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Guilty Vampire

Capítulo 2: Magia

Capítulo 2: Magia

Jul 23, 2023

Aquele parto que a mãe teve, sua terrível expressão de dor, estava fixada em minha mente, repentinamente enquanto me arrumava. Alguns anos haviam se passado depois daquilo, e em breve eu faria 5 anos, meus pais estavam ansiosos por isso, pelo que aparentavam algo importante iria acontecer e inclusive alguém viria em breve. Vesti um belo e deslumbrante vestido azul escuro que combinava com o meu pequeno laço avermelhado que prendia meu pequeno rabo de cavalo, olhei para o espelho e vi uma pequena e frágil garotinha de cabelos tão negros quanto a luz mais escura, com olhos cujo vermelho brilhava feito um rubi. Eu ainda não me acostumei totalmente com essa aparência, mas não era de todo mal. Logo após abri a porta, meu planejamento era ir até a biblioteca para ler e estudar mais sobre o mundo, normalmente eu sempre ia quando meu pai estava no trabalho e minha mãe estava dando atenção para Ayla, essa era uma janela de tempo que eu definitivamente não poderia desperdiçar. Assim que abri a porta o rosto de alguém que eu não esperava me surpreendeu e encontrava-se à espreita.

Ayla que estava vestida em um vestido amarelo claro e estava com os cabelos, prateados feito luar, totalmente desarrumados. Eu não poderia julgar, já que apenas me habituei a arrumar os meus nessa nova realidade, Magnólia sempre cobrava uma aparência impecável de nós duas, mesmo nessa idade, afinal somos princesas.

 — Ayla? O que está fazendo aqui?

— Vamos brincar maninha!

— Desculpe mas tenho coisas para fazer, fale com a mamãe.

— Mamãe está ocupada!

Neste instante ela pegou pela minha mão e puxava em direção as escadas que davam no andar abaixo, provavelmente ela queria me levar até o lado de fora, mas acompanhei apenas até o térreo.

— Fale com a mamãe quando ela estiver livre, estou ocupada demais para brincar agora.

Minha prioridade é estudar, eu estava relutante e animada pois encontrei o local onde os livros sobre magia se localizavam, mas deixei para ler hoje. Apesar de querer aprender por diversão, meu interior fica repleto por uma sensação de medo ao pensar sobre o desconhecido que irei enfrentar do lado de fora dos portões do castelo... eu simplesmente gostaria de passar minha vida inteira trancada nesse castelo cuja sensação de conforto preenche meu interior, quando olho para o horizonte, o frio percorre meu corpo e eu paraliso, eu decidi quebrar a minha casca e como primeiro passo para isso, devo focar nesses livros.

Comecei a caminhar em direção a biblioteca e quando olhei para Ayla novamente ela estava lá parada com as mãos segurando a barra do vestido com os olhos cheios de lágrimas, no final de tudo ela era apenas uma criança. Eu tenho total ciência que não é correta a minha atitude, mas...

— Peço perdão, mas não tenho esse direito.

Murmurei essas palavras para que ela não escutasse, eu apenas não devo, irmãzinha. É melhor eu me distanciar de você pelo nosso bem.

Com o rosto de Ayla de quebrar o coração, fui até a biblioteca, era uma enorme sala que era cuidadosamente limpa por duas empregadas destinadas apenas para aquilo, eram gêmeas e não eram muito altas, ambas com os cabelos longos e loiros com uma franja que cobria um dos olhos cuja cor era âmbar, vestidas no clássico vestido de empregada e uma cauda fina com uma flecha na ponta como um demônio. Sinceramente eu não conseguiria distingui-las, pois elas eram idênticas a única coisa que mudava era o olho coberto pela franja, seus nomes eram MeiMei La Flore e ChiChi La Flore. Sempre me recebiam com um sorriso e organizavam a mesa para mim, mas nunca falavam nada mesmo que eu perguntasse, normalmente eu sentia que aquele silencio era ensurdecedor, mas ao mesmo tempo a paz transbordava por cada canto.

Fui até o final da biblioteca e peguei alguns livros que já estava de olho, eram todos de magia básica e introduções, organizei-me na mesa e iniciei minha leitura.

