***
— Então, vocês dois se conheceram como...? — a mãe de Noah perguntou antes de se sentar em nossa frente com um sorriso leve. O seu pai estava em outra sala, falando com alguém no telefone.
— Ele é um amigo, nós nos conhecemos quando saí com a Sara e Nick. — Noah falou simplesmente, me cutucando por debaixo da mesa. Eu tive que entrar no jogo.
— Ah, que bom! É um prazer conhecê-lo, Oliver! Vocês estudam juntos?
— Uhm... - murmurei. Será que ela pensa que estudamos juntos?
— Ah, é, mas somos de turmas diferentes. — quão bobo ele é. Eu podia ouvi-lo rindo baixinho.
— Isso é bom, ah, Noah, eu havia esquecido, o Dr. Daniel ligou.
— E? - Noah murmurou.
— Você tem outra sessão de terapia hoje à no... — a sua mãe rapidamente fechou os lábios quando Noah lhe deu um olhar áspero.
— Legal, mãe. Me fez parecer um psicopata agora. — Noah resmungou, levantando-se da cadeira e derramando leite na sua tigela de cereais.
Depois disso Noah me puxou, me levando para seu quarto enquanto eu ainda estava tentando processar o que havia acontecido.
— Não é o que você tá pensando...
— Eu não ligo. — soltei.
— Por quê? - Noah sentou-se pasmo.
— Seja o que for, eu não ligo. Eu gosto de você e não importa. Então independentemente da gravidade, eu vou ficar com você. — depois que limpei a minha garganta. O rosto de Noah ganhou um brilhante tom vermelho.
— Hm... obrigado. — ele sorriu... não, ele sorriu como um tolo, em seguida, sentei-me na cama. — Sabe, preciso ir à terapia devido a algumas coisas que aconteceram no meu passado.
— Coisas tipo o quê, Sr. Atrevido? — em vez de ficar bravo como de costume, ele apenas riu.
— Eu tenho pequenos surtos de comportamento... no ano passado, na minha antiga escola, eu briguei com uma boa parte dos alunos e até mesmo professores... e também os meus pais. Fiz coisas que não me orgulho, foi um momento ruim… assustei muito minha mãe e o meu pai, mas aquela foi apenas uma fase. Basicamente, eu já fui transferido para uma nova escola na esperança de ter uma vida melhor... e talvez com você... — corei com o seu comentário abafado.
— Quando foi o último incidente?
— No ano passado. Eu estava tão cansado das provocações, então em uma aula de educação física quando os outros garotos me provocaram, eu parti para cima deles. E essa é uma das razões pela minha grosseria quando te conheci.
— Para qual escola você vai agora?
— Bem, eu fui transferido.
— O que significa...?
— Como eu disse na noite passada. Jake vai ficar um pouco mais envolvido nas nossas vidas. — Noah sorriu para mim.
— Você vai para minha escola? — gritei animado.
— Era isso o que eu estava dizendo, princesa.
— Que notícia boa! — disse e o sorriso no meu rosto se alargou ainda mais.
— É? - ele se aproximou.
— Sim. — os nossos peitos estavam se tocando agora. Ele olhou para mim.
— Não é de admirar que Jake goste tanto de você.
— Por quê? — senti ele erguer a cabeça.
— Porque é tão fácil se apaixonar por você.
***
Noah me deixou em casa por volta das três horas da tarde, o que foi uma luta entre nós. Ele alegou que eu poderia ter ficado mais, mas ele tinha terapia e eu não queria atrapalhá-lo. Se você está se perguntando o que eu acho que você está, a resposta é não, nós não nós beijamos. Exceto se você considere um pequeno beijo na bochecha, mas não houve lábios em ação. Mas olhe pelo lado bom, eu e Noah ficamos abraçados até de manhã. Claro, seria muito melhor depois disso um beijo. Talvez... isso seja o proveniente de alguém que nunca beijou ninguém antes. Mas Noah respeita isso.
— Oi mãe. — sorri enquanto caminhava para dentro. Ela estava sentada no sofá, mexendo no seu celular.
— Ah, oi querido. Passou à noite com Jake?
— Não!
— Ok, onde você estava então? — perguntou ela enquanto o seu rosto iluminava-se. Mães.
— Então, eu conheci um cara, mãe. Um cara bem, bem bonito.
— Você dormiu na casa dele?
— Ai, meu Deus, mãe! Eu não fiz nada do que você tá pensando. Você me conhece? Nós nem sequer nos beijamos. — disse com uma risada, jogando-me no sofá ao lado dela.
— Eu confio em você. — ela sorriu calorosamente para mim. — Mudando de assunto... não vejo Jake há algum tempo, mas ele ligou algumas vezes pela manhã.
— Imagino.
— Ele parecia... tão abatido, está tudo bem entre vocês dois? — a minha mãe perguntou enquanto passava a sua mão nos meus cabelos.
— Estamos passando por um momento de crise, causada unicamente por ele, então ele é o único que pode corrigir isso ou não.
— É sobre o Jake que estamos falando, Oliver. O nosso Jake, meu segundo filho, o seu futuro marido. Você sabe disso, certo?
— Piadinhas de casamento não mãe, e, sim, eu sei.
