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Vamos criar um clube, Pandinha!

FEVEREIRO (PARTE 3)

FEVEREIRO (PARTE 3)

Mar 23, 2025

Seguindo o conselho de Khefera, a aula do professor Luis termina e Carol volta para sua sala, enquanto Pedro continua na sala junto a Khefera:

- O que acha dela? – pergunta Pedro.

- Para seus padrões, ela é bem diferente. – diz Khefera.

- Tô falando sobre ela ser do Clube de Artes. Por que caramba você age como se qualquer garota que eu encostar é uma opção? Parece até minha mãe. – diz Pedro.

- Calma, tô só brincando. Acho que, pelo que você falou, será uma baita ajuda. Mas, pelo que ela deixou de impressão, não parece grande coisa. – diz Khefera.

- Ela mudou e muito, no fundamental era toda alegre, mas, depois que saiu da cidade, aconteceu algo que a fez ficar do jeito que é agora. – diz Pedro.

- Hmm... Como você não quer que eu pense besteira sendo que você a observava desde o fundamental? – diz Khefera.

- Acho que você assistiu anime demais, hein? – diz Pedro enquanto faz o movimento de “peteleco” perto da testa de Khefera.

- O que você – diz Khefera.

Pedro solta o peteleco, deixando uma mancha vermelha na testa de sua professora:

- AI! – exclama de dor Khefera.

- Agora acho que só depende dela mesmo, qualquer coisa que eu tentar vai gerar o efeito contrário. – diz Pedro.

- Você... Realmente mudou. – diz Khefera enquanto sofre de dor da petelecada. – E que merd* de dedo forte é esse?!

- Eu... Mudei? Hehe, acho que cresci muito mesmo. Os 1,80(metros) do passado duraram muito, agora são 1,85. Tô me distanciando ainda mais de você. – diz Pedro em tom de deboche.

- Olha que eu ainda posso te dar uma rasteira! – diz Khefera.

- Sim, sim, hahaha.

Os dois se divertem por um tempo e debatem certas picuinhas do clube.

No intervalo do almoço, Carol procura por Pedro no refeitório, o que faz Linda a questionar se realmente não tinha nada entre eles:

- Claro que não, só quero a chave do terraço. – diz Carol.

- Finge que eu acredito. – diz Linda.

- Tsc. Vou ver se aquele idiota tá lá nas salas. – diz Carol.

- Bye bye! – diz Linda enquanto acena.

Indo em direção à sala 7, a coitada acaba esbarrando em alguém enquanto subia as escadas:

- Ai! Ou, olha por onde anda, caramba! – diz Carol.

- Desculpa aí, cê tá bem? – diz o garoto.

- Tsc, desculpa, mas tô com pressa... Espera, você é o Caça-Rato? – diz Carol.

- Caça-Rato? Ah, você deve ser a Carol Pandarim que o Pedro tanto falou. – diz Castus.

- Isso adianta as coisas. Você sabe onde aquele paranormal tá? – diz Carol.

- “Que xingamento exótico.” Provavelmente no terraço. – diz Castus. – Mas acho que não vai adiantar você ir lá, ele sequer me deixa subir as escadas junto dele.

- “Tsc, tratamento especial pra me chantagear, esse Pedro é um estrategista nível Ayanokoji.” Tá, de qualquer forma, obrigado, Caça-Rato. – diz Carol.

- A propósito, meu nome é Castus. – diz o coitado que apenas vê Carol sumir rapidamente. – Que garota rápida do caramba.

Subindo várias escadas, a garota, já exausta, chega ao último degrau, até que, tentando acabar com seu sofrimento rapidamente, ela tenta acelerar o passo e quase reedita a cena do guarda-chuva de Another (sem o guarda-chuva). Escorregando e falhando em se segurar no corrimão. Carol, tendo um momento de vislumbre de sua vida, pensa:

- “É, já vai tarde...”.

- PANDA!!! – grita Pedro, segurando sua mão.

Ele a puxa e com sua outra mão, segura o quadril dela.

- ...Ei, você tá vendo onde tá colocando essa sua mãozinha aqui? – diz Carol, enquanto encara Pedro.

- Poderia agradecer antes de reclamar? – diz Pedro, enquanto solta sua mão da de Carol.

- Bem, você poderia me deixar saber se sou imortal caindo.  – diz Carol.

- Mas nem ferrando! – diz Pedro.

- Poxa, você é muito sem graça. – diz Carol.

- Se quer testar sua teoria faz isso longe de mim. – diz Pedro.

- Frouxo. – diz Carol.

