O dia continuou, as conversas continuaram e as flutuações de emoções também. Tannto minhas quando delas. Eu tinha uma certeza de que ela estava escondendo algo, estava juntando coragem para perguntar:
_Ei...
_Diga. - disse ela parando para me olhar com aqueles olhos castanhos enormes que msempre me intimidaram.
_Eu tenho me questionado...
_Sim... e?
_Por que vc decidiu passar o dia comigo? Poderia ter ido embora a qualquer momento e mesmo assim compartilhou dores e alegrias como se eu fosse ínimo o suficiente pata tal.
_Mas você é íntimo. Ou vc acha que depois de tudo que a gente passou que não?
_É que eu não via você como minha namorada na época, só o Mathias. Eu meio que só aturava o fato que ele tambem gostava e transava com você, e nos tratava como se fossemos um trisal, e eu fazia coisas com vc pra situação não ficar estranha. Enfim, eu só queria agradar ele na esperança de ter ele só pra mim um dia.
_Nem eu nem você. Não ficamos com nada, a não ser saudades.
_Eu sei, eu sei. - ficou um silêncio estranho por um tempão enquanto caminhavamos de volta para o cemitério - Desculpa se eu te ofendi.
_Não machucou nem um pouco, mas eu sabia que vc gostava mais dele do que de mim. Não era segredo pra ninguém. Lembre-se, Você nunca foi sutil. Literalmente em nada. E isso é o que eu acho mais incrivel em você.
_Esse não é o motivo pelo qual eu quero que as pessoas gostem de mim. E vindo principamente de ti... Realmente me faz ter outra crise de pânico.
_Ué? Por quê?
_O que me fazia gostar, não, amar o Mathias com todas as células do meu corpo, era como eu não precisava ser extravagante com ele. Ele gostava da minha simplicidade. Das minhas bizarrices que ninnguém sabia que eu gostava. Eu era eu de verdade com ele.
_E você não está sendo você de verdade comigo agora?
_Estamos em outro contexto Núbia.
_Talvez você não tenha percebido que essa "máscara" que você tanto não goste é uma parte de você que é realmente você.
_Que papo torto esquisito do caralho é esse? Virou analista agora?
Núbia riu e riu e riu. Não sei se de mim. Não sei se da situação como um todo. Mas eu estava de certa forma envergonhado por aquela mulher estar na palma de sua mão. Ela sempre me fez sentir pequeno, vulnerável. Ela era a dominatrix de mim, mas não do Mathias.
_Me responda com sinceridade então, o que de fato eu fui pra vocês? - disse com a maior rispidez que pude.
_Você quer a verdade ou a convenção social? - Disse ela com um sorriso malicioso de quem iria me comer vivo; de quem tinha certeza que ia me fazer passar mal e não me socorrer como fez o dia todo.
_O que isso quer dizer?
_A verdade não é muito agradável até pra mim. E a convenção social é o que você já sabe, o que você quer escutar.
_Sendo sincero Núbia, eu tô pronto pra ter meu coração pisoteado mais um pouco. Meio que ele ja estava aos cacos, só tome cuidado pra não furar seus pés depois - apontei o dedo na cara dela.
_Voce era nosso brinquedinho. Tivemos outros ao longo dessa jornada de eu e Mathias de mais alguem em sexo, drogas e rock and roll. Mas Você definitivamente foi o favorito dele. Era de aparência, um branquelinho de baixa estatura que sabia beber e se divertir como ninguém. Era interessante e rico o sificiente pra bancar as presepadas que faziamos. Só que quando o Mathias começou a me negligenciar por ti. Eu quis acabar com tudo. Foi aí que as coisas começaram a ir de mal a pior entre nós dois. So que você não tava nem aí pra mim né? E eu, coitada, perdi meu parcero de... absolutamente tudo. Mas eu não sei o que aconteceu naquele dia por completo sabia? Tá na hora de você me furar com esses cacos que prometeu.
Eu estava estonnteado. Ela me via como objeto. Eu não passava de carne fresca que por sorte durou. Mas estufei o peito e lá vai:
_Ele foi na minha casa, bêbado, eu tava com muito tesão, e queria ele todo pra mim naquele estado mesmo. Mas ele só queria conversar. E ele só falava de você, o que me fez perder a paciência mas eu não falei nada. Ele virou pra mim e perguntou o que eu deveria fazer. Eu simplismente de saco cheio daquele dia, que não tinha sido um dos bons, mandei ele ir embora e descansar. Mas ele estava muito bêbado. De cambalear.
_Falar de mim? - disse incrédula - O que ele dissse de mim?
_Que gostava tanto de ti quanto de mim. E que queria ficar com nós dois. Mas que não podia por causa da mãe dele que já tava pegando nno pé pra casar contigo.
_O que? Casar comigo? - Abriu a boca de indignação
_É isso mesmo que você escutou. Ele não queria casar, queria continuar na nossa pataquada. Ele queria eu e você ao mesmo tempo. E ele não tinha conflito nenhum entre nós. Nos amava igual.
_E o que vc disse? - cruzando os braços e esperando o pior de mim
_Disse que estava tarde, que estava bêbado e que se quisesse dormir no sofá podia, mas que devia descansar, mas preferiu ir pra casa de carro. Não pude fazer muita coisa. E você sabe que eu não poderia ter feito, mas de alguma forma eu acho que deveria ter innsistido mais em alguma cooisa nnaquela noite pra que o acidente não tivesse acontecido.
_Parando pra pensar ele meio que se livroiu de nós né? - Disse ela cuspindo no chão
_Quanta morbidez... Acho que eu nunca vou conseguir ter nada sério contigo. Não sério. Pra mim já deu. Vou pra casa por que nnnão te aguento mais.
_Não! - Gritou ela - Espera. Me desculpa... Eu... Sei lá... Tô com muita raiva de tudo. Ou melhor Estou sentindo melhor essa situação com uma raiva descomunal - disse pausadamente - Eu não falei sério.
_Peça desculpas. - Exigi.]
_ Me perdoa?
_Vou pensar no seu caso. - Rimos e continuamos nossa caminhada para o cemitério - Vai querer carona pra casa?
_Nah. Eu me viro.
_Tem certeza?
_Absoluta! - afirmou com um joinha.
_Então tá bom.

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