Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

Fundadores da Decadência: Saudemos Todos Os Amantes Com Um Glorioso Cortejo de Balas

Prólogo

Prólogo

Feb 01, 2024

1 de janeiro de 2001, Nova Orleans


— Aqueles humanos nojentos… Comemorando um novo ano. Ha! Como se eu já não tivesse feito isso antes. 

Alucard tinha asco dessa gente besta e ignorante que comemoravam algo que era tão comum para os vampiros e outros seres imortais.

Aquele milênio que os deixava, definitivamente, não foi nada bom para o Clã Ardelean, graças a maldita Irmandade da Decadência.

Como eles sequer ousaram jogar uma praga no Clã de vampiros mais poderoso da época?

E sim, está correto quando eu falo da época, porque hoje em dia eles não passam de criaturas que tentam sobreviver ao novo mundo em que vivem. 

Como Alucard sentia falta dos grandes bailes que dava quando morava na Transilvânia, anos antes daqueles humanos enxeridos começarem a comandar Decennium e levar tudo o que o clã havia construído diretamente para o quinto dos infernos.

Não literalmente, até porque vampiros não podem ir até o inferno (até onde eles sabiam), mas era algo quase parecido com a situação que eles viviam desde a batalha contra a Irmandade da Decadência.

O clã, que era tão poderoso na era das trevas, começou a definhar misteriosamente anos depois da queda da Irmandade.

Começaram a ser perseguidos por caçadores e bruxas, criaturas estas que deveriam estar ao lado deles quando caíssem em ruína. Mas, ao que parecia, a cabeça daqueles vampiros valiam mais do que um pote de ouro.

Desesperados e temendo por suas vidas, o Clã Ardelean, junto com alguns outros vampiros que encontraram no caminho, foram obrigados a se mudar de seu luxuoso país para uma terra que estava começando a ser colônia dos malditos ingleses que ansiavam por tudo e todos que existiam na terra. Bando de egoístas miseráveis.

Alucard, junto com sua esposa, Alice, e seus filhos, Artur, Dagon e Cecília, viram tudo o que mais amavam definhar sobre seus olhos quando os caçadores descobriram sua localização.

Amigos e parentes, além de alguns colegas que só foram aproveitando a carona e a companhia para a própria segurança, foram liquidados por vermes inúteis que, se fosse da vontade deles, teriam a cabeça de cada vampiro pendurada na própria parede de casa.

Mas isso já faz muito tempo. Por um milagre que nem Alucard saberia explicar, ele e sua família conseguiram retomar as rédeas da situação e destruírem de uma vez por todas quem os caçava. Foi uma batalha árdua que quase custou a vida de Dagon, mas, felizmente, eles conseguiram vencer mais uma batalha contra os humanos. 

Entretanto, não foram apenas caçadas que interferiram na vida do Clã Ardelean.

Doenças vampíricas, fome, alucinações, tudo de ruim que você, que está na plateia deste humilde teatro, possa imaginar aconteceu com os vampiros desta história que vos conto. A vida deles estava uma completa desgraça.

E antes que ele pudesse pensar em outros nomes impróprios para xingar ainda mais seu possível jantar, a campainha do pequeno apartamento que morava com a família tocou. Oras, quem, pela santa mordida, estava querendo falar com ele naquela hora? 

Seus filhos e sua esposa haviam saído para comemorar o ano novo junto com uma amiga bruxa com a qual ela havia feito amizade recentemente onde começaram a viver há um ano e meio, em Nova Orleans.

Antes que pudesse sair da sacada de onde via os brilhantes fogos de artifício, a porta foi atirada pelo ar e uma verdadeira chuva de balas começara a voar pelo ar, em direção a Alucard. 

Alucard imediatamente transformou-se em morcego e tentou voar para detrás do sofá, já que aquela merda de apartamento tinha grade nas janelas. E antes que pudesse ao menos se esconder, um par de mãos o agarrou com força o suficiente para esmagar seu pequeno corpo de morcego.

