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Ascenção do Lorde

Sombra de um Brilho Imenso (2)

Sombra de um Brilho Imenso (2)

Mar 22, 2025

Bonito, talentoso e com uma memória perfeita? Que espécie de universo cruel é esse em que vivemos?

— Mas é claro, como poderia esquecer os nomes de seis belas damas como vocês? — respondeu Richard, com a naturalidade de quem respirava.

O desgraçado está jogando sujo!

Enquanto Breck amaldiçoava Richard mentalmente, as meninas praticamente entraram em éxtase. Completamente tomadas pelo elogio, elas pediram, imploraram por um aperto de mão. Quando perceberam que um abraço estava fora de questão, aceitaram o gesto simples, mas saíram dali com os rostos brilhando como o sol.

Breck, por outro lado, observava tudo com uma mistura de incredulidade e desgosto, sentindo seu orgulho murchar como uma flor sob o sol escaldante.

— E então, Breck, o que você vai fazer hoje? — perguntou Richard, acenando para as meninas enquanto elas desapareciam ao longe.

— O que te importa, maldito?! — resmungou Breck. Seu rosto estava avermelhado, e ele piscava rápido demais para disfarçar as lágrimas que insistiam em surgir.

— Ah, é que eu estou indo visitar minha irmãzinha na academia. Quer vir comigo?

De novo aquele sorriso. Aquele sorriso insuportável. Revestido de pura, inocente e insuportável alegria.

Maldito Richard! Um dia, eu juro, vou te superar!

— Certo! Eu vou com você!

— Caramba, sério? Vai ser divertido! Você nunca conheceu minha irmãzinha, não é?

— Não, nunca — Breck respondeu, apertando os punhos. — Vai ser a oportunidade perfeita para superá-lo!

— Me superar…? — Richard perguntou, franzindo a testa ligeiramente.

Mas Breck já não estava ouvindo. Ele estava maquinando.

Vou encontrar a irmã do Richard e desafiar ela. Um duelo formal! Vou vencê-la e provar que sou mais forte que qualquer um da família Ravens! Depois disso, o próximo vai ser ele!

— Vamos logo, Richard! Quero conhecer sua irmã!

— Nossa… Não sabia que você ia ficar tão animado, Breck.

Breck deu um sorrisinho de canto. Seria fácil. Ele era o capitão da Ordem dos Cavaleiros Sagrados, afinal. Enfrentar uma garotinha ranheta que mal saiu da academia? Simples. A vitória estava garantida.

Prepare-se, Richard. O seu reinado está com os dias contados!

⧫⧫⧫

A Academia Ensino Sagrado do Reino dos Elfos era o orgulho do reino. Não era só um lugar de aprendizado, mas a fábrica de sonhos de qualquer família que quisesse um futuro brilhante para seus herdeiros. 

Ela formava jovens que se tornavam lendas – mestres da espada, arqueiros de precisão sobrenatural, prodígios mágicos. Se havia talento em algum canto do reino, era para lá que ele era enviado. Se não havia… bom, esses ficavam onde estavam.

A exigência na Academia não era apenas alta; era cruel. Não havia espaço para mediocridade ou segundos erros. Você entendia a lição na primeira vez ou não entendia de jeito nenhum. Precisava replicar um golpe novo só de vê-lo uma vez, ou poderia ir arrumando suas malas.

E não pense que os professores se preocupavam em ser gentis. Eles acreditavam que quem precisava de tempo ou reforço não estava à altura.

“Não se desperdiça esforço com quem não tem potencial” era o lema não-oficial da Academia. E todos sabiam disso. Não acompanhar o ritmo não significava só notas ruins. Significava risos maldosos nos corredores, olhares de desprezo nos salões, e – eventualmente – a expulsão. O recado era claro: se você não era brilhante, era melhor nem aparecer por lá.

Colocar um filho na Academia Ensino Sagrado era uma aposta perigosa. Não pelo custo – que, aliás, era absurdo –, mas pelo risco. Uma expulsão não era só uma vergonha pessoal; era uma marca que contaminava o nome da família por anos. Dez, se tivessem sorte. 

Não importava o quão respeitável fosse o histórico da família, ou o quanto contribuíssem para o reino. Sempre haveria um sussurro no ar: “Não foi o filho deles que foi expulso por ser um inútil?”

E, claro, isso fazia os pais perderem o sono. Enquanto os homens forçavam os filhos até o limite – horas intermináveis de treino, estudo e mais treino – as mães faziam o que as mães nobres faziam de melhor: fofocar. 

Em pequenos círculos, analisavam quais alunos tinham mais chances de cair em desgraça, como se estivessem assistindo a um drama de tribunal.

As alianças entre as famílias começavam cedo. Meninas eram treinadas para cortejar os herdeiros mais promissores, enquanto os meninos aprendiam a bajular os prodígios da classe. 

Não se tratava apenas de sobrevivência na Academia; era uma questão de influência. Uma rede bem feita hoje significava poder amanhã, quando os filhos herdassem as responsabilidades – e riquezas – da família.

