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A Noite que Nunca Termina*

8

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Feb 26, 2025

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Blood/Gore
  • •  Mental Health Topics
  • •  Physical violence
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**Capítulo 8: O Banquete de Blackola**  
*(POV Ayman Al-Saraavwi)*  

A estrada para Blackwater estava coberta por uma névoa densa e esverdeada, como se o próprio ar estivesse apodrecendo. Ayman dirigia o jipe roubado com os faróis apontados para o vazio, o rádio sintonizado em estática. Foi então que ouviu o primeiro *batimento*.  

***Thump. Thump. THUMP.***  

Não vinha do motor. Vinha da floresta.  

Ele olhou pelo retrovisor. Na neblina, uma silhueta se arrastava—*alta demais para ser humana*, com ombros desproporcionais e uma cabeça que balançava como se o pescoço estivesse quebrado. Ayman acelerou, mas o batimento se intensificou, acompanhado por um rangido metálico.  

***THUMP. THUMP. THUMP.***  

Quando a criatura emergiu da névoa, Ayman quase perdeu o controle do volante.  

**Blackola.**  

Dois metros e meio de altura. Corpo deformado por músculos inchados, pele rachada expondo veias negras. A cabeça era a de um coelho morto—olhos embaçados, orelhas rasgadas penduradas como farrapos, e o focinho apodrecido, revelando dentes humanos afiados. Em suas mãos, um machado enferrujado cravejado de símbolos que emitiam um brilho púrpura. Mas o pior era o **cheiro**: um vapor tóxico exalava de sua boca, deixando rastros de podridão no ar.  

*“Ayman…”* Blackola arrastou o machado no asfalto, faíscas voando. *“Sinto o gosto da sua língua… doce como mel de cadáver.”*  

Ayman acelerou ao máximo, mas Blackola corria como um animal, pulando sobre o jipe. O teto amassou com o impacto. A lâmina do machado atravessou o metal, parando a centímetros do rosto de Ayman.  

*“Você é o prato principal do banquete!”* Blackola riu, cuspindo uma nuvem de gás verde.  

Ayman desviou para um caminho secundário, entrando em uma floresta de árvores retorcidas. O veneno de Blackola queimava seus olhos, distorcendo a visão. Ele abandonou o jipe e correu para uma cabana próxima, enquanto a criatura uivava:  

*“Vou mastigar seus olhos… fritar seu fígado… e usar seus ossos como palitos para meus dentes!”*  

---  

**A Cabana dos Ossos**  

Dentro da cabana, Ayman encontrou armadilhas. O lugar era um altar macabro: caveiras de animais enfileiradas, frascos com línguas humanas em formol, e nas paredes, símbolos do Círculo de Ferro—*uma corrente quebrada envolvendo um olho triângular riscado*. No centro, um rádio de ondas curtas.  

Uma transmissão intermitente ecoou: *“Ayman… Blackola é um *Ceifador do Devorador*. Sua machado invoca espíritos de vítimas… não lute sozinho. Encontre a *Fonte Seca*… a água que silencia os mortos…”*  

Era Molly. Sua voz vinha entrecortada, como se estivesse em outra dimensão.  

Blackola arrombou a porta. *“Chefe de cozinha chegou!”* Seu machado brilhou, e do metal emergiram **espíritos**—crianças com rostos derretidos, mulheres com barrigas abertas, todos agarrando Ayman.  

*“Experimentei cada parte delas,”* Blackola sussurrou, aproximando-se. *“Mas você… você é *especial*. O Devorador odeia sua alma pura… isso a torna *deliciosa*.”*  

Ayman chutou um frasco de formol nos olhos da criatura. Blackola gritou, temporariamente cego, e Ayman escapou pela janela traseira.  

---  

**A Fonte Seca**  

A floresta levou-o a um riacho seco, leito coberto por ossos brancos. Segundo a mensagem de Molly, a água que ali fluía tinha propriedades purificadoras—*mas agora estava morta*. Blackola o perseguia, invocando mais espíritos com golpes de machado no chão.  

*“Não adianta correr, pratinho!”* A criatura avançou, cortando árvores como gravetos.  

