— Ah! Fazia tempo que eu não assistia a uma batalha mágica! — exclamou a feiticeira olhando para Anjo Noturno com um sorriso, seu olhar voltou para a arena, não passou muito tempo em contato visual com o adolescente.
A batalha entre O Bruxo e Isaac acontecia ali embaixo, mas essa parte ficaria para o próximo episódio. Vamos nos concentrar em outra coisa que está acontecendo acima dessa arena de batalha.
Anjo Noturno desviava o seu olhar da luta que acontecia dentro da arena de fogo, tentando manter sua atenção exclusivamente em Francesca que se encontrava logo a sua frente.
— O que vai fazer agora que está de volta a vida? Ou que não está mais presa seja lá onde for que você se prendeu… — perguntou Miguel parecendo genuinamente curioso, mas, na verdade, ele não queria pensar muito na briga que estava acontecendo, uma forma de desviar dos seus pensamentos de preocupação pela vida de Maurício.
— O que pretendo fazer agora? — repetiu a pergunta para si mesma, então, deixou a batalha de lado e deixou sua atenção exclusiva para o super-herói. — Eu acho que vou retomar meus planos… Meus antigos planos…
— Mas o mundo é diferente daquele que você deixou há mais de cem anos. — argumentou Anjo Noturno.
Francesca riu.
— Quer dizer que em cento e sessenta e sete anos o mundo mudou tanto assim? Pessoas como eu… Como o seu colega… Como é mesmo a palavra… Super o que mesmo?
— Super-herói.
— Isso. Obrigada. Continuando… Pessoas como eu e o seu colega super-herói, pessoas com a cor preta na pele, não sofrem como acontecia na época em que nasci? — a feiticeira arqueou sua sobrancelha, esperando pela resposta do garoto caucasiano.
— Não… Não mudou… — respondeu o herói de asas pretas, baixando seu olhar, não tinha como argumentar, sabia que o que havia mudado foi muito pouco. Se racismo ainda existia, muita coisa não mudou.
— Se pessoas como eu, pessoas da minha mesma cor de pele, continuam sofrendo por serem assim, isso quer dizer que meus planos ainda vão acontecer, Anjo Noturno! — exclamou a feiticeira brava, encarando aquele adolescente com certa raiva. — Mas… Uma coisa você deve ter razão… Se você e aquele garoto conseguem exercer a mesma função, algo deve ter mudado… Entretanto, eu sei que o mundo não é um sonho e a desigualdade ainda deve ser tão real quanto os meus poderes. Eu vou ficar observando esse novo mundo, aprendendo e daí eu vou saber como vou colocar meu plano em prática novamente… Ajudar aqueles que realmente precisam de ajuda…
— Então, por enquanto seu plano é ficar a espreita, observando? — pergunta Miguel mais uma vez tomado pela sua curiosidade natural.
— E também reerguer o meu coven, como eu já devo ter dito antes. — sorriu Francesca. — Reerguer meu clã de feiticeiras e feiticeiros, pois juntos vamos poder colocar meu plano principal em prática… Agora, me conte sobre você… Como conseguiu essas asas, você não é um ser mágico. Não sinto magia em você.
— É uma história complicada. Meus poderes vieram de fora da Terra. — respondeu Miguel encolhendo seus ombros.
— Quer dizer de outros mundos? — perguntou Francesca cerrando seus olhos, colocando seus dedos sobre seu queixo e o observando com a mesma curiosidade que o adolescente estava antes.
— Provavelmente. Um cristal roxo caiu aqui, nesse planeta, na Terra… Quando eu e meus amigos assistíamos a uma chuva de meteoros. Peguei esse cristal e ele me deu esses poderes que, conforme eu uso, evoluem… — explicou Anjo Noturno.
Francesca não disse nada, ficou pensativa por alguns segundos. Várias coisas passaram pela sua mente sobre a origem daqueles poderes. Ela criou uma rápida teoria em sua cabeça, mas logo julgou que não podia ser, pois se fosse algo relacionado a qualquer tipo de magia, por ser um ser mágico, ela sentiria a energia exalando dele.
Depois de ficar um tempo assim, pensando sobre a sua teoria que logo se desfez, ela voltou a sorrir para o Anjo Noturno e apontou com seu dedo indicador para baixo.
— Vamos assistir a batalha… — ainda sorrindo, ela voltou a se virar, assistindo a luta que acontecia no chão.
Miguel suspirou encarando a mulher, então, seu olhar desceu na mesma direção.
CONTINUA…
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NO PRÓXIMO CAPÍTULO…
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A BATALHA MÁGICA!

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