O Lendário Viking de Reiwa e Feup eram amigos desde crianças e os dois eram relativamente próximos da família um do outro. Thorfill até mesmo o considerava como um irmão, e Leonard, um pai de criação, já que Enon era um pouco distante e frio. A Ilha de Reiwa não era muito grande e todos conviviam em harmonia e prosperidade. O relacionamento próximo de Aske e Feup nunca fora questionado, os dois só viviam brigando a cada instante que estivessem juntos.
Mas Thorfill começou a desconfiar um pouco, todavia ficou em silêncio, pensando que depois deveria ter uma conversa séria com esses dois.
Bellamy ficou acamado a viagem toda e Tilf ficou ao seu lado, sem sair por um instante sequer. Ela não gostava muito de criança, mas era capaz de suportar esse caçula. O menino dormia profundamente depois de quase morrer por falta de ar.
O Lendário Viking de Reiwa não aguentou esperar pelo almoço e invadiu a cozinha do navio em busca de algo para comer. Ele foi cruelmente massacrado pela cozinheira Villan; a Viking de Reiwa que era responsável pelo cardápio saudável dos navegantes.
"Lendário Viking de Reiwa." Villan cruzou os braços e sorriu, "Não há nada aqui que o senhor goste. Estou fazendo ensopado de peixe acompanhado de cenouras."
Thorfill suspirou de infelicidade, "Não gosto disso, mas qualquer coisa está boa para encher o estômago."
O Lendário Viking de Reiwa tinha a grande mania de dizer que não comia tal coisa, mas quando você menos esperava, ele estava comendo algo que tinha acabado de dizer que não comia!
Villan estava ciente disso e se aproximou de Thorfill com um prato fumegante, "Está bem salgado…"
Thorfill ao saber disso agarrou o prato com ensopado que continha um cheiro avassalador, "Levarei para Tilf, ela gosta de ensopado de peixe salgado."
"Oh, eu sei." Villan respondeu dando um sorriso curto, "Tome cuidado para a pressão dela não subir."
"Você diz isso depois de atear três quilos de sal nesta sopa?" Thorfill ergueu as suas sobrancelhas por conta do sarcasmos de Villan, "É claro que a pressão dela irá subir!"
"Isso é ensopado! Não sopa." Villan o corrigiu, "Lendário Viking de Reiwa, por favor, saía da minha cozinha!"
Thorfill ficou indignado, mas assim fez. Ele saiu e voltou para a cabine que Bellamy estava acamado e entregou o ensopado fumegante para Tilf, que estava com um semblante cansado.
"Você não acha que ele está piorando?" Tilf pegou o ensopado, mas não o comeu. "Quando mais ele cresce… mais a condição dele piora. Temo que ele não irá nem ao menos chegar aos oito anos de idade."
Bellamy estava dormindo e às vezes ficava balbuciando algumas palavras sem sentido. O garoto era relativamente pequeno, com estrutura magra e com o rosto fino. Ele podia ter sete anos, mas ainda tinha a aparência de uma criança de quatro ou cinco anos. Thorfill já havia compreendido que Bellamy não viveria muito…
"Deveríamos fazer a cerimônia dele agora?" Tilf perguntou e disse: "Uma criança recebe o título de Viking de Reiwa com dez anos, mas ele não irá chegar até esta idade."
Thorfill estava encostado em um móvel de madeira com os braços cruzados. Com a voz tão fria quanto gelo, ele respondeu: "Então aguardaremos."
"Lendário Viking de Reiwa!" Tilf se levantou alterada, "É o sonho dele ter uma cerimônia!"
"Ele irá aguentar até os dez anos então." Thorfill recobrou a sua postura normal, "Um Viking de Reiwa não irá visitar Valhalla tão cedo."
"Com que lógica você diz isso?" Tilf abaixou o seu tom de voz, "Ele claramente tem uma doença que irá matá-lo logo, por que não podemos realizar o desejo dele?"
A cabeça de Thorfill latejou.
Ele não queria fazer uma cerimônia e logo depois fazer um velório.
Claramente, Bellamy não iria nem ao menos sobreviver até o inverno.
"Lendário Viking de Reiwa!" Alguém gritou com todas as suas forças, conseguindo atrair a atenção de Thorfill. "Chegamos na Ilha de Reiwa!"
Em um mundo governado por diversos deuses, há um viking que procura domar os cinco oceanos informados pelos druidas.
Thorfill é o Lendário Viking de Reiwa. Ele é um jovem absurdamente forte que comanda mil homens vikings ao navegar em busca de tesouros perdidos. Thorfill, além do mais, pertence à uma ilha que dá abundâncias de suplementos, entre eles, um combustível chamado IRIS, fornecido por Odin, com quem tem uma grande ligação estranha e oculta.
Esse combustível atrai a atenção de várias pessoas ignorantes, dentre elas está o César Oitavo de Atenas, que envia um general para ceifar a vida de Thorfill.
Incapacitado de concluir a missão que lhe fora dada, o general revela a sua missão para o Lendário Viking de Reiwa por motivos ocultos em sua própria mente.
O encontro desses dois homens irá resultar em desastres que irão abalar o mundo. Os deuses se juntaram ao redor de um coliseu para assistir o banho de sangue que se formara ao redor de Thorfill e do general, que estão à procura do mapa de Atlântida, o continente perdido!
Um tabuleiro foi construído dentro de um coliseu, e as peças do jogo são: o povo, um general e um viking.
"O jogo acabou, as peças brancas foram reduzidas ao pó. Hoje e agora, só resta as peças pretas no tabuleiro. Qual será a minha recompensa, Apolo?"
Uma voz respondeu, em um tom baixo e tranquilo: "Thor, você pode me pedir qualquer coisa."
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