Ayman encontrou uma caverna escondida atrás de uma cascata petrificada. Dentro, inscrições antigas mostravam rituais para prender Ceifadores: *“A Fonte Seca acorda com sangue não corrompido.”*  

*Sangue não corrompido.* O seu.  

Sem hesitar, Ayman cortou a palma da mão e pressionou-a contra o leito do riacho. O solo tremeu, e das fissuras jorrou **água negra**—não purificadora, mas *faminta*. Ela envolveu Blackola, arrastando-o para o subsolo.  

*“Não! EU SOU O CHEFE!”* Ele golpeou a água com o machado, libertando espíritos em pânico.  

Ayman correu, mas uma mão gigante de ossos emergiu da fonte, agarrando sua perna. Era Blackola, metade decomposto pela água negra, ainda obsessivo:  

*“Só uma… mordidinha…”*  

Um tiro ecoou. A cabeça de coelho de Blackola estilhaçou-se, e a criatura desmoronou. Atrás de Ayman, uma figura com um rifle de caça e um emblema do Círculo de Ferro no peito—*uma mulher indígena de olhar frio*.  

*“A água não destrói Ceifadores,”* ela disse. *“Só os adormece. Blackola voltará. E ele não esquece um prato que fugiu.”*  

---  

**O Círculo de Ferro**  

A mulher se apresentou como **Kara**, uma das líderes do Círculo. Ela levou Ayman a um esconderijo subterrâneo em Blackwater, onde sobreviventes monitoravam hospitais do Projeto Fênix. Nas paredes, fotos de outros Ceifadores:  

— *Um homem com cabeça de porco e serra elétrica, caçando no Leste Europeu.*  
— *Uma mulher-grávida com tentáculos no ventre, em um hospital asiático.*  
— *Blackola, em uma foto dos anos 50, ainda humano… até que o Devorador o transformou no que é.*  

*“Ceifadores são ex-pacientes,”* Kara explicou. *“Vorstaan os transformou em guardiões. Cada um obcecado por uma parte do corpo… uma metáfora do que perderam.”*  

*“E o Blackola?”*  

*“Ele era um cozinheiro que sobreviveu canibalizando outros em um hospital em chamas. O Devorador amplificou sua… *paladar*.”*  

Kara entregou a Ayman um frasco com água da Fonte Seca. *“Isso vai enfraquecê-los, não matar. Para acabar com Blackola, você precisa do machado dele. Ele invoca os espíritos que devorou… inclusive os que podem ajudar você a encontrar Molly.”*  

---  

**A Vingança de Blackola**  

Naquela noite, enquanto Ayman dormia, os vidros do esconderijo estilhaçaram. Blackola estava lá, reconstruído—*sua cabeça agora era uma mistura de coelho e humano*, com línguas costuradas em seu pescoço.  

*“Você me deve um banquete,”* ele rosnou, invocando espíritos com um golpe de machado. *“E hoje… o cardápio é *fígado com olhos*!”*  

Ayman agarrou o frasco de água e jogou-o na criatura. Blackola uivou, dando tempo para Kara atirar em seu braço. O machado caiu, e Ayman o pegou.  

Ao tocar a arma, **vozes** invadiram sua mente—*as vítimas de Blackola, incluindo Molly*. Ela apareceu como um espírito fragmentado:  

*“O machado pode abrir portais… use-o no Sanatório das Brumas. Eu estou lá… no *Entre*.”*  

Blackola recuou para a névoa, prometendo: *“Voltarei… e levarei seu prato para o *Grande Banquete* do Devorador!”*  

Com o machado nas mãos, Ayman sabia o que precisava fazer. O Círculo de Ferro o levou até os escombros do Sanatório das Brumas, onde o ar cheirava a carne queimada e lágrimas.  

**Fim do Capítulo 8.**  

---  

**Nota:** Blackola introduz um horror visceral e folclórico, misturando elementos de slasher movies com a mitologia sobrenatural da história. Sua obsessão por partes específicas do corpo de Ayman reflete o tema de "consumo" do Devorador, enquanto o machado que invoca espíritos aprofunda a conexão entre vivos e mortos. A aliança com o Círculo de Ferro e a revelação do "Grande Banquete" preparam o confronto final no Entre, onde Molly aguarda como peça-chave do Projeto Fênix.
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#horror #Drama_ #psicolgico #terror

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