Alucard guinchou e tentou morder a mão do sujeito, mas logo sentiu algum perfurando sua barriga e, dentro de instantes, ele adormeceu.


***


— Ele está acordando, Lucinda.

— Eu percebi, idiota.

As vozes estavam distantes, e conforme foi abrindo seus olhos, sua visão começou a desembaçar aos poucos, recebendo uma forte luz artificial (assim ele achava) direto nos seus olhos. Aquilo queimava que nem o inferno.

— Vamos, Alucard, eu não tenho o dia todo. — A voz feminina mandou. O vampiro recebeu um chute em seu estômago, percebendo tardiamente que ele havia, estranhamente, voltado a sua forma normal. 

— Quem… Quem são vocês? — Alucard perguntou, tentando se levantar do chão onde estava jogado como um saco de batatas. Patético.

— Nós somos seus novos donos agora. — O menino começou, abaixando até ficar cara a cara com Alucard.

— Donos? Ninguém, mortal ou imortal, é dono de Alucard Ardelean. — O vampiro apontou um dedo para o aparente casal, levantando-se e, tardiamente, percebendo que estava preso em um círculo de água benta. 

— Bom, então temos a honra de ser os primeiros. — A menina falou, alisando carinhosamente a arma que estava segurando. — E se você não fizer o que a gente mandar, quem vai pagar pela sua insolência serão eles. — Ela apontou para o lado, mostrando a família de Alucard amarrada com correntes de prata em volta do corpo sentados no sofá, todos mostravam olhares desesperados e até chorosos, este último por parte da filha, Cecília. Aquilo doeu no morto coração de Alucard.

— Vocês estão blefando. Como dois humanos medíocres podem ameaçar vampiros como nós? Vocês vão o que, jogar alho em cima de nós? Mostrar um crucifixo? Me poupem.

— Estamos blefando, Thomas? Ele acha que estamos blefando! — Ela, a tal Lucinda, sorriu doentiamente para Alucard, em um instante mudando de expressão, de sorriso doentio para aparência de ódio. — Atire, Thomas.

E, quando menos esperou, Alucard viu Thomas mirar no pé de Dagon e atirar, tirando um grito amaldiçoado do filho mais novo do vampiro. Okay, ele não se importaria se tivessem atirado na porra do pé dele, depois ele se recuperaria. Mas atirar do pé de um membro de sua família era o cúmulo do absurdo. Aquilo claramente era um chamado para a batalha. 

— VÃO EMBORA! ME MATE E VÃO EMBORA! — Arreganhou as presas para o casal, que não poderiam estar mais entediados do que nunca.

Aquele grito mexeu com algo dentro de Lucinda, ela gostou daquilo, de ver o vampiro e sua família sofrer. Para ela, foi uma cena linda.

— Ora, porque te mataríamos se nós precisamos de você vivo? — Lucinda perguntou inocentemente, ainda sorrindo para Alucard de forma doentia. — Nós conhecemos a sua fama, e é por causa dela que queremos você. 

Alucard olhava feroz para o casal, querendo que estivesse fora do círculo para estraçalhar a garganta daqueles desgraçados.

— Vocês me querem, não a minha família, então deixem eles livres e só prenda a mim.

— Ha! E perder toda a diversão? Claro que não! — Dessa vez quem falou foi o menino, Thomas. Chegando mais perto de Dagon e pisando em seu pé, tirando mais um grito dolorido de si. — Está ouvindo isso? É música para os meus ouvidos.

Ver aquilo só enfureceu ainda mais Alucard. Filhos da puta desgraçados.

— E nós podemos fazer bem pior se você não colaborar conosco, Alucard. — Lucinda exclamou, apontando a arma para a testa de Cecília, destravando a arma e continuando: — Se você não nos ajudar, é ela quem vai pro saco, ouviu?

Alucard ficou quieto, inconformado com a situação que estava vivendo ali.