— Talvez vocês devessem apenas ir dar uma caminhada e resolver as coisas? — ela sugeriu.
— Isso se ele não me sequestrar no meio do caminho. É o Jake, mãe. Bem, preciso ir tomar um banho.
Levantei do sofá, mas não antes de dar um beijo na bochecha da minha mãe em um movimento rápido.
— Ah, filho, eu vou sair com Tom mais tarde, portanto, não me espere acordado.
— Não sinta a necessidade de voltar para casa mais cedo por causa de mim, mãe. Vou ficar bem, divirta- se! — e com isso, eu estava subindo as escadas. Conversa estranha. A porta do meu quarto estava excepcionalmente fechada.
Virei a maçaneta e abri a porta, revelando um desastre. Parecia que um tornado havia acabado de passar por ali. Lágrimas começaram a arder nos meus olhos quando vi um porta-retrato com uma foto minha e de Jake quebrado sob a minha mesa, em pedaços. Os meus livros estavam todos no chão, junto com a estante. Meus DVDs estavam todos jogados por todo o quarto, com cada CD fora da capa. Roupas estavam em todos os lugares, cartazes e posters foram rasgados e a minha cama estava toda revirada.
Meu coração se partiu quando os meus olhos percorreram a parede acima da TV. Na parede estava escrito com spray vermelho a palavra que eu mais odeio.
"VIADO!"
***
— Ai, meu Deus, filho. Você está bem? Quer saber, vou ficar, não posso sair, não agora. — a minha mãe lamentava quando me viu freneticamente recolocando todos os livros de volta na prateleira. Joguei fora o porta-retrato com a foto minha e de Jake, sem muita hesitação depois de ver a parede. Minhas lágrimas pararam, o meu coração voltou a bater normalmente, eu ainda conseguia respirar. Jake deixou de ser considerado o meu amigo, e dane-se, eu estou vivo. As coisas vão ficar bem.
— Não, mãe, vá, por favor! Eu estou bem e eu dou conta disso aqui! — eu a empurrei para fora do meu quarto e bati a porta na cara dela. — Eu te amo, agora vai se divertir. — Ela não respondeu após isso. Mas eu senti ela pôr uma mão contra a porta. Não queria estragar a sua noite.
Uma vez que terminei de repor os livros na estante, comecei a dobrar e guardar as minhas roupas. Havia vidro em todos os lugares, então eu tive que ter cuidado para não cortar os meus pés. Peguei o meu celular de cima da mesa, pois estava vibrando.
Era ele.
— Qual é o seu problema?
— O quê?
— Eu não consigo acreditar que você fez isso comigo, Jake. — gritei, não para ele ouvir, mas para liberar a minha raiva.
— Que eu fiz o quê? Oliver, o que tá acontecendo? Você está bem?
— Você acha que é engraçado? Porque eu não estou rindo do mural que você pintou para mim! Eu te odeio, Jacob! Eu te odeio tanto! — com isso, eu desliguei e bati o meu celular de volta na mesa.
Inclinei-me na parede para me apoiar. Eu realmente odeio Jacob? Meu coração inteiro gritava não, mas a minha mente dizia sim, as duas vozes gritavam tão alto que não sabia qual seguir.
***
Mandei uma mensagem para Noah, falando sobre o que tinha acontecido, com Jake e o quarto. Ele respondeu pouco depois.
"Você quer que eu vá para aí?"
O respondi rapidamente.
"Sim... e por favor, traga sorvete e um aspirador de pó que possa sugar cacos de vidro."
O quarto estava quase todo limpo, só faltava limpar o vidro no chão, porque o nosso aspirador de pó não poderia lidar com isso, e varrer o tapete não adiantaria nada. Depois de alguns minutos, ele chegou, segurando o seu aspirador de pó em uma mão e duas grandes sacolas na outra.
— Você tá uma bagunça. — Noah franziu a testa. Ele estava vestindo uma camiseta branca e jeans preto.
— E você é a minha salvação. — puxei-o para dentro, abraçando-o sem dizer outra palavra. Ele tentou me abraçar de volta, mas o aspirador não permitia.
Maldito seja seu aspirador!
— Posso ver a obra de arte? — ele colocou as duas sacolas na mesinha da entrada, examinando a minha casa com um sorriso. Acompanhei ele até as escadas e apontei para o meu quarto. Ele entrou com um suspiro.
— Você tá brincando comigo...? — quem eu estava tentando enganar, o quarto ainda estava um lixo. De que outro jeito, eu poderia limpar os cacos de vidro, a estante, ou apagar a enorme palavra em cima da TV em vermelho?
Jacob destruiu o meu único lugar de paz.
— Eu sei. — voltei para o corredor e desci as escadas.
— Que cara idiota, eu juro por Deus que... Oliver? — ele estava falando sozinho agora, eu já estava lá em baixo. — Oliver? — Noah desceu os degraus.
— Eu te disse. — eu disse enquanto revirava o armário onde a minha mãe guarda os produtos de limpeza. Noah me agarrou bruscamente e me puxou para o seu enorme abraço, me abraçando tão apertado.
— Eu vou ficar e vamos ter uma ótima noite e eu vou fazer você sorrir.
Ah, eu tenho uma ideia.

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