A porta estava trancada, o que era estranho, porque seus pais não tinham avisado nada sobre isso por mensagem. Por sorte, um de seus pais ainda estava online no WhatsApp.
Breno: oi, pai
Breno: vocês saíram?
Breno: porque a porta de casa tá trancada?
Pai Anderson: Oi, filho.
Pai Anderson: Eu e seu pai tivemos que sair para fazer compras rapidinho.
Pai Anderson: Deixamos uma chave para você no vasinho de planta, abre a casa e pede para suas tias e suas amigas entrarem, por favor! Estamos levando um lanchinho para vocês!
Pai Anderson: Te amo!
Breno: ok, pai
Breno: a gente já tá entrando, mas parece que esqueceram a luz ligada lá na cozinha...
Pai Anderson: 👍👍👍
Pai Anderson: Deve ser seu amiguinho Kenai, ele chegou quando estávamos de saída. Ele estava no banheiro, então o deixamos trancado por dentro.
Pai Anderson: Ele queria muito falar com você, aproveita e diz para ele ficar! Chegamos daqui a pouco.
Breno: mas daí vocês trancaram ele dentro de casa??
Breno: isso nem faz sentido
Breno: é mais a cara de vocês convidar ele para ir junto ou sei lá
Breno: e vocês já não fizeram as compras do mês ontem??
Breno: não tô entendendo mais nada...
Breno: pai?
Breno bloqueou a tela do seu celular quando não recebeu uma resposta, e ao levantar o olhar para terminar de ligar as luzes da casa, notou que suas tias, suas amigas e Sol não estavam mais ali, tinham sumido de alguma maneira.
Algo dentro dele dizia que era mais uma surpresa de seus pais, era capaz de eles terem montado um acampamento no quintal só para fingir ter um pouquinho da experiência com o filho e os amigos. A ideia pareceu ainda mais real quando Breno notou que apenas a luz do quintal estava acesa agora.
Breno caminhou até a porta debaixo da escada que dava para o quintal, e quando a abriu, sua visão foi preenchida por seus pais, tios, tias, avós e melhores amigos rodeados por uma decoração que parecia ser de todos os filmes favoritos de Breno, ou seja, todas as comédias românticas da Netflix. Toda a decoração estava em roxo, preto, cinza e branco, era como se seus pais soubessem de algo, e mesmo que por coincidência, isso deixou os olhos de Breno cheio de lágrimas que ele não conseguiu segurar.
― Surpresa! – um coro alto gritou em sua direção, prolongando a extensão da palavra e vindo lhe abraçar.
― Feliz aniversário, filho. – seu pai Anderson sussurrou contra seu ouvido quando o abraçou.
― Feliz aniversário, filho, eu e o seu pai te amamos tanto… – seu pai Nando disse ― Foi por isso que a gente agiu estranho essas semanas todas, espero que tenha gostado da surpresa.
― Eu amei, eu nem sabia que vocês estavam planejando algo, vocês até fizeram um bolo no dia exato do meu aniversário e convidaram meus amigos para cantar parabéns...
― Ah, aquilo era só para te despistar, filho. – Anderson disse brincando. ― Essa é a sua festa de verdade, aqui tem todos os filmes que você gosta na decoração, passamos o dia todo arrumando, e até seu amigo Kenai ajudou um pouquinho...
― Ele estava por trás disso também?
― Oh, não, seus amigos são tão fofoqueiros quanto você, vocês já estragaram umas seis festas surpresas nesses dois últimos anos, eles só souberam quando tudo já estava pronto e você estava ocupado demais no parque de diversões para receber qualquer notícia da festa.
― Aproveita, campeão, você merece! – Seu pai Nando diz antes de puxar ele para perto do bolo e o obrigar a tirar fotos antes de bater os parabéns.

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