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Alteregos: Austin

1. "Eu sei que você dá conta, cara"

1. "Eu sei que você dá conta, cara"

Mar 02, 2024

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Cursing/Profanity
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Numa van extravagante demais - considerando que é dirigida por um menor de idade - há 3 adolescentes. Zoe, Jônatas e Austin. 

Zoe, uma garota por volta dos 16 anos, de cabelos nevados com frequência. Campeã dos eventos esportivos da escola dela, com certeza ela é a maioral. Exceto pelo fato de que não existem eventos esportivos na escola dela. Seu espírito esportivo - competitivo - é tão forte que todos já sabem que ela seria uma campeã só de olhar para ela. Poucos ousaram a desafiar, menos ainda conseguiram a vencer. Ou é isso que dizem. 

Jônatas, motorista de 17 anos com grande potencial de ser parado numa noite fria de domingo por uma viatura policial. E eu não me refiro ao fato de dirigir sem ter carteira e muito menos idade. Digamos que ele é um hipster admirável... Ele dirige uma van, o que mais você esperava? Francamente, o apelido dele é Zé Fumaça por um motivo. E você sabe qual é. 

E, por último mas não menos importante, temos o Austin, um aspirante à artista aos seus 16 anos. Honestamente, dizer que ele é um artista pode ser meio cabuloso. Ele não pega numa caneta para escrever nada há pelo menos 5 meses. 
Artistas vivem e respiram de arte 24 horas por dia, certo? À menos que artistas também sejam fascinados por jogos de tiro, ficando horas e horas ajeitando e desajeitando a postura, "artista" não será a melhor definição para Austin. 

Ainda assim, nesse dia completamente comum, onde os 3 estão jogando um jogo de tabuleiro na van do Zé Fumaça, há uma formidável -e totalmente esperada - notícia a ser contada para Austin. 

- Ah! Austin, lembrei de uma coisa agora, mano. Te escrevi num campeonato de música aí. Achei muito tua cara, meu. Tu só tem que enviar uma música inédita pra eles em 2 semanas. Eu sei que tu escreve muito, então eu sei que você dá conta, cara! - disse o Jônatas (Zé Fumaça). Ele claramente é digno desse apelido. 

Zoe solta uma risada, tendo total noção do que acabou de presenciar. 
Austin, por outro lado, está boquiaberto. Consideravelmte paralisado. Tudo que se passa na sua mente agora, enquanto ele segura o dinheiro que estava pegando no banco do jogo, é semelhante à "Legal! Não, espera um pouco aí- maS COMO ASSIM?". 
Zé Fumaça está pleno, como se tivesse dado apenas uma informação rotineira, esperando que o processador interno de Austin volte a funcionar para ele poder jogar os dados. É a vez dele, ele está quase ganhando. 

- Vai demorar muito aí? - pergunta Zé Fumaça, ele está à beira de uma vitória. Prioridades. 

- cara cOMO  ASSIM?!? COMO QUE VOCÊ ME INSCREVEU SEM EU SABER? E COMO SÓ ME FALA ISSO AGORA?!!? - Você sabe quem disse isso. (Austin)

- HA! Cara! É por essas e outras que eu ando com vocês! - Zoe disse isso. Mas você já suspeitava. Ela dá um tapa na própria perna, aliás - É uma situação mais ridícula do que a outra!

- Foi fácil! - Zé Fumaça responde a pergunta de Austin - Eu só precisei deixar o seu nome, sua idade, seu CPF, seu- 

- Pera, cê sabe o CPF dele? - Zoe se surpreende com essa.

- Sei! Eu que fiz as contas bancárias online dele. 

- Tá tá tá! Não importa o que você usou pra me inscrever. - antes que Zoe e Zé Fumaça percam o fio de meada, Austin volta a reagir. Abanando as mãos e fechando os olhos brevemente. - Que campeonato é esse? De onde isso veio?! 

- Ah, é um campeonato aí, mano. - Ele dá de ombros - Fiquei sabendo quando tava cuidando das plantas, tavam falando que tem um prêmio legal aí. Achei louco, só pensei em você. 

- Jônatas, eu te amo, amigo, mas às vezes eu me pergunto o que você tem na cabeça. 

- Miolos? 

Um silêncio surge por dez segundos ou mais. Zoe quebra o silêncio, de forma pertinente. 

- Não é pra tanto, Austin! Você só precisa compor uma música, você faz isso muito bem. 

- É, tirando o fato de que eu não faço nada relacionado a música há meses. Mas tudo bem, não é como se eu fosse obrigado a fazer isso mesmo. É só não participar! Ninguém vai correr atrás de mim por causa disso. 

- Olha.. na verdade.. se tu não enviar nada, meu coraçãozinho ficaria muito abalado! - Jônatas faz uma careta, atrelada com sua pose dramaticamente dramática. 

- Se eu fosse você - acrescenta Zoe -, eu participaria. Não tem nada a perder mesmo. - Dá de ombros - Se pá, tu até ganha esse tal prêmio. Ou, no mínimo, você vai ter escrito alguma coisa, depois de um bom tempo. 

