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Vamos criar um clube, Pandinha!

FEVEREIRO (PARTE 6)

FEVEREIRO (PARTE 6)

Mar 23, 2025

O meu destino só pode ser mudado por mim mesmo. pP PP PPP pPp

E se realmente for esse meu querer... Não quero me arrepender por não ter tentado.


A luz do ônibus encandeia Carol e Pedro, e quando percebe, ele está abraçando-a. Assustada, ela tenta o questionar, mas ele a interrompe:

- Carol, eu não quero perder esses momentos que tive com você. Acho que nunca havia me divertido tanto com alguém que mal conheço e isso me assusta um pouco, mas de verdade, não quero parar de construir essas memórias com você. Então, por favor, é só isso que te peço.

Sempre que queria falar algo sério e honesto, Pedro a chama pelo nome, então ela sabia que era um pedido sincero. Soltando uma lágrima, ela segura seu braço e diz:

- Eu... Também não quero... Perder isso... Mas, tenho que pensar de novo nisso, só mais essa noite, apenas essa e juro que te dou minha resposta.

Ele a solta, ela se vira e sorrindo, se despede, entrando no ônibus em sequência. As luzes se distanciando davam a impressão de que ela não voltaria, como na história da princesa Kaguya que partiu para a lua prometendo um dia retornar a seu amado, que, por interpretação deste autor que vos escreve, não quis esperar por seu retorno. Mas, diferente deste, Pedro esperaria até o dia prometido.

O passado é apenas do tempo e o tempo que passou não volta, mas ele te assombrará até o dia de sua morte. O futuro te deixa apreensivo e ansioso, mas é a única coisa que você sente que tem controle. O presente é o que você pode mudar. Faça-o da forma que não se arrependa. pP PP PPP pPp

Acorda Pedro em cima do computador, tentando lembrar-se do que aconteceu na noite passada, ele dormiu apenas duas horas e acordou uma hora mais cedo. Decidindo se arrumar para ir à escola mais cedo. Tomou um banho, café da manhã, escovou os dentes, pegou sua mochila e seu caderno de anotações e saiu de casa.

Chegando, se depara com o porteiro que repara nos cabelos bagunçados e olheiras do garoto:

- Nossa, mas que raridade te ver a essa hora. Ficou a noite inteira chorando por mulher né, Busch? – diz em tom de piada.

- Sim, foi isso mesmo... – diz Pedro.

- Pera, é sério?! – diz o porteiro espantado.

- Sim, agora me dá licença... Ah, é, bom dia. – diz Pedro.

- B-bom dia... – diz o porteiro.

Pedro vai direto para sua sala, se sentando na carteira equivalente a do ano passado. A única pessoa naquela sala fria e silenciosa. Uma pessoa chega e estranha ver ele ali, parecendo um zumbi:

- P-Pedro? – diz a pessoa.

- Subaruichi... – diz Pedro.

- N-não, é Clara Jintan. – diz a garota.

- Cla...ra?... Carol! – diz Pedro se levantando rapidamente.

- Hm? Carol? – diz Clara. – Aquela primeiranista? Você não preferia as mais velhas?

- Quê? Hã? Clara? Espera... Por que caramba eu tô aqui? – diz Pedro.

- Era o que eu ia te perguntar. – diz Clara.

- Acho que aqui é onde você fica normalmente né? Desculpa aí. – diz Pedro.

- Você tá com olheira e com os olhos vermelhos. Foi dormir tarde de novo? – diz Clara.

- Acho que sim, nem consigo lembrar direito. – diz Pedro.

- Sabia que jogar até tarde faz mal para sua saúde? – diz Clara.

- Foi mal, mas não tô afim de escutar seus sermões injustos. – diz Pedro indo em direção a sua carteira de costume.

- Injusto? Você estava jogando novamente com o Castus até tarde, por isso tá parecendo um zumbi, estou errada? – diz Clara, convencida.

- Sim, passou longe. – diz Pedro.

- V-você tá falando sério? Então por que foi dormir tarde? – diz Clara.

- Por causa de um panda. – diz Pedro.

- Um panda? Hmmm. – ela analisa o nome de Carol.