"A magia é o processo de transformação das partículas básicas do zero em um"

Partículas básicas pelo motivo de que, elas são a base de tudo, a origem para a formulação e constituição da magia. Elas estão por todo o lugar, são invisíveis, e fluem por todos os seres vivos pelos canais de mana e se acumulam em um lugar chamado recipiente, que todos possuímos dentro de nós, de forma extremamente concentrada e quando efetuamos alguma magia estaremos consumindo desse recipiente. Quando ele se esvaziar a mana terá chegado ao fim, ou seja, sem magias.

— No capítulo de processo mágicos as coisas tornam-se extremamente complexas, não pode ser tudo fácil? Para que complicar?

Murmurei expressando desanimo enquanto tentava reunir forças para retomar meu aprendizado, mas a vontade de desistir era equivalente. Estava quase ao ponto de usar a desculpa que atualmente eu era uma criança de 5 anos para largar os livros e ir dormir.

Neste instante algo inesperado aconteceu, uma das duas empregadas estava na minha frente do outro lado da mesa me olhando com um sorriso. Fiquei olhando fixamente para ela sem compreender absolutamente nada.

"— Está com dificuldades? "

Aquela voz ressoava dentro da minha cabeça, mas de quem era?

"— Caso queira, eu MeiMei, posso te ajudar. "

Eu estava extremamente perdida sem compreender a situação, isso é telepatia? Não sei se ela está ouvindo meus pensamentos então decidi perguntar.

— Como que estou ouvindo você?

"— Bem, é uma magia, posso fazer você ouvir a mensagem que eu queira transmitir, mas é uma mão única. "

— Isso é incrível...

Fiquei parada boquiaberta impressionada como a magia pode ser incrível, apesar de que ela não estava de certa forma enviando mensagens de forma forçada? A pessoa não escolhe se quer receber ou não, isso é intrusivo.

"— Eu sou um demônio descendente de um povoado que dá muito valor ao conhecimento, e a biblioteca é um local onde nosso povo aprecia o silêncio, então usamos mensagens telepáticas para nos comunicar nesses locais. "

— Onde fica esse povoado?

"— Ficava um pouco ao nordeste do reino de BloodCrown. "

— Ficava?

"— Sim, nosso povo é pacifico e não foi preparado para se defender de ameaças externas o que resultou na destruição há muito tempo atrás pelos humanos. "

— Perdão! Fui insensível ao perguntar.

Seu rosto quando disse sobre o fato de ser destruído demonstrou um sentimento de tristeza profunda como se relembrasse do maior tormento que passou em sua vida, aquela expressão penetrou em mim fazendo com que surgisse uma imensa vontade de chorar, meus olhos se encheram de lágrimas, mas nenhuma caiu.

"— Não se preocupe, inclusive você aparenta ser muito madura para a sua idade, não apenas nas palavras, mas também sempre procura ler e aprender, e agora está com um livro de magia em mãos. "

— Uma vez vi a mamãe usando magia e fiquei impressionada, desde então queria muito aprender o mais rápido possível.

"— Entendo sua ansiedade, mas apenas ler esses livros não vai te ajudar em nada, afinal magia é algo além apenas da teoria, você precisa sentir. "

— Sentir? Como? Você pode ajudar com isso?

"— Claro! "

Nesse momento ela cuidadosamente segurou minha mão direita, suas mãos eram geladas como se estivéssemos em um rigoroso inverno onde a paisagem é coberta pela neve branca, por algum motivo era extremamente agradável, apesar de frias eu sentia um leve calor percorrer meu corpo. Logo após ela entrelaçou seus dedos nos meus e seus olhos antes vazios preencheram-se de vida e luz, e então fechando lentamente suas pálpebras com seus longos e belíssimos cílios, ela disse:

"— Apenas grave no fundo de sua alma a sensação que terá agora. "

E então um fluxo passou por mim, uma sensação peculiar e estranha, mas por algum motivo eu sabia que aquilo era a magia, a mana fluía pelo corpo de modo que causava um formigamento, não incomodava, não era ruim, mas também não diria ser bom, apenas estava lá, era uma sensação facilmente descartável, eu definitivamente não poderia esquecer. Grave em sua alma.

"— Essa é a sensação da mana, para efetuar qualquer magia, feitiço, encanto e por aí vai, você precisa conhecer ela, depois que você pega o jeito não esquece mais, eu apenas incentivei seus canais de mana com a minha magia, agora que conhece a sensação, tente reproduzi-la colocando sua mana para fora do corpo e tente materializar em uma pequena bola, a mana como é um estado concentrado de partículas e terá um tom levemente arroxado. Era isso que eu tinha para ensinar... ah! E não esqueça, toda magia você precisa de um processo, mas existem exceções, como por exemplo o elemento que o usuário possui maior afinidade, as magias dele podem ser efetuadas a partir da materialização da mana igual a concentração de partículas básicas que demonstrei, mas para isso necessita de muito treino. Desculpe a saída repentina, mas deixarei você por conta própria por agora, pois tenho serviços a fazer, boa sorte Senhorita Laysla. "

— Certo! Muito obrigado por tudo MeiMei, espero conversar mais contigo nos demais dias!