- *suspiro* O que diacho você veio fazer aqui, desgraça? – diz Pedro.

- Ei, ei, que jeito de me tratar é esse? – diz Carol pisando no pé de Pedro.

- Ai, ai, tá, tá, foi mal. O que você quer aqui? Não é para se encontrar com algum boyzinho, né? – diz Pedro.

- Hunf! Tá me confundindo por acaso? Só vim para desenhar, nada de mais. – diz Carol, emburrada.

- Não duvido nada vindo de você. – diz Pedro em tom de deboche.

- Tsc. Vai me deixar passar ou não, Peixe-Boi? – diz Carol.

- “Xô” pensar no seu caso, Pandinha do Kung fu. – diz Pedro.

Os olhares furiosos, lembrando um Tigre e um Dragão (isso não é Toradora!), parecendo que a qualquer momento um dos dois iria devorar seu oponente. Mas, aparentemente, Pedro cansou dessa brincadeira e desistiu do cabo de guerra.

- Tá, pode passar. – diz Pedro.

- Finalmente! – diz Carol.

Ao passar pela porta, viu um terraço comum, sem nada de muito interessante. Pedro mostrou onde normalmente fica: num banco com coberta e ao lado de uma mini plantação. Curiosa, perguntou se ele foi quem plantou aquelas folhas para conversar, insinuando que ele era solitário a ponto de conversar com as plantas, o que o faz quase expulsa-la.

Ela se acomoda no chão ao lado do banco e começa a desenhar as plantas. Pedro ficou observando ela mexer seu lápis em várias direções, moldando aos poucos o formato das folhas, o caule e até as sujeiras que tinha. Aos poucos, sua atenção foi voltada aos cabelos de Carol. O castanho claro na sombra escondido, mexendo conforme suas mãos se moviam, o vento o deixando bagunçado e os fios flutuando parecendo magia de uma ninfa.

Logo, ela mudou de lugar para ter uma nova perspectiva da planta, o que fez ele conseguir ver um pouco de seu rosto. Os olhos pareciam cansados, claro, ela não conseguiu dormir direito, era de se esperar que tivessem assim. A expressão apática e focada faziam-no querer espiar mais de seu rosto que achava tão interessante. Se movendo sutilmente, pôde vê-la e lá estava, a garota com a feição que o dava vontade de se aproximar. O nariz fino e delicado, sua boca pequena, as bochechas com algumas manchas de grafite, sua pele clara se escurecendo com a mudança da sombra.

- “Olhando bem agora...” – pensava Pedro.

Se contentando em admirar sua imagem, ele sequer conseguia continuar escrevendo em seu livro. Até a bendita abrir a boca pra falar:

- Pensando bem agora, você já trouxe uma garota pra cá ou sou a primeira?

- ... “Android idiota. Ela é bonita, até abrir a boca.” Você é a primeira pessoa que veio aqui depois da Keninha. – diz Pedro.

-... hein... Então você queria ficar a sós comigo. Hehe, qual é, não é possível que fosse se confessar ou algo do gênero né? – diz Carol.

- ... Parando pra pensar agora, parece até que a gente é amigo a tempos... Mas é idiotice pensar em se confessar, é uma ideia estúpida. – diz Pedro.

- Você já se confessou para alguém? – diz Carol.

- ... – Pedro fica em silêncio.

O vento sopra, os fio de cabelo espetado recém cortado balançavam junto a ele.

- “... De novo ele vai ficar quieto...” – pensa Carol.

- Já... E você? – diz Pedro.

- Nunca. Pelo visto foi rejeitado, né? – diz Carol.

- Sim, uma dica que eu te dou: jamais, repito, jamais se declare sem ter certeza que a pessoa goste de você. – diz Pedro.

- Pareceu até o mestre dos magos agora. Não pretendo fazer esse tipo de coisa, como você disse, é idiotice... O sentimentalismo das pessoas nos faz piores. – diz Carol.

- E como faz. – diz Pedro. – Ei, como tá ficando o desenho?

- Ah, acho que decente. – diz Carol.

- ...Você realmente sabe fazer as coisas... – diz Pedro.

- Não me superestima tanto. – diz Carol.

A conversa entre uma android (de acordo com o próprio Pedro) e um paranormal (de acordo com a própria Carol) rende momentos engraçados e bizarros.

O intervalo do almoço se aproxima do fim. O que faz Pedro conseguir coragem pra fazer uma pergunta que estava evitando fazia algum tempo:

- Panda, já que irei embora no próximo intervalo e a gente não vai se ver mais hoje, quero te perguntar algo, não precisa responder se não quiser. – diz Pedro.

