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Aurora Espelhos Vazios

Você tem um plano. Parte 1.

Você tem um plano. Parte 1.

Jun 17, 2023



Parte 1.



— Escola? Por que eu preciso ir para a escola? Você pode me ensinar aqui em casa — Pergunto para minha mãe, voltando a me sentar. 
Eu odeio essa ideia, odeio estar rodeada de crianças. 
Se falar com os seres que já atingiu o máximo do seu crescimento é um empecilho, imagina dividir seu tempo com quem ainda está no estágio de desenvolvimento.
— Ainda não ensinamos nada para ela — Maggie fala tristemente, com o peso da responsabilidade caindo sobre os ombros. 
Jake dá batidinhas com o dedo indicador na mesa e se levanta, fugindo da parte difícil. 
Meu pai tem essa mania de deixar os assuntos sérios para minha mãe, o que tinha para ele fazer, já foi feito.
— Ensinamos ela a sobreviver, agora que vem a parte difícil — Ele pisca para mim, aumentando a sombra do sorriso de mais cedo. 
Essa era a merda da surpresa. 
— Bom, enquanto vocês conversam, eu vou arrumar a carroça para o mercado — Jake sai da cozinha se despedindo da minha mãe com um leve roçar de lábios. 
(Own, não é lindo o amor?). (Não quando você é o espectador). (Você não tem o direito de reclamar disso para mim, eu terei uma eternidade de espetáculos para assistir). (Se te ajuda um pouco, pelo menos você vai sentir as partes boas). (Não sei em que isso seria bom). (HAHAHA, tornarei divertido). (Por favor, para, estou começando a ficar enjoado). (Ué, você não era a personalidade extrovertida? Cadê seu senso de humor? HAHAHAHA). (Temos as mesmas personalidades, idiota). (HAHAHAHA). 
Os movimentos de Maggie chamam a minha atenção, me desligo de Glint enquanto ela volta a sentar à mesa me olhando intensamente com suas orbes azuis. 
— Eu poderia te ensinar em casa e parte da tarefa vai ser isso. Mas se você quer poder viajar pelo mundo, você vai precisar de dinheiro e para tal, você terá que ter uma boa profissão. 
(Não é óbvio?). (Deveria ser óbvio para uma criança de dez anos?). (Sim?). (Não, Glint!). (Crianças de dez anos não deveriam estar preparadas para o mundo?). (Não crianças humanas que vivem no meio do mato). (humm...).
— Profissão?
— Hum... Para conseguir dinheiro a gente precisa vender nossos serviços... 
— Tipo o papai no mercado?
— Basicamente isso. Porém o que a gente faz só rende para a nossa sobrevivência. 
(É nessas horas que nossa montanha de ouro nos faz falta). Glint pensa o mesmo que eu. (Sim). (Será que ela ainda está lá?). (Não sei, já fazem séculos desde a última vez). 
Decidi pegar mais uma xícara de café, esse assunto vai longe. 
— E qual seria a profissão que me daria mais dinheiro?
Minha mãe dá risada, reconhecendo que essa conversa vai se estender. 
— Aí vai depender de seu ranking. 
— Urgh. Vamos do começo mãe. 
— Você não deveria beber tanto café? 
— Mãe, não esse começo... 
— Nem a ser tão…
— Mãe!
— Tá, já entendi. Vou tentar ser objetiva. — Seu canto hilário se estende mais um pouco.
(Senta, que lá vem história). (Se não fosse por nossos séculos dormindo, não estaríamos aqui ouvindo ela). (Se não fosse por aquele otário, não precisaríamos ter que saber sobre as raças inferiores). (Justo).
— Já te falamos dos cinco continentes, a população de cada continente possui suas próprias raças e etnias. Então não dá para generalizar, pois cada um tem suas regras e você vai aprender isso com o passar do tempo. O que vou te explicar hoje é sobre o conjunto de regras do continente Central, nomeado de Opimo — Maggie me acompanha no café e continua seu discurso.
— Opimo é o maior dos continentes, possui terras férteis e um clima agradável para qualquer raça. Por isso, com a dificuldade de sobrevivência dos outros continentes, os humanos guerrearam e conquistaram essa terra.
(Como uma raça fraca como os humanos, conseguiu sobrepor às outras?). (Talvez com sua numerosa população? Você sabe como eles se reproduzem rápido, Glint. São como pragas). 
— Mesmo com pequenos conflitos aqui e ali, os continentes não costumavam ter contato uns com os outros. Todavia isso mudou com a grande explosão, há trezentos anos atrás.
— Que explosão? — Me intrometo na sua explicação. 
Maggie pensa por um tempo, ponderando como explicar isso. 
— Há trezentos anos atrás, houve um grande clarão no reino élfico. Ninguém sabe explicar direito como tudo aconteceu, a única coisa que sabemos é que uma cordilheira ganhou um buraco em linha reta nas montanhas e o céu foi iluminado por uma luz forte durante três dias e três noites. Os elfos que moravam na costa do continente, com medo da explosão ser um golpe, atravessaram o oceano até o continente Central. Inicialmente eles não foram bem recebidos pelos humanos, mas com a promessa de uma troca comercial amigável, os nativos daqui abriram as portas gentilmente. — Maggie sorri com sua própria piada, eu a acompanho, porque é inevitável não achar essa frase escandalosamente ridícula.
