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Crônicas das Encruzilhadas

Ao fundo da toca do coelho.

Ao fundo da toca do coelho.

Mar 20, 2023

Clarisse estava inquieta desde que Caster a declarou totalmente recuperada. Tanto tempo imóvel se transformou em uma dor irritante nas juntas em adição às queimaduras normais. Caster chamou de "dor crônica", agindo como se fosse um grande problema. Bem, Clarisse teve que conviver com aquilo desde que ela se lembrava. Se a dor ainda não a matou, então ela podia ignora-la.
Nenhum cavaleiro digno de seu nome desmorona por mera dor. Levante-se e lute!
Seu tio havia martelado essas palavras em sua mente há muito tempo. Ela tinha ido longe demais agora. Isso a ajudou a se tornar quem ela era. Ela poderia suportar isso. Ela só queria voltar aos seus deveres.
Isso leva Clarisse à sua batalha mais atual: Mineração.
“Com todo o respeito, Lady Caster. Acho que interpretei mal as tuas palavras. Eu esperava um covil de monstros, não um trabalho de mineração."
"Por favor, apenas largue o 'Lady', eu imploro." Caster insistiu mais uma vez.
"Qual é o problema, Lady Caster? Muito chique para uma bruxa?" Em algum lugar à frente, Alexia riu. “Não precisa se preocupar, minha amiga. Os monstros que você procura estão logo à frente."
Clarisse avistou a gladiadora patrulhando à frente. Alexia também tinha sua armadura equipada. A armadura de Alexia contrastava fortemente com a de Clarisse devido ao estilo romano. Armadura de placas sobre o peito e os ombros que deixavam os antebraços expostos. Mais placas em volta das pernas e no que Alexia insistiu ser uma “saia de combate”. E botas de metal com dedos de metal. Um capacete leve e estilizado. E luvas de couro cobrindo a maior parte de suas mãos e braços.
Caster e Clarisse também estavam bem equipados para a masmorra. A nova armadura de Clarisse consistia em placas sobre cota de malha e couro em torno de seus braços, pernas, peito e costas. Botas blindadas pesadas e manoplas. Ela tinha sua grande espada em uma mão e um escudo de aço na outra.
Caster, apesar de sua atitude despreocupada, mudou para um equipamento mais adequado para a batalha. Sob a capa, ela usava um conjunto de armadura de couro com várias runas protetoras costuradas. Seu cajado estava armazenado com segurança em seu inventário, pronto para ressurgir com um gesto de sua mão. O que ela estava empunhando no momento era uma picareta.
“Estamos aqui apenas para minerar um pouco de quartzo que preciso para uma poção. Prefiro manter as lutas no mínimo." Caster ergueu um dedo acusatório para Alexia. “Isso vale o dobro para você.”
“Você antes mudará o curso de um rio do que negar minha natureza, Bruxa.” Alexia declarou de volta.
"Alexia, veu ou arrancar suas rótulas." O mago segurou a picareta com as duas mãos como um anão zangado. “Isso é uma ameaça.”
Deram uns cinco passos em silêncio. Alexia finalmente cedeu. "Ok. Eu vou me segurar por enquanto.
Clarisse lutou para conter uma risada. Caster tinha talento para fazer ameaças estranhas. Mas Clarisse não podia mentir, elas com certeza eram eficazes.
Era bom rir assim. Especialmente naquele túnel frio. Isso ajudou a distraí-la dos musculos doloridos.
Eles finalmente chegaram a uma grande câmara cheia de cristais no chão. A câmara era tão vasta quanto os salões do castelo real. A luz emanava de um aglomerado no meio da caverna. Um caminho de cascalho e areia os levava ao centro, onde a maioria dos cristais se erguia.
Caster andava por aí, nunca muito longe de Clarisse ou Alexia. Nunca baixando a guarda. Verificando os aglomerados, agitando uma varinha acima dos cristais. O orbe na ponta brilhava vermelho repetidamente. Finalmente, um dos cristais mais densos brilhou em azul. Um da cor do leite.
"Tudo bem. Alexia, você pode me ajudar?" Caster perguntou.
O gladiador assentiu. Ela guardou a lança que carregava e convocou uma picareta própria.
“Clarisse, cuide de nós. Avise-nos se algum mob aparecer.” Disse a maga.
O cavaleiro respondeu com um rápido aceno de cabeça. Desembainhando sua espada e montando guarda perto dos dois.
De certa forma, Caster estava grata e nervosa pelo ritmo lento. Ela não queria nada mais que evitar todas os monstros na caverna e pegar o quartzo. Ela não é uma lutadora. Essa é a razão exata pela qual ela sempre pede a Alexia para ir com ela.
Por outro lado, paz significa que ela teve muito tempo para pensar. O que significa que aquele momento continuou se repetindo em sua mente.

