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Em breve todos eles estarão juntos

Reuniões [In]Felizes| parte 1

Reuniões [In]Felizes| parte 1

Oct 15, 2023

Vocês andaram por um tempo. Muito tempo. Parece que passou horas, mas talvez tenha sido só alguns minutos. Longos minutos andando no limite das ruas evitando as luzes coloridas penduradas em fios entrelaçados por toda a área do porto. Uma cacofonia de pessoas alegres e extremamente vocais andando por todos os lados em grupos de todos os tamanhos de amigos (e recém conhecidos) vinha de todos os lados e estava fazendo sua dor de cabeça oscilar, crescendo e diminuindo quase ao som da música de fundo.

Não era o melhor lugar para se estar logo após tomar uma surra de um suposto clone de um guerreiro milenar com uma armadura amaldiçoada (que talvez seja alienígena) e cair com tudo em um chão nem tão confortável de uma altura que você ainda não tem certeza qual era, mas foi o suficiente para doer como o inferno.

Vocês seguiram o rastreador até chegar bem perto do pontinho brilhante e precisaram se separar (de novo.), os irmãos ficaram no beco escuro e você foi com Alika em direção ao coração dessa “balada a céu aberto” a música ficando mais alta enquanto seu coração acelera em uma velocidade quase proporcional à distância que se coloca entre você e os outros

O chão se torna madeira e você ouve seus passos ecoando em direção ao mar poucos metros abaixo. Cuidado para não cair. Sua mão se estende e você agarra a mão de sua amiga enquanto olha em volta e ela está cuidando do rastreador porque você não confia em seu senso de orientação. Tem muita gente em todos os lados, há três passarelas de madeira paralelas cheias de foliões felizes e músicas altas, você reconhece vagamente que talvez haja mais de uma música tocando, mas você não se concentra o suficiente para entender uma única palavra do que é cantado.

Um grito do seu nome te deixa em alerta.

Quem é?


“Outro ataque?”


Você se afasta um pouco da Alika, inconscientemente soltando a mão dela para ter movimento suficiente caso precise se defender, seu olhar corre em volta, a velocidade com que se movem de rosto em rosto é quase vertiginosa, e você oscila sobre seus pés por um segundo antes de firmar seus olhos em um rosto. Um familiar.

Parece o Malik, sua mente confusa pensa por um segundo antes que você seja capaz de reconhecer o rosto de seu irmão. Você não reconheceu seu irmão? Vergonha... Você acena para seu irmão de algum lugar na margem próxima a passarela ao lado e gesticula para ele esperar enquanto você anda para ele.Mas não sem antes, olhar rapidamente por cima do ombro para confirmar se Alika está realmente te seguindo e seu coração parece um pouco mais tranquilo enquanto a sensação de que recuperou um pouco de controle da sua vida te atinge. 

De longe, você vê um olhar preocupado surgir no rosto do seu irmão enquanto o melhor amigo dele – você acha que é o Jake – se aproxima perguntando algo. Seu irmão sabe pouco sobre seus amigos vigilantes, mas ele já ouviu histórias suficientes sobre como são suas noites ajudando na patrulha e se preocupar quando te encontra maltrapilha e agitada acompanhada de sua amiga de encrencas.

Algo no seu rosto deve ter deixado claro que as coisas estavam ruins.

Um hematoma talvez...

Vocês finalmente chegam ao alcance da voz e ele se aproxima alarmado, Jake ficando a poucos passos, e agora havia o problema de explicar para esse quase desconhecido sobre toda a coisa de “ninja vigilante”. Com um olhar cansado, você agarra seu irmão pelo ombro e dá o resumo dos resumos

Brynhild. Estamos fodidos. Recuar. Se esconder. Descansar. Muito fodidos.

O olhar dele é dolorosamente assustado, o amigo parecia ter entrado em tela azul e não tinha reações a algum tempo. Você percebe pela primeira vez que as luzes mudam de cor de tempos em tempos, elas piscam  algumas vezes antes de se normalizar, mas basta um flash levemente rosado para fazer seu corpo estremecer , seu coração começa a martelar contra o peito e você se encolhe abraçando o próprio corpo.

— Tá tudo bem? – seu irmão pergunta e você sente Alika se aproximar um pouco mais.

Não tem nada bem.

As coisas estão uma merda!


“E só tendem a piorar.”


— Eu vou sobreviver… – Você acha. Você estremece com o pensamento. 

Seu irmão te encara com um olhar preocupado antes de acenar desconfortavelmente enquanto enfiava a mão nos bolsos.