Lucinda revirou os olhos e suspirou, apontando a arma para a coxa de Alucard e atirando, vendo o vampiro exclamar um palavrão e se deixar cair de joelhos, apertando o recém machucado com as mãos o mais forte que conseguia para estancar o sangue.

Lucinda se abaixou e olhou bem fundo nos olhos de Alucard.

— Sabe o que são isso? Balas de prata, das mais santas que você já viu. E um passarinho me contou que vocês, vampiros, podem até mesmo perder um membro ou morrer se a bala de prata não for retirada a tempo. Se você quiser ter a sua perna de volta e que seu filhinho não ampute o pé, é melhor colaborar, viu morceguinho?

Relutante, Alucard assentiu, sentindo uma dor infernal onde a bala de prata estava alojada.

— Diga o que você quer para acabarmos logo com isso. — Alucard rosnou, sentindo um ódio imensurável por aqueles humanos que se achavam deuses.

Lucinda se levantou, colocou as mãos para trás e começou a caminhar em volta de Alucard, que estava preso no hall do apartamento. 

— Nós sabemos que você e sua família estiveram envolvidos na batalha contra a Irmandade da Decadência alguns anos atrás.

Séculos atrás, Alucard corrigiu em sua mente.

— Como bem sabem, conseguiram matar todos da Irmandade e deixar Decennium cair em desgraças depois disso. — Lucinda parou na frente da varanda e fez uma pausa dramática, só porque podia, para ter um pouco mais de divertimento naquela noite. — Dito isso, queremos saber se vocês estão dispostos a fazer isso mais uma vez.

— Desculpe, mas fazer o que exatamente?

Lucinda se virou e ficou de frente para Alucard.

— Acabar com ela de novo, é claro.

Aquilo fez Alucard rir.

— Ha! Faça-me o favor! Aqueles seres desprezíveis estão mortos há séculos! Eu mesmo me encarreguei de deixá-los mortos.

— Bem, isso é verdade. Mas acho que você se esqueceu que Solitudo deixou bem claro que vocês se encontrariam de novo em oitocentos anos. 

Alucard ergueu uma sobrancelha, franzindo o cenho.

— Sendo bem sincero, não acreditei nisso quando ele falou. Solitudo era um dramático incurável. Achou que era só falar algumas palavrinhas e puf! elas se tornariam realidade. Uma baboseira sem tamanho.

— Já que acha isso, receio que terá que mudar de opinião o quanto antes, porque eles estão voltando.

— Eu não acredito.

Lucinda suspirou pesadamente e foi até a mochila que estava ao lado do sofá, tirando de lá alguns papéis rasgados e velhos, que poderiam ser datados de anos atrás. Ela os levou até Alucard e os entregou.

— Como pode ver nos manuscritos de Martinho Lutero, há uma explicação para o porquê de a Irmandade da Decadência deixar sua família cair em desgraças logo depois de suas mortes para voltar séculos depois. — Lucinda explicou, girando sua arma como se fosse um brinquedo qualquer. — A batalha entre vocês não acabou. Suas almas querem vingança pelo que aconteceu em seu reino, e você precisa estar preparado para isso. A profecia indica que a cada milênio quatro homens se transformam nos pilares da decadência e tentam transformar o mundo num lugar diferente do que era antes, então, Martinho Lutero deduziu que os próximos quatro decadentes aparecerão em 2002, ou seja, ano que vem.

Ouvir aquilo tudo deixou Alucard terrivelmente intrigado. Claro, ele sabia que, se não fizesse nada para ajudar o estranho casal amantes de armas e balas de prata, sua família sofreria ao invés dele, então ele não viu outra saída a não ser concordar com tudo o que a menina falava. 

— Tudo bem, e onde é que você e seu namoradinho são importantes nessa história toda?

Lucinda sorriu doce com a pergunta.

— Estava ansiosa para que perguntasse isso. — Lucinda se afastou, voltando a ficar de frente para a varanda. — Como Lutero escreveu aí, surgirá junto com os pilares da decadência criaturas da noite que batalharão contra eles e serão comandadas pelos Anjos Infernais, selando assim o destino do mundo em que vivemos. Em resumo: ou você obedece, ou será cachorrinho das pessoas que você mais despreza na sua vida. E sua família está inclusa no pacote, não sei se percebeu isso.

