As duas estão agora sentadas no chão uma de frente para a outra, com perna de índio.
- Uma super-heroína… - Inicia a misteriosa nova garota desconhecida, em tom de admiração: - Você é INCRÍVEL! Fez algo tão maravilhoso que fiquei sem palavras, de verdade, você tem minha sincera gratidão por ter salvo Gulão de algo terrível, perder ele seria algo… AH, de todo modo, OBRIGADA! - Evidencia a garota, esboçando um sorriso gentil, alegre e bastante encantador.
- Ah, eu garanto que isso aí não foi nada... - Explana Elene, ela está com o rosto rosado, é nítido que está sem graça com tantos elogios. - A propósito, você está bem?! Aquela hora você foi eletrocutada...
- Ah, aquele choque não foi nada. Se o Gulão está bem, então eu tô bem também! - Afirma se jogando e abraçando com amor em seu bixano.
- Elene admira a fofura cativante da garota ao esboçar tanto amor por seu bichano. - Então Gulão é o nome deste aí... Que nome esquisito! - Ri Elene.
- E essa daí é Lili! - Se refere a gata preta de tamanho doméstico, que agora está se esfregando nas pernas de Elene. A garota sorri e esclarece: - Ela realmente gostou de você! Na verdade, é meio raro ela gostar de alguém que não sou eu.
- Ora só, uma parasigato fêmea! - Explana Elene, levemente surpresa. - Não sei quando foi a última vez que vi um, são felinos incomuns! E aliás, tu é extremamente doida para não dizer outra coisa, por que caíram do telhado assim tão do nada?!
- Bom, nós estávamos caçando uma presa, Gulão saltou extremamente alto, e foi nessa que caímos aqui com tudo. Dá para dizer que Gulão é idiota, mas eu tive parcela de culpa por não saber o controlar direito, enfim… Foi aí que chegamos à situação de agora! - Esclarece a garota mantendo a tranquilidade na voz. - Gulão vive se jogando de lugares altos, então eu meio que já estou bem acostumada!
- Elene esboça um leve riso de nervoso: - Já eu diria que vocês são um conjunto bastante peculiar de criaturas. Adoraria saber seu nome!
- Meu nome? OH, é mesmo! Lhe apresentei os nomes de Lili, Gulão, e acabei não me apresentando… Meu nome é: Aelin!
- Por algum motivo os olhos de Elene brilham ao se escutar deste nome, enquanto a mesma diz em tom de admiração: - AELIN, não é?! Nome bonito! Me chamo Elene, e é claro que já sabia disso, já que me conhece, certo?!
- Não! - Diz de forma seca, e um pouco rude.
- Ah… - Elene está raciocinando por alguns instantes pois ainda não lhe caiu a ficha de que Aelin simplesmente não a conhece: - ELENE… Elene Coelhart, imagino que você seja bruxa, e mesmo que não seja, meu nome é super conhecido em toda Atlanta!
- Foi mal aí, eu… Simplesmente não te conheço, mas fico feliz de te conhecer agora! - Afirma com um reconfortante e acolhedor sorriso.
- Ah... Santa ignorância, só pode ser mesmo uma tapada desconectada para não me conhecer. - Elene está nitidamente ofendida por não ter sido reconhecida.
- Aelin foca seu olhar nos tesouros de Elene: - Tudo aquilo ali é seu?! Nossa… Tanta coisa, como vai carregar tudo para fora?!
- Excelente pergunta! - Reflete Elene. - Até dá para realizar um feitiço do qual envolva espaço nulo, ou teletransporte, mas são feitiços baseados em Magia Roxa, não é minha Afinidade mágica, a minha é a Azul, seria muito perigo para pouca coisa. Vamos lá, pensar agora, como levar tudo isso para fora, vejamos: ORA… - Elene acaba tendo respingos de ideias em sua mente, sorrindo maliciosamente conforme se aprofunda em pensamentos. - Talvez eu nem precise carregar tudo para fora, afinal de contas, estamos num buteco… - Explana, começando a salivar de desejo enquanto admira as bebidas. - E olha que eu nem queria beber hoje, mas infelizmente serei forçada a tal ato, mas veja bem, preste atenção, tudo gira em torno da boa ação, eu vou beber mas é por que não consigo de maneira alguma carregar tanta coisa para fora sozinha, compreende meu drama Aelin?! Seria muito torturante uma dama como eu se esforçar tanto a toa, agora, aproveitando que estou aqui, posso fazer uma boa ação, concedendo dinheiro para este pobre barista e ajudando o comércio local, todos nós saímos ganhando.
