— Oi.
— Oliver, são três da manhã.
— Duas da manhã e eu tenho consciência disso.
— Onde você tá, diz que eu vou te buscar agora?
— Eu estou quase em casa! — disse. Ele não é meu pai, ele não pode me dizer o que eu posso ou não posso fazer! Mas ele ainda faz e eu ainda ouço.
— Com quem? — a sua voz estava carregada de raiva, como sempre.
— Um amigo.
— Por que você tá com um amigo a está hora? — Jake perguntou, com a sua voz baixa.
— Isso realmente importa?! Por que você tá me procurando a está hora?
— Você fugiu, Oliver.
— Não, você estava dormindo e eu tinha planos. Foi você quem apareceu na minha casa, Jacob. Isso não é minha culpa.
— Você tem dez minutos para estar aqui. Não me faça ir te buscar. — Ele desligou na minha cara. Na raiva, joguei o meu celular no banco de trás, que saltou contra o couro indo, em seguida, para o assoalho do carro com um baque.
— Que droga foi isso?
— Minha mãe. — disse ironicamente.
— Ah, entendo. A sua mãe se chama Jacob, então, legal.
— Eu estava sendo irônico. Ah, eu tenho uma ideia, deixe-me uma quadra antes da minha casa, por favor? — tentei esfregar a minha cabeça para acalmar a imensa dor de cabeça que estava aumentando. Ele não respondeu após isso.
Quando chegamos na minha rua, ele não parou até chegarmos na minha casa. Assim como eu previ, Jake estava de pé do lado de fora, com os braços cruzados, os olhos apertados e os punhos cerrados.
— Você tem dois minutos para entrar em casa, Riley. — Jake ameaçou. Ele acabou de me chamar pelo meu sobrenome? Deus, ele realmente está bravo.
— Ah, é... e o que você vai fazer? — rebati, pegando o meu celular e a carteira. O garoto misterioso pegou o meu celular e digitou o seu número rapidamente.
— Me manda uma mensagem logo que for possível. — e então, pela primeira vez, o vi sorrir
— Te devo uma, mas... você poderia me dizer o seu nome?
— Um minuto! — Jake gritou para mim.
— Talvez. — o garoto misterioso sorriu de novo. — Quem sabe da próxima vez, eu prometo. — o fato de que haverá uma próxima vez me fez corar. Sai de seu carro, lentamente, caminhando em direção aos braços de um Jake irritado.
— Vai para dentro! — ele exigiu.
— E você vai se ferrar. — disse simplesmente, em seguida, passei por ele. O garoto misterioso foi embora, deixando-me desprotegido.
— Procurei por você à noite toda.
— Legal. Você me achou! Agora vai para casa. — abri a porta da frente para encontrar a escuridão da minha casa.
A minha mãe obviamente passava à noite com o seu namorado, porque o carro dela estava aqui e agora não está, e a minha mãe não costuma ficar fora até tarde. Tom provavelmente será o meu futuro "pai", quer dizer, quando o meu pai foi embora, Tom surgiu como um anjo caído e a pegou. Tão romântico, ele trouxe a felicidade de volta para o olhar da minha mãe, portanto, não posso reclamar.
— Eu vou ficar. E, você devia ir se trocar está cheirando a álcool e suor.
— Pare de me dizer o que fazer.
— Então, faça. — Jake gritou.
Por que ele tem esse controle inacreditável sobre mim, não tenho ideia. Mas eu não posso impedi-lo. Acho que desde que éramos crianças, eu sempre lhe dei o controle sobre mim, e com o tempo esse privilégio só cresceu, eu realmente não me importei em parar e ser autoindependente. Sem mencionar que ele é três vezes o meu peso em músculos.
Assustadores músculos.
— Por que você sempre faz isso comigo? — senti os meus punhos apertarem.
— Faço o quê? Se preocupar com você?
— Eu estava bem! Eu estou bem! Mas essa não é a primeira vez, você sempre faz isso comigo, cada vez que eu faço um novo amigo.— o seu rosto se suavizou, mas apenas por um momento.
— Você não precisa de ninguém além de mim. — ele disse, bruscamente, com os punhos cerrados.
— Quem você pensa que é?! — gritei para ele quando ele se elevou sobre mim. — Você, por um acaso, vai estar lá para estragar os meus encontros também? Hein? Você vai estragar o meu casamento também? Porque tudo que eu preciso é você, não é? — eu não podia acreditar nas palavras que saíam da minha boca, mas eu não podia impedi-las.
— É isso mesmo! — Jacob gritou na minha cara. — Ninguém nunca vai se importar tanto com você como eu! Ninguém nunca vai te amar tanto quanto eu! Ninguém nunca vai me substituir! — a voz de Jake quase falhou enquanto ele gritava. Eu lentamente recuei, chocado com a sua resposta. Nunca achei que ele se importasse... tanto.
— Por favor, vai para casa? Eu preciso ficar sozinho. — respirei ligeiramente, ele estava quase virando-se para ir embora, mas ele agarrou o meu pulso e me chicoteou de volta.
