Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

Afinidades PILOT EDITION

Capítulo 1.3 - Altas Apostas!

Capítulo 1.3 - Altas Apostas!

Aug 09, 2024

- OH NÃO, você interpretou o mapa totalmente errado Aelin! - Elene evidência, rindo por quão bobo foi o erro de Aelin. - Realmente a Floresta da Fronteira está bem aqui do lado, mas… ninguém consegue entrar nela por aqui! Acontece que: existe uma espécie de parede, muralha natural em torno de toda Floresta da Fronteira, é uma barreira esquisita que por alguma razão afeta a magia, por isso, nem nós feiticeiras conseguimos atravessar ela. o único jeito de adentrar na Floresta é atravessando a única entrada, e essa entrada fica BEM LONGE daqui.

- Sério?! - Exclama Aelin, incrédula. - Não dá para eu só escalar a muralha?!

- Não, mas com seu navio voador não deve demorar muito para que chegue até a entrada da Floresta, navios voadores são super velozes! - Conforta Elene.

- Meu navio voador?! - Pergunta Aelin, notavelmente confusa. - Eu não tenho uma navio voador.

- Está zuando?! - Exclama Elene, quase caindo do balcão pelo susto e surpresa. - Você pretende entrar na Floresta da Fronteira, mas nem ao menos tem navio voador… GAROTA, tu pretende usar que tipo de meio de transporte?!

- Meio de transporte… Geralmente Gulão me leva para todos os cantos! Evidência Aelin, orgulhosa de tal.

- Se seu objetivo é cometer suícidio, vá em frente, está no caminho ideal. - Afirma Elene, com sarcasmo e deboche. - Só não é legal da sua parte levar os Parasigatos para um destino tão cruel. AELIN, me escuta, a Floresta da Fronteira não é lugar para brincadeira, é uma das regiões místicas mais perigosas da superfície, o mínimo do mínimo seria você ter um Navio Voador!

- Aelin encosta a cabeça no balcão, decepcionada. - Eu não sabia disso! Que saco... Não sou rica para conseguir algo como um NAVIO voador. 

- Elene começa a se lembrar de um detalhe, e sorri de entusiasmo com sua ideia repentina: - Bora participar do Torneio Mágico de Berço Naval! - Sugere, começando a ficar eufórica com a própria recomendação, ficando novamente de pé no balcão. - Berço Naval é um vilarejo humano que tem boas relações com as bruxas, eles sempre fazem esse tipo de evento, e o próximo terá um Navio Voador como premiação. - Elene começa a caminhar no balcão como se estivesse desfilando, é nítido o quanto se animou com a ideia. - É extremamente conveniente que o prêmio seja um navio voador, já venho pensando em passar por Berço Naval faz um tempo, e tendo uma companhia como você só torna as coisas ainda mais interessantes!

- Então se eu participar desse torneio pode ser que eu vença e consiga o navio voador para ir para a Floresta, certo?! - Indaga Aelin, ainda curiosa.

- Errado! - Corrige Elene de forma rude. - Eu também vou participar, o que significa que sua derrota já está decretada. MAS, se me ajudar a buscar uma certa bruxa, prometo que lhe darei o navio voador!

- E se eu ganhar de você?! - Insiste Aelin, num gesto de inocência.

- Elene para de frente para Aelin, e a encara de cima como superior, enquanto esclarece: - Eu só considero “e ses” possíveis!

- Então não tem como eu lhe derrotar numa luta?! - Pergunta Aelin.

- Sinceramente?! NÃO!

- OH… Então você realmente é uma bruxa super poderosa, queria que você me treinasse… - Sugere Aelin.

- TREINAR você?! - Elene não curtiu muito a ideia, na verdade, Aelin é uma mera desconhecida, e Elene já está ajudando-a demais. 

- Como você é uma bruxa super poderosa, imagino que seja bem fácil de você me treinar, certo?!

- Não, também não exagere! - Adverte Elene.

- OH… Foi mal, eu superestimei sua força, talvez você não seja tão forte quanto imaginei!

- QUÊ?! - Elene está agora verdadeiramente ofendida. - SUPERESTIMAR? Com certeza sou infinitamente superior ao poder que imaginou que eu tenha.

- Então seria ainda mais fácil para você me treinar! - Concluí Aelin.

- AH MAS PERA LÁ! - Adverte Elene.

- Poxa, mas a Elene que imagino na minha cabeça consegue treinar a mim com tanta facilidade que não seria problema algum para ela me ajudar nisso! - Explica Aelin. - Se é mais poderosa que a Elene que imaginei, então me treinar será para você uma tarefa estupidamente fácil.

- É AÍ QUE TU SE ENGANA! - Elene começa a se alterar mais, bebendo ainda mais garrafas de bebida.

