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A Noite que Nunca Termina*

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Feb 26, 2025

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Blood/Gore
  • •  Physical violence
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**Capítulo 2: Os Sussurros de Ravencroft**  

A porta do Hospital Ravencroft rangiu como um lamento quando Molly a empurrou. O ar dentro do prédio era espesso, carregado com o cheiro de mofo, desinfetante podre e algo mais agudo, metálico—*sangue*. A lanterna da câmera cortou a escuridão, revelando um saguão em ruínas. Cadeiras viradas, papéis espalhados, e nas paredes, manchas escuras que se estendiam como raízes de árvores venenosas.  

*"Ayman..."* Molly sussurrou, mas o nome ecoou vazio. A câmera tremia em suas mãos enquanto ela registrava o ambiente. No chão, pegadas lamacentas recentes se entrelaçavam em direção ao corredor leste. *Ele está aqui. Tem que estar.*  

O primeiro andar parecia uma armadilha. Portas entreabertas balançavam com correntes de ar invisíveis, e em uma das salas, Molly encontrou o que restava de um laboratório. Vidros quebrados, seringas enferrujadas e, em uma mesa, cadernos com páginas arrancadas. Um deles ainda tinha um símbolo desenhado a sangue seco: um olho dentro de um triângulo, a mesma marca que Ayman mencionara em suas últimas anotações antes de desaparecer.  

*"Protocolo Lázaro,"* ela leu em voz baixa, folheando um diário rasgado. *"Fase 3 concluída. Os sujeitos não morrem mais... mas também não vivem. O que resta é perfeição."* A caligrafia era frenética, quase ilegível. Uma foto desbotada escorregou das páginas: um grupo de médicos em jalecos manchados, posando ao redor de algo indistinto no chão—*uma forma humana, desmembrada.*  

Um barulho súbito a fez saltar. Algo arrastou-se no corredor acima. Molly apontou a câmera para as escadas. A visão noturna transformou o mundo em verde-fantasma, revelando marcas nas paredes—*garras?*—e no corrimão, uma mão ensanguentada impressa como uma assinatura macabra.  

Subir as escadas foi como entrar em um pesadelo. Cada degrau rangia, e o ar ficava mais frio. No segundo andar, uma voz distante cantarolava uma canção de ninar. *"Dorme, dorme, pequeno monstro..."* A melodia era infantil, mas a voz... a voz era rouca, como se as cordas vocais tivessem sido rasgadas.  

Molly seguiu o som até uma sala de cirurgia. A porta estava emperrada, mas entre as frestas, vazava uma luz fraca. Com um empurrão, a sala se revelou: paredes cobertas por símbolos pintados a sangue, uma mesa cirúrgica com correias rasgadas e, no centro, um *altar*. Cabeças de animais—talvez humanas?—estavam dispostas em círculo, velas derretidas pingando cera como lágrimas.  

*Canibalismo.* A palavra queimou em sua mente. Ayman estava certo.  

Antes que pudesse processar, um gemido ecoou atrás dela. Molly girou, a câmera capturando por um instante uma figura—*não, uma coisa*—rastejando no teto. Membros alongados, articulações quebradas em ângulos impossíveis, e um rosto... *Oh Deus, o rosto ainda era humano*, mas desfigurado por cicatrizes cirúrgicas e dentes afiados.  

*"Vai embora..."* sibilou a criatura, sua voz uma mistura de dor e fome. *"Ele te observa."*  

Molly correu. Os pés bateram nas tábuas podres enquanto a criatura a perseguia, arranhando as paredes. Ela se escondeu em um armário, cobrindo a boca para abafar a respiração. Na escuridão, a câmera ainda gravava—e na tela, viu a criatura passar, arrastando um braço decepado.  

Quando o silêncio voltou, Molly encontrou um mapa enferrujado em uma sala de enfermagem. *Ala leste, terceiro andar—setor de psiquiatria infantil.* Circulou a área, suas mãos tremendo. Uma anotação à margem: *"O Urso não dorme. Ele espera."*  

O caminho até o terceiro andar estava bloqueado por entulhos. Molly contornou por uma ala de quarentena, onde as portas tinham janelas reforçadas. Em uma delas, uma mão pálida bateu no vidro. *"Me ajuda!"* Uma voz de criança. Molly hesitou, mas ao se aproximar, a lanterna revelou o rosto—olhos negros, pele translúcida, sorriso largo demais. *Fantasma.*  

*"Você vai ficar igual a mim,"* a criança-efeito riu, antes de desaparecer em uma névoa.  

No terceiro andar, o setor infantil era um contraste grotesco: paredes pintadas com nuvens felizes, agora manchadas de sangue. E no fim do corredor, a porta com o urso pintado—o mesmo que Ayman descrevera.  

Mas algo estava errado. A porta estava aberta, e dentro... uma câmera de vigilância moderna, piscando uma luz vermelha. Em uma mesa, um rádio cracklejou: *"Sra. Mason. Admiravelmente corajosa. Venha até o laboratório de cirurgia B-12. Seu irmão está esperando."* A voz era calma, quase educada—*Dr. Vorstaan.*  

Molly engoliu o medo. Ela sabia que era uma armadilha, mas a imagem de Ayman preso a fez seguir adiante. No laboratório B-12, uma tela exibia imagens em loop: Ayman, algemado a uma cadeira, gritando enquanto figuras de jaleco aplicavam injeções em seu pescoço.  

*"Ele resistiu tanto,"* a voz do Dr. Vorstaan ecoou pelos alto-falantes. *"Mas logo entenderá. Como você entenderá, Molly. A morte é uma doença... e nós somos a cura."*  

Antes que pudesse reagir, gás começou a jorrar do teto. Molly cambaleou, a câmera caindo de suas mãos. A última coisa que viu foi a silhueta de Vorstaan entrando na sala, seus olhos brilhando com uma luz que não era humana.  

*"Bem-vinda ao Protocolo Lázaro, Sra. Mason."*  

A tela da câmera, caída no chão, continuou gravando—capturando os passos pesados de algo *não humano* se arrastando pelo corredor, enquanto os gritos de Ayman ecoavam cada vez mais fracos.  

*Fim do Capítulo 2.*
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#horror #Drama_ #psicolgico #terror

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A cada corredor que percorre, a cada sala que explora, Molly se aproxima não apenas de seu irmão, mas também dos segredos mais sombrios da medicina proibida. Com sua câmera registrando cada descoberta horripilante, ela se torna a última esperança contra uma ameaça que poderia reescrever o futuro da humanidade.

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