- Dependendo de qual for à pergunta. – diz Carol.

- O que realmente te fez parar de desenhar no fundamental? – diz Pedro.

- ... – Carol fica em silêncio.

- Entendo, tudo bem, deve ser algo realmente importante pra você. – diz Pedro.

- Eu tenho uma irmã...E é por ela que parei... – diz Carol.

- ...Você não precisava dizer, não era pra te deixar desconfortável. – diz Pedro.

- Agora estamos quites. Vamo voltar para a sala, o intervalo já tá acabando mesmo. - diz Carol.

Saindo juntos do terraço, eles não trocam palavras até chegarem ao corredor que separa os primeiros dos segundos anos:

- Até amanhã... – diz Carol, meio cabisbaixo.

- ...Até... – diz Pedro, cobrindo seus olhos segurando sua franja.

Carol se distancia um pouco e Pedro fica parado no mesmo lugar:

- “Então é tão perceptível assim quando tocam numa ferida minha?” – pensa o rapaz. – “E de novo eu pisei em uma mina que me explode sem nem perceber. Eu devo falar com ela agora ou... Tsc. Sempre sendo medroso, sempre errando tentando se aproximar dos outros...”

(DESENHO)

Ele olha em direção ao corredor e Carol já está prestes a chegar em sua sala. Lembrando-se das palavras de encorajamento de Khefera “As coisas só acontecem caso você mesmo faça” ele vai em direção aquele maldito lugar.

Os olhares das pessoas daquele lugar pareciam impregnar em sua face, ele puxava sua franja tentando se esconder. O clima pesado deixava suas pernas bambas e suas mãos trêmulas. Quanto mais se aproximava daquela sala, o corredor parecia ficar mais longo e escuro.

Quando finalmente chegou ao antigo campo de guerra, abriu a porta e... Aquele era um lugar cheio de arrependimentos e angústia. Para Pedro, o primeiro ano foi desastroso em vários sentidos. Mas, mesmo com os rostos das pessoas sendo cobertos pelo seu medo e ódio, apenas por olhar para o ponto claro, toda a escuridão e desespero sumiram. Lá estava Carol, sentada em sua carteira enquanto comia um biscoito:

- Hm? Pedro? – diz Carol.

Respirando fundo, dando um soquinho em seu peito, Pedro olhou para Carol e disse:

- Desse jeito vai virar realmente um panda.

- Me deixa, não vou te dar nenhum, viu? – diz Carol.

- Eu não queria mesmo. – diz Pedro.

- O que você quer? – diz Carol.

- Só queria pedir desculpas. – diz Pedro.

Carol fica encarando ele por uns instantes, até ele falar:

- B-bem, até amanhã! – diz se virando.

- Espera. – diz Carol.

- Hm? – Pedro volta a olhá-la.

- Amanhã posso ir ao terraço mais uma vez? – diz Carol.

- ...Pode. – diz Pedro. – Quer a chave?

- Não, mas quero que você esteja lá. – diz Carol.

- “Isso é real mesmo?” – pensa Pedro.

- Se tiver ocupado tudo bem. – diz Carol.

- *suspiro* Tá, eu vou amanhã, não quero que você escorregue na escada de novo, Panda estabanado. – diz Pedro.

- Panda estabanado... Peixe-Boi caipira! – diz Carol.

Pedro ri e se despede novamente, indo embora em sequência.

O intervalo termina, as aulas seguintes são de professores muito amigos dos alunos, deixando a sala bagunçar a vontade. Linda tenta puxar conversa com Carol, que responde do jeito dela de ser: curta e rápida.

No intervalo da tarde, a turma de Pedro é liberada. Na saída, Castus comenta sobre Carol:

- Você tá mirando numa novata cara... – diz Castus.

- Não é assim entre a gente. Ela só é boa desenhando, somente por isso. – diz Pedro.

- ...Ainda pensa nela? – diz Castus.

- ... – Pedro fica em silêncio.

- *suspiro* Quantas vezes eu já te fiz essa pergunta e você nunca responde. – diz Castus.

- Não acho que tenha me livrado daquilo e tenho raiva de mim mesmo por não conseguir esquecer. – diz Pedro.

- ... Pera... Você... Realmente... Me respondeu?...- diz Castus, incrédulo.

- Sim, cansei de fingir. – diz Pedro.

- C-caramba, aquela Carol Pandarim deve ter mexido de verdade com você. – diz Castus.

- Eu mudei... é, ela deve ter me mudado... “Na visão de vocês...” – diz Pedro.

anto05941
Pedro J. Busch

Creator

Terceira parte do mês de fevereiro.

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