- Me pergunto para onde desce tudo isso que ela bebe… - Reflete o balconista em sua mente.

- Eu vou lhe treinar sim, mas só por ser uma tarefa extremamente fácil para minha pessoa, até porque, qualquer um que não fosse eu ficaria desmotivado em treinar um desconhecido de graça, mas para mim, isso é uma tarefa tão estupidamente simples, que nem irei considerar este feito um ato de caridade, por que até ato de caridade exige algum grau de esforço, algo que não terei lhe ensinando.

- Aelin começa a ficar empolgada: - Vai realmente me treinar?! OH, finalmente, faz tantos anos que desejo aprender a usar magia…

- Irei lhe ensinar todos os princípios mágicos durante nossa viagem rumo ao Berço Naval, esteja preparada pois não serei uma professora gentil. Agora, para começarmos, preciso saber a sua Afinidade Mágica.

- Minha o quê?! - Questiona Aelin, notoriamente confusa.

- Afinidade! - Exclama Elene, ficando realmente surpresa por Aelin ainda não ter entendido. - Pelo visto terei que lhe ensinar desde a pré-escola… CERTO, não pretendo lhe dar aulas completas agora, mas irei lhe dar uma explicação básica. - Elene foca seu olhar em Aelin, esboçando seriedade enquanto explica. - OH SEUS BADERNEIROS! - Berra Elene, se referindo aos músicos do boteco. - SILÊNCIO! - Os músicos que até pouco tocavam sua canção, param, o silêncio então ecoa. - Aelin, toda nossa vida é regida por uma força pouco compreendida mas que chamamos de Magia, nós bruxas somos criaturas cujo possuem o dom de manipular a Magia, manipular a força que rege nossas vidas! Essa força se distribui em diferentes áreas da existência, sendo a mãe da lei da física, não quero me aprofundar muito então irei simplificar por hora: existem diferentes tipos e categorias de Magia, cada uma se distinguindo em cor e capacidade, bruxas conseguem manipular qualquer um destes, no entanto, nascemos com Afinidades, Afinidades para uma magia em específico, isso significa em outras palavras que, por mais que sejamos capazes de controlar magia dos mais distintos tipos, nossa real força sempre será a nossa Afinidade Mágica, é na Afinidade que se encontra todo nosso potencial como bruxa.

- OH… - Aelin tem certa dificuldade em prestar atenção em uma explicação tão longa.

- Na verdade, é bem simples de descobrir isso, magias se diferenciam por cor, e nossos olhos, as íris, brilham na tonalidade de nossa Afinidade. Eu sou uma bruxa de Afinidade com a Magia Azul da Eletricidade. - Elene esbanja seus olhos de íris azuis enquanto explica. - Logo, sou uma Olhos Azuis, já você… Não consigo ver a cor da sua íris, por isso que perguntei sua Afinidade. Tira esses óculos da sua cara, quero ver seus olhos!

- Meus olhos?! - Aelin demonstra insegurança ao falar a respeito do assunto.

- TIRA ESSES ÓCULOS AGORA! - Exclama Elene, impaciente, tirando os óculos de sol da Aelin sem lhe dar tempo de reação. - Perfeito, agora vejamos, qual a sua Afinidade… - Elene foca seu olhar em Aelin, o olhar se arregala de surpresa, enquanto sua visão começa a ficar turva: - VOCÊ… - Elene começa a tremer de ansiedade e nervosismo, cambaleando de tontura, agora ela e Aelin trocam olhares, sendo um silêncio duradouro: - Olhos… - A visão de Elene se apaga, a própria perde a consciência por ter bebido demais, como estava de pé, quase caíria no chão, no entanto, Aelin lhe segura nos braços de última hora, suas últimas palavras antes de perder totalmente a consciência, agora com o rosto ancorado no ombro de Aelin: - Olhos Roxos…

Aelin joga um olhar para Elene desacordada, com preocupação, logo, se foca no balconista.

- O balconista está imóvel, tão incrédulo com o que vê, que quase ficou sem palavras: - Tu é a tal Garota dos Olhos Roxos?! E eu pensando que nada nesse dia poderia me surpreender… 

- Aelin concentrada no balconista diz: - OBRIGADA, sua comida é excelente! - Começa a fazer cafuné em Elene, demonstrando preocupação. 

- Tome cuidado com sua amiga, eu diria que ela passou muito do ponto hoje! - Recomenda o balconista, devolvendo os óculos de Aelin. 

- Aelin começa a caminhar para o lado de fora carregando Elene nos braços, abraçada, enquanto diz: - Gulão, Lili, vamos!

Lili e Gulão seguem o caminhar tranquilo de Aelin, o grupo finalmente deixa o boteco. O objetivo atual de Aelin é buscar um bom abrigo para cuidar de Elene enquanto descansam.

