Narrado por Oliver.
— A gente já tá seguindo ele faz uma hora e meia, por que você simplesmente não vai falar com o cara?
— Não! Agora fecha a boca e se abaixa! — Bianca puxou o meu ombro, nos abaixando atrás de uma arara.
Estávamos, agora, escondidos em uma das lojas no shopping enquanto o garoto estava olhando algumas camisetas. Ele estava com duas outras pessoas, mas as pessoas estavam de mãos dadas, então, suponho que estejam namorando ou algo assim.
— Dane-se. — me levantei de onde estávamos escondidos e abordei o menino. Eu podia praticamente ouvir Bianca resmungar de raiva atrás de mim.
— Oliver, volta aqui! — Bianca sibilou em silêncio. Mais ou menos como quando as mães dão bronca nos filhos em um lugar com muitas pessoas, e não me diga que você nunca ouviu isso. Todos já ouvimos.
— Ei, cara. — cutuquei seu ombro e ele saltou com o susto.
— Ah, oi! — o garoto virou-se, elevando-se sobre mim.
— Olha, não vou mentir, eu estive te seguindo por mais de meia hora e a minha curiosidade está me matando. Você é solteiro? — putz, isso saiu tão estranho. O menino arregalou os seus olhos quando disse, em seguida, riu e respondeu.
— Cara, eu não sou gay, mas fico lisonjeado...
— Ah, meu Deus, não. — revirei os meus olhos. - Minha amiga Bianca, ela tá afim de você. — isso trouxe uma cor vermelha ao seu rosto.
— Sério?
— Bianca! — eu a chamei. Ela então saiu do seu esconderijo atrás das araras com o seu rosto também vermelho. O garoto riu. — Cara, essa é Bianca. Bianca, esse é o cara. Bom, agora vou ir comprar algo para comer, divirtam-se. — disse e comecei a me afastar, rindo. Só espero que não demorem.
***
— Então, quando vai ser nosso encontro número quatro? — perguntei a Noah por celular antes de tomar um gole de milkshake. Eu estava sentado sozinho em uma mesa na praça de alimentação agora.
— Que tal amanhã à noite? — Noah sugeriu. Ele estava tão ocupado com todo esse lance de volta as aulas, afinal, ele tem muita coisa para recuperar.
— Parece ótimo, talvez possamos tentar algo diferente? — eu sugeri e ele riu.
— O que você quiser, princesa. — o meu rosto tornou-se quente.
— Ah, eu quase esqueci!
— Do que você quase esqueceu? — Noah riu.
— Que você é atrevido!
— Droga, pensei que a gente já tivesse superado isso.
— A culpa é sua, Sr. Atrevido.
— Que seja. Bem, eu tenho um trabalho de matemática para terminar agora, mas eu te ligo hoje à noite, ok?
— Claro, a gente se fala depois então!
— Tchau. — desliguei. A nossa conversa terminou assim tão rápido. Como se quiséssemos dizer mais coisas, mas não fosse possível.
Uma parte de mim acredita que seja a ausência de um "eu te amo". Essas três palavras que são vítimas de abuso todos os dias por pessoas que significam muito para ambas. Eu ainda quero dizer isso a Noah, um dia. E é difícil não amar alguém como ele. Tão cuidadoso, tão amável, tão apaixonado e tão... perfeito. Tudo que sempre sonhei e muito mais. Mas eu ainda não conheço ele completamente, tudo o que sei é que ele frequenta a terapia por razões diferentes de bullying. Mas eu estou cada vez mais me apaixonando por ele, a ponto de acreditar que não serei capaz de deixá-lo ir.
Noah Martin, você tem o meu coração.
— Oli! — Bianca gritou, andando sozinha até mim.
— Oi! — sorri ainda sentado. — Então, já estão apaixonados? — brinquei, dando outro gole no meu milkshake.
— Ainda não, mas eu peguei o número dele e também o nome.
— Que é?
— Hyun! Significa sabedoria! Isso não é tão sexy? — Bianca abanou-se.
— Você precisa se acalmar. Então, ele gostou de você?
— Sei lá, quer dizer, eu não tenho certeza, ele ficou corando durante todo o tempo que conversamos. E ele também ficou me
elogiando bastante.
— Hm, então ele gostou. — sorri, observando o brilho nos olhos de Bianca.
— Que vergonha, eu ainda nem terminei com Brian.
— Bianca! — gritei em espanto.
— O quê? Também quero me divertir. — Bianca disse, cruzando os braços. Cadela bipolar.
Acho que estou apaixonado.

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