Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

Os amores de Ellie

O Amor é...

O Amor é...

Jul 10, 2025

O amor é...

... cego.

Eu estava nesse momento delicado que é a adolescência, no auge dos meus quinze anos. Eu até que levava a vida de forma leve e calma na pequena cidade do Paraná onde nasci, chamada Campo do Regresso, que fica a cerca de trinta quilômetros da capital, Curitiba.

Um belo lugar, rodeado pela presença marcante de pinheiros-do-paraná, também conhecidas por araucárias. Por toda parte se vê belos chalés e e bosques também.

Num desses bosques há um grande lago cristalino, onde eu, meus pais e o meu irmão adotivo, Baskiah, íamos passar os finais de semana.

Era janeiro, estávamos de férias da escola ainda.

Chegávamos cedo para ficar com o melhor quiosque à beira do lago. Meu pai, o doutor Jonathan, gostava de pescar com amigos e minha mãe sempre ficava à beira do lago lagarteando junto das amigas.

Eu e Baskiah gostávamos de nadar no lago antes do almoço. Bas, como eu o chamava, não era legalmente meu irmão adotivo. Ele morava comigo porque meu pai o salvou quando era um bebê. Como a mãe de Bas não tinha condições de cuidar do filho, meu pai se ofereceu para custear seus estudos. Assim, nos tornamos irmãos. 

Fomos em direção ao lago e passamos pelas amigas da minha mãe, que estavam sentadas em suas cadeiras de praia, e uma delas disse: “Doutora, o seu filho é muito bonito, vai dar problemas com as prendas, é melhor você ficar de olho nesse piá”.

Eu fiquei corado de vergonha, mas a minha mãe apenas sorriu concordando. Elas ficaram falando sobre mim, sobre como eu seria um bom partido no futuro, pois além de bonito e inteligente eu seria um médico como meus pais.

Então chamei Bas e corremos para ver quem conseguia mergulhar primeiro.

O lago não era muito fundo e a água era agradável no verão. Mergulhei primeiro, mas quando dei a primeira braçada embaixo da água, bati em algo, ou melhor, em alguém. Eu não havia percebido que alguém estava nadando logo a frente. Acabamos nos chocando.

Retomei o equilíbrio e quando subi para pegar fôlego e pedir desculpas, me deparei com um rapaz de cabelos dourados também emergindo.

Eu fiquei paralizado olhando para aquela figura de beleza estonteante, olhos azuis escuros e rosto belo como se usasse um filtro de beleza de pele.

Ele passou a mão pelos cabelos molhados que estavam caindo sobre seu rosto e disse: “Idiota! Você é cego? Saia da frente!”.

Eu fiquei chocado com a grosseria do guri e não consegui pedir desculpas. Ele me encarou de forma ameaçadora enquanto dava uma braçada para longe de mim e saiu da água. Pude ver que seu corpo era lindo também.

Baskiah viu o ocorrido e nadou até mim.

-          Quem é aquele?

-          Não sei, nunca o vi antes.

-          Ele que é um idiota! Não precisava ser rude daquele jeito.

Ouvi alguém chamá-lo. Um homem alto com camisa camuflada.

-          Malcon! Traz mais cerveja que está no cooler.

-          Sim, pai! – respondeu.

 

O homem era o pai do guri, que agora tinha um nome: Malcon. Na hora pensei que esse nome lhe caia bem porque começava com a palavra “mal”, de mal encarado, mal educado.

Na hora do lanche fiquei observando Malcon de longe. Num determinado momento, vi que ele bebeu cerveja com seu pai, mesmo não tendo idade para isso. Era uma família bem diferente da minha, pensei.

Malcon notou que eu estava olhando para ele. Senti um flagelo subindo pelas costas. Eu não queria olhar pra ele, mas meus olhos me traiam e eu me pegava olhando para Malcon.

Depois disso, ele ficou me encarando. Me senti tão sem graça que convidei Bas para irmos até a ilhota no centro do lago. Nadamos até lá. Essa ilhota era um paraíso para nós, tinha belas árvores que envolviam e sombreavam uma trilha de terra que serpenteava o local até um prainha de areia fina e quente do outro lado.

Raramente havia mais pessoas lá, então era um local quase particular para nós dois. E de lá não dava para ver Malcon, o pitbull mal encarado do dia, o que deixava o local mais agradável ainda.

-          Será que aquele babaca virá sempre? – perguntou Bas lagarteando na areia da prainha, com a cabeça apoiada nos braços.

-          Espero que não. – respondi – Ele bebe cerveja, acredita?

-          Capaz! Que absurdo! Ele não parava de te encarar, você viu?

-          Vi.

