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BHESDA: O Triunvirato

Capítulo 4: Uma estudante Reservada #4

Capítulo 4: Uma estudante Reservada #4

May 23, 2025

Um tempo depois das aulas...

Eu não acredito... Como eu vim parar aquiiii?!

— Então, o que eu vi é que você pode ter mais de uma classe. Você começa com uma iniciante de nível 1 e, conforme vai progredindo, consegue novas classes desbloqueáveis. — Tanizaki falava com Kenji e Kunikida.
— Você tá me dizendo que é tipo Armageddon? Que você começa sem classe e pode aprender novas classes com mentores? — Kunikida tentava entender, comparando com outro jogo do mesmo gênero.
— Mais ou menos. No Armageddon você precisa ir até a cidade onde o mentor e a guilda estão, pra aprender a usar a classe. Aqui é um pouco mais limitado. Você escolhe uma classe inicial e, quando upa, pode escolher uma variação.
— Ah, pô! Isso tem em Catacumbas & Trovões! Lá chamam isso de Arquétipo. — Kenji parecia entender um pouco melhor com aquela comparação.

Alguém me tira daqui, por favor!!! Viemos pra uma cafeteria lotada na estação de metrô, cheia de pessoas que eu conheço pouco e eu não faço a menor ideia de como voltar pra casa sozinha!!! Ai, eu vou ter um colapso.

Tá tudo bem, Aiko. Você só precisa relaxar e ficar calma, deixa eles se divertirem, você fica no canto observando e, quando ninguém estiver reparando, você lê o seu livro pra se acalmar. É só ninguém falar com voc—

— E você, Aiko, gostaria de jogar de quê?
POR QUE VOCÊ FOI ME INCLUIR NA CONVERSA, KUNIKIDA?!!!
— É-é... Bem... Eu nunca joguei esse tipo de jogo, então acho que eu teria que ver as opções, hehe... — Acho que nessas situações a melhor coisa que posso fazer é ser honesta.
— Sério? Nunca nem jogou um mobilezinho? — Kenji parecia meio incrédulo.
— Eu gosto daqueles jogos de celular de gerenciamento. Sabe, aqueles de cafeteria e cidades.
— Uau, isso é bem nerd.
E DESDE QUANDO VOCÊ TÁ NO DIREITO DE DIZER ALGO, DAIKI?!!!
— E-eu não sou muito boa com controles, então prefiro coisas menos movimentadas... — Tentei dar um sorriso simpático para esconder a vontade de proclamar ofensas que só meu pai entenderia.
— Enfim, a gente não vai, não? Se ficar muito tarde, vou acabar tendo que ir pro trampo. — Daiki parecia olhar o relógio, preocupado.
— O teu trabalho fica muito longe daqui? — Tanizaki perguntou, preocupado com o amigo.
— Mais ou menos. Mas acho que um táxi me leva rápido.
— Você já trabalha em alguma clínica, Daiki? — Por favor, vamos mudar a conversa pra algo que eu entenda.
— Clínica? Ah! Haha, não. Eu não sou do curso de Psicologia. Eu trabalho como segurança numa boate à noite, lá em Shibuya. Eu to cursando Engenharia lá na faculdade.

Reparando agora, realmente, pensar num homem musculoso como o Daiki em uma clínica médica me faz imaginá-lo curando seus pacientes os fazendo fazer cinquenta flexões. Parece algo divertido de visualizar. "Mais 7 e você ganha seu laudo!"
Acabei deixando uma risada escapar, pensando na cena.

— Segurança? Combina com você, hehe...

— Pois é! Ninguém imaginaria que essa pilha de músculos aqui gosta de jogos e idols femininas. — Tanizaki pôs o braço em volta do pescoço de Daiki, gerando uma cena um tanto quanto engraçada, já que dava pra claramente ver o esforço de Tanizaki para conseguir atingir o outro lado dos ombros, devido ao tamanho de seu colega. O outro parecia constrangido, mostrando que por mais forte que parecia, havia uma certa "delicadeza" por dentro.

