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Guilty Vampire

Capítulo 3: Afinidade

Capítulo 3: Afinidade

Jul 23, 2023

Hoje é o dia do meu aniversário de 5 anos, ontem foi o de 4 anos de Ayla, mas as comemorações só iniciam a partir do quinto ano. Nesse mundo o modelo de Ano, semana, mês e até os dias eram idênticos ao meu antigo, o velho formato de 365 dias com 12 meses. Desde semana passada foquei em controlar a mana de acordo com o que MeiMei repassou, a melhora no controle de mana foi notável, entretanto ainda não aprendi nenhuma magia.


Para o dia de hoje, como meus pais consideram um dia especial, contaram que uma visita chegaria e a minha vida enfim iniciaria. Esperei eles saírem do quarto para pegar o livro que meu pai mantinha na estante, os contos sobre esse mundo pois julgo de extrema importância esse conhecimento. Apesar de possuir uma biblioteca na mansão, ainda existia uma grande estante no quarto deles, ambos são fascinados pela leitura.


Lá estava, um grande livro com uma capa de material rígido, brilhante e totalmente desconhecido por mim, tinha um desenho de um homem com uma coroa que flutuava em sua cabeça, nela possuía três rubis onde a luz refletia com intensidade a luz do ambiente. Aquilo realmente é um livro da realeza, puro luxo, era apenas no que eu pensava. Sentei-me e abri, mas o inesperado aconteceu, mesmo aprendendo a linguagem daquele mundo, eu não compreendia absolutamente nada que estava escrito. Era um outro dialeto, eu folhava procurando algo que eu pudesse compreender, nem que fosse imagens, qualquer coisa que pudesse acrescentar, mas não existia, apenas símbolos desconhecidos. Enquanto eu estava focada a porta abriu rapidamente fazendo com que eu me assustasse, era Akira que estava me procurando.


— Laysla! Eu estava te procurando por toda a casa! Ele chegou, venha logo, não deixe nosso companheiro esperando, ele está ansioso para conhecer minhas filhas.


— Já vou. Pai, que linguagem é essa?


— O que está fazendo com esse livro? Se Magnólia descobre nós estamos mortos.


— Eu estava apenas curiosa...


Sem ao menos perceber fiz uma cara de decepcionada que destruí a rigidez momentânea de Akira.


— Essa linguagem se chama arcana vampírica, antiga língua dos vampiros que deixou de ser usada há muito tempo.


— Como você sabe sobre ela? Consegue ler?


— Não é hora para explicar isso. Venha, vamos descer, afinal é seu aniversário, uma criança não deve se preocupar com isso.


Apesar de insatisfeita eu guardei o livro e acompanhei ele ao térreo. Quando chegamos lá estavam Isabella, Magnólia, Ayla e na porta, estava um homem alto com uma bengala e sobretudo, cabelos avermelhados despenteados, quando me aproximei notei seus olhos, totalmente brancos, como se fosse cego. Por algum motivo a pressão que esse homem exalava era amedrontadora se eu fosse usar alguma palavra para classifica-lo, certamente seria de monstro, mesmo com a aparência humana.


— Ayla, Laysla, esse homem é Hiroshi Roux, um amigo de infância, peço que não julguem ele pela aparência, pode não parecer, mas ele é uma boa pessoa.


— Por favor não me chame de Roux, Akira, você bem que prefiro evitar esse sobrenome nojento.


— Desculpe por isso, mas é o hábito.


Hisoshi suspirou profundamente diante as palavras do meu pai, após isso movimentou a cabeça na minha direção e na de Ayla e se aproximou. Os olhos brancos estavam fixados nos meus. Eu estava parada esperando a intervenção de Akira ou de Magnólia, eles não falaram nada.


— Essas duas pirralhas são suas filhas? Quer que eu faça o procedimento para ver se já chegaram no ponto?


— Laysla já está fazendo 5 anos então se puder.


Fiquei observando aquele homem, ele puxou uma mala que antes eu nem havia percebido que estava carregando, ele abriu, puxou uma gema arredondada e transparente que possuía um brilho fraco e suave. Aquela gema prendeu e encantou tanto eu quanto Ayla ao ponto de não conseguirmos tirar a atenção dela.


— Farei o teste com ambas, sinto que hoje teremos alguma surpresa, mas antes disso... Após suas palavras ele segurou a minha mandíbula apertando de forma com que eu não conseguisse fechar a boca, eu me debatia, mas de nada adiantou. Ele olhava dentro da minha boca, seus olhos antes brancos ficaram com um brilho levemente avermelhados. Depois abriu meus olhos, eu sentia como se estivesse sendo forçada em uma inspeção médica.


— Ela tem bastante potencial, Akira, e também, já está na hora de construir um pacto para obter um servo de sangue.


— Servo de sangue? Pacto?


Essas palavras fugiram, da minha boca de imediato assim que ele a soltou, e novamente eu não sabia do que estavam conversando, eles poderiam explicar, é importante contar as coisas para as crianças, não faz bem mantê-las curiosas. Nesse momento Akira finalmente resolveu explicar a situação.


— Um vampiro de sangue real tem sua maturação muito novo por causa do grande poder mágico, para isso é importante a realização de pacto para obter um servo e conseguir sangue necessário para crescer e regular esse poder sem nenhum problema, vampiros são imortais, mas os pertencentes a realeza, durante sua maturação, a magia torna-se muito destrutiva sobre quem possui, e existe o risco de desenvolver uma doença que os deixam cegos. A visão é o principal sentido dos vampiros e perde-la pode trazer complicações. Por exemplo, a Isabella é a serva de sangue da sua mãe.