Bas também tinha notado a intimidação do guri. Mas eu só conseguia pensar naquele belo rosto saindo da água na minha frente.

Foi nesse momento que minha cabeça começou a ficar confusa. Eu não sabia porque estava tão fascinado por alguém, assim do nada! Eu estava irremediavelvente atraído por Malcon. Tentei esquecer que ele existia, mas era em vão.

De repente, senti o que estava sentindo: tesão! Era isso. Malcon havia despertado esse sentimento em mim de uma forma que eu não havia sentido antes. Foi desconcertante e ao mesmo tempo libertador constatar algo sobre mim que até então eu ignorava.

Mas esse sentimento estava me torturando, uma vez que Malcon não passava de um desconhecido boçal. Me senti idiota por estar atraído por ele e tentei me abstrair.

Quando retornamos para a margem do lago, Malcon tinha ido embora.

A semana se sucedeu normalmente. Não pensei mais em Malcon, afinal tinha que tirar dez em Matemática naquela semana.

Mas em uma bela manhã fui acordei com o barulho de cerras e marteladas. Olhei pela janela do meu quarto, que ficava no segundo andar e vi que a casa ao lado estava em reforma.

Alguém ia morar no imóvel que estava vazio há uns meses. Peguei meu café e livros e fui até o jardim para estudar tomando um pouco de sol.

No condomínio não havia muros separando as casas, havia apenas uma cerca viva delimitando a área.

Sentei à mesa do jardim e quando abri o livro, ouvi uma voz : - Malcon, traga as tintas! – Eu quase cuspi meu café, juro! Não podiam existir dois Malcons numa mesma cidade do tamanho de um ovo.

Olhei discretamente por cima da cerca viva e vi que era o mesmo Malcon do lago, mas desta vez, de camisa regata e boné, carregando uma lata pesada de tinta no ombro até o pai autoritário.

Voltei para a mesa me sentindo perplexo. Como assim esse guri veio parar aqui? Justo aqui! Com tanta casa para morar na cidade, ele vai ser meu vizinho?

Contei a novidade para Baskiah, que também ficou chocado.

-          Bah! Era só o que faltava! Espero não cruzar com o pitbull nunca! – disse Bas olhando pela janela do meu quarto, tentando ver Malcon.

-          Também. – concordei.

Mas vê-lo de regata, suando na obra me impactou novamente. Eu já estava ficando irritado comigo mesmo e me sentido um imbecil por ter tesão pelo chato.

Mas como isso era inevitável, eu resolvi criar um Malcon só pra mim. Uma espécie de avatar que eu pudesse desejar sem culpa.

Assim, eu poderia usá-lo como fantasia sexual, afinal não é crime desejar uma pessoa, não é mesmo?

Dentro de nossas cabeças há um território privado de pensamentos onde há liberdade para fantasiar qualquer coisa. E assim eu criei outro Malcon, o meu Malcon, que seria igualmente lindo, sexy, inteligente, e claro, um cavalheiro.  

E tudo estaria bem desde que ficasse alí, naquele territótio da imaginação. Era o que eu pensava na época, que podia controlar totalmente meus sentimentos e desejos. Claro, eu estava bastante enganado sobre isso, afinal, não me conhecia tanto assim.

Os dias se passaram, mas no domingo, eis que me deparo com Malcon na sala de minha casa, sentado no sofá ao lado de seu pai e de sua mãe.

Meus pais estavam sentados em frente, no outro sofá. Todos olharam para mim e eu gelei. O que eles estavam fazendo alí? 

FutagoEs
Futago Es

Creator

#bl #yaoi #novelbl #noveltapas #romance

Comments (1)

See all
yukigravit51
yukigravit51

Top comment

😍😍😍😍

1

Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 75.7k likes

  • Silence | book 1

    Recommendation

    Silence | book 1

    LGBTQ+ 27.3k likes

  • Blood Moon

    Recommendation

    Blood Moon

    BL 47.7k likes

  • Invisible Boy

    Recommendation

    Invisible Boy

    LGBTQ+ 11.5k likes

  • Touch

    Recommendation

    Touch

    BL 15.6k likes

  • Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Recommendation

    Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Fantasy 2.9k likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

Os amores de Ellie
Os amores de Ellie

377 views2 subscribers

O psiquiatra Ellie, da série de mangá Garoto X, é o protagonista desta novel especial de 15 anos do Futago Estúdio. Acompanhe suas aventuras amorosas, do primeiro amor, Malcon, aos seus relacionamentos atuais, e descubra como cada um moldou sua vida. Uma leitura emocionante espera por você!
Subscribe

7 episodes

O Amor é...

O Amor é...

69 views 2 likes 1 comment


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
2
1
Prev
Next