- Acho que tem dinheiro no meio! - Jônatas (Zé Fumaça) se anima - Pode ser uma boa!

- Hmm, eu posso tentar. Não garanto nada! 


••☆☆°°☆☆••


Austin está de volta em casa, mesmo que ainda meio confuso, e surpreso. Ele não venceu nenhuma partida de nenhum jogo de tabuleiro hoje. Mas esse não o motivo dele estar atordoado - ao menos, não é o único motivo.

- Oi, filho! Voltou cedo hoje. Geralmente não volta antes das estrelas começarem a tentar brilhar mais do que essas luzes pisca-pisca no quarto do vizinho da frente. - disse a mãe de Austin, Camila. Quanto ao vizinho deles, bem... ele quer ser jovem e compra leds para deixar sua casa com uma cara mais "jovial". Mas ele exagera na força. Muito.

- Eu não planejava voltar tão cedo, mas tenho que tentar quebrar esse bloqueio criativo em que me encontro. 

- Não contava que você fosse agir quanto à isso antes da poeira no seu teclado fazer aniversário. - Camila se ajeita no sofá, ela estava trabalhando em casa hoje, com o computador em cima da barriga. Vantagens - Já tinha planejado até o sabor do bolo! - Camila brinca

- Eu não ia, mas o Jônatas me inscreveu num campeonato de música, ou coisa assim, e agora só tenho duas semanas para escrever algo para eles. 

- Hm, entendi. - Camila bebe o resto do chá em sua xícara - E sobre o quê você vai escrever? 

- Eu. Não. Tenho. A. Mínima. Idéia. 

- Bem, a sua vó veio aí hoje, pode te ajudar. Ela tá lá em cima, regando algumas flores que ela trouxe. - Camila fecha seu notebook e caminha até a cozinha, passando por Austin.

- Flores? - Austin pergunta, com o pé no primeiro degrau da escada.

- Ela disse que é um presente, mas seu pai disse que ela comprou em excesso e tá precisando se livrar de algumas. - Camila balança a cabeça dando uma risada, parece algo que a sua sogra faria mesmo - De qualquer forma, nosso banheiro tem uma margarida, agora. E vê se cuida do girassol do seu quarto. - Convenhamos, Camila, seu filho tem um dedo verde. Mas é verde de podridão mesmo. Essa pobre flor tem os dias contados. - Aliás, sua vó vai ficar o final de semana aqui. Domingo de noite ela vai pra casa dela.

Subindo as escadas, é possível ouvir uma melodia improvisada vindo do quarto de Austin. A vó de Austin, Martina, era uma cantora, antes de ter que abrir mão da música para cuidar de seus filhos. Ela diz não se arrepender de nada, mas não parece ter esquecido seu sonho de anos e anos. É uma pena que sua voz tenha ficado fraca depois de alguns problemas de saúde - ela precisou de uma cirurgia, ainda tem uma cicatriz.
Mesmo assim, ela foi a inspiração de Austin para começar a escrever quando pequeno. Ela deu o primeiro instrumento dele, um Ukulele. Nele, Austin aprendeu os primeiros acordes de sua vida. Tocou a mesma música sem parar por quase 2 meses, seus pais foram guerreiros de não enlouquecerem. 
Por mais que a voz de Martina não seja mais a mesma, ela ainda tem a capacidade de assoviar. É este assovio que Austin ouve quando chega na porta de seu quarto. 

- Vó!! - Austin diz, entusiasmado.

- Oi! E não é que você cresce cada vez mais com o tempo? - eles dão um abraço, Austin é um pouco maior que Martina - Ha, da última vez que te vi, a mesa da minha cozinha era maior do que você. Agora você é maior que a porta do meu banheiro! 

- Essas são comparações muito peculiares de altura, vó. 

- Mas são todas verdadeiras! Ah - ela se vira para a escrivaninha -, olhe, eu trouxe uma flor para o seu quarto! Pensei em deixar com sua mãe essa daqui, mas ela parece ter mais a sua cara. 

- Isso é porque meu quarto bate mais luz do Sol, não é? - ele põe uma mão na cintura.

- Sim. - ela diz, simples - Como sua mãe consegue dormir num quarto tão escuro desses? Mal sei diferenciar dia de noite ali dentro. - Austin ri com essa verdade.

- Vó - ele se balança até sua cama -, eu tô precisando de uma mãozinha! 

- Pois diga, eu tenho duas! - Ela expõe as mãos, se sentando ao lado de Austin.

- Preciso sair de um bloqueio criativo! Um amigo me inscreveu num campeonato e tenho uma data limite para mandar uma música pra eles. 

- Quanto tempo, querido? 

- Diz ele que duas semanas.

- Oh, não é muito tempo, mas eu posso te ajudar! Quando foi a última vez que você compôs algo? 

- Há alguns meses, eu tava pensando em uma história que meus amigos me contaram, de um filme que tinha visto. Achei ela bem cara de música e dei meu jeito. Fiquei uns 4 dias fazendo ela sem parar. Não gostei muito do resultado.