— Tô falando sério, eu vou ficar bem. – você tenta de novo antes de tentar passar uma imagem mais confiante – Já tive dias difíceis antes.

— Verdade, a gente é casca dura! – Alika brinca pensando um braço por seus ombros te apoiando contra o corpo dela e você estremece quando sua cabeça balança muito forte. – Vamos superar isso.

— Bem… – Jake começa de repente te fazendo lembrar dele – se é tão fácil assim, por–

— Não foi o que eu disse. – você murmura.

— Não fode. – sua amiga reclama ao mesmo tempo.

— Caralho, não tá mais aqui quem falou… – o rapaz resmunga dando alguns passos para trás. 

— Isso não importa agora, vamos apenas sair daqui. – você reclama esfregando as têmporas.

— Eu ainda não entendi porque tanto desespero. – seu irmão retruca cruzando os braços. 

— Porque tem uma criatura gigantesca, basicamente uma armadura cheia de ódio e rancor perseguindo a gente e destruindo tudo pelo caminho! – sua voz se eleva um pouco e você se torna ainda mais autoconsciente que está sendo caçado por um literal demônio.

Seu irmão abre a boca para argumentar de novo, você quebra.

— Você nunca me escuta… – a frase escapa antes que você consiga se conter, seus olhos ardem e sua enxaqueca está atingindo um novo patamar.

— Tudo bem… Tudo bem.. Eu vou com você. – seu irmão responde com um meio sussurro e você só murmura em reconhecimento, o zumbido na sua cabeça está quase abafando sua audição. – Você tá me ouvindo?

— Tô, só cansada mesmo. – você segura a manga da camisa do seu irmão e o arrasta em direção ao beco onde seus amigos estavam. 

Alika se apressou em te acompanhar de perto enquanto Jake vinha poucos passos atrás, ainda sem entender toda essa loucura. Em uma situação normal você iria se compadecer pela noite ruim dele, mas a sua estava tomando cada migalha de energia que restava em seu corpo para não cair no chão e ficar lá pra sempre.

Chegando até os rapazes, você solta seus irmão e espera pelas reações, seu irmão parece deslocado sem saber como agir com seus amigos, já Jake… Jake parece ter dado tela azul. Enquanto o rapaz encara os rapazes com olhos arregalados e boca levemente abertas, você sente alguém te abraçar pela cintura, a cabeça cheia de cachos descansando em seu braço.

— O que a gente faz agora? – Malik pergunta te abraçando ainda mais forte.

— A gente volta pro… abrigo… – você responde sem pensar, sua voz diminuindo conforme a realização te atinge. – Vocês já se mudaram? – seu olhar corre para os Hayashi mais velhos que parecem ter acabado de pensar sobre isso também.

O clima afunda ainda mais.

Você esfrega as têmporas e tenta desesperadamente pensar em um lugar seguro, o abrigo é seguro, certo? Ele sabe onde fica? O abrigo já foi consertado? 

— O pai já mandou a localização do novo abrigo? – Malik pergunta de repente cortando sua linha de pensamentos. 

— Não… – Dion responde ainda mexendo no gadget, sua cauda abana ansiosamente e você acompanha o movimento enquanto seu próprio pé bate repetidamente contra o chão de terra. – Mas qualquer lugar longe da multidão já é um bom lugar.

Seria bem difícil lutar no meio de tantas pessoas inocentes…

Como se fosse possível lutar contra Ele~

— Vamos sair daqui. – Luther segura sua mão e começa a te guiar para longe temporariamente encerrando essa discussão.

O seu pequeno grupo começa a caminhar para longe da multidão, seus passos são meio vacilantes e todas essas pessoas a sua volta estão te deixando ainda pior, há uma dor constante no fundo de seus olhos e você tropeça algumas vezes chamando a atenção dos outros.  Alika toma a frente e passa o braço pelo seu te escorando enquanto vocês andam em uma marcha rápida para longe da multidão em festa. Não há um objetivo claro, mas ficar longe desse lugar movimentado já é  um bom começo.

— Você não tá bem. – Dion é o primeiro a correr até vocês, ele ainda está ignorando o olhar do adolescente desconhecido – Você caiu de cabeça? – ele segura seu rosto com carinho e começa a procurar machucados, não demora para ele achar alguns.

— Algumas vezes. – você murmura se sentindo levemente sonolenta – Muitas… 

Todos te encaram em um silêncio desconfortável. Você está preocupando eles. Seus olhos se fecham e você respira fundo tentando colocar seus pensamentos em ordem antes de voltar a falar se dirigindo a todos.