- Aelin fica confusa, e não compreende o raciocínio de Elene, mentindo ao dizer: - Faz sentido…
- Elene se dirige ao balcão com uma estranha empolgação: - Irei comprar todo seu estoque das suas melhores e mais luxuosas bebidas, tudo para meu consumo! - Elene ri de alegria, mas logo joga um olhar culposo para Aelin.
Aelin se deita no chão pelo cansaço, estando ofegante, sua barriga ronca, emitindo alto barulho causado pela fome.
- Você... Realmente está bem? - Pergunta Elene com preocupação genuína. - Tinha dito que perdeu uma presa.
- Oh, é! Eu estava bem perto de pegá-la quando aquilo aconteceu, BEM, hora ou outra arranjo algo para comer! - Evidência com um sorriso confiante, sorriso este que se apaga lentamente quando Aelin encara Lili e Gulão com preocupação: - Na verdade, eu não posso demorar muito para achar algo…
- Há quanto tempo não come? - Questiona Elene, inquieta.
- Não faço ideia… Dias, semanas, BOM, tanto faz, não ligo muito de ficar sem comer, o problema aqui é Gulão e Lili, preciso achar algo para eles, é isso que realmente importa!
- Elene joga um olhar para o balconista: - Pago o preço que quiser para que arranje a melhor comida para Aelin e os gatinhos!
- OH! - Aelin se levanta em um salto: - É sério?! Vai mesmo… Por quê?!
- Bem… Estou apenas sendo caridosa! - Concluí Elene, enquanto seu rosto ficava corado de vergonha. - Não me entenda errado, estou lhe ajudando por interesse, quero lhe fazer algumas perguntas, então é conveniente que lhe ajude. - Elene se senta num dos bancos e faz um gesto com as mãos indicando para Aelin se sentar ao seu lado. - Vamos conversar.
O cheiro da comida é ótimo, o balconista conseguiu improvisar algo com o que tinha disponível para servir 3 excelentes pratos de comida, um para Gulão, outro para Lili e o último para Aelin. Aelin se importa primeiramente em alimentar Gulão e Lili (Gulão acordou só de sentir o cheiro da comida), deste modo, Aelin pode finalmente sorrir genuinamente de alegria ao ver seus bichanos saciando uma fome de eras, respirando e suspirando fundo de alívio. Aelin ao se sentar novamente ao balcão, devora a refeição com gosto e impressionante rapidez, deixando bem evidente o quanto estava com fome.
- Não imaginei que sua fome fosse tanta... - Inicia Elene com olhar de espanto. Ela encara o balconista e diz: - Quero minhas bebidas, anda, traga logo! - Assim, ele entrega várias garrafas para Elene.
- Você realmente gosta dessas coisas! - Opina Aelin, com a boca quase entupida de comida.
- Nem tanto, nem tanto… - Reluta Elene, tentando bancar a modesta, mas logo virando uma garrafa de 2 litros em questão de segundos, entrando num estado ainda mais alterado enquanto suspira de amor dizendo: - Que delícia, eu realmente amo isso!
- Você disse que queria conversar comigo, certo?! - Questiona Aelin, bastante curiosa.
- Bem, eu diria que sim… - Elene começa a dar risadinhas enquanto se remexe na cadeira, ficando inquieta. - Achei você tão engraçadinha, o jeito como você BANG, caiu do alto, esmagando aquele otário, foi muito… OH, eu não tinha reparado que aquele abajur brilhava… - Elene ri com o próprio comentário. - Eu acho que é o que os abajus geralmente fazem. Aliás, como disse que se chamava mesmo… ALINE?!
- Aelin. - Corrige Aelin, com paciência.
- AELIN, minha amiga! - Elene repentinamente se joga em Aelin, abraçando-a. - Você é o que, uma bruxa?!
- Sou sim, uma bruxa!