- Hmm... Bem, quando eu tinha esse tipo de problema, eu deixava algum disco tocando bem baixinho, pegava um caderno pequeno e uma caneta. Toda e qualquer frase que me viesse à cabeça, eu anotava nas folhas. Depois, quando já houvesse frases o suficiente, eu cortava as frases e tentava contar uma história por elas. Era como um quebra-cabeça, tentava encontrar a melhor combinação de frases soltas, escrevendo mais uma ou outra que eu achava que ajudaria a conectar e manter o sentido. 

- E isso te ajudava? - Ele franze as sobrancelhas - Tipo, parece meio complicado. 

- Ajudava! Eu não me preocupava nem um pouco em contar uma história que fizesse sentido. A idéia era rir da aleatoriedade e, por consequência, reescrever uma letra parecia algo mais bobo e simples. Você pode tentar, assim você pode sair desse bloqueio. 

- Eu vou! Não custa a tentativa. 

- Que bom, querido! - Ela se levanta - Eu vou regar as flores que deixei na cozinha de vocês. 

- Quantas flores você trouxe, afinal?

- O suficiente para sua casa ser confundida com uma floricultura. - ela abre a porta do quarto - Boa sorte com o campeonato!

Martina sai do quarto de Austin, fechando a porta gentilmente. Agora é a hora de por as mãos na massa e seguir a dica de sua vó.

Austin não tem um toca disco, muito menos um disco, então apenas liga uma música instrumental no seu celular. Ele pega um caderno, arrancando algumas folhas em pequenos pedaços, do tamanho adequado para uma frase simples. Ele se escora na parede de seu quarto e, com uma caneta na mão, tenta começar a pensar em frases aleatórias. 
Ele pensa em uma! Em duas! Três... e só.
Pode-se até amenizar a situação dizendo "ah, pelo menos ele escreveu três frases!", mas as frases eram, sem brincadeira nenhuma: "perdi todas as partidas hoje", "flores têm cheiro de nada pra mim" e "bananas de pijamas, descendo as escadas"... É certo que Martina disse que as frases não precisavam fazer sentido ou ter conexão clara entre elas, mas juntar essas frases seria um desafio até para ela.
Passam alguns minutos, uns 30, e nada mais vem para a cabeça do pobre coitado. Austin coça a caneta na sua nuca tantas vezes que começa a doer. Por um segundo, ele ficou com medo de perder o seu precioso cabelo rosa - pintado com tanto cuidado por Zoe - quando quase não conseguia tirar a caneta da cabeça, depois de prender ela em vários fios. 
Austin solta um grito baixinho de "AAH NADA VEM NA MINHA CABEÇA" 

- AHH NADA VEM NA MINHA CABEÇA!! - Viu? Eu disse! - Como eu vou escrever uma música inteira se eu nem sequer consigo pensar em quatro frases soltas?!?! - ele bufa, decepcionado consigo mesmo - Acho que não sirvo mais para esse tipo de coisa. É, Jônatas, você vai ter que chorar no silêncio dessa vez, não fui tô sendo capaz de escrever a trilha sonora dessa cena.

O rosado tentou pouco e já desistiu. 
Ele desliga as luzes do seu quarto, se preparando para dormir em cima da "pilha" de três pedaços de folhas escritas, se lamentando, mesmo que só um pouco, por não ter avançado em nada. Ele estava prestes a pregar os olhos com força, provavelmente para dormir até levar um susto com o despertador do seu vizinho da esquerda - por preguiça de colocar o próprio para tocar - quando, próximo à sua janela, uma luz azul surge do mais completo e absoluto nada. 
Ele levanta numa velocidade que surpreenderia até os físicos mais experientes, de tão rápido. O brilho azul parecia se contorcer, não fazia muito barulho além de um ruído bem suave. As cortinas estavam balançando como se sua existência dependesse disso. 
Austin se aproximou, bem repreensivo. 

- Mas que desgraça é essa? - ele disse pausadamente. 

Um grito bem distante e baixo de desespero começa a sair dessa luz azul. Antes que Austin possa processar as palavras de baixo calão ouvidas, algo sai desesperadamente daquela luz, batendo com tudo na parede do outro lado do quarto. A luz desaparece no mesmo instante. 
Pelo barulho que fez, Austin supõe que duas coisas tenham caído ali. O quarto está escuro, a única luz existente ali agora iluminava parcialmente o teto - sim, a luz das luzes pisca-pisca do vizinho da frente. Austin, como o garoto totalmente maduro e cauteloso que é, levantou a cabeça levemente, esticou as mãos para frente, como se estivesse pedindo calma para um animal selvagem, e disse: 

- Se um alienígena tiver caído no meu quarto, pode, por favor, me garantir que você "veio em paz?" - desta vez não seria viável crítica-lo, afinal, é uma situação peculiar. 

A única resposta que obteve foi: 

- QUEM CARALHOS PROJETOU ESSA JÓIA MALDITA?!?
AidenPistola
Aiden Pistola

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