Calma, vampiros? O que eles querem dizer? Eles estão dizendo que a mamãe é uma vampira? Eu sou uma vampira? Tive que perguntar para receber a resposta diretamente da sua boca.


— Eu sou uma vampira?


Hiroshi respondeu antes que Akira pudesse falar.


— Sim pirralha, como que você não sabe? Todo vampiro nasce sabendo que é um, pelo jeito as surpresas de hoje não são positivas.


Hiroshi Suspirou profundamente, deixando obvio sua cara de descontento comigo. Mas eu não tenho como saber isso, sempre pensei que era humana, eu era uma humana inclusive não senti diferença nenhuma desse corpo para o outro. Terei de perguntar para MeiMei depois, caso eu continue com minhas perguntas certamente vão pensar que eu nasci com algum problema. Hiroshi continuou.


— Já a Ayla ainda não chegou no ponto, enfim vamos a minha parte favorita, descobrir a afinidade mágica, começarei com a Ayla pois já sei que com a outra pirralha será mais uma decepção.


— Por favor peço que não fale assim da minha filha.


Magnólia que até então estava em silêncio falou para me defender, aquelas palavras educadas e gentis, escondiam uma fúria insaciável, mesmo estando atrás de mim eu senti a sede de sangue. Se não houvesse mais ninguém ali sinto que ele estaria morto. Hiroshi apenas abaixou a cabeça e se desculpou, não sei se foi apenas impressão minha, mas ele demonstrava ter medo dela. Ele entregou a gema para Ayla segurar, e então a transparência desapareceu, dando lugar ao branco que oscilava para um cinza extremamente claro, confundível com o branco anterior. No centro da gema apareceu uma bola da cor vermelha, era sólida e lembrava muito a mana concentrada. Certamente aquilo era a coisa mais linda que eu já vi desde que vim para esse mundo


— Incrível, como vampira por natureza você possui afinidade com magia de controle sanguíneo, mas também possui com magia elemental de vento e seus componentes, uma magia extremamente poderosa se bem aplicada, seu recipiente de mana também é grande para sua idade, puro potencial natural eu diria.


Ele tirou a gema das mãos de Ayla, e nesse instante ela voltou as cores e brilhos normais. E entregou para mim com a cara totalmente fechada, sinceramente ele parece uma criança mimada.


Quando segurei senti um leve desconforto e então a gema começou a escurecer, no final a sombra dominou a gema por completo, uma escuridão vazia e sem brilho, e o vermelho que apareceu mesclava-se ao preto até desaparecer sem deixar vestígios, nada superava aquela cor negra. A gema trincou resultando no meu susto e derrubando-a. Quando se chocou ao chão ela partiu-se em infinitos pedaços.


— Peço perdão Senhorita Magnólia e Senhor Akira, parece que eu estava certo no fim das contas, além de desastrada, sua afinidade é com magia das sombras, uma afinidade tão grande que supera até mesmo a sua com magia de sangue. Seu recipiente ainda por cima não passa de algo normal, ou seja, uma decepção total.


Diante suas palavras, todos ficaram em silêncio, totalmente sem palavras. Como assim eu sou uma decepção? Por que está falando assim? Por que eu sou uma decepção? Eu sou uma decepção? Novamente eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Por que eu sou uma decepção? Uma segunda chance de vida, agora que tudo iniciaria e eu não passo de uma falha? QUE MERDA É ESSA? Magnólia agachou-se e colocou uma mão em minha cabeça de forma harmoniosa, eu gostada de estar por perto dela, ela era meu porto seguro. Mas o ódio estava queimando dentro de mim, por qual motivo eu sempre sou uma falha sem capacidade?


— Não precisa se preocupar, magias e afinidades só devem ser poderosas quando destinadas para combate. Por favor não fique preocupada meu amor, você pode se focar em pesquisas também caso queira trabalhar com magia.


Estava segurando as lágrimas, até esse mundo quer limitar minhas opções, não quero que seja tudo igual eu não desejo viver aprisionada novamente em algo que os outros planejam por mim.


— Eu vou superar esse tal talento natural, eu não aceito isso mãe.


O ódio em meus olhos era algo impensável para uma criança, ninguém compreendeu o que eu estava sentindo, talvez apenas uma criança mimada que não queira ser tratada como inferior pela irmã mais nova. Hiroshi aproximou-se e olhando de cima sorriu em minha direção.


— Normalmente o lixo se mantém como lixo, mas eu sinceramente gostei de seus olhos, daqui um ano faremos um embate, treinarei Ayla, caso você consiga supera-la garantirei a você uma vaga para a maior universidade demoníaca que existe. Prove-me pirralha, não suje o nome da sua família.


Após essas palavras ele virou-se e caminhou calmamente em direção a escada, sem medo de minha mãe como demonstrava momentos atrás.


— Nesse 1 ano ficarei por aqui, as coisas vão esquentar.


Minha mãe ardia em ódio, Akira não compreendia suas intenções apesar de serem próximos, Ayla estava feliz, e eu apenas queria chorar pela eternidade. Algo estava crescendo dentro de mim, percebi quando observei que minha sombra não condizia comigo, ao notar, ela voltou a sua forma original. Eu estou com medo.


Dino_DDDino
Dino

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