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Cosmos [pt-br]

A cidade de Alkabar

A cidade de Alkabar

Oct 26, 2024

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Blood/Gore
  • •  Mental Health Topics
  • •  Physical violence
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O planeta vermelho vizinho da Terra, foi colonizado pela humanidade há cerca de 800 anos. Desde então passou momentos dignos da humanidade, incluindo uma guerra há 100 anos que o tornou uma terra sem lei e um planeta separado da Congregação Humana.

A Avis agora pousava em um grande terreno cercado, onde outras naves também acampavam. O lugar era utilizado como um estacionamento para pequenas naves, algo comum em Marte graças ao grande fluxo de negociantes.

— Tripulação da Alvis, pousamos em Alkabar — Aurelia anunciava alegremente para a tripulação, poucas horas após a decisão de ir para o planeta vermelho ser tomada.

A tripulação ainda estava na sala de reuniões. Markus, Baku e Paul agora estavam equipados cada qual com uma arma e uma faca longa de combate.

Baku e Paul estavam armados com pistolas de plasma, com uma quantidade quase ilimitada de tiros. Markus, fã da boa e velha pólvora, possuía um revólver de 6 tiros no cinto, junto há várias balas reservas. Além do armamento padrão, Paul carregava consigo uma mochila azul-escuro que sempre guardava aparatos que lhe podiam ser úteis.

— Isso é mesmo necessário? — Baku perguntou enquanto ajustava o cinto que carregava seus equipamentos. A tripulação não respondeu diretamente, mas todos deram risadinhas abafadas.

— Certo! — Markus disse batendo uma palma para chamar a atenção. — Estamos em Marte para nos prepararmos para a missão, lembrem-se disso. Paul será o responsável por arranjar uma nave, e Baku e eu iremos arranjar alguns homúnculos — os mencionados acenaram a cabeça.

— Estarei esperando por vocês, tomem cuidado — disse Lucy. Seu tom era alegre, mas sua voz falhava e seus olhos se moviam querendo fugir.

—Okay! — Disseram Markus e Paul em uníssono, enquanto abriam a escotilha.

— Por que a Lucy não vem? — Baku perguntou enquanto saia da nave.

— A Lucy já conhece o suficiente de Marte — Paul respondeu.

— Como assim?

— Ela é daqui — o engenheiro demorou alguns segundos para responder e quando o fez, desviou o olhar.

— Ei, idiotas! — Um velho corcunda com uma grande barba cinza vinha em direção à Avis enquanto gritava. — Vocês deviam ter pedido permissão antes de pousar! São idiotas? Vocês pelo menos sabem que tem que pagar? — Porém, quando o velho se aproximou o suficiente para que não precisasse mais cerrar os olhos para enxergar, ele começou a se engasgar com suas palavras e afinou seu tom antes de continuar. — Oh, Sr. Markus, eu não o reconheci. Mil perdões. Fique à vontade.

— Obrigado, Maltis. — Respondeu Markus. — Irei deixar a Alvis aqui por um tempo. Se precisar de alguma coisa, a Lucy está lá dentro — Markus disse isso de forma cordial, mas suas palavras também guardavam um aviso caso o velho sorrateiro tentasse algo.

— Claro Sr. Markus, aproveite sua estadia — o velho sorria e esfregava as mãos.

O trio andou cerca de dez minutos pelo terreno arenoso, passando por diversas naves, antes de chegarem na saída do local. Ao passarem pelo portão a tripulação já se encontrava no meio de Alkabar. A cidade não era um lugar bem falado, mesmo em Marte, ali era o epicentro de todas as negociações criminosas da humanidade. Se houvesse um grande crime que chocasse a todos, então era claro como o dia que a ideia teria se originado em Alkabar.

O queixo de Baku caiu. Ele já havia vistos algumas fotos de Marte, mas o local era completamente diferente. “Sera que mudou com o tempo?” pensava.

A cidade, Alkabar, obviamente era grande, mas possuía uma estrutura extremamente arcaica. As construções, sem exceção, eram feitas de madeira. As ruas eram somente terra pisada, onde muitas pessoas e máquinas caminhavam. O ar era seco e poeirento. O local lembrou Baku das histórias de velho-oeste de uma antiga nação da Terra.

— Marte inteira é assim, Paul?

— Não, só Alkabar — Paul olhou para onde Markus estaria e colocou a mão na testa suspirando. — Boa sorte, Baku — então virou-se e foi embora realizar sua tarefa.

— Isso foi um pouco estranho. Para onde vamos agora, capitão? — Baku virou-se para Markus e rapidamente entendeu a reação de Paul. Markus não estava mais ali.

O jovem colocou as duas mãos na cabeça e sentiu-se uma criança perdida. Mas respirou fundo e colocou os neurônios para trabalhar. “Ele foi por um caminho que estava fora da minha visão. Direita!”, então Baku começou a seguir o caminho que lhe parecia mais lógico.

Apesar da cidade parecer um museu, havia muitas coisas que chamavam a atenção Baku. Ele ficou impressionado com a quantidade de pessoas que andavam por aquelas ruas, era praticamente impossível não esbarrar em ninguém. Também achou divertido o contraste de ver uma carroça de madeira sendo puxada por um cavalo-robô.

— Um trocado por um velho atacado pelas I.As — um homem velho interrompeu os pensamento de Baku. Era careca e, com a falta da camisa, podia-se ver sua magreza e dois braços robôs. Ele estendia um braço pedindo o trocado, sua mão tremia muito, provavelmente em razão do ataque de I.A que ele havia sofrido.