Após minhas palavras um sorriso surgiu em MeiMei, ela se curvou lentamente, pediu licenças e se retirou. Certamente seu passado está repleto de sofrimento e escuridão mas fico feliz que pelo menos por um instante ela tenha se enchido de vida.

Resolvi guardar os livros e treinar a materialização física da mana do lado de fora do castelo, quando estava levanto os livros até a estante uma sensação de medo surgiu, derrubei os livros, um forte arrepio e a vontade de correr mas fiquei paralisada, ouvi uma voz familiar, mas não reconhecia quem era a dona.

"— você vai abandona-la também? Ela é uma criança. "

A voz atordoava a minha cabeça, quem era? Não era de MeiMei, era de ChiChi? Mas ela não está aqui e tenho certeza que não falaria algo assim. Quando sua frase acabou todo o medo dispersou, e eu consegui me mover novamente, o que realmente tinha acontecido? Irei conversar com ChiChi depois para descobrir se foi ela, afinal ainda não conhecia sua voz. Quando fui pegar os livros que no chão estavam encontrei um papel que havia caído de um deles.

"Métodos para aumentar recipiente de mana. "

Vejo que isso pode vir a interessar mais tarde, no papel também tinha um desenho de uma coroa, o desenho era familiar, onde foi que eu tinha avistado ele antes? O livro que papai queria ler para mim na noite que Ayla nasceu, aprendi a ler e escrever mas esqueci totalmente dele. Guardei o papel comigo para ler com mais afinco ao anoitecer. Agora meu principal objetivo é fazer o exercício que MeiMei contou sobre a mana. Também estava muito curiosa sobre afinidade com elemento, e qual deve ser o meu?

No momento em que estava caminhando para a saída da biblioteca, as portas rapidamente foram abertas. Uma mulher alta e esbelta se encontrava parada, seus cabelos dançavam de acordo com a leve brisa que adentrou na sala. Era Magnólia e seu rosto apesar de não demonstrar absolutamente nada, por algum motivo compreendia que era insatisfação. E atrás dela, empoleirada e tímida feito um filhote indefeso estava Ayla. Olhando-as assim uma do lado da outra percebia a semelhança, ela era uma perfeita cópia de Mamãe.

Ayla estava com seus olhos inchados pelas lágrimas que outrora derramou, o que me fez questionar se ela ficou esse tempo todo parada chorando sem fazer nada. Magnólia provavelmente estava decepcionada com minhas atitudes. Ela olhava para mim com seus olhos afiados, respirando profundamente, abaixou para ficar na minha altura.

— Laysla, eu entendo sua curiosidade pelos livros, eu era assim também, mas por favor evite de machucar os outros, sei que você entende isso. Ayla é sua irmã e eu gostaria que vocês fossem boas amigas, tente não se distanciar dela como sempre faz, certo?

Meus olhos fugiram dos de Magnólia e se encontraram com os de Ayla que observava curiosamente e sorrindo resplandecentemente, fiquei sem reações, aquilo ressoou dentro de mim ao ponto de doer fazendo com que eu fugisse novamente desta vez para o chão. Eu apenas não sei o que fazer nem como reagir, mas palavras escaparam da minha boca inconscientemente.

— D-desculpa...

Um pedido de desculpas vazio e descuidado, talvez lá no fundo, minha alma realmente queira se desculpar. E ali fiquei, Magnólia sorriu e retirou-se, Ayla seguia tentando dar passos muito mais longos do que conseguia.

A corrente de vento fechou as portas, a sala estava vazia de vida, eu sentia como se tivesse sido isolada de tudo quando as portas bateram. Olhando para o teto no qual nunca alcançaria, e como desabafo da alma fechei os olhos.

— Acho que algo trincou lá no fundo.

Os dentes mordiam os lábios, a respiração por si só demonstrava uma tristeza abissal, os olhos fechados com a força de nunca mais se abrirem.

— Por que tem que ser assim? Você lembra ela...


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Dino

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