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Coração Indubitável

Capítulo 5

Capítulo 5

Oct 01, 2023

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Drug or alcohol abuse
  • •  Blood/Gore
  • •  Physical violence
  • •  Sexual Content and/or Nudity
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As risadas debochadas dela ecoaram pela sala onde compartilhavam o café da manhã. Lan Mei havia formalizado um acordo com Alexei apenas algumas horas atrás, e esse contrato já estava lhe trazendo boas recompensas. Ao saber das mudanças que ela fez em sua equipe para aquela noite, Lan Zhong quase estourou a pequena xícara de chá em sua mão.

— Por quê? — Ele apenas questionou, embora ela pudesse ler facilmente as linhas de expressão irritada.

— "Por quê?" — Repetiu debochadamente, como se pensasse, pousando a mão em seu queixo, imitando o gesto do outro. — Você já percebeu como ele te deixa ma-lu-qui-nho de raiva? — Ela segurou os longos fios escuros de Lan Zhong com ambas as mãos e os moveu em círculos, para sinalizar que o outro estava doido. Apesar das risadas incontidas com a expressão pouco amigável do outro, ela logo as desmanchou para assumir um tom mais sério: — Você está sempre tão focado em seus planos que esquece de viver a vida. Também não concordo com a forma que você se expõe nessas missões, é perigoso. Se você morrer, quem garante que vou poder continuar agindo do jeito que eu quiser?

— Não se intrometa em meus planos. — Ele a ameaçou, mesmo que a outra soubesse que não receberia condenações severas, encostando seu indicador no nariz dela.

— Eu não me importo que você seja meu superior, suas regras não se aplicam a mim. — Provocou, fazendo com que o outro apenas respirasse fundo.

Os dois possuíam uma relação incomum para quem os visse de fora; não saberiam dizer se eram amigos, adversários ou apenas colegas de trabalho. No entanto, de alguma forma estranha, eles trabalhavam excelentemente juntos. Lan Mei havia entrado involuntariamente na vida de Lan Zhong e, devido às circunstâncias e aos laços que haviam cultivado, ambos sabiam que ela não sairia de sua vida.


A escuridão da noite já havia tomado os céus quando Alexei vestia seus trajes discretos para a missão. Koji, sentado no beliche de baixo, enquanto pressionava gelo contra suas feridas - resultado da missão anterior -, observava os braços fortes do outro cobrindo seu tronco bem definido com a camiseta preta.

— Você realmente vai tentar de novo? Já não bastou a humilhação passada? — Inquiriu, notando o outro vestir suas luvas.

— Humilhante é desistir de um prêmio tão valioso. — Respondeu, piscando lascivamente para o outro, mesmo sabendo que suas atitudes realmente estavam sendo humilhantes.

Confiantemente, Alexei saiu do quarto, deixando o outro para trás com seus machucados. Segundo os dados da missão, ele deveria embarcar no carro blindado com o restante da equipe e seguir para a boate, onde Lan Zhong já deveria estar com o alvo. Aquele homem definitivamente gostava de se colocar em situações perigosas e comprometedoras. Esse traço da personalidade de Lan Zhong o excitava ainda mais. Como um homem tão aparentemente frio poderia transmutar sua personalidade no que quisesse, apenas para matar? Incontrolavelmente, um sorriso lascivo surgiu em seu rosto.


Ao chegar na garagem da corporação, ele identificou facilmente o SUV blindado que o aguardava, já ligado. Sem muita cerimônia, ele adentrou o automóvel, deparando-se com os outros agentes que o guardavam.

— Alexei? — Niàn zhēn questionou, parecendo incrédulo ao ver o outro se sentar ao seu lado com o revólver na mão.

— Como assim "Alexei?" — Zhu Ming-Yue, que estava no volante, repetiu e olhou para trás para tentar entender de quem o outro falava.

Imediatamente, a expressão da motorista se fechou. Alexei sentia como o corpo dela irradiava ódio por ele desde o último incidente. Sem entender por que aquele homem estava no lugar de outro agente, Zhu Ming-Yue alcançou o planejamento da missão pelo seu celular e, ao ler atentamente, notou a última alteração feita por Lan Mei. Seu coração bateu acelerado, bombeando altas doses de raiva pelas veias, fazendo com que uma vontade absurda de disparar o celular contra a cabeça estúpida de Alexei tomasse sua mente. Como ela se atrevia a colocar aquele maldito crápula em sua equipe? Seu suspiro colérico foi tão profundo que os outros dois puderam ouvi-lo claramente.

— O que você veio fazer? — O chinês sussurrou, ainda sem acreditar que o outro estava ali.

— Eu vim te ajudar. — Respondeu, piscando e colocando sua mão sobre a coxa do outro de forma sugestiva.