Nesta mesma noite, em um covil em regiões próximas, vemos uma maga jovem, trabalhando numa pequena sala rodeada de frascos de poções e feitiços, sua dedicação é clara. Seu cabelo é cinza, suas vestes mesclam os padrões de um cientista com os de um bruxo, faz uso de óculos de lente. Enquanto a mesma trabalha, os subordinados que Elene e Aelin derrotaram chegam repentinamente, até caindo no chão, estando bastante ofegantes e exaustos.

- Me expliquem: o que isso significa?! Por que invadem minha sala assim, desse jeito?! - Pergunta, nitidamente irritada.

- Fomos derrotados… - Suspira um dos homens.

- Isso eu sei, vocês são derrotados todos os dias! - Provoca a maga com olhar de desprezo. - Já passou da hora de deixarem a gangue, só envergonham nosso nome.

- Deixar a gangue?! - Indaga um dos homens, ele está cheio de hematomas de queimadura pelo corpo, começando a se apavorar com o rumo da conversa.

- Não são nada uteis para o grupo, só causam vergonha e não é de hoje! Estava revisando o histórico de fracassos de vocês mais cedo, e pelo amor, minha paciência já chegou ao limite.

- NÃO FOMOS DERROTADOS POR QUALQUER BRUXA! - Grita o segundo capanga. 

- Não grita comigo. - Ameaça a Maga, com um olhar frio. 

- PERDÃO querida “Investigadora”, mas é que, olha, sendo sincero, nossa derrota não foi uma humilhação, foi difícil lidar com duas bruxas tão anormais.

- VERDADE! - Completa o outro. - Aquela cabelos cacheados era psicopata, dava para notar só na sua frieza, era insana, mesmo sem usar magia ou feitiços, lutou apenas usando força bruta, e estava acompanhada de uma outra pior… É pedir muito que consigamos lidar com alguém daquele calibre.

- Vá direto ao ponto, falem logo de quem estão falando! - Alerta a Investigadora, esboçando impaciência.

- O Líder assume a frente na discussão, encarando a Investigadora e explanando com seriedade: - Estamos tratando de nada mais nada menos do que a filha de uma das nossas principais inimigas, a aclamada sucessora de Luzian Coelhart: Elene Coelhart! - A Investigadora fica claramente perplexa ao escutar o nome de Elene.  - Entende agora quando meus subordinados lhe alertaram que não fomos vencidos por pessoas comuns?! Assumo, temos que honrar melhor ao nome da Gangue, independente da ocasião, mas aquelas bruxas… Aquelas duas são monstruosidades, tanto a Coelhart, quanto a bruxa cabelos cacheados, eu acho que… Ela realmente tinha a intenção de me matar! 

- A Investigadora começa a bater os dedos na mesa num gesto de impaciência e nervosismos, falando lentamente: Coelhart… Coelhart, Coelhart! Essa família é tão inconveniente que me dá nojo só de pensar, e olhe que todas as 5 famílias Lunares já me enojam bastante, mas a Coelhart consegue se superar! - Sua ansiedade se intensifica enquanto ri com deboche: - Elene, não é mesmo?! Me diga Elene, o que a burguesinha faz tão longe da proteção da mamãezinha?! - A Investigadora se levanta, caminhando devagar enquanto comenta: - Uma satisfação em nível astronômico seria testar minhas porções mágicas em você, justamente alguém tão odiável quanto você Elene, isso me anima tanto… - A Investigadora foca seu olhar no trio. - Essa é a chance de redenção de vocês três, provem que ainda são dignos de se manterem na Gangue, arrumem suas coisas e se preparem, pois agora, vamos mostrar para aquela bruxinha de realeza que a vida fora de Cenourinha, distante do Palácio dos Coelhos Pensantes, não é um conto de fadas!


marcospgcar
YuriSTAR

Creator

Comments (0)

See all
Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 75.7k likes

  • Invisible Bonds

    Recommendation

    Invisible Bonds

    LGBTQ+ 2.4k likes

  • Touch

    Recommendation

    Touch

    BL 15.6k likes

  • Silence | book 1

    Recommendation

    Silence | book 1

    LGBTQ+ 27.3k likes

  • Primalcraft: Scourge of the Wolf

    Recommendation

    Primalcraft: Scourge of the Wolf

    BL 7.1k likes

  • Invisible Boy

    Recommendation

    Invisible Boy

    LGBTQ+ 11.5k likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

Afinidades PILOT EDITION
Afinidades PILOT EDITION

482 views1 subscriber

Embarque nessa grande jornada que se inicia na pele da bruxa Aelin Araí, aventurando-se rumando ao Centro do Mundo!
Subscribe

6 episodes

Capítulo 1.3 - Altas Apostas!

Capítulo 1.3 - Altas Apostas!

47 views 0 likes 0 comments


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
0
0
Prev
Next