Quando viu um grande caco de vidro brilhando sob a luz pálida da lua, algo nele
quebrou.
Sem hesitar, ele se abaixou, pegou o vidro afiado e o
levantou na direção de seu pescoço.
Mas, antes que pudesse ir
adiante, um som terrível ecoou pelo local. Um grito profundo,
quase inumano, se espalhou pelas paredes da fábrica em ruínas.
Ethan, olhando ao redor, notou uma silhueta escura ao fundo,
acompanhada de um choro infantil. Ele se aproximou com cautela,
o som aterrorizante de um monstro se misturando ao choro
desesperado do bebê.
Lá, em meio aos escombros, estava o bebê.
E
uma massa escura e sombria o envolvia, flutuando ao redor.
A
escuridão se moveu.
Então, sem qualquer aviso, ela avançou na
direção de Ethan.
— Você está falando sério? — pensou Ethan,
observando o monstro sombrio vir para cima dele.
— Está mesmo
tentando me atacar? Surpreendentemente, Ethan não sentiu medo.
Ele sabia, de algum modo profundo, que aquele monstro não
poderia machucá-lo.
E com isso em mente, Ethan liberou seus
poderes. A energia que pulsava dele, vermelha e carmesim,
formava rajadas que cortavam o ar, enquanto ele levitava.
O monstro reagiu, desferindo tentáculos de sombra na direção
de Ethan.
As sombras se estendiam, criando explosões ao atingir
as paredes e o chão. Ethan se movia com uma leveza e agilidade
impressionantes, cortando o ar com movimentos precisos.
Com
um gesto de sua mão, Ethan disparou um feixe de pura energia do
caos, que atingiu o monstro com força, fazendo-o recuar. Mas a
criatura não desistia.
Ela se regenera, crescendo e se expandindo.
O monstro lançou uma onda de escuridão em Ethan, uma
massa negra que se torcia como um tornado, tentando engoli-lo.
Ethan concentrou seu poder, formando uma barreira de chamas
vermelhas ao redor de si.
As sombras colidiram com a barreira,
mas não conseguia penetrá-la.
Enquanto o monstro avançava,
Ethan subiu ainda mais alto, os escombros da fábrica girando ao
seu redor como se ele fosse o epicentro de uma tempestade.
Em
seguida, ele desceu em um mergulho rápido, suas chamas se
intensificando até parecerem um meteoro em queda livre.
Ele
atingiu o chão com uma explosão estrondosa, liberando uma onda de choque que varreu o monstro e destruiu o que restava da
fábrica, deixando um rastro de destruição pura.
Mas curiosamente
o monstro protegeu o bebê do choque.
A batalha continuou, e o monstro, ferido, tentava se recompor,
mas Ethan não dava trégua.
Ele flutuava pelo ar, disparando
rajadas de energia que rasgavam o ambiente ao redor.
O monstro
lançava suas sombras, tentando cercá-lo, mas Ethan esquivava,
contra-atacando com precisão. Por fim, ele concentrou todo o seu
poder em um último golpe.
— Suma! — Ethan gritou.
Ele estendeu
a mão, e uma explosão de energia vermelha saiu dela, engolindo o
monstro por completo.
A criatura soltou um grito ensurdecedor
enquanto era consumida pelo poder de Ethan.
E, em um último
movimento, a escuridão retornou para o corpo do bebê.
Ethan,
ofegante, desceu ao chão, seu corpo ainda pulsando com energia.
Ele se aproximou do bebê, que agora chorava suavemente,
indefeso e frágil.
Pegando-o nos braços.
De repente, eis que do
bebê, sai uma aura invisível que entrou no corpo de Ethan, que
sentiu uma estranha conexão com a criança.
Ele olhou para o
pequeno e murmurou, com um tom suave.
— Você também é um
monstro, assim como eu, não é?
Parece que você também foi
abandonado.
Ele apertou o bebê contra o peito e sorriu.
— Eu vou
cuidar de você. De agora em diante, somos irmãos. Vou te chamar
de David.
De algum modo misterioso, Ethan sentiu que aquele
bebê o havia salvado.
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Em um mundo de magos e super-humanos, a cada 300 anos uma criança herda o poder do deus do Caos. Ethan Howkins é a criança da vez. Após despertar seus poderes aos 10 anos, Ethan abandonado pelos pais, agora precisa controlar um poder capaz de destruir o mundo.
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