(Naquele mesmo dia, em uma grande cidade chamada Valaris.)
O sol já começava a iluminar suavemente o quarto de Max
Donavan, onde um calendário na parede marcava a data de 20 de
março, segunda-feira.
Ao lado, um alarme estridente soava,
exatamente às 7 da manhã. Max estendeu a mão, desligando o
despertador com rapidez, e um sorriso largo se formou em seu
rosto. Hoje era o grande dia.
Sem conseguir conter a empolgação,
Max pulou da cama com energia, movendo-se de forma ágil e
rápida, quase como um borrão de tanta pressa. Em um piscar de
olhos, ele já estava no banheiro, tomando banho e escovando os
dentes, mal se contendo de tanta ansiedade.
Em minutos, ele já
havia se vestido e descia as escadas em direção à cozinha, onde sua
mãe preparava o café da manhã.
— É hoje! — exclamou, entrando apressado no cômodo.
— Bom dia, Max — , respondeu sua mãe, com um sorriso calmo
no rosto.
— Sim, eu sei. Hoje é o seu grande dia.
Max se sentou à
mesa, quase vibrando de tanta empolgação.
Ele completaria 18
anos naquele dia, e, mais importante ainda, era o momento em que
poderia finalmente tentar entrar para a Liga, uma renomada
agência de defesa composta por super-humanos.
Durante os
últimos dois anos, ele havia treinado intensamente para ser aceito.
Sua habilidade de se mover em alta velocidade e seu metabolismo
acelerado, que permitia curar-se rapidamente de ferimentos, o
tornavam único. Mas, apesar de seus poderes impressionantes, ele
sabia que não era imortal.
— Se cortassem minha cabeça, seria o
fim — , pensava, rindo sozinho.
Melhor não perder a cabeça hoje.
Sua mãe observava a empolgação do filho, com um sorriso
afetuoso enquanto colocava o café na mesa.
Max não conseguia
parar de pensar em como seria fazer parte da Liga, uma organização que combatia crimes, resgatava pessoas de desastres
e enfrentava super-humanos descontrolados.
Para ele, era o
equivalente a ser um verdadeiro herói. Seu pai entrou na cozinha,
com o olhar sério de costume, mas havia um brilho de orgulho em
seus olhos.
— Já está pronto? — , perguntou, sabendo muito bem
a resposta.
— Claro, pai! — respondeu Max, com um sorriso
confiante.
Ele já havia organizado tudo no carro, pronto para o que
considerava ser uma certeza: que seria aceito na Liga.
— Vi que
você já colocou todas as suas coisas no carro, mas lembre-se, o teste
ainda está por vir.
Não se precipite — advertiu o pai, com um tom
de cautela.
Max, cheio de autoconfiança, apenas riu.
— Pai, eu
treinei muito, não preciso me preocupar.
Eu já passei!
Seu pai sorriu de volta, balançando a cabeça.
— Confiança é
essencial, filho.
Depois de terminar o café, Max se levantou rápido,
ansioso para sair.
— Vamos logo! Hoje é o dia em que vou entrar
para a Liga! — , pensava, enquanto saía com seus pais em direção
ao carro.
Max sabia que aquele era o começo de sua jornada.
O dia que
ele tanto esperou havia finalmente chegado, e ele estava pronto
para enfrentar qualquer desafio que viesse pela frente.
O jovem
Max Donavan estava determinado a provar que merecia estar
entre os grandes da Liga.
O caminho até a sede da Liga parecia
quase tão emocionante quanto o próprio teste.
Max estava sentado
no banco de trás do carro de seus pais, com o olhar fixo na estrada
à frente, enquanto a cidade ia ficando para trás e a paisagem
começava a mudar.
As ruas movimentadas davam lugar a estradas
cercadas de árvores e montanhas ao longe, e o sol da manhã
iluminava o horizonte com uma luz suave. O carro seguia firme, o
som dos pneus no asfalto era interrompido apenas pelas conversas
animadas de Max e seus pais.
— Vocês viram aquela explosão
ontem à noite? — perguntou a mãe, quebrando o silêncio
momentâneo.
— Parecia tão forte que dava pra ver o clarão daqui.
Max fez uma pausa, olhando pela janela antes de responder.
—
Sim, eu vi... Não sei o que poderia ter sido, mas tenho a sensação de que não foi coisa boa.
— Ele olhou para os pais com um brilho
nos olhos.
— Tenho quase certeza de que a Liga já deve estar
investigando.
— Havia uma mistura de ansiedade e empolgação
em sua voz.
Seu pai riu, balançando a cabeça.
— Você acha que a
Liga se mete em tudo, não é? — , disse ele, divertido.
Max riu de volta.
— Esse é o trabalho deles, né? — , respondeu,
com o sorriso confiante de quem sonhava em se juntar àqueles
heróis desde criança.
Enquanto seguiam pela estrada sinuosa, o
cenário à frente começou a mudar drasticamente. A alguns
minutos de distância, a silhueta de uma imensa árvore no topo de
um penhasco apareceu no horizonte.
A árvore parecia antiga,
imponente, com raízes profundas que se estendiam até a borda do
penhasco, e abaixo, o mar batia contra as rochas, criando um som
suave, mas poderoso.
A visão era de tirar o fôlego. Logo após a
árvore, uma mansão enorme e majestosa dominava a paisagem.
Era a sede da Liga.
Max ficou sem palavras por um momento, apenas admirando a
vista.
— Uau... — foi tudo o que ele conseguiu dizer, sentindo um
friozinho na barriga que ele não esperava.
O lugar era ainda mais
impressionante do que ele imaginava.
Atrás da mansão, uma vasta
arena se destacava, onde ele sabia que as provas seriam realizadas.
O estômago de Max deu um nó, mas ele tentava manter a
confiança.
Enquanto se aproximavam da entrada da mansão, havia
uma fila de carros à frente, todos cheios de jovens candidatos,
assim como Max.
Um mini-engarrafamento estava se formando, e
o pai de Max comentou:
— Parece que muitos jovens estão
tentando entrar na Liga este ano.
Max sorriu, apesar da tensão.
— Então, eu e mais quatro, né?
— , brincou, referindo-se ao fato de que apenas cinco seriam
escolhidos naquele dia. Seus pais riram, mas todos sabiam que a
competição seria feroz.
Ao finalmente chegarem à sede, Max e seus
pais desceram do carro e se dirigiram ao local indicado.
A mansão
era ainda mais impressionante de perto, com detalhes
arquitetônicos antigos, mas incrivelmente bem preservados.
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