Estávamos esperando o resto do grupo pagar suas contas no balcão. Quando todos terminaram, Naoki apontou para nós partirmos.

Bem... Parece que hoje eu vou conhecer um lugar novo da cidade.

O trajeto até Akihabara não foi longo. Sentamos próximas à porta automática, e eu estava encolhida entre minha mochila e o pessoal que parecia animado, embora respeitassem o silêncio do metrô para não incomodar os outros passageiros que descansavam após um dia exaustivo de trabalho. O metrô japonês era pontual, limpo e silencioso — até reconfortante, principalmente quando observo a paisagem pela janela.

Enquanto o trem deslizava pelos trilhos com uma fluidez quase sobrenatural, eu olhava as estações passando. Os nomes apareciam nos letreiros eletrônicos em japonês, romaji e até em inglês — algo que ajudava os estrangeiros curiosos. Ainda assim, a cada parada meu coração batia mais forte. Não pela ansiedade de perder o ponto... mas pela certeza de que eu estava me aproximando de um território completamente fora da minha zona de conforto.

Olhei para os passageiros. Pessoas indo e vindo, algumas com os olhos colados no celular, outras dormindo com a cabeça balançando ritmicamente. Um grupo de estudantes do ensino médio ria entre si, e uma senhora ao meu lado tricotava pacientemente. Ninguém falava alto, o que deixava o clima mais confortável.

Mas a tranquilidade durou só até o aviso sonoro ecoar com clareza: “Próxima parada: Akihabara.”

Engoli seco.

O trem parou com suavidade e as portas se abriram com aquele som mecânico que me dava a sensação de estar entrando num portal. Peguei minha mochila, respirei fundo e fui engolida pela multidão que desembarcava.

Era como emergir num mundo novo.

Logo no saguão da estação, as coisas já mudavam: outdoors coloridos, painéis com personagens de anime, placas brilhantes com letras enormes e chamativas. A atmosfera vibrava, não com barulho — ainda era surpreendentemente organizada — mas com energia. Era como se toda a cultura pop japonesa tivesse sido condensada em um só lugar. Admito estar admirada com tudo isso!

Andar pelas ruas de Akihabara era como mergulhar de cabeça em um universo alternativo. Um mar de cores vibrantes, letreiros em néon, figuras em tamanho real de personagens que eu só via pela tela — tudo isso me fazia sentir como se tivesse entrado sem querer num anime ao vivo. A multidão fluía por todos os cantos, misturando cosplayers, turistas e locais como um rio barulhento, cheio de risadas, sons eletrônicos e vozes de anúncios repetitivos. Eu me perguntava a cada segundo como, exatamente, tinha vindo parar ali.

— Ah! Aquele ali tem uma promoção de figures da Aria! — Tanizaki praticamente pulava no lugar enquanto apontava para uma das lojas de esquina.

Naoki sorriu animado e puxou o grupo com um movimento sutil do braço.

— Vamos dar uma olhada!

E, claro, eu fui atrás. Ainda não sabia exatamente como me comportar num grupo como aquele, mas fingir que entendia a empolgação geral parecia a estratégia mais segura.

Enquanto caminhávamos juntos, eu fazia o meu melhor para parecer tranquila. Respiração ritmada, passos seguros, expressão neutra. Mas, por dentro? Tudo que eu queria era sair correndo enquanto ainda dava tempo. Não preciso dizer que minha aparência chamava bastante a atenção, e se não fosse pela muralha de carne chamada "Daiki", vários adolescentes de índole esquisita teriam me parado para tirar fotos.

A primeira loja em que entramos era especializada em figures. Era como pisar num templo de vidro, onde cada personagem era tratado como uma obra de arte. As vitrines brilhavam com luzes brancas, focando nos detalhes minuciosos dos bonecos em poses épicas. Tanizaki e Kenji pareciam estar prestes a chorar. Yokodera tirava fotos com cuidado, como se estivesse num museu, enquanto Kishibe comparava preços com um caderno cheio de anotações e post-its. Eu apenas observava, tentando não me sentir como uma intrusa numa cerimônia sagrada.