Niàn zhēn sabia dos feitos notáveis do loiro na base da Rússia, porém, na China, ele só cometia desastres. Com aquele aperto insistente em sua perna, o agente utilizou o cano da AK-47 para afastar irritadamente aqueles dedos inconvenientes. Alexei não deixou de sorrir. Apesar de admitir que o outro era belo e bastante interessante, aquilo não passava de um blefe provocativo, pois seu verdadeiro alvo era Lan Zhong.

Zhu Ming-Yue não costumava dirigir velozmente fora de perseguições ou fugas, porém, a presença daquele ser estúpido e atrevido a fazia apertar com força o volante. Como ela gostaria que Hǎi yún estivesse ali para substituí-lo. Ao olhar para ele através do retrovisor, as memórias da missão passada invadiram sua mente. Como ele havia ousado falhar com o Senhor Lan Zhong? Se ele estava aliado a Lan Mei, apenas três pessoas eram capazes de tirá-lo da organização: o herdeiro Artyom (embora este fosse tão inacessível que ela jamais o havia visto), Lan Yuan ou o próprio Lan Zhong.

Tentando manter a atenção na estrada, ela dirigiu pelas ruas bem iluminadas até estacionar na parte do prostíbulo destinada aos agentes da corporação. A organização possuía muitos estabelecimentos que serviam como locais de assassinato, e muitos deles eram escolhidos cuidadosamente por Lan Zhong. Zhu Ming-Yue não compreendia a insistência dele em participar tão pessoal e intimamente das missões, arriscando-se quando tantos outros poderiam substituí-lo. Ele era sua inspiração, e ela se preocupava com ele.

O prostíbulo luxuoso brilhava com suas luzes irradiantes e, apesar de toda a tentação que o lugar exalava, ela seguiu com os dois atiradores para uma área mais discreta e abandonada do prédio. Era uma falsa área de construção que servia como ponto estratégico para snipers. Ao fechar a porta atrás de si, Zhu Ming-Yue alcançou o revólver que estava em sua cintura e caminhou perigosamente até Alexei.

— Você não deveria estar aqui — ela o ameaçou, apontando a arma para o seu rosto, enquanto seus olhos faiscavam enraivecidos. — Portanto, você vai ficar quieto naquele canto e não vai atrapalhar na missão — falou, apontando para o canto com a arma.


Alexei sorriu debochado, não acreditando no que estava ouvindo. Ela estava o dispensando? Ela sequer possuía conhecimento do seu número de assassinatos na Rússia? Ainda sem desmanchar o seu sorriso, ele levantou suas mãos para o alto como se estivesse rendido e se sentou onde ela havia ordenado. Dali, mesmo com Niàn zhēn apoiado na janela e Zhu Ming-Yue próxima a ele, Alexei podia vislumbrar perfeitamente o cômodo oposto, onde uma luz avermelhada iluminava o quarto, tornando lasciva a sua atmosfera. Ele havia lido nas instruções que o assassinato não deveria ser executado pelo atirador, mas pelo próprio Lan Zhong, através de uma bebida envenenada. Mesmo que ele não pudesse participar, estava curioso para assistir ao espetáculo de seu superior.

Seus olhos oceânicos identificaram o alvo sentado na cama, mas ao observar o que ele tanto admirava fissurado, suas pupilas dilataram. Lan Zhong já estava dentro do cômodo e vestido apenas com uma camisa social semitransparente e um colete marrom, demonstrando uma habilidade que Alexei não imaginava que ele possuísse: dançar pole dance. Seus fios escuros estavam soltos e dançavam junto com o movimento hipnotizante de seu corpo. Aqueles olhos esmeraldinos, antes tão frios e mortais, cintilavam com libidinosidade. Alexei aproveitou que estava sentado para tentar esconder a ereção que despontava. Inferno, aquele trabalho deveria ter um bônus de insalubridade, era perigoso demais ver Lan Zhong daquele jeito e não poder fazer nada.

Mesmo com as suas luvas escuras cobrindo a sua pele, ele ainda podia sentir o frio do metal. Seus músculos se tensionavam ao erguer seu corpo forte no poste de pole dance. Suas pernas torneadas lhe permitiam deslizar pelo poste e rodopiar. Com a tensão em suas panturrilhas, Lan Zhong jogou o seu corpo para trás, pendendo a cabeça para baixo, enquanto seus olhos esverdeados fixavam-se lascivamente nos do outro. Seus fios escuros, longos e soltos adornavam harmoniosamente o rosto perfeito e os lábios entreabertos sugestivamente. Ele sabia o quão desejável era e gostava de usar isso a seu favor. Para ele, era recompensador ser a morte para um homem que demonstrava intenções ruins com aqueles aparentemente inocentes. Com suas coxas torneadas, ele se voltou para cima e deslizou pelo poste até que seus pés alcançassem novamente a plataforma.


