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Alteregos: Austin

2. Eu adoro ser faxineiro. Foi ironia, aliás

2. Eu adoro ser faxineiro. Foi ironia, aliás

Mar 02, 2024

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Cursing/Profanity
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- Austin.  Um garoto negro que pinta o cabelo de rosa sempre. Tem um péssimo gosto para séries e filmes, mas, de alguma forma, ninguém tem coragem de falar na cara dele. Além disso, é mais uma das vítimas da famosa puberdade, sua voz nunca esteve tão grave. Não é absurdamente grave, mas já foi mais aguda e insuportável. Quem ouve sua voz nem imagina a personalidade idiota que tem. Um contraste surpreendente. Se não fosse por sua procrastinação infinita, seria uma pessoa com um futuro considerável e- Aiden é interrompido no meio de seu monólogo dramático.

- Por quanto tempo vai ficar falando sozinho, Aiden? - diz Lana, se aproximando de Aiden, com uma cara mista de curiosidade e, de certa forma, um tom deboche e ironia. 

- AH! QUE SUSTO, PORRA! - gritou, se movendo bruscamente e se virando para Lana - Não sabe o significado de "privacidade" não? 

- Você estava falando com a muda do Austin, num parque aberto, parque cujo todos os alteregos passam todos os dias. Acho que "privacidade" não é bem algo que possa se exigir aqui, não? - diz Lana, com um sorriso de canto, enquanto escorava seus braços cruzados em cima de um pequeno muro que estava entre ela e Aiden. 

- Tirando o fato de que só eu venho aqui - Aiden responde, levantando uma vassoura com uma mão e um saco cheio de folhas na outra. Ele não parece nem um pouco contente com isso. - E o quê VOCÊ está fazendo aqui? 

- Eu? Eu vim visitar essas mudas TÃO importantes para analisarmos nossos avanços como altere- ela dizia de jeito forçado e exagerando sua articulação até ser interrompida. 

- Você só veio me pedir algo, não foi, sua nojenta? - Aiden já está sem paciência. Não que tivesse antes. 

- Na mosca, azulão! - Ela faz um gesto com a mão para Aiden. - Preciso que você limpe minha casinha. 

- De novo?! Já é terceira vez só essa semana! Porra, eu sou o faxineiro da região, não o empregado doméstico seu! - Ele espreme os olhos com sua mão, ranzinza.

- Deixa de ser chato! Eu não tenho culpa que eu não tenho tempo! Eu estou ajudando a minha humana com as mini esculturas de barro dela, tá sendo uma semana agitada pra ela, e pra mim. - Lana se explica.

- Como se esse papo torto de "humanos são importantes", "devemos tudo aos humanos" me descesse. Ah, me poupe! - diz Aiden, passando pelo portão e revirando os olhos.

- Você só diz isso porque ninguém da sua Genétri é chamado há anos, há gerações. - Lana se vira para Aiden, cruzando os braços.

- E o meu "foda-se" é grande. - diz dando as costas para Lana, pegando um restinho de folhas caídas no lado de fora do parque. 

- Sempre um poço de educação, hein. - resmunga Lana - De qualquer modo, eu preciso mesmo que você dê um trato na minha casa. Mas vê se dessa vez cobre essas suas asas e não deixe minhas coisas com cheiro de queimado. 

- Eu não vou cobrir minhas asas. 

- Ah você vai, se não quiser se arrepender de ter brotado. - O olhar de Lana deixa claro sua ameaça. - É isso! Obrigada! Byeee! - ela sai voando, com um tom de voz e feição tão alegres que só podem ser forçados. Mas ela faz com tanta naturalidade, que chega a ser difícil ter certeza. Seu vôo foi tão forte e rápido que o vento espalhou a folhas do saco, que ainda estava meio aberto, para fora. 

- Maldita seja. - Aiden conhece xingamentos piores, mas esse é praticamente seu bordão. 


••☆☆°°☆☆••


Aiden nunca foi muito fã dos humanos. Nunca foi simpático com a idéia de existir para, e somente para, auxiliar na jornada pessoal de algum humano. Ele sempre achou isso uma "idiotice sem sentido tirada do cu de algum infeliz", palavras dele. 
Para a sorte, ou azar, dele, a linhagem humana da Genétri, da qual ele faz parte, não convoca seus alteregos há muito tempo. Simplesmente nunca mais foram requisitados. 
Uns dizem que foram tão dececionantes em suas funções que seus humanos decidiram nunca mais entrar em contato com eles, outros dizem que simplesmente perderam sua jóia e agora não têm mais nenhuma conexão com Multiego. Mas a verdadeira razão é um grande mistério.
Por sua Genétri não ter mais nenhuma responsabilidade na Terra, ficaram encarregados de todos os tipos de afazeres em Multiego. Cada um é selecionado para fazer algo diferente, Aiden ficou com a faxina. Mantém todos os lugares limpos, desde as casas de sua ou de outras Genétris até cada monumento. 
Não era bem isso que ele queria, mas todos os outros cargos já haviam sido preenchidos antes dele brotar. Apenas a faxina tinha vagas e, convenhamos, faxina não acaba nunca, portanto, nunca vai deixar de ter vaga para isso. Principalmente quando ninguém tem tanto perfeccionismo com limpeza quanto Aiden.