Depois da loja de figures, passamos por uma galeria de eletrônicos. O contraste era brutal: cabos, placas, peças de computador e aparelhos com nomes que eu nem sabia pronunciar. Naoki explicava cada coisa com uma empolgação contagiante, e por um momento, consegui me distrair da ansiedade. Ele tinha esse jeito de tornar qualquer conversa confortável — como se você estivesse sempre incluída, mesmo que não tivesse muito a dizer.

Seguimos para uma loja de doujinshi e… eu congelei. Meus pés travaram automaticamente, como se meu corpo tivesse sido engessado ali mesmo na calçada.

"Não. Não. NÃO. Eu não tenho maturidade emocional pra lidar com o que pode estar lá dentro! E se eles acharem que eu gosto desse tipo de coisa? E se eu tropeçar e derrubar uma pilha de revistas indecentes?"

— É-é… melhor eu esperar vocês aqui fora… — murmurei baixinho, tentando soar natural, enquanto já dava dois passos para trás com o rosto em combustão espontânea.

Ninguém questionou. Graças aos céus.

Fiquei ali, parada, tentando parecer casual. Como se esperar do lado de fora de uma loja de doujinshi no meio de Akihabara fosse algo normal. Me limitei a observar os outdoors eletrônicos e a movimentação das pessoas. Tudo era tão colorido que chegava a doer a vista, mas não vou mentir: ao ver a paisagem, acabei por puxar um bloquinho de notas que sempre carrego para rabiscar um pouco do que via. Não sou uma exímia desenhista, mas me arrisco a fazer paisagens no tempo livre.

Depois de alguns minutos, o grupo retornou animado e seguimos em direção ao edifício mais movimentado de todos: uma loja gigante de tecnologia com vários andares temáticos — animes, mangás, jogos retrô, CDs e, por fim, o que realmente os interessava: realidade virtual.

— Chegamos. — Naoki anunciou como se estivesse guiando uma expedição até El Dorado.

O andar de VRs era silencioso, quase solene. Vários modelos estavam expostos, com pessoas testando, ajustando, comparando especificações. Luzes suaves e painéis digitais completavam a atmosfera futurista.

— É esse. — Kunikida apontou para um dos modelos intermediários. — Bom custo-benefício, reviews positivos, compatível com o Bhesda sem precisar de adaptações.

Tanizaki analisava as embalagens com olhos de especialista. Kenji já estava negociando com um atendente, e Daiki filmava tudo para, segundo ele, “registrar o momento histórico”.

Eu apenas observava. Aquilo tudo ainda parecia surreal demais.

— Você vai pegar um também, Valentine? — Naoki perguntou, virando-se para mim com aquele mesmo sorriso acolhedor de sempre.

Engoli em seco. Todo meu corpo parecia travado.

— Eu… eu ainda não sei. Parece… meio caro.

Ele apenas assentiu, compreensivo, e voltou a conversar com o vendedor.

E ali fiquei, meio deslocada, meio contemplativa. Olhei para os outros, todos tão certos de si, tão animados. Acho que... Talvez… só talvez… esse grupo de esquisitos me fizesse bem.

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Hellstuff

Creator

UM BOM DIA! Eu vou ser sincero... Esse capítulo me deixou com um quentinho no coração. Eu genuinamente gosto de descrever situações assim. O cenário cotidiano passa tão desbercebido pela gente, que nunca reparamos o como esses momentos entre amigos são mágicos. Até agora foi um dos meus capítulos preferidos de desenvolver e eu não poderia estar mais feliz com o resultado.

E gostaria de pedir perdão se os capítulos não possuem um certo padrão de caracteres. Eu escrevo conforme o fluxo e paro quando acho que daria um bom gancho para uma próxima parte, espero que isso não incomode vocês.

De resto, nos vemos na próxima semana! (eu espero que eu consiga seguir semanalmente).

#slice_of_life #isekai #VideoGame #game #rpg #Fantasy #Bhesda #vr #akihabara

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