Com seus passos hipnotizantes, ele caminhou majestosamente até o outro homem, sentado na cama com uma ereção grandiosa. Lan Zhong sentia nojo de ser tocado por pessoas como aquelas, mas era um sacrifício que valia a pena. Provocativamente, ele alcançou uma única taça e o Rosé Impérial devidamente envenenado. Ansioso, o outro homem não esperou que Lan Zhong voltasse para a cama e o abraçou por trás, roçando sofregamente sua ereção quente contra ele. Lan Zhong sentiu seus fios sendo puxados para trás, enquanto o outro o beijava agressiva e possessivamente. A língua ansiosa invadia sua boca e mal lhe permitia respirar. Seus dedos pressionavam com raiva a taça de vidro, quase quebrando-a pela pressão.

No ponto onde a equipe estava instalada, Niàn zhēn observava cuidadosamente a situação. Apesar da pressão de vislumbrar o modus operandi de seu patrão, sua arma estava pronta, com o dedo no gatilho, preparado para o momento certo. A estratégia era que ele agisse somente se algo ocorresse de forma inesperada. Ao visualizar o alvo tentar retirar as vestes de Lan Zhong à força, mesmo que ele insistisse no champagne, sua atenção se intensificou. Niàn zhēn já conseguia imaginar o surto de Lan Yuan se soubesse que não havia feito nada para impedir que seu amado pai fosse tocado tão intimamente por um rato sujo. Ao perceber o homem jogar o corpo de Lan Zhong para frente, ele imaginou que era o momento perfeito para atirar.

Alexei, que ainda estava à margem da situação, ao notar o dedo de Niàn zhēn perigosamente próximo de apertar o gatilho, percebeu que ele acertaria Lan Zhong quando o alvo o puxasse novamente em sua direção. Impulsivamente, ele se levantou para correr até seu parceiro de missão e erguer a arma; porém, naquele instante, Niàn zhēn disparou assustado com a atitude do outro. O tiro, ao ter sua trajetória alterada, abandonou o cano de descarga da arma e viajou até o outro cômodo até que acertasse uma grande lâmpada. Os estilhaços caíram sobre Lan Zhong, cortando sua pele e arrancando-lhe filetes de sangue, fazendo com que o outro homem olhasse na direção do tiro, percebendo que aquilo não passava de uma armadilha. Colérico, ele agarrou Lan Zhong e o pressionou contra o chão atrás da cama.

— Isso significa que o cordeirinho queria me matar? — Ele questionou, apertando o pescoço de Lan Zhong com suas mãos fortes, asfixiando-o.

A pressão em seu pescoço fazia com que seu coração bombeasse quantidades exorbitantes de adrenalina por seu corpo. Todos os seus sentidos estavam aguçados, assim como suas pupilas diante da morte. Um zumbido começou a surgir em seus ouvidos, enquanto seu cérebro começava a sofrer com a falta de oxigênio.

No outro cômodo, os agentes se encontravam em um intenso conflito que se dividia entre chamar o socorro ou culpabilizar alguém pelo incidente; contudo, nenhum deles parecia capaz de atirar outra vez para socorrer o seu superior.

Com seus últimos reflexos, Lan Zhong ergueu o braço e estilhaçou a taça contra o rosto do homem, fincando o vidro em sua carne. Involuntariamente, o agressor pendia para o lado, gritando de dor e com o sangue escorrendo de sua face ferida. Ainda cambaleante, Lan Zhong chutou o corpo do outro para que ele caísse no chão e, com a garrafa de espumante envenenado, sentou-se sobre seu colo e o forçou a abrir a boca, introduzindo agressivamente o veneno. A cólera misturada com a sensação de quase morte enchiam seus sentidos e transbordavam em suas íris esmeraldas. O corpo do homem sob ele lutou para sobreviver, mas o excesso de líquido o fez sufocar. Seus músculos tremeram e depois se retesaram, enquanto sua pupila saltava em sua órbita.

Quando não houve mais movimento no corpo do alvo, Lan Zhong se levantou, ainda sentindo a fraqueza temporária causada pela falta de oxigênio. Suas pernas tremiam e sua visão estava turva. Devido à exaustão, ele desabou na cama.

Quando a equipe chegou ao outro cômodo, Lan Zhong já estava desacordado. Poucas vezes Alexei se preocupou em ver alguém ferido, mas ao ver o sangue escorrendo dele e os pequenos cacos de vidro cravados em sua carne, seu coração se apertou. Niàn zhēn apertava nervosamente os lábios enquanto observava a equipe de resgate socorrer e remover seu superior daquele cômodo. Ele era o responsável por aquele disparo errôneo. Sua única função era protegê-lo e ele quase o matou por falta de atenção. Sua mente estava dividida entre a preocupação com seu cargo, a saúde de Lan Zhong e o provável surto de Lan Yuan.


CamiYuki
Cami Yuki

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#nacional #yaoi #bl #boys_love #lgbqtia

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