Aiden, por mais que tenha desgosto por toda a filosofia de sua espécie, tem, sim, bem lá no fundo, uma curiosidade sobre como a Terra é. Ele nunca pôde a ver, afinal, alteregos não podem ir para Terra livremente até que sejam chamados pela primeira vez. Coisa que, obviamente, nunca aconteceu com ele. 

- Boa tarde, Aiden! - disse Core, um dos membros da Genétri de Aiden e Austin, sentado num banco do lado de fora de sua casa. Se alteregos tivessem laço familiar, ele seria um dos avôs de Aiden. Mesmo tendo uma aparência da mesma faixa etária de Aiden, afinal, ninguém de Multiego envelhece ou cresce de verdade. - Foi bem a faxina do Parque das Mudas? 

- Oi, Core. Se não fosse pela folgada da Lana me pedindo para limpar a casa dela pela milésima vez. - Seu ranger de dentes deixa até Core, a personificação da serenidade, arrepiado. - Como pode uma única pessoa fazer tanta bagunça em tão pouco tempo? 

- Pelo menos você tem seus afazeres! Pense que está contribuindo para o bem de nossa civilização no geral. - diferente de Aiden, Core não tem mais uma função. Seu humano parece já ter muita idade, então consideram Core um idoso e não seria ético para eles o obrigar a trabalhar ou qualquer coisa do tipo, mesmo que ele tenha capacidade.

- Eu carrego essa civilização nas costas. - Core dá uma risada sincera ouvindo essa frase sendo dita com tanto ódio por um pessoa de aparência totalmente inofensiva.

- É o lado negativo de não jogar a sujeira debaixo do tapete e dizer "tudo limpo" - diz com um sorriso caloroso. Mesmo com Aiden tendo essa personalidade agressiva e explosiva, Core reconhece com facilidade as qualidades dele. Não é atoa que os dois sejam o mais perto de uma família em Multiego. 

- Mas e você? Como vão suas ilustrações do dia? - Core pode não trabalhar, não ter funções para Multiego, mas tem seus hobbies. Um deles é ilustrar como imagina a Terra. Nem ele e nem Aiden a viram, então ele compartilha sempre com Aiden sua visão de como é esse lugar. 

- Hoje eu estou imaginando como seria se eles [humanos] já andassem no que chamam de "carros voadores". Pelo que a própria Lana já me disse alguma vez, eles estão na expectativa dessa invenção se concretizar como realidade até 2050. - Lana faz parte de uma Genétri distante, outra linhagem de humanos e alteregos, mas conheceu Aiden e Core há alguns anos. Mesmo que Lana e Aiden troquem farpas de vez em quando, são, sim, bons amigos. 

- Aposto que esses tapados não chegam nem perto desses carros antes de 2100 - Como sempre, Aiden é bem positivo quanto aos humanos. Nítido, não?

- Até lá, nenhum de nós vai saber de fato! - Core diz e solta uma risada. 

Aiden se senta um pouco do lado de Core, para ver o céu do fim de tarde. Há vários alteregos voando pelo céu, viajando por toda região afim de chegaram rápido nas casas uns dos outros para pegarem o que precisam para continuarem com seus projetos. Lana sempre reclama da falta de organização dos outros enquanto voam. Diz ela que sempre bate em alguém com força sem querer e cai com tudo no chão, ficando toda suja. 
Não ironicamente, esse é o único caos que Aiden e Core concordam em gostar. Aiden pelo simples fato de que todos se esbarram toda hora, o que ele acha engraçado de se ver. Quanto a Core, ele gosta dessa desordem porque acredita que seja uma bagunça bem intencionada, todos querem ajudar ali, então acabam por só terem isso na cabeça. Os impactos, pra ele, são apenas uma pequena consequência do foco em outra coisa maior para eles.

- Sabia que na Terra têm pássaros? Pelo que a Lana diz, eles também têm asas. Asas diferentes das nossas. Ficam no lugar de seus braços. Mas que são bem lindos e variados ela me garante. - Core é extremamente apaixonado por um mundo que nunca viu. 

