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Vamos criar um clube, Pandinha!

Março (Parte 1)

Março (Parte 1)

Sep 06, 2025

Olá, caro leitor, demorou meses para eu ter a iniciativa
com esse segundo mês dessa série.
Acho que demorei mais do que deveria. Vocês vão
perceber que coloquei muito mais imagens comparadas
ao mês de fevereiro.
Devo alertá-los de algo antes que iniciem. Normalmente
em obras que escrevo a segunda parte sempre tem algo
mais pesado que a primeira, isso é algo que faço há
muito tempo e não acho que é um grande problema.
Caso perceba uma mudança em comparação com os
anteriores, é isso.
Não tenho muito mais o que falar aqui, além de desejar
uma boa leitura.

MARÇO
O mês de março chega e os agora integrantes do clube de
artes da Escola Técnica Estadual Luiz Sanctus estão se
preparando para um novo desafio: o primeiro trabalho do
clube. Por ter sido recém-criado, os seus membros estão com
certa pressão em seus ombros para demonstrarem resultados
rapidamente.
Para ganharem moral à direção da escola, Pedro,
presidente do clube, mira num evento pequeno, mas de muita
importância para os superiores (obs.: ele trata tudo com
muita seriedade para se livrar rapidamente de empecilhos).
Carol Pandarim, a única integrante do clube fora Pedro e
também a única que sabe desenhar, tenta voltar a sua antiga
forma. 
É início de março, os dois ainda têm muito tempo para
decidirem o que fazer para o evento.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Um dia comum na vida da jovem estudante do primeiro
ano do ensino médio Linda Morrison. Acordando às cinco da
manhã, saindo para uma caminhada matinal de meia hora,
tomando um banho logo quando chega para começar a
arrumar-se e sair em direção ao ponto de ônibus às seis e
meia. Esperar dentro do transporte por mais ou menos 15
minutos e chegar ao seu ponto para pegar outro ônibus e
finalmente chegar à sua escola. Passando por várias pessoas e
chegando a sua sala, encontrando em uma mesa um...
Cadáver? Na verdade, era só Carol, sua amiga.
-Carol?
Só ouviam-se grunhidos vindos do corpo despenteado e
desajeitado esparramado na carteira.
-Ei, a aula já vai começar.
O zumbi finalmente olha para a garota, ela se assusta. Os
olhos vermelhos por trás de seus cabelos cobrindo
parcialmente seu rosto pareciam estar cheios de sede de
sangue querendo atacar quem a olhasse, as olheiras e suas
roupas amassadas davam mais um ar típico de uma
assombração de filme de terror.
-Ah, é você, Linda.
Dizia o morto-vivo com pesar em sua voz.
-O que diabos aconteceu com você?!
Questionava sua amiga.
-Ontem eu comentei com o Pedro sobre uns vídeos de
gatos que ele havia me mostrado há um tempo.
-Hm? Você...
-Ele resolveu me mandar um monte de vídeos como
aqueles.
-Carol... Você realmente...
-Sim, maratonei todos que ele enviou ontem a noite.
-Minha nossa, você já tá pegando as manias dele de ficar
acordado até tarde?
-Só foi por ontem... Eu acho.
-Ah! É mesmo! O que vocês fizeram no carnaval?
-Nada além de jogar Gartic e simplesmente atirar em
zumbis. E você, fez algum avanço?
-Avanço?
-Sim, descobriu algo sobre o Castus?
-Só descobri que ele não namora. Mas com certeza ele deve
ter alguma paquera, porque não é possível alguém como ele
não ser popular com o pessoal.
-Talvez ele só não queira.
-É, então é só esperar... Não dá pra pedir ajuda ao Ped-
-A aula já vai começar.
Carol corta antes que Linda possa terminar de falar.
-“Claro que ela iria me pedir isso.”
O primeiro intervalo chega e Carol vai direto para o
corredor de encontro a Pedro. O rapaz disse que teria uma
surpresa para ela, onde a garota imaginou ser ou um bolo ou
alguma bobagem típica do jovem.
-Osu!
-Osu.
...Sério, que merd* de cumprimento é esse?
Continuando, os dois seguem em uma direção atípica para
a garota. De frente a uma sala aleatória e vazia, Pedro para,
olha para Carol e diz:
-Chegamos!
-Hein?
A garota, confusa, tenta analisar a situação.
-“O que caramba ele tá aprontando dessa vez?”.
A desconfiança é plausível vindo de Carol para com Pedro,
já que, uma semana antes, o garoto resolveu fazer uma
brincadeira com ela, fingindo ter caído da escada que levava
ao terraço e quebrado o dedo.
-Qual é a piada dessa vez?
-Quê? Piada? Não tem piada nenhuma, essa é a novíssima
sala do clube de artes! Ótimo, né não?
A garota olhou para ele como quem queria pular no
pescoço.
-Você me tirou da sala... Do meu soninho... Dos meus
preciosos sonhos... Pra isso?!
Ela tentou, de um jeito pior que amador, dar socos em
Pedro, que apenas se esquivava lentamente.
-C-Calma, Panda! Eu queria te mostrar que aqui você
também poderia ter seus cochilos.
-Hm? Sério?
-Sim, sim. Tá vendo como sou um ótimo presidente? Eu me
importo com meus escr- Quero dizer, meus membros!
-“Sério, por que eu continuo falando com esse cara?”.
Os dois entraram na sala e encontraram um ambiente
escuro, já que as cortinas estavam fechadas. Abrindo as
janelas, viu-se que precisava de uma bela faxina. Claro que
eles não teriam tempo naquele momento, já que precisavam
se preparar para a páscoa, então, num acordo mútuo,
deixaram o novo aposento para o pós-evento.
Sobrando tempo, eles ficaram vasculhando e movendo
algumas caixas para dar um adianto (foi uma desculpa de
Pedro para mexer em vários materiais curiosos). Carol, apesar
de sua companhia no momento ser apenas um curioso,
conseguiu organizar sua parte.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 

Castus Radioji, famoso Caça-Rato, conversava com sua
representante de classe, Clara Jintan, sobre o evento mais
aguardado do próximo mês: o festival de futsal.
-... então, apesar dos pesares, acho que seria ótimo você
conseguir uma licença para o Pedro e o Robert participarem
juntos.
-A gente teria mais chances... Mas, o maior problema seria
conseguir ter os dois saudáveis até lá. O bendito do Pedro tem
gazeado algumas aulas e o Robert se meteu em algumas
encrencas fora da escola, então a situação tá bem complicada.
-Bem, é melhor ter dois cães loucos do que ficar com a casa
desprotegida, né?
-Essa analogia só funciona pra o time, porque pra sala é
algo péssimo. Sabe como andam chamando a sala?
-“The bad guys”?
-“A pior sala da escola”, isso é um porre pra lidar nas
reuniões com a direção. Sempre que acontece algo parece que
eles logo culpam a nossa sala.
-Também, olha a galera que a gente tem nessa turma:
Robert, