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Aurora Espelhos Vazios

Maldito manipulador! Parte 2.

Maldito manipulador! Parte 2.

Jul 08, 2023

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Cursing/Profanity
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Parte 2


(Cadê aquela pressa toda?). Glint se interessa pelo o evento. (Eu deveria deixar a mãe do garoto morrer na frente dele?). (Você acabou de tirar três vidas, uma a mais não mudaria nada). Urgh! (Me poupe de suas gracinhas, eu também salvei vários lobos). É impressão minha, ou Glint está estranhamente incomodado hoje? (Por que você está tão interessado nos meus motivos?). Sinto Glint vacilar, ele bufa uma risada descontente, mas responde. (Não estou tentando ser chato, apenas não sei o motivo de você se interessar tanto pelas vidas dos seres inferiores). Hm... Isso deveria ser uma conversa para outra hora. Bem... Foda-se... Glint está cada vez mais alarmado com minhas ações, precisamos conversar e pôr os pingos nos "ii". 

(Não vou ser hipócrita com você, Glint, sei pelo o que passamos, sempre foi lutar para sobreviver. Não tivemos muitas oportunidades de escolha, mas agora temos. Isso não quer dizer que estou tentando ser o cavaleiro de armadura brilhante para eles, longe disso...). (Então qual o motivo de lutar por eles?). Ele me interrompe.

Suspiro em derrota, não tem como eu detalhar meus motivos no meio de um conflito. (Eu só não sou uma psicopata, Glint...). (Diz aquela que sorriu ao ver um lobo explodindo). (Não finja ignorância, sempre nos divertimos quando a malícia nos olhos do oponente se transforma em medo). (...). (Você não precisa ficar tão na defensiva, eu não vacilarei no nosso plano. Contudo, se eu quiser matar, eu vou. E se eu quiser salvar alguém, eu salvarei).  

— Como é? — O garoto nos interrompe. 

Eu sei que Glint sente meu alívio, uma vez que, posso sentir um pouco de sua própria frustração. Por enquanto, é melhor assim e ele sabe disso.

Volto a prestar atenção no mundo ao meu redor, assistindo a criança me desafiar com seus olhos vermelhos vibrantes, olhos com pupila escura e íris que abrem como uma explosão vermelha-alaranjada até o oceano pacífico vermelho-escarlate. 

— Querido, ela não é nossa inimiga. — A mulher de traços cansados tenta amenizar a situação, o que aparentemente não funciona muito, pelo modo em que ele ainda continua a me encarar em silêncio.

Decido não perder meu tempo e me viro novamente, desistindo da burocracia. 

Seria tão mais fácil se eu só fingisse que nada está acontecendo, como Glint espera que eu faça. Para isso eu teria que isolar os sons do ambiente e ignorar os gemidos de dor da mulher.

— Pare! — O garoto protesta, desta vez, em desespero. 

Sua postura defensiva imediatamente se rompe. 

— Por favor, ajude minha mãe! — Ele a segura, tentando manter a postura da mulher de forma ereta.

(Vejo que já tomou uma decisão... O que pretende fazer?). Existiriam tantos caminhos se eu estivesse no meu ápice... (Primeiros socorros não a ajudará, e eu não possuo habilidades de cura no momento, então... a melhor escolha é influenciar o corpo dela a se curar). (Isso te esgotará). (Pretendo não usar a minha energia). (De quem então? O garoto está esgotado e a mulher não tem núcleo). As porcentagens são poucas, mas não inexistentes. (E como você acha que a criança tem tanto poder?). (Talvez o pai dela seja picudo?). (Haja pica para o gene mágico da criança derivar cem por cento dele... De qualquer forma tenho que fechar a ferida, há o risco dela ter hemorragia e não temos tempo para esperar eu drenar a energia ambiente, nem posso fazer isso aqui por causa daqueles Faes de merda... Acharei uma resposta). (Bom, não posso convencê-la do contrário, você não me ouviria, então dê o seu melhor!). Maldito manipulador!

Deixo Glint, e seu sarcasmo, para depois e me aproximo da pequena família, invadindo o espaço que anteriormente foi dominado pela barreira do garoto. Agora, de perto, posso perceber o quão pálida está a mulher. Talvez seja pela perda de sangue, ou pelo contraste de sua cor natural com os cachos negros caídos em seus ombros. Provavelmente é pelos dois motivos. 

Alcanço-a rapidamente, ficando cara a cara com a jovem mãe de olhos castanhos claros. Talvez não tão cara a cara, minha altura chega até o queixo da bela mulher. Embora eu seja mais alta que uma criança de dez anos, com meus um metro e sessenta e dois centímetros, ainda sou mais baixa que a maioria dos humanos adultos. 

— Posso? — Pergunto outra vez, estendendo a mão para ela. 

Ela acena que sim. 

— Preciso que você esteja sentada, o procedimento lhe enfraquecerá — Ofereço minha mão para ajudá-la e ela pega com o braço bom.