— Uma boa noite de sono resolve a maior parte dos meus problemas. – você brinca com um sorriso fraco e esfrega a nuca tentando aliviar a dor que começou a brotar ali e se espalhava lentamente pelo resto das costas. 

É como se falar sobre as dores e machucados fizesse seu corpo perceber que eles existem.

— Você consegue andar? – Rami se adianta em perguntar usando seu olhar característico de irmão mais velho preocupado.

Ele está melhor que você?

Você analisa o dingonek à sua frente, há um machucado bem visível em seu ombro que chegou a atravessar as escamas e ele parece estar compensando o peso em uma das pernas, há algumas atadura novas em seus braços e seu durag parece não apenas sujo mas escurecido por algum líquido escuro.


“Ele não vai durar muito mais que você.”


Seu sorriso se alarga um pouco, uma curva arrogante imitando o sorriso característico de Luther, e você dá dois tapinhas de leve no peitoral dele enquanto endireita a coluna da melhor forma possível.

— Se eu posso andar? – você começa na melhor imitação do funkwe sem parecer falso – A pergunta é: Será que vocês conseguem me acompanhar?  

Alguns sorrisos aliviados aparecem, mas nem todos caem na sua encenação. Luh te lança um olhar desconfiado, mas fica em silêncio, já Alika decide andar um pouco mais perto do que ela costuma fazer. 

Vocês já estão em movimento, uma marcha apressada pelas sombras dos prédios, quando a atmosfera muda.

O ar pesa em seus pulmões e você sente um pequeno choque elétrico em sua nuca antes do céu fechar com uma manta de nuvens escuras. O vento se torna mais forte e vocês apressam o passo se recusando a olhar para trás, vocês estão se aproximando do limite e qualquer segundo a mais sem precisar enfrentar esse monstro, melhor.

Ao longe vocês conseguem ver as luzes da festa começarem a piscar. O acúmulo de energia mística causa uma queda temporária de energia. Seu corpo congela no meio da corrida apressada e você só pode olhar em pânico enquanto um raio magenta cruza o ar perto de sua cabeça e cai em algum lugar na frente dos seus amigos que são obrigados a parar para manter uma distância com a ameaça. De longe, sua visão não consegue distinguir corretamente, mas a forma monstruosa que se eleva acima até mesmo do grande Rami é reconhecível o bastante para você saber exatamente quem era. 

Tudo ocorreu mais rápido do que sua mente podia processar, então você só seguiu seu instinto e se deixou lançar para a batalha. Arma de energia ninpo se materializa em um brilho esverdeado e você tenta lutar da melhor forma possível com seus amigos híbridos. April provavelmente recuou com seus irmão e o amigo dele. Você deveria seguir o exemplo deles. Sua arma mal atinge a armadura demoníaca antes que ele se vire de repente e te derrube com um movimento de braço, o impacto te atinge em cheio e você cai no chão com uma pancada alta. O zumbido que inunda sua cabeça te dá ânsia de vômito e você se encolhe contra o chão frio. Os sons da guerra se misturam à sua volta enquanto os outros continuam lutando, alguém é jogado longe e o chão treme.

Levanta ou você vai morrer.

Suas mãos estão tremendo enquanto você se empurra para se sentar. O mundo gira vertiginosamente enquanto você luta contra o enjoo. Luh grita pelo irmão gêmeo de algum lugar a suas costas e você olha em volta tentando se orientar de novo, seu ouvido apita enquanto sua cabeça se move em volta da praça semidestruída. 

Alguém grita seu nome. Você tem a vaga sensação de que foi uma ordem para recuar ou algo do tipo. Mas algo mais importante chama a sua atenção, o zumbido diminui e seus olhos focam em algo alguns metros à sua frente.

Faça alguma coisa


“Isso. Afinal, ninguém quer morrer sozinho.”


Malik é levantado no ar pela sua camisa, as pernas se agitando desesperadamente no ar enquanto ele tenta se soltar e, caído no chão, está seu irmão parecendo inconsciente. Faz alguma coisa. Seus pés se movem sozinhos, antes que você possa pensar direito ele já está ao seu alcance, um bastão de energia em sua mão.


…continua





 ¹⁰Durag: um tecido usado para proteger os cabelos, semelhante a uma touca ou bandana.

juliabispo00
Skysuu

Creator

Aviso: Talvez possua algumas descrições mais fortes, se você achar que é preciso uma viso de conteúdo sensível (mature) por favor me avise.
Obrigada pela leitura ~♥

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