Alucard rangeu os dentes. Puta merda, não bastasse terem acabado com a sua vida uma vez, aqueles malditos resurgiriam das cinzas para atormentar sua vida de novo?

Infelizmente, ele não tinha outra escolha a não ser aceitar. Se isso significava que teria sua família sã e salva, então ele aceitaria sem pensar duas vezes.

— Okay, eu vou com vocês. — Resignado, Alucard se dirigiu para Lucinda, recebendo um sorriso aprovador em resposta. — Para isso funcionar, preciso saber onde esses merdinhas estão.

— Claro, claro, nós vamos falar quem são eles e onde estão, mas só iremos começar a atacar depois que eles se conhecerem.

Aquilo deixou Alucard furioso.

— Como assim esperar os malditos se conhecerem?! Temos que cortar o mal pela raiz antes que seja tarde demais! — Alucard esbravejou.

— Querido, acho que você não entendeu. — Lucinda voltou a ficar de frente para Alucard, olhando profundamente para seus olhos lilases. — Eles não sabem da existência um do outro ainda. Não sabem que são uma arma mortífera que afetará o mundo todo, então não tem como eles fazerem porra nenhuma pra nós atacar. Temos que esperar o momento certo até que eles se encontrem, ou colocaremos tudo a perder, entendeu? — Alucard assentiu. — Ótimo. Thomas, pegue a pinça e linha e agulha. Costure os buracos do morceguinho e desse velhote. Eu vou arrumar as malas. 

— As malas de quem você vai arrumar? — Alucard perguntou, não entendendo onde ela queria chegar com aquilo.

— As de vocês, claro. Nós vamos nos mudar.

Aquilo estava ficando estranho.

— Para onde vamos?

— Vamos para New Haven.


sarablanketjxn960
sarablanketjxn960

Creator

Comments (0)

See all
Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 76.3k likes

  • Arna (GL)

    Recommendation

    Arna (GL)

    Fantasy 5.5k likes

  • Blood Moon

    Recommendation

    Blood Moon

    BL 47.9k likes

  • Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Recommendation

    Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Fantasy 3k likes

  • The Sum of our Parts

    Recommendation

    The Sum of our Parts

    BL 8.7k likes

  • The Last Story

    Recommendation

    The Last Story

    GL 46 likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

Fundadores da Decadência: Saudemos Todos Os Amantes Com Um Glorioso Cortejo de Balas
Fundadores da Decadência: Saudemos Todos Os Amantes Com Um Glorioso Cortejo de Balas

55 views0 subscribers

Ethan Miller é um jovem adulto depressivo que vê sua vida decair após presenciar um trágico evento onde trabalhava. Tendo ajuda de sua avó para se reerguer novamente, ele conhece a história de santos que o inspiram a formar uma banda, algo que sempre ansiou por ter.

Quando formou a banda, Ethan e seus amigos mal imaginavam que, além de compôr músicas e se apresentar para milhares de pessoas, eles teriam que enfrentar inimigos de seus antepassados de séculos atrás que estão prestes a deixar o mundo cair em desgraças, com mortes trágicas e sangrentas.

Assim, eles descobrem que fazem parte de uma antiga profecia que previu que quatro caras seriam os Fundadores da Decadência de milênio em milênio e teriam o poder de mudar o destino do mundo o qual vivem.

Embarque nessa incrível aventura cheia de magia, romance, intrigas e muito rock e se deslumbre com a história dos Fundadores da Decadência.

[NÃO É UMA HISTÓRIA RELIGIOSA, NÃO TEM NADA A VER COM RELIGIÃO]

Capa e banner por saturngraphic
Subscribe

1 episodes

Prólogo

Prólogo

55 views 0 likes 0 comments


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
0
0
Prev
Next