Ethan bate na porta com cautela, mas não há resposta.
— Olá, tem alguém em casa?
Oiii? — Ele pega na maçaneta e a porta range ao abrir, como se estivesse sendo movida pela primeira vez em décadas.
Ao entrar, é imediatamente recebido por um cheiro forte de mofo.
A casa é escura, mal iluminada pela luz fraca que consegue se infiltrar através das janelas empoeiradas.
Os móveis, em sua maioria, estão carbonizados e cobertos de teias de aranha.
O chão de madeira range sob seus pés, criando um som agourento que ecoa pela sala vazia.
Ethan dá mais alguns passos, observando a sala com atenção. Havia um velho sofá, seu tecido rasgado e queimado, e uma mesa de centro inclinada, com um antigo vaso quebrado em pedaços espalhados pelo chão.
As cortinas, que um dia foram vermelhas vibrantes, agora estavam sujas e desbotadas, pendendo em farrapos das janelas.
— Olá? Senhor jardineiro?
O senhor está aí?
— Ethan chama mais uma vez, com uma leve hesitação.
Ele não estava com medo de fantasmas, mas a atmosfera sombria da casa começava a pesar sobre ele.
De repente, o choro de David ecoa pelo ambiente, fazendo Ethan pular de susto.
Ele quase deixa o bebê cair dos braços enquanto tenta acalmá-lo.
— Você quer me matar do coração, moleque? — diz ele, rindo nervosamente.
— Calma, calma... eu tô tentando aqui.
— Enquanto balança David para acalmá-lo, seu estômago ronca alto, como um aviso.
— Hummm... parece que estamos os dois com fome.
Ele continua caminhando pela casa até chegar à cozinha.
Lá, as paredes estavam cobertas de gordura e fuligem, e os armários velhos e desgastados pareciam prestes a desabar.
Ethan, no entanto, abre um dos armários e arregala os olhos ao ver algo inesperado.
— Uou! Tem comida aqui!
— Ele pega um pedaço de pão e começa a devorar, sentindo-se um pouco culpado.
— Deve ser do jardineiro... quem mais seria? Do fantasma? — , ele murmura para si mesmo com uma risada irônica. Com o pão nas mãos, Ethan tenta abrir a torneira da pia, mas nada sai.
Ele olha pela janela suja e vê, no quintal, um tanque de água velho.
Do lado de fora, o quintal era uma mistura de plantas selvagens, com algumas árvores retorcidas e secas, e o tanque de concreto estava coberto de musgo, mas ainda tinha água.
Ethan vai até lá, encher uma tigela com a água e volta para dentro, molhando o pão para dar a David. Enquanto alimenta o bebê, seu olhar se volta para a porta da cozinha, onde um velho, com cicatrizes de queimadura nos braços e no rosto, estava parado em silêncio, observando-os.
Ethan se levanta rapidamente, ainda segurando David.
— Hunnn... desculpe pela invasão, — ele começa, hesitante.
— Eu estava com fome e... não tenho pra onde ir.
Eu vi sua casa e... me desculpe também por pegar sua comida...
— Ele pausa, envergonhado.
— Ééé... eu posso morar aqui? O velho não diz nada.
Ele apenas se vira lentamente e vai até a varanda, sentando-se em uma velha cadeira de balanço.
O silêncio que se segue é estranho, quase desconcertante.
— Que mal educado, — Ethan pensa, observando o homem.
— Mas eu também fui mal educado por não pedir permissão...
— Ele suspira, terminando de alimentar David e, em seguida, decide lavar a fralda do bebê no tanque de água do lado de fora.
Ele a torce e, com uma palavra mágica que sua mãe costumava usar, “FRESS DRYANDERTO,” a fralda seca instantaneamente.
Com David de volta nos braços, Ethan sussurra para o bebê.
— Você viu aquilo nos ombros do velho?
Acho que era o espírito do primeiro dono da casa, aquele que ficou louco.
David balança os bracinhos e sorri inocentemente.
— Você viu, né? Ethan sorri de volta.
— Hihihi, fica quietinho aí, beleza?
— Colocando David em cima da mesa.
Decidido a descobrir o que estava realmente acontecendo naquela casa, Ethan caminha silenciosamente até a porta da frente, onde o velho ainda está sentado na varanda.
Ele o observa por um momento. O velho está imóvel, olhando para frente, como se estivesse em transe, os olhos fixos no vazio.
Ele se aproxima lentamente, e seus olhos começam a se ajustar à energia estranha que paira ao redor. Ao olhar mais de perto, ele vê algo grotesco sobre os ombros do velho.
Uma criatura desfigurada e amedrontadora, com olhos vermelhos brilhantes, estava agarrada ao velho como uma sombra viva, tinha dentes afiados e seus braços longos e esqueléticos.
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Em um mundo de magos e super-humanos, a cada 300 anos uma criança herda o poder do deus do Caos. Ethan Howkins é a criança da vez. Após despertar seus poderes aos 10 anos, Ethan abandonado pelos pais, agora precisa controlar um poder capaz de destruir o mundo.
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