Aqui, a Academia era mais do que um centro de aprendizado. Era uma arena onde a próxima geração da elite se moldava. E, para as crianças, isso significava uma rotina insana de 12 horas diárias de estudo, sem pausas, sem perdão.

No entanto, nem todos pareciam se importar com essa pressão. Na sala 34, no terceiro andar, uma garota estava largada sobre os próprios braços, babando enquanto cochilava. Seus cabelos vermelhos brilhavam sob a luz da janela aberta, dançando ao vento leve e refrescante que entrava. Para ela, aquele era o momento perfeito – não para estudar, mas para dormir.

— Professora, a Mia tá dormindo. — A acusação veio acompanhada de um dedo apontado para a menina de cabelos vermelhos, que roncava suavemente sobre a mesa. O resto da turma explodiu em risadas.

— S-silêncio! Deixem a Mia em paz! — A professora cortou a algazarra com um sussurro urgente, o dedo nos lábios, como se estivesse tentando salvar a própria vida.

O efeito foi imediato. Os alunos calaram a boca, mas trocaram olhares confusos e intrigados. Não era normal um professor ignorar alguém dormindo no meio da aula. Na verdade, nas raras vezes em que alguém cedia ao cansaço, a consequência era previsível: um sermão furioso, seguido de humilhação pública. Não hoje. Não com Mia.

E aquilo não era um caso isolado. Mia podia tudo. Ela furava a fila do almoço sem ouvir um ai. Brincava com os materiais escolares enquanto a professora dava aula, empilhando lápis como se fossem pequenas lanças. Nunca era chamada para resolver questões no quadro, e os professores nem tentavam disfarçar.

Quando falavam com ela – o que era raro – usavam um tom tão dócil que parecia vindo de alguém que havia perdido toda a coragem e dignidade.

A turma começou a notar. Sussurros corriam pelos corredores. Por que Mia podia quebrar todas as regras sem sofrer nenhuma punição? Que tipo de feitiço era aquele?

— Ei, ei. — O menino cutucou a garota que acabara de falar, e ela virou o rosto, o olhar cansado, mas curioso.

— Hm? O que foi?

— Aquela menina de cabelo vermelho, a Mia. Ela é parente do Richard Ravens, sabia? — O menino falou em um sussurro apressado, a voz baixa como se temesse que o ar pudesse transmitir suas palavras.

Richard Ravens. O nome por si só era um mantra de respeito e medo. O homem mais forte do reino, o único elfo a receber o título de paladino, um ser que transcendeu os limites do que era possível e se tornou uma lenda viva. Até para os reinos humanos, ele era um verdadeiro deus entre os homens. 

E uma pessoa que compartilhasse algum laço com ele não poderia ser tocada, ou assim a maioria acreditava. Era um privilégio sagrado, uma marca que fazia de seus parentes seres inatingíveis, como se a própria divindade se refletisse em suas veias.

— Os professores ficam quietos perto dela. Nunca a repreendem, não importa o que faça. Eles têm medo do irmão e do pai dela. — O menino falou baixinho, o olhar de canto de olho, uma mistura de ceticismo e intriga.

Mia não era só parente de Richard. Ela era também filha da família Ravens, uma linhagem que dominava o tecido do reino dos elfos. Enquanto a família real representava a cabeça, os Ravens eram o corpo, os músculos e os nervos que davam vida a tudo. 

A cada geração, nascia um prodígio, alguém que moldava o destino do reino com a força de sua vontade. Antes de Richard, foi Kiel Ravens, o pai, o arquiteto do império dos Cavaleiros Sagrados. Ele não foi o mais poderoso de sua geração, mas foi o mais visionário, um mestre em estratégias e sustentação militar, que fez o reino prosperar de maneiras que ninguém poderia prever.

E então veio Richard, o mártir, o ápice de uma linhagem de titãs. Não foi um prodígio; foi uma lenda encarnada, um novo ponto de partida que ninguém ousava comparar. 

Os feitos de Richard eram contados como se fossem fábulas, histórias tão grandiosas que faziam os ouvintes se calarem em reverência, o coração acelerado de temor e fascínio.

Por causa dele, qualquer membro da família Ravens se tornava um ser intocável, um ente que não se discutia, nem se desafiava. A academia, com seus professores e o diretor, não ousavam sequer cruzar o olhar com a jovem Raven. 

Era um jogo de sombras e distâncias, uma tentativa de evitar o menor gesto que pudesse fazer com que Mia se voltasse contra a academia, queixas levadas aos ouvidos de Richard ou do patriarca Kiel.

— Então, para de entregar ela, entende? Se não, você vai se meter em uma encrenca daquelas que nem a sua família vai conseguir tirar você… — O menino terminou, a expressão no rosto marcada por um medo que falava mais que palavras, o alerta mudo que restava em um mundo onde os Ravens eram deuses, e os outros, meros mortais.

A aula prosseguiu em um ritmo tranquilo, como se a menção à menina de cabelos vermelhos tivesse sido uma faísca que logo se apagou, deixando apenas a brisa suave do dia. Nenhuma palavra sobre ela foi sussurrada ou mencionada nos momentos seguintes.

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