— Enfim... — Ela tosse se recompondo — Alguns deles retornaram para suas terras e outros ficaram aqui para cumprir com o acordo. Esse contato dos humanos com os elfos abriu portas para a transação entre as espécies. Muitos começaram a vir para cá, enchendo o continente de novas raças, culturas, línguas, moedas, novos problemas e trabalhos. Foi uma bagunça. Os humanos daquela época ainda não estavam satisfeitos em ter que dividir suas terras, porém, eles calaram a boca conforme o dinheiro foi entrando. Esse evento ficou conhecido como a era da globalização. 
(Então o uso de nosso poder a três séculos passados resultou na troca amigável entre as espécies?). Glint se envaidece. (Não sei se isso é uma coisa boa). (Pois é, sua mãe não parece muito fã dos humanos). (Ela é uma princesa Fae, no mínimo teria alguma hostilidade). 
— Muita coisa aconteceu — Reconheço — Mas como tudo isso se liga à eu ter que ir para a escola e o que são os rankings?
Maggie se levanta da mesa e recolhe nossas xícaras, colocando-as na pia. — Calma, já estou chegando no assunto — Ela volta a se sentar.
— Bem... Com tantas raças misturadas aqui, as coisas precisaram ser reajustadas. Novas profissões, leis e medidas foram inventadas. E um desses novos conceitos, foi a escalação de ranking. Todas as raças possuem uma certa hierarquia, que vão tanto do social, como a nobreza e a plebe. Quanto aos títulos que te escalam do mais fraco ao mais forte. Um está ligado à forma que você nasceu e o outro é medido com base em seus esforços. 
(Urgh, isso tá me dando dor de cabeça). (Cale-se. Já está sendo difícil acompanhar tanta informação). (...).
— Vamos concentrar nos que são medidos por esforços, que somos da plebe você já sabe.
— Eu, né?
Ela reavalia o que tinha dito. 
— Eu abdiquei do meu título, então não sou mais nobre. 
(Ela tem um ponto). 
— Continuando… Os ranking são medidos dos mais fracos aos mais fortes. Quem tem mais, ou menos domínio sobre os elementos, e quem são fisicamente mais resistentes. Os humanos, elfos, fadas, bruxas e outras espécies que usam mais os elementos, são avaliados com base nos níveis de habilidades que conjuram, se possuem aptidão e o quanto conseguem armazenar em seus núcleos. Os Faes são nivelados pela quantidade de runas Megas e Gigas que possuem. Os Bárbaros por suas resistências físicas. E os Demônios pela força e diversidade mágica — Ela respira confortavelmente e volta a falar. 
— Claro, isso é só a base. Seria difícil pontuar as espécies apenas com a lei do mais forte com tanta diversidade num só lugar. Então para que todos sejam avaliados de forma justa, todos os cidadãos do continente central passam por uma avaliação mágica, física, de conhecimentos gerais e comportamentais, durante cinco anos. Sendo ranqueados dos piores aos melhores de todo o continente. 
— E como faz essa avaliação? — Pergunto para minha mãe. 
Imagina o quão incrível deve ser essa luta de posições? 
— Indo para a escola — Ela responde, quebrando meu interesse em pedaços. 
— O quê?
— A escola é a instituição responsável por capacitar novos profissionais e também, pelo processo de ranquear os cidadãos de Opimo.  
Merda! Eu sei o quão importante é estudar, mas passar por isso de novo?... Urgh! (Existe a possibilidade de sair matando todo mundo. Duvido eles não compreenderem nossa força dessa forma). (Não é tão simples). (Por que não?). (Precisamos descobrir quem era aquele ser, coletar o máximo de informações possíveis e ganhar a confiança de pessoas que abrem o caminho para a gente. Sair matando todo mundo colocaria um alvo em nossas costas, dificultaria nosso trabalho e não temos tempo para isso. Nunca se sabe quando ele vai voltar). 
— É aí que está a importância de você ir para a escola — Minha mãe termina sua explicação. 
— Que difícil.
— Só os conceitos, na prática é bem mais fácil.
Duvido muito. 
— Então, qual é a escola mais perto?
Ela mexe as mãos distraidamente, dispersando a importância do assunto — Você não precisa se preocupar com isso.
— O que você quer dizer?
— Todas as crianças vão para a Academia Revoar. Vocês responderão ao mesmo teste e conforme forem suas notas, saberão se vão voltar para casa e estudar numa escola próxima, ou se vão continuar lá mesmo.
— Por que academia e não escola Revoar?
— Porque lá vocês estarão estudando e se preparando para cargos mais importantes. É um instituto para pessoas nobres. Nas escolas as crianças voltam a estudar desde o básico. 
(Você vai evitar entrar nessa academia, então?). (Não necessariamente). (Achei que você tentaria fazer as pesquisas disfarçadamente). (Você ouviu o Manto Branco, ele só se aproximou de nós justamente por termos ficado parados. Preciso fingir ter aprendido com a lição dele). (Isso significa que ele pode estar nos observando?). (Talvez). (Então como vamos pesquisar sobre ele, sem que ele perceba?). (Simples, vamos fazer com que as coincidências aconteçam). (Fingir que estamos apenas estudando e que as portas se abriram milagrosamente?). (Precisamente). (Vejo que você tem um plano). (Estou há dez anos pensando nele). 

NobaraRose
NobaraRose

Creator

Parte 1 do capítulo 7.
Aurora descobre que para dar continuidade aos seus objetivos, terá que seguir as regras dessa nova era.

#description #regras #negociacao #negotiation #Dragon #laws #conflito

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A introdução finalmente acabou 😌

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