Equação do panda

“Panda = Não dormi o suficiente

Pandarim = Não dormi porque sou idiota

Carol Pandarim = Não dormi porque estou apaixonado”

- É isso! – diz Clara. – Você tá pensando naquela primeiranista! Foi rejeitado por ela por acaso?

- A primeira parte não está errada e a segunda, em partes, está certa. – responde.

- Uou, você admitiu rápido. – diz Clara.

- Pra você não me encher o saco faço de tudo. – diz Pedro.

- Eu não fico “enchendo seu saco”, seu bocó! – diz Clara.

- Tsc! Por favor fica quieta um pouco. Tá me dando dor de cabeça. – diz Pedro.

- Você deveria escutar a representante de classe, Pedro. – diz Khefera.

- Professora! Esse era para ser seu grandioso aluno?! – diz Clara.

- Vocês falam demais, caramba! – diz Pedro, estressado.

- Hm? Aconteceu algo? – diz Khefera.

- Como você consegue ficar de boa com ele te respondendo dessa forma, professora? – diz Clara.

- Relaxa, ele só fica assim quando tem algo de errado. – Khefera se senta na frente de Pedro. – Anda, desembucha.

- Se alguém entrar aqui e ver uma professora sentada dessa forma vão pensar que você é exibicionista. – diz Pedro.

- Quem liga pra isso? Agora me fala o que aconteceu? – diz Khefera.

- Tsc! Quando eu quiser vou falar para você.

- Você quer ir pra coordenação, idiota? – diz Khefera enquanto puxa a orelha de Pedro.

- Ai, ai, ai, caramba! Tá, tá, eu te falo, agora solta tamborete de anão! – diz Pedro.

- Ora seu! – diz Khefera enquanto dá um soco na nuca dele.

De início, achei que seria um grande porre, mas, com o passar do tempo, tem sido ótimo esses dias. Mas, pelo visto, as coisas tem que acabar. Tudo será apenas memória que eu nunca irei esquecer, pelo menos é o que quero...

“É realmente isso que eu quero?”

“Meus dias são sempre entediantes, sempre foram e sempre serão. Pelo menos até ele aparecer, foi diferente do que estava acostumada, por isso foi difícil seguir seu ritmo. Mas, além de me ajudar com o que precisava, ele tentou seguir o meu ritmo, me acompanhando mesmo que eu seja do jeito que sou. Acho que ele é o único que me fez algo assim.”

“Eu não quero perder esse momentos.”

“Nem eu.”

Se solte das correntes que te prendem a esse passado e alce voos pelo céu do futuro. O passado, presente e futuro são os mesmos em diferentes períodos. Cabe a você escolher qual é o mais importante: o imudável, o mudável ou o moldável.

“Desculpa... Anne...”

As escolhas que fizemos podem ter consequências inacreditáveis e que vão, uma hora ou outra, nos machucar, afinal, humanos sangram de duas formas.

“Mas quero continuar a construir essas memórias.”

O sangue que sai ao se machucar fisicamente dói e, dependendo, pode te matar.

“Isso é mais importante que o que aconteceu.”

O sangue que não se pode ver, mas ele está em todos e em cada um o sangramento é diferente.

“Eu te amo, eu te amo.”

Carol sente como se tivesse tirado um peso enorme de suas costas.

Você pode sentir o que quiser, não quero te impedir.

“Obrigado.”

A noite para Carol não foi nada agradável, várias e várias vezes se acordando até não conseguir pregar os olhos e chegar a sua decisão. Saindo mais cedo de casa e pegando o ônibus no mesmo horário de sempre. Ela queria chegar o mais rápido possível para falar com Pedro.

O primeiro intervalo chega, mas, por motivos de sono desregulado, os dois não se encontram. Agora, o intervalo do almoço, os dois saem rapidamente em direção ao terraço e acabam se trombando. Não trocando nada além de olhares. Subindo as escadas em silêncio e abrindo a porta.

- “É aqui que ela vai dizer.” – pensa Pedro.

- “Pensei tanto naquilo que mal dormi.” – pensa Carol.

- B-bom dia. – diz Pedro.