- Sabia, sim. Você comenta toda vez que paramos pra ver o caos aéreo. - surpreendentemente, dessa vez Aiden não disse em tom agressivo, assassino, explosivo, ranzinza e nem enfurecido. Pode-se até dizer que foi num tom amigável. É raro, mas acontece muito com Core. 

- Ontem ela disse que eles fazem uma coisa diferente da gente também, se organizam quando voam em grupo. Formando uma espécie de triângulo aberto no céu. Pelo menos os que ela viu fizeram isso. 

- Devia ter como trazer esses pássaros aqui para dar aulas para esse bando de apressadinhos. - Ele dá dois segundos de silêncio e acrescenta:- Quem eu quero enganar? Eu prefiro do jeito que é. - entendemos, Aiden, entendemos.

- Queria que um dia você pudesse ver esse lugar. Parece que sempre tem algo acontecendo por lá. Você gostaria do caos de lá! - ele diz se virando para Aiden enquanto ri. Aiden apenas faz uma cara de "tá amarrado". - Você disse que ia limpar a casa da Lana outra vez, certo? Se eu fosse você, ia logo. - ele se levanta, indo em direção da porta de entrada de sua casa - Ela não deve estar lá agora, então você terá paz se for rápido. 

- Certo, certo. - Aiden se levanta - Eu já vou indo. Volto antes de você começar a pintar nas suas paredes outra vez. 

- Sério?! Geralemente eu fico sozinho nessa. 

- Calma lá! Eu disse que volto antes de você começar, não que vou te ajudar. Eu não me dou bem com tinta. - Core tenta fazer uma cara de bravo e mostrar a língua, enquanto fecha a porta, mas ele não tem a mesma raivosidade de Aiden para ser convincente. 

Aiden ergue vôo, se juntando a multidão dos céus. Procurando a Genétri de Lana, para fazer o seu trabalho muito amado. Quando está prestes a começar a pousar, alguns alteregos passam na velocidade da luz, fazendo com que ele perca completamente o controle e seja jogado com força para o lado oposto do qual ia. Tudo que se ouve, além das batidas frenéticas de asas, é um "VOCÊS SÃO CEGOS, PORRA?! MALDITOS SEJAM". Você consegue deduzir quem disse isso. 
Aiden cai com tudo, batendo em vários galhos de uma Genétri que ele nunca havia sequer visto antes. Ele não explorou toda a região em que vive ainda. Depois de finalmente cair no chão, ele agradece - algo raro, diga-se de passagem - por ser quase que imortal, se não fosse o caso, essa queda teria feito dele um belo monte de caco. Se bem que vaso ruim não quebra. 

Aiden caiu bem no meio de algumas Genétris bem próximas, então ele não consegue nem ver o céu dali mais, de tantas folhas e galhos que se reúnem cobrindo a visão superior do centro. O que o obriga a voar de galho em galho procurando uma saída de lá. Para a sorte dele, não tinha ninguém além dele, o que é estranho, com tantas Genétris juntas assim deveria haver pelo menos uma alma viva para zombar de sua queda. 
Enquanto voava de galho em galho, Aiden sente um formigamento dominar seu corpo, como se estivesse sendo alertado ou chamado por algo. Olhando um pouco para o lado, ele repara numa luz piscando e, se ele foi ensinado corretamente, aquela frequência indicava SOS. 
Veja bem, ele pode não ser a pessoa mais simpática do universo, mas ele não é de todo mal, ou seja, ele foi ver quem precisava de ajuda. Parabéns Aiden, pontos de altruísmo para você. 

Ao se aproximar da suposta mensagem de ajuda, ele não encontrou nada além de uma pedra, que era justamente o que piscava. Não era tão grande, por mais que passasse da altura da cintura de Aiden - ele mesmo não é maior do que uma caneta da Terra. 

- Que caralhos isso tá fazendo aqui? - Diz ele. 

Ele nunca viu algo assim, do mesmo modo que nunca viu várias coisas mais. O formigamento de seu corpo aumenta quanto mais ele se aproxima da pedra, mas ele está intrigado demais para se incomodar com isso. Ele toca na pedra, pensando em como fazê-la parar de brilhar, mas, antes que possa reagir, ele se vê sendo sugado para uma luz azul, que também leva a pedra. 
Ele diz tantas palavras de baixo calão, que seria imoral repeti-las. Apenas saiba que minorias de todo o mundo se sentiriam magoadas, com apenas umas algumas frases que ele soltou. 

Quando finalmente saiu dessa luz que o sugou, ele é "cuspido" com força para uma parede. Sendo a segunda vez que ele dá de cara com força no chão. A primeira frase que ele solta, quando recupera a consciência é: 

- QUEM CARALHOS PROJETOU ESSA JÓIA MALDITA??!?
AidenPistola
Aiden Pistola

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