- Uma bruxa e não me conhecia ainda, mas que isso garota! - Exclama Elene, incrédula, encarando Aelin com seriedade, ela pega mais uma garrafa e vira tudo, se alterando ainda mais: - Meu nome é… MEU NOME É… ELENE COELHART! - Após dizer isso, sobe em cima do balcão, ficando de pé, olhando para Aelin dali de cima. - Muitos me amam, muitos me odeiam, muitos me veneram, muitos querem me matar, para o bem, para o mal, você está de frente para a caralha da bruxa mais famosa que já conheceu, isso não é insano?! - Elene começa a gargalhar sem motivo algum.
- AH, então você é tipo uma super celebridade ou algo assim?! - Pergunta Aelin, com notório interesse. - Que maneiro, nem imaginei que seria para tanto, e sabe… Você está ainda mais engraçada agora!
- Isso lá é elogio?! - Elene pega outra garrafa e bebe ela toda. - Essa coisa aqui vicia…
- Vai com calma aí… - Orienta o balconista. - Quantos anos você tem?!
- Quantos anos eu tenho?! - Indaga Elene com deboche. - E o que isso importa, a idade aqui é só um número, igual todo esse ouro que lhe darei em troca de seu excelente serviço prestado, apenas um número, generoso, mas bastante humilde! - Elene gargalha e sorri. - OH Mano, que silêncio chato, coloca seus músicos para tocar alguma música agora! - Ordena. Os músicos do boteco começam a tocar tambores e pandeiros, Elene agora se senta, ainda em cima do balcão, encarando Aelin: - Me fale um pouco sobre você, tu despertou minha curiosidade. Primeiramente, por que está tão longe de casa?
- Hum?! Mas eu não tenho casa! - Esclarece Aelin, confusa quanto à afirmação de Elene.
- Sem casa?! Sério?! Mas, em que vilarejo você vive, garota?! E por que está tão distante de um agora?
- OH, eu também não vivo em nenhum vilarejo. - Explica Aelin. - Eu só viajo de um lugar para o outro, não consigo ficar no mesmo lugar o tempo todo.
- Então você é uma bruxa sem rumo na vida! - Explana Elene esboçando olhar de pena. - Que tristeza…
- Bem, pior que, antigamente as coisas costumavam ser assim para mim: viajar para lá e pra cá sem um destino final, sem um rumo, pensava que minha vida toda seria desse jeito. Mas há uns dias, algo mudou em mim, eu acho que agora eu tenho um lugar do qual desejo muito chegar, um destino final, o meu rumo, não sei se chegarei mesmo lá mas… ahn, não, eu vou chegar lá de um jeito ou de outro! - Afirma Aelin convicta.
- Elene admira cada fala da Aelin enquanto a interrompe questionando: - E qual é o seu rumo?!
- Eu quero chegar… - Aelin retoma demonstrando certo amor ao expressar cada palavra. - Ao Centro do Mundo!
- UAU! - Exclama Elene, ainda mais admirada. - O Centro do Mundo! - Elene nitidamente vê graça no momento. - Sabe Aelin, eu não estava tão errada ao seu respeito, tu é mesmo extremamente doidinha. - Elene volta a dar risadas por estar alterada. - Ninguém sabe onde fica o Centro, apenas se supõe.
- Eu sei disso, mas chegar é meu objetivo final, então darei um jeito, e já estou dando, afinal de contas, falta pouco para chegar lá.
- POUCO?! - Elene fica realmente perplexa pela afirmação de Aelin. - Tu não está nem no começo do caminho maluca!
- Mas para chegar ao Centro do Mundo eu tenho que cruzar a Floresta da Fronteira, e pelo que vi no mapa, a Floresta fica aqui do lado!
Em teoria, se espera que o Centro do Mundo esteja localizado na Capital Central do país das bruxas. A nação das feiticeiras é inteiramente rodeada por uma floresta cujo não por acaso se chama Floresta da Fronteira. Atualmente Elene e Aelin se encontram, teoricamente falando, praticamente do lado da Floresta da Fronteira, Aelin não está errada ao olhar para um mapa e interpretar estar perto, no entanto, existe um fator específico cujo deve ser levado em consideração.
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