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E o destino quis assim...

Café da Manhã

Café da Manhã

Aug 20, 2024

Alan acorda com cheiro de café da manhã, ele es-tranha por saber que agora mora sozinho, mas mesmo quando morava com Cauã, ele não fazia café da manhã, sequer conseguia o encontrar em casa.

Curioso por natureza, ao sair do quarto ele ouviu alguém cantando.

Baby i’m falling head over heels

Looking for ways to

Let you know just how I feel

Wish I was holding you by my side

I wouldn’t change a thing

Cause finally it’s real

It’s you - Henry

Ao ouvir Alan por um segundo não se lembrara que tinha sim alguém em sua casa.

Com curiosidade tomando seu ser, ele foi bisbilho-tar o que o homem que estava ajudando estava aprontan-do em sua cozinha.

Ao passar pela porta a surpresa que teve o deixou em um estado catatônico, nunca que iria imaginar que B com aquele porte físico, ok, Alan estava sendo preconcei-tuoso de julgar ele pelo tamanho, mas dificilmente pensa-ria que o cara que estava hospedado em sua casa saberia servir um banquete de café da manhã e ainda por cima o alegrar com uma voz angelical, o homem estava sem cami-sa exibindo suas costas suculentas, isso segundo Alan, tranquilamente como se ele morasse ali fazia anos, ele me-xia em algo no fogão distraído.

Alan não conseguia entender o que tanto lhe inte-ressava em B, okay ele era um tremendo gostoso, mas não foi somente isso que lhe prendera a atenção, B tinha algo, o tchan que fazia com que tomasse toda a atenção do pro-fessor.

“Não contém isso pra ele. Ai meu Deus! Estou en-doidando” Pensou Alan incrédulo de por onde seus pen-samentos o estavam levando.

Mas qual não foi sua maior surpresa ao se deparar com Jo Ann, pleníssima, sentada em uma das cadeiras to-mando seu café da manhã como se a casa fosse sua.

“Realmente eu estou endoidando! Como não percebi que tinha duas pessoas na minha cozinha?” Alan pensou.

− Bom dia!

− Bom dia trem doido – Jo Ann diz o olhando com o olhar porque não me contou que tem um gostoso desca-misado na sua casa.

− O que minha amiga faz aqui a essa hora da ma-nhã de um sábado?

− Vim ver como meu querido amigo ingrato que não me conta mais nada está.

− Mulher já te falei que estou bem.

− Pelo que vejo está mais que bem.

Alan a olha como se quisesse matá-la.

− Eita! Não me olha assim.

− Deveria olhar de outro jeito?

− Claro. Sou o amor da sua vida.

B finalmente saiu da frente do fogão voltando sua atenção ao que estava acontecendo na mesa, quando esta-va terminando o café da manhã estava segurando a risada da conversa de Alan e Jo Ann.

− Finalmente terminei!

Assim que se sentou B percebera que os dois ami-gos o olhavam com curiosidade, pelo menos da parte de Jo Ann era curiosidade, já Alan ele não conseguia distinguir o que estava pensando ao olhá-lo.

− O que foi? – Perguntou sem entender o que tinha de erado nele para que tanto o olhassem.

− Onde esse doido desvairado te achou? – Jo Ann perguntou sem medo algum.

− Na rua.

− Amigo me diga essa rua pra ver se acho algum pra mim – Jo deixa Alan sem graça com sua fala o dei-xando ruborizado.

“Como ele fica lindo assim” B pensou já se punindo por tal pensamento.

− Agora cá pra nós, o que fizeram ontem?

− Jo Ann Chega – B se assusta com o berro que Alan dá – Você está assustando-o.

− Que nada.

Alan a olhou ressabiado.

− Você que o assustou com o berro que deu.

− E você está impossível.

− E você é um chato de galocha. Nem me deixa sa-ber da sua vida.

− Eu já te falei que chega.

− Tá bom, você o quer todo pra você – Ela diz se levantando – Vou embora. Vê se cuida desse doido, Ben.

− Pode deixar Jo Ann.

− O que deu em você para tratá-la assim? − Assim que Jo Ann vai embora B pergunta para Alan.

− Aishhh! Não sei – Realmente Alan não tinha pa-ciência para o espirito enxerido que seu novo ‘inquilino’ tinha – Na verdade odeio quando ela vem aqui sem avi-sar– Alan interrompe o que estava dizendo girando seu pescoço para a esquerda para encarar B – E ainda por cima vem se intrometer onde não foi chamada.

Alan termina de dizer indignado com tudo que es-tava acontecendo em sua vida, primeiro seu casamento que acabara, segundo sua amiga o tratando como se fosse uma criança de dois anos incapaz de viver sozinho, agora encontra um Deus Grego na praça, o leva para casa, para no dia seguinte sua amiga aparecer em sua casa sem ser convidada e de bônus começa a tirar suas próprias conclu-sões de o porquê ele estar na sua casa, realmente isso o irritava.

− Você está irritado por ela saber que estou aqui?

− Não.

− Mas...

− Não tem mas.

− Pelo jeito que ficou irritado tem um mas, mas vo-cê não me quer contar e está tudo bem, na hora que quiser me contar vou estar aqui – B afirma assim que pegou um pão e começou a passar manteiga nele.

Um silencio incomodo permaneceu na mesa, Alan não sabia o que dizer para quebrar esse silencio que tanto o incomodava.

− Tem um ‘mas’...

Alan começou não tendo coragem para continuar, esperou alguma resposta de seu ouvinte.

− Hmmmm...

− Eu terminei meu casamento semana passada – Alan disse aquilo pela primeira vez, achou que seria mais difícil, respirou fundo.

− Por qual motivo?

− Por vários, e um deles seria que eu não era mais feliz nesse casamento.

− Pelo que disse não foi só por isso.

− Não. Ele sempre me traiu, sabia que ele me traia, mas não tinha a coragem para dar um basta. Ele me dimi-nuía – Alan disse concluindo satisfeito por desabafar com alguém.

− Hmm, entendi.

B olhou dentro dos olhos de Alan procurando sa-ber como ele estava com tudo que havia acontecido.

− Você está bem com o que fez?

− Estou

Ele o olhou como quem não acreditava.

− De verdade. Estou bem. Só queria ter enxergado antes – Alan lamentou.

− Se arrepende?

− Você é irmão da Jo Ann? – Pergunta com sarcasmo.

− Não. Por quê?

− Porque está perguntador igual.

Os dois caem na gargalhada ficando assim por minutos.

arthursouza
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