- Já é boa tarde. – diz Carol.

- Foi mal, é que não dormi quase nada hoje. – diz Pedro.

- A gente pode se sentar um pouco? – diz Carol.

- Claro. – responde.

O vento estava mais suave que o comum, dessa vez, sem a cadeira que levaram de volta para a sala que ela pertencia, os dois se sentam no banco. Talvez por estarem anestesiados de sono, não se importaram com a possibilidade de um mal entendido.

- Pedro. – diz Carol.

- Hm? – Ele olha para ela.

Ela segura a mão dele:

- Huh? Panda? – diz Pedro, confuso.

- Eu pensei muito, muito mesmo. – diz Carol.

- Sei bem disso.

- Não foi fácil decidir, nunca vai ser fácil decidir algo.

- Eu entendo.

- Por isso, quero que você também consiga compreender. – diz Carol olhando para o céu.

- Acho que sei qual é a sua resposta. – diz Pedro enquanto volta a olhar para o nada. – Não vou te culpar.

- Eu... – Carol começa a falar sua decisão final.

Pedro volta a olhar para ela e ela o encara com uma expressão diferente do comum. Segurando mais forte a mão dele, Carol continua:

- Quero... Participar do clube... Junto com você.

Pedro a encara sério, até começar a sair lágrimas de seus olhos. Ele as enxuga e, colocando sua mão no ombro de Carol, diz:

- Não sei o que te fez mudar de ideia e nem o que aconteceu, mas sei que deve ter sido difícil superar tudo sozinha. Parabéns e obrigado.

Carol solta a mão de Pedro e o abraça, com seu rosto escondido ela libera suas emoções a muito tempo contidas.

- Bom trabalho, Carol.

- Desculpa te fazer me ver desse jeito...

O horário do almoço termina e pra variar, eles cabulam as aulas da tarde e dormem no terraço segurando a mão um do outro.

No fim do dia, eles resolvem as burocracias de inscrição e saem da escola:

- Agora eu sou oficialmente do clube de Artes. – diz Carol.

- Bem, vamos fazer as formalidades aqui mesmo? – diz Pedro.

- Certo! – diz Carol.

- Meu nome é Pedro Busch, presidente do clube, será um prazer trabalhar com você. – diz Pedro enquanto estende a mão.

- Meu nome é Carol Pandarim, espero ser útil para você! – diz Carol que segura à mão de Pedro.

- Bem vinda ao Clube de Artes! – diz Pedro com um sorriso.

Carol, pela primeira vez, sente algo diferente em seu peito.

Agora oficialmente o Clube de Artes é criado. Seus dois atuais integrantes são:

Pedro Busch e Carol Pandarim.

Finalizamos aqui o primeiro mês dessa história

 

 

Posfácio – Pedro J. Busch

Oi! Meu nome é Pedro J. Busch e sou um escritor amador e que pretende futuramente fazer uma comic.

O que a galera normalmente escreve aqui? Bem, a Yuyuko Takemiya escreveu que estava comento muito no primeiro volume de Toradora! , mas acho que pegaria mal se falasse um monte de besteiras.

Nota de despedida:

Obrigado a todos que leram até aqui. Como já disse no início, essa é a primeira comédia romântica que escrevi. Tenho um enorme carinho por ela, porém, por mais que queira continuar a escrevê-la, devo dizer que ela como um todo tenha sido um teste para minhas capacidades de escrita para uma outra série minha.

Me diverti bastante fazendo os desenhos e esse primeiro mês. Na verdade, esse era para ter menos páginas, já que queria focar mais na comédia e não na história em si. Mas, enquanto lia o meu caderno de roteiro, percebi que da forma que as coisas iam seria desastroso para o andar da carruagem.

Acredito que terão pessoas que irão querer a continuação e bem, sou horrível com frequência e por isso não vai sair um capítulo por mês, o mais adequado creio que seja de a cada 4 meses. Sei que dessa forma será prejudicial para mim, mas o que me importa com essa história é ganhar experiência e passar uma mensagem.

Acho que isso é tudo. Mais uma vez, obrigado por lerem. Até um outro
anto05941
Pedro J. Busch

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