar financeiramente em casa.
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