Acompanho o movimento da mulher, a fim de evitar que ela se esforce inutilmente, me agacho nos tornozelos do lado do ombro machucado e aproveito para examinar a pele dela de perto.

O corte foi muito profundo, quatro fendas dividem seu ombro, cavadas propositalmente. A região se encontra sem boa parte de carne, pele e gordura. 

Merda! Está muito feio, não consigo curá-la. Não na minha atual condição, para isso, eu precisaria cultivar mais energia. A única coisa que posso fazer para ajudá-la é cauterizar a ferida, fechando ela com fogo e torcer para que funcione. 

Vai doer pra caralho. 

— Tá muito feio, jovenzinha? 

— Aurora.

Ela me olha confusa. 

— Meu nome.

— Oh, sim. Me desculpe. 

Sem problemas, penso. 

— Preciso saber, antes de prosseguir, a senhora possui algum tipo de magia? — Vai que dou sorte aqui. 

— Anastácia.

— O quê? — Pergunto olhando em seus olhos.

— Meu nome — Ela responde, indiferente. 

Oh? Bufo uma risada. 

— É um prazer conhecê-la, Anastácia. E então?

Ela reflete por um momento. — B-Bem, sim. Não. 

— Sim e não o quê Anastácia? Vamos, o tempo está correndo. 

Ela acena. 

— E-eu não possuo, eu acho. Meu marido possuía, mas eu não, seria impossível. 

Bom... Os casos raros deveriam ser aqueles que não possuem magia, e não o contrário.

— Deixa eu verificar. — Aproximo minhas duas mãos na boca do estômago dela, sem encostar, e uso a minha energia para vasculhar seu possível núcleo. 

Pode ser que ela não tenha conhecimento de suas habilidades. 

Os humanos tendem a despertar a magia ainda adolescentes, mas se você vive suficientemente confortável, o poder pode se manter adormecido.

— O que você está fazendo?! — A criança pergunta. 

— Investigando. 

— Investigando o quê? 

Lanço meu poder em pequenos intervalos, fazendo-o alcançar o núcleo do corpo dela e aguardo pelo seu retorno com informações. Semelhante ao sinal que os animais aquáticos emitem para caçar e se localizarem. E assim como o esperado, meu poder retorna em ondas desiguais. 

Isso! 

Há algo aqui, se não houvesse, ele não retornaria tão rápido e com oscilações. É pequeno, mas existe. Seu filho não herdaria tamanho poder somente com o vestígio do pai. 

— Anastácia, alguma vez você sem querer acabou usando algum tipo de magia?

— Bem, não... não que eu saiba — Ela responde ofegante, incomodada com a dor no ombro.

— Algum episódio estranho? — Insisto porque é importante.

É mais rápido saber de suas habilidades, do que esperar Anastácia descobrir sozinha.

— Nada muito significativo... E-eu já acordei com a cama completamente molhada, cheguei a achar que estava passando pela menopausa, mas a teoria foi desconsiderada com os meses seguintes. Não sei se é o que você queria como resposta. 

Água. Perfeito! 

— Criança…

— Matthew — Ele me corta. 

— Matthew… — Pronuncio, notando sua atenção na nossa conduta de antes. 

— Preciso que fique atento aos ataques, faça o que lhe instruí mais cedo. Eu ajudarei sua mãe, e não quero ser interrompida. 

— Certo! — Ele responde rápido, nos dando espaço.  

O garoto também deve ter passado por alguns maus bocados, ele é incrivelmente perspicaz e obediente.

— Anastácia, o que iremos fazer resultará no seu esgotamento, mas vai salvá-la. 

Ela me olha apreensiva. 

— No-nós?

— Sim, você vai usar sua própria magia para curar suas feridas.

— O quê? Eu não tenho… — Ela tenta gesticular, mas a dor lhe impede.

— Você tem. Confia em mim. Ajudarei a senhora a usá-la. 

— Ce-certo — Ela me olha cética. 

Urgh. Péssimo começo. 

— Preciso que você confie em seu potencial para que isso dê certo, mesmo que você não acredite em mim, se esforce ao máximo pelo seu filho. Você não quer deixá-lo sozinho, não é?

A última parte foi uma provocação covardemente necessária. 

— Ok — Ela acena não muito confiante. 

Ela concordar já é o suficiente para mim.

— Certo. Eu avaliei sua condição e sei que você possui um núcleo, eu senti. E pela anormalidade que você descreveu, tem um potencial gigantesco de ser o elemento água. Você já pode usá-lo, ele é seu. O que preciso que você faça é senti-lo. 

— Como? — Ela aperta o braço, em descrença pelas novidades que recebeu.

Tento não pressioná-la muito, não deve ser fácil confiar numa criança estranha, assumindo que conhece seu corpo melhor do que a si próprio. 

— Fecha os olhos e relaxa — Digo e ela o faz. — Todos os elementos possuem formas de induzir eles à agirem, a água, por exemplo, é ao assumir que seu corpo faz parte dela. Você é água, e o que você precisa agora, é disciplinar seu corpo a se comportar da maneira como você desejar — Continuo, sem aprofundar muito no assunto.

­— Eu sou água — Anastácia repete.

— Ok! Iremos direto para a prática. Se imagine dentro de uma banheira vazia. 

Suas feições relaxam, deixando seu braço cair devagar. 

Isso aí!

— A água em seu corpo está escorrendo para a banheira, ela está se enchendo sozinha, sem qualquer tipo de ajuda. — Ela segue meus comandos. 

Oh, bom... tá sendo rápido, ótimo! (Ela tá conseguindo). Sorrio vitoriosa. (Olha essa quantidade de água. Como ela não conseguiu sentir?). 

Uma poça se formou embaixo de nós, enquanto Anastácia se imagina enchendo a banheira. A água escorre pela rua, transbordando de seu sonho. (Talvez nunca tenha precisado usar?). (Sim... Uma pena, sua vida poderia ter sido mais fácil). 

— Encheu a banheira, Anastácia?

— Sim. — Ela responde ainda em transe.

— Excelente! Agora preciso que você imagine a água voltando para dentro de você. 

Sua sobrancelha contrai em confusão. 

O primeiro passo foi mais para eu saber se ela consegue realizar as minhas ordens, do que uma instrução séria. 

— Ok — Ela faz sem discutir. 

— Você vai sentir a água rodeando seu corpo e entrando calmamente em sua pele, em sua carne, dividindo espaço com seu sangue. Você é água e ela flui em seu corpo, assim como flui num rio. Ela está vagando em seus órgãos, pele, músculos, se mesclando com seu sangue e subindo lentamente por seus pés, pernas e barriga — O líquido repete o sonho da mulher, na vida real. — A água te obedece, passando pelo seu busto e indo em direção ao seu ombro esquerdo. Porém seu ombro está parcialmente vazio, Anastácia. 

— Sim — Ela assente. 

— O líquido que estava na banheira te obedece, você o usa para suprir os vãos em seu ombro, enchendo lentamente as brechas, se misturando em sua carne, preenchendo o espaço vazio. O líquido continua subindo e subindo, deixando o vão cada vez menor e mais estreito. As brechas, agora, não se passam de fendas razas. A água já não cabe mais, ela transborda e o sangue substitui a carne que faltava. — O mesmo acontece com seu corpo fora do sonho. 

Seu ombro completamente curado. 

Sorrio com o feito. 

— Pode abrir os olhos, Anastácia. 

Ela faz, quase não conseguindo. 

— Deu certo?

— Veja você mesma. 

Ela vira o pescoço sem conseguir mexer o corpo. 

— Como?

— Chama-se Herança de Sangue, é uma magia poderosa, mas simples. Que consiste em você usar seu elemento água para influenciar o seu sangue e os componentes que habitam nele à te obedecerem, além de influenciar o colágeno, as células troncos e todo o sistema celular com capacidade de proliferação. Acelerando o processo de regeneração e cicatrização... 

— Com quem você está falando? — O moleque me interrompe. 

Ué, com sua mãe? Desvio meu olhar do ombro para o rosto de Anastácia e descubro que ela está dormindo. Urgh. 

— Comigo mesmo — Respondo constrangida. 

Ele me avalia com seu olhar crítico de merda, mas ignora a cena.

É bom mesmo, criança! Já tenho o suficiente de pessoas me julgando. (Por que sinto que você está me xingando?). Glint se apresenta em tom zombeteiro. (Quem? Eu? Nunca!). (Sei...). 

— Como ela está? 

Preciso dar pontos extras para esse garoto, ele é útil para interromper o Glint.

— Vai sobreviver, ela só precisa descansar. — Cruzo os braços na minha frente, contemplativa, com um sorriso leve.

— Uhum. É… Obrigado, por salvar eu e minha mãe. 

Me levanto, esticando as pernas. 

— De nada. —  Me viro, indo em direção ao centro da vila. 

— Onde você vai? 

— Dar o fim nisso.

— Dar o fim nisso? Tá brincando? É perigoso demais! — Ele grita enquanto me afasto. 

Dou um giro em direção à ele, andando de costa ao meu destino. Projeto o chicote da minha armadura, deslizando-o da minha coluna e segurando os cinco metros da cauda dourada. Enrolo-o na minha mão esquerda, tomando cuidado com as oscilações e espinhos característico do esqueleto. 

Talvez eu projete a manopla... 

— Boa sorte para você também! — Grito em resposta, antes de me virar e voar até meu pai. 

Tecnicamente, eu saltei até ele.

NobaraRose
NobaraRose

Creator

Parte 2 do capítulo 10.

#lobos #wolf #Magia #magic #aprendizado

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NobaraRose
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Será? Kkkkk
Obrigada 🫰

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