Eles estavam voltando para a casa dela. Apenas mais um dia ensolarado. Clarisse se ofereceu para ir com ela e ajudá-la a carregar as compras. Caster gostava de conversar com alguém enquanto caminhava.
Tudo estava bem. Até que encontraram sua casa.
"Lady Caster. Há algo importante que eu gostaria de falar convosco."
Caster virou-se para encarar a cavaleira com um olhar estranho no rosto.
"Lady? que... de onde veio isso?" Questionou o mago.
"Acho que seria mais apropriado me dirigir a tu desta maneira agora." Clarisse gentilmente colocou sua bolsa de lado e se ajoelhou.
Caster só pode assistir com curiosidade perplexa. Clarisse gentilmente agarrou a mão de Caster. Como um cavaleiro de conto de fadas prestes a defender sua vida para sua princesa.
“Eu não tinha nada quando cheguei. Não tinha um teto sobre minha cabeça, comida ou um dever a cumprir. Ainda assim, tu me salvaste. Me oferecente comida e um lugar para repousar. Ofereceste a orientação que eu desesperadamente necessitava para me adaptar a este mundo. Foste paciente, me guiou com um sorriso nos lábios.
Caster começou a protestar. Qualquer um teria ajudado do mesmo jeito. Mas Clarisse continuou.
"Vos salvaste minha vida. Eu nunca poderia sonhar em pagar tal dívida. Então, hoje e agora, eu faço uma promessa."
O coração de Caster disparou. Clarisse beijou sua mão. Seus lábios deixaram uma sensação de queimação na palma.
"Pela minha honra como cavaleira, servirei como tua cavaleira de agora em diante. Por favor, permita que esta humilde cavaleira cumpra o único dever que lhe resta."
Caster lutou para respirar. Tentando pensar direito apesar do coração batendo forte contra o peito. Ela jurou que seu rosto estava vermelho. Inferno, como ainda havia sangue em seus membros? Como alguem sequer responde a algo assim?!
"Eu ficarei honrada?" Ela engasgou
"Então te protegerei com minha vida." A cavaleira respondeu. Sorrindo como Caster nunca tinha visto antes.

Caster pressionou a cabeça contra um pedaço grande de quartzo. Ela havia se acostumado com a estranheza e peculiaridades de Liminia há muito tempo. Mas isso era diferente. Aquilo era uma cavaleira super bonita jurando sua lealdade eterna a ela.
Meu pobre coraçãozinho não aguenta uma coisa dessas. A maga guinchou em sua própria mente.
"Caster? Você está bem?" Alexia parou de minerar. Subitamente preocupado com a maga.
"Sim." Ela murmurou, virando a cabeça para evitar mostrar as bochechas em chamas. "Apenas cansada. Sério."
Ela percebeu que Alexia não estava convencida, mas felizmente a gladiadora não insistiu no assunto.
Clarisse, no entanto, havia notado a parada repentina do som da mineiração. Ela estava prestes a checar como as companheiras estavam quando outro som se fez ouvir. O som de algo duro batendo na pedra acima. Rangidos e rachaduras e um zumbido que a lembrou de insetos.
A cavaleira olhou para cima, procurando a origem do barulho. Lá em cima no teto. Uma aranha.
Uma aranha grande, muito grande. Talvez tão grande quanto Caster. Escura como uma noite sem luar, com manchas verdes brilhantes ao longo do corpo e das pernas. Ambos tão grossos e de aparência dura que Clarisse tinha certeza de que eram blindados.
"Lady Caster? Um inimigo se aproxima!" A cavaleira gritou.
"O quê? O que você-Puta que me pariu. Aranha batedora!" A maga jogou a picareta de lado para invocar seu cajado. O orbe embutido na ponta brilhava azul com poder.
"Eu te disse, Bruxa. Os rios correm e os fortes lutam. Agora exploda essa coisa pra fora do teto!" Alexia trouxe de volta sua lança. "Delannoy! Não deixe aquela aranha escapar. Ela vai avisar o ninho inteiro."
“Trovoada!” Os dedos de Caster explodiram em faíscas. O raio disparou pelo ar, atingindo a aranha bem no flaco. Faíscas e fragmentos de pedra caíram com o batedor. O monstro caiu de costas, perto de Clarisse.
A cavaleira agiu por puro instinto. Cruzando a distância em segundos. Seu corpo parecia estar queimando por dentro. Ela poderia jurar que viu brasas brilhando ao redor do braço que segurava a espada.
Ela enterrou a espada na aranha. Diretamente através da mandíbula e garganta divididas. A aranha gorgolejou um grito. Clarisse torceu a espada para impedir o pedido de ajuda. Finalmente, depois de alguns momentos de agonia, a aranha se enrolou sobre si mesma e morreu.
Clarisse arrancou a espada do corpo assim que ela começou a se dissolver. Isso ainda a enojava. A maneira como o monstro derreteu e evaporou simultaneamente, até que nada restasse, a deixou enjoada.
“Ae, garota!” Caster gritou.
Clarisse embainhou sua espada, ela não pôde deixar de sorrir com orgulho. “Você me honra, Lady Caster. Este era apenas um simples inimigo.”
“Não fique convencida, cavaleira. Os solitários não são nenhum desafio. O enxame é a verdadeira ameaça." Alexia alertou.
A cavaleira e a gladiadora trocaram de lugar depois disso. Alexia ficou de guarda enquanto Clarisse ajudava Caster a minerar quartzo.
É claro que mais aranhas apareceriam de vez em quando. Primeiro um de cada vez, depois em pares. Por sorte, Caster terminou de pegar todo o quartzo de que precisava. Cerca de um saco cheio deles.
"A mim. Clarisse, por favor, fique dentro do círculo. Vou nos levar para fora." Caster esperou que seus companheiros se aproximassem e convocou seu cajado. A maga bateu a arma no chão. Um círculo mágico intrincado se formou ao redor do trio, brilhando em azul com energia e soprando um tornado ao redor deles.
No momento eguinte o sol assaltou suas retinas. O trio havia voltado a entrada da mina.
"Sãos e salvos." A maga sorriu. "Alguem ta a fim de uma bebida?"
dorigonsaulob
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Caster, a bruxa misteriosa com uma atitude estranhamente despreocupada. Conhecedor de inúmeros feitiços e remédios. Seu objetivo atual parece ser apenas viver em paz em seu pântano, mas a chegada de Clarisse muda radicalmente seus planos.

E Alexia César Maximus Decimus. O maior guerreiro a pisar no Coliseu Romano. Agora uma lâmina de aluguel que busca paz e tranquilidade em Pelles, assim como Caster.
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