Baku se sentiu comovido com a cena do pobre senhor sozinho em meio a tantas pessoas. Então tirou do bolso sua carteira, um presente de Lucy. Ela era branca e possuía um broche da Avis, um pássaro pousado em uma estrela.

 — Eu acho que não tenho muito.

— Já é o suficiente — o velho disse rindo e rapidamente apanhando a carteira de Baku. — Muito obrigado.

Você tem o coração muito gentil, garoto — o velho zombava enquanto se levantava e saia andando com a carteira. Porém, após poucos passos, ele decidiu ver melhor seus ganhos. O velho parou sua passada, engoliu em seco e deu meia-volta. — Era só brincadeirinha, só brincadeirinha — disse enquanto forçava algumas risadinhas e devolvia a carteira. Quando Baku a pegou de volta, sem entender nada, o velho apressou o seu passo para sumir de vista.

“Será que a IA atingiu o cérebro também?”.

Baku decidiu apagar esse momento do seu cérebro e voltou a busca pelo seu capitão. Após mais alguns minutos andando, ele ouviu novamente alguém lhe chamando. Agora era uma mulher que lhe convidava para conhecer um certo salão em que ela trabalhava. Dessa vez Baku sabia bem do que se tratava. Sentiu sua boca encher de saliva enquanto sua mente se irrigava de pensamento indecentes. Mas a prioridade agora era encontrar Markus, então ele apenas a ignorou e continuou andando. “Capitão!”, gritava para todos os cantos.

— Ei, garoto — um homem gordo de quase dois metros chamava Baku. — Não é bom ficar gritando por aqui, vai atrair estranhos — o homem lambeu os lábios. — De onde você é?

— Eu sou de Xenos — o homem não falou nada por alguns segundos, e então começou a rir.

— Sim, sim. Eu também sou de Xenos —Baku já estava cansado desse tipo de reação quando dizia sua origem. — Além desse rostinho, também é divertido — o homem molhou os lábios novamente. — Então, por quem você está procurando? Talvez eu possa ajudar.

— Pelo capitão Markus, da Avis — Baku arrastou suas palavras, começando a questionar se devia estar falando com aquele homem esquisito.

— Que?! Ele está aqui? — O homem arregalou os olhos e recuou um passo, mas logo tentou voltar ao seu personagem. — Ah sim, ouvi falar. Na verdade, eu sei onde ele está. Quer que eu te leve? — O esquisito passou o braço pelos ombros de Baku, que se sentiu um arrepio subir pela espinha.

— Não precisa! Já encontrei! — Gritou Baku, que saiu dos braços gigantes e entrou correndo no salão mais próximo.

Apesar de Baku ter entrado no local apenas para fugir do homem, ele coincidente encontrou Markus naquele salão. O local era uma taberna, e Markus encontrava-se sentado junto a outros três homens jogando cartas.

— Ganhei outra! — Disse Markus gargalhando alto, enquanto Baku ia ao seu encontro. — Ah, garoto, você já está aqui? Acho que já é hora de irmos — Markus disse enquanto recolhia o dinheiro que havia ganhado com o jogo.

Markus rapidamente se levantou da mesa, agarrou o braço de Baku e começou a andar em direção a saída.

— Vamos embora antes deles descobrirem minha trapaça. Não olhe para trás e ande rápido — sussurrou o capitão.

Ao sair do salão, Baku viu o homem esquisito causar confusão na rua, correndo e empurrando quem estivesse na sua frente.

— Me siga, Baku. Vamos encontrar o Porco. — Markus disse de forma simples enquanto já se colocava a andar.

Aos poucos a dupla começou a se afastar da cidade, caminhando por dezenas de ruas de terras. O ar seco fazia a boca deles secarem rapidamente. Dez minutos sem água parecia horas. E a ideia de pedir ou comprar água era inviável.

Água em Marte sempre foi um assunto delicado, e quando há 100 anos seus habitantes resolveram buscar o recurso essencial em outros planetas, sem a permissão governamental, uma guerra foi iniciada com a alegação, por parte da Congregação Humana, que a busca por recursos era um contrabando que poderia trazer o fim da economia e da sociedade. Porém após a guerra ninguém subiu ao poder e o planeta se tornou uma anarquia, e aqueles que traziam a água de outros planetas também começaram a se importar apenas com o lucro sobre um produto indispensável.

— Capitão, o que estamos fazendo não é errado? Digo, usar homúnculos — questionou Baku, quando desistiu de economizar qualquer saliva.

— Sim, a Congregação Humana proíbe homúnculos.

— Não, não apenas isso. Sabe — Baku coçava a nuca agora, — eu digo mais moralmente, entende?

— Sim, é errado — Baku pareceu surpreso com a resposta direta, então Markus continuou. — Baku, eu irei fazer isso porque é preciso, eu não consigo te dar mais motivos que isso. Tentar justificar um erro é tentar fugir da culpa por cometê-lo, então, eu começo a expiar pelos meus pecados aceitando-os.

Baku ainda não compreendia totalmente a personalidade de seu capitão e esse era um dos pontos que mais o intrigava; o fato de que o capitão assumia alguns de seus atos como ruins, sem explicações moralistas. Mas Baku perdeu a oportunidade de conhecer mais sobre esse lado do capitão pois, após uma hora de caminhada, eles haviam chegado ao destino.

 

************

A humanidade atualmente reside em 11 planetas, todos na via láctea. Seis destes fazem parte da Congregação Humana, um conselho interplanetário que busca uma governança conjunta destes, quatro são planetas-estados independentes e o último é anarquia de Marte :p

silveiralukas38
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