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A Noite que Nunca Termina*

4

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Feb 26, 2025

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Blood/Gore
  • •  Mental Health Topics
  • •  Physical violence
  • •  Cursing/Profanity
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**Capítulo 4: A Última Fita**  

O túnel de serviço estreito vibrava com cada movimento da criatura do lado de fora. Molly arrastou-se sobre canos enferrujados e fios descascados, a lanterna da câmera iluminando teias de aranha grossas como véus de morto. O cartão de memória com as provas de Ayman estava sujo de sangue em suas mãos—*seu sangue*. O líquido negro injetado por Vorstaan latejava em suas veias, distorcendo sua visão com flashes de pesadelos: *mãos saindo das paredes, vozes sussurrando em línguas mortas, o olho triângular pulsando em todas as sombras.*  

Um jato de líquido viscoso explodiu através das grades da escotilha atrás dela. Molly gritou quando o ácido queimou sua perna, mas não parou. O túnel terminava em uma queda livre de três metros para um depósito de lixo hospitalar—montanhas de corpos em decomposição, alguns ainda se mexendo. Ela saltou, caindo sobre membros quebrados que estalaram sob seu peso.  

O cheiro era insuportável. *Estavam vivos.*  

Pacientes mutilados, sem olhos ou bocas, agarravam suas botas. Molly chutou, correndo entre eles enquanto a câmera capturava o horror: *uma criança com tentáculos saindo do torso, um homem cuja cabeça havia se fundido com a de um cão, uma mulher grávida cujo ventre aberto revelava algo luminoso e pulsante.*  

Uma escada de metal levava a uma porta marcada "GERADOR". Molly a arrombou com uma chave de fenda enferrujada. Dentro, o gerador a diesel ainda funcionava, alimentando as luzes piscantes do hospital. Nas paredes, diagramas antigos mostravam o sistema de ventilação ligado ao *Altar do Devorador*.  

*"Você não pode fugir do que está dentro de você,"* uma voz sibilou—*a mesma voz dupla de Ayman.* Molly girou, mas só viu sombras. O líquido negro em seu sangue estava mudando-a. Ela sentia. *Fome.*  

Um monitor piscou acima do painel de controle. Vorstaan apareceu, seu rosto agora desfigurado por tentáculos que saíam de suas órbitas oculares. *"Você está começando a entender, Molly. O Devorador não é um deus—é um parasita. E ele escolheu *você*."*  

A tela mostrou imagens do subsolo. O portal estava aberto, e a massa de carne e olhos se contorcia, puxando os corpos costurados para dentro de si. *Ele estava crescendo.*  

*"Matei Ayman,"* Vorstaan riu, sua voz distorcida. *"Mas ele ainda respira dentro d’Ele. Como todos nós."*  

Molly desligou o monitor com um soco. Havia apenas uma escolha: destruir o hospital. Ela encontrou tanques de oxigênio médico empilhados perto do gerador. *Combustível.*  

O caminho de volta ao subsolo era uma via sacra. Os Anômalos a perseguiam, mas recuavam quando o líquido negro em Molly brilhava—*eles reconheciam o toque do Devorador nela.* No portal, a criatura agora tinha a forma de um cervo esquelético com centenas de chifres, cada um terminando em uma mão humana. Seus olhos eram buracos negros onde luzes vermelhas cintilavam como estrelas agonizantes.  

*"Molly…"* A voz de Ayman saiu da criatura. *"Ele me usa para ver… para sentir…"*  

Ela posicionou os tanques ao redor do portal, as mãos tremulas. O Devorador observava, curioso. *"Você não pode matar a fome,"* sussurrou através de lábios que brotaram em seu flanco. *"Eu sou o fim de tudo."*  

Molly ignorou as lágrimas. Enfiou um pedaço de seu casaco em um tanque, criando uma mecha improvisada. Acendeu-o com um isqueiro encontrado em um bolso.  

*"Eu não vou fugir,"* ela disse, apontando a câmera para o portal. *"Mas você também não."*  

A explosão foi primeiro um silêncio. Depois, luz.  

O fogo engoliu o altar, os corpos, o Devorador. A criatura gritou com vozes de todos que havia consumido—*Ayman, os pacientes, Vorstaan*. Molly correu, mas uma mão de fumaça preta a agarrou pelo tornozelo.  

*"Você é minha agora,"* o Devorador rugiu através das chamas.  

Ela sacou o canivete e cortou a própria pele, rasgando o líquido negro que tentava se fundir a ela. Sangrou, mas se libertou.  

O hospital desmoronava. Molly correu pelos corredores em chamas, Anômalos gritando enquanto queimavam. Encontrou uma saída de emergência bloqueada por entulhos—e atrás dela, a silhueta do carro abandonado.  

Com a última força, escalou os escombros. O ar frio da noite a atingiu como um milagre. Ela cambaleou até o carro, jogou a câmera e o cartão de memória no banco, e ligou o motor.  

O Hospital Ravencroft explodiu em uma bola de fogo atrás dela. Molly acelerou pela estrada, o sangue escuro escorrendo de seus ouvidos. No espelho, vultos se agitavam na fumaça—formas que não eram mais sólidas, mas não estavam mortas.  

*"Ele ainda está lá,"* ela sussurrou para a câmera, agora transmitindo ao vivo para um servidor de nuvem. *"O Devorador… está em mim. Vejam as gravações. Vejam o…"*  

A tosse a dobrou. No espelho retrovisor, seus olhos brilhavam verde.  

O vídeo termina com Molly desaparecendo na estrada noturna, enquanto a transmissão corta para as imagens do cartão de memória de Ayman: nove anos de horrores, até a cena final—*Vorstaan, em uma sala secreta, fundindo-se voluntariamente com uma massa negra, repetindo "Eu serei imortal"*.  

Na última frame, estática.  

E então, uma voz sussurra:  

*"Encontrarei novos hospitais. Novos devotos. Você apenas adiou o inevitável."*  

*Fim do Capítulo 4.*
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#horror #Drama_ #psicolgico #terror

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