— Para que? Para que você possa sair com aquele cara de novo? Afinal, quem é ele?
— Meu namorado. — provoquei, em parte, para ver a reação dele, mas em outra para ver como ele poderia reagir, sabendo que eu estava com outro cara. Ah, tenho certeza que sua reação não vai ser boa.
— V-você ficou fora até d-duas da manhã, com a porra do seu namorado?! — ele estava tremendo enquanto gritava. Não era desgosto, era mais como um tipo de proteção ou ciúmes. Nunca o vi desta forma. Nunca.
— Sim. — resposta errada. As mãos de Jake colidiram com os meus ombros, empurrando-me com tal força que fui enviado para trás, caindo na cama, mas não antes de bater a minha cabeça contra a parede.
— Ele tocou em você? Juro por Deus, vou matá-lo. — Jake começou a andar. Não demorou muito para que o vermelho começasse a escorrer para fora do topo da minha cabeça. Ele não estava bem, Jake nunca fez isso, ele nunca reagiu desta forma. Quer dizer, ele teve os seus pontos de ruptura, mas ele nunca foi agressivo.
— J-Jake, isso realmente te irrita, não é? Por quê? — perguntei, pressionando a minha cabeça. Eu queria chorar, mas eu não podia fazer isso na frente dele.
— O que você acha? Eu quero saber onde ele mora, me dê o endereço dele. — Jake continuou, mas eu não iria responder.
Tentei segurar o choro de volta, o que realmente fiz. Mas sem sorte, comecei a chorar baixinho na cama, não devido à dor, mas devido à reação dele. Ele estava com raiva de mim por ser gay. Com raiva de mim por deixa-lo em segundo plano. Jake estava com raiva de mim por não dar atenção a ele. Ele acha que eu transei com um cara, por isso ele está revoltado! Eu sabia que dizer a ele que sou gay seria um erro. Tal erro estúpido. Jake parou de andar e olhou para mim.
— O-Oli? — ele sussurrou, com dor na sua voz.
— Eu estava brincando. — murmurei. — Ele é só um amigo. — chorei ainda mais. Agora a dor estava começando a aumentar.
— Que droga. — Jake aproximou-se de mim, tentando tirar as minhas mãos de cima do corte, mas eu não iria tirar.
— Saí agora da minha casa, você é um idiota. — eu soluçava ainda mais enquanto as palavras saíam da minha boca. Elas eram verdadeiras. Eu queria ele longe de mim. Levou um tempo até eu falar de novo, mas eu fiz.
— Eu estou realmente confuso, eu não consigo entender isso. — Jake sentou ao meu lado na cama por um momento.
— Eu só estou com um pouco de ciúmes, tudo bem, Oliver? Você é meu melhor amigo, quando você basicamente me disse que tinha tido uma noite de sexo, eu...
— Espera! Que droga você está querendo dizer? E por que você se importa?
— São duas da manhã, você cheirava a álcool e suor, e você estava com um cara de boa aparência. — Jake resmungou. Bem, isso é verdade, suponho.
— Você está com inveja? Jake, se isso é um pouco de ciúme, eu realmente não quero ver todo o ciúme.
— Então não me faça mostrar. — ele sussurrou, me fazendo tremer. Ele conseguiu me fazer tirar as minhas mãos de cima do corte e franziu a sua testa, arrependido — Me desculpa.
— Você por um acaso ficaria feliz se eu tivesse transado com uma menina, Jacob, por que você tá tão irritado se eu estivesse com um cara? — tentei sentar, mas minha cabeça latejava.
— Eu sei que você não é assim, Oliver, e foi um erro o que eu fiz, eu...
— Isso não responde à minha pergunta. Você ficaria anojado com a ideia de eu ter tido relações sexuais com outro cara? — eu estava ficando irritado agora.
— Anojado? Não. Irritado? Sim.
— Por que você ficaria irritado? — perguntei com raiva.
— Razões pessoais! — Jake retrucou.
— E se eu tivesse transado com uma menina, hein?
— Bem, eu provavelmente não poderia controlar.
— Controlar? Controlar o quê? A minha vida? Ah, não, isso você já faz e muito bem!
— Se eu lhe dizer o porquê disso me deixar irritado, você acharia que eu sou maluco.
— Eu não me importo! Eu estou seriamente pensando em chamar a porra da polícia agora! Então é melhor você me dizer por que você ficaria irritado se eu fizesse isso com outro cara?
— Tudo bem! — ele tomou fôlego. — Eu ficaria irritado porquê... porque, você nem sequer teria pedi...
— Pedido para ter relações sexuais? Eu preciso da sua permissão agora? — zombei. Que droga ele está pensa que é?
— Não, pare de me interromper. — Jake suspirou, esfregando a parte de trás da sua cabeça. — Eu ficaria irritado... porque você não teria pedido para...
— Teria pedido o que, Jake?
— Pedido para fazer sexo comigo primeiro.

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