Era oficial, Breno teve um dia incrível, andar na Destrói Colunas foi claramente o ponto alto de seu aniversário.
E poderia ter continuado assim, mas dentro do carro, no caminho de volta para casa, tudo o que se ouvia ali dentro eram gargalhadas estrondosas. Não gargalhadas sobre como foi uma experiência incrível, porque senão Breno também estaria gargalhando, mas a verdade era que suas amigas e suas tias estavam gargalhando sobre o acidente da pipoca no meio da tarde.
E o assunto só chegou à tona porque Breno tentou zoar com Luna em um determinado momento quando ela escolheu uma música particularmente triste e ele disse que ela só escolheu aquela música porque se apaixonou platonicamente pela moça da pipoca, e Luna o lembrou sobre o que ele estava fazendo quando ela se apaixonou pela moça da pipoca.
As gargalhadas aumentavam ainda mais quando Breno ficava cada vez mais emburrado.
― Pensei que esse passeio era para celebrar meu aniversário, e não para ficar rindo da minha cara. – Breno bufou mal-humorado.
Sol até tentou se pronunciar, mas caiu na gargalhada antes mesmo de conseguir falar algo.
Com Luna foi a mesma coisa. Apenas Marisol conseguiu pegar fôlego o suficiente para conseguir conter a risada e falar algo.
― Desculpa, Brê, de verdade, eu não queria estar rindo, mas é que toda vez que eu lembro da cena, eu tenho que me segurar muito para não rir.
― Nem foi tão engraçado assim...― rebateu.
― Ah, mas foi sim! – Luna exclamou. ― Isso tudo foi carma, meu filho, quem mandou zuar com a minha cara?
― Mas eu nem estava zoando você, garota!
― Claro que não...― Luna debocha.
― Ainda bem que concordamos.
É Sol que vem em defesa de Luna, o que sinceramente era um pouco desonesto na cabeça de Breno, porque ele simplesmente achava que tudo o que Sol dizia era verdade.
― Breno, você literalmente gritou para o parque inteiro ouvir que a Luna estava babando em cima da pipoca da moça, e ainda disse que ela estava empatando a fila porque ela não fazia o pedido logo...
― Mas é verdade!
― Fala isso para o carma que você criou para você mesmo, que te fez acabar de pegar a pipoca e já se engasgar com ela ao ponto de tropeçar e cair no chão derrubando tudo, e você nem pôde catar nada, porque o que sobrou de pipoca dentro do copo de plástico, um pombo veio e cagou em cima. – Luna exclamou.
― Puta que pariu, a cara dele quando o pombo cagou dentro do copo assim que ele triscou no plástico! – Marisol relembrou e todo mundo voltou a rir.
É..., Breno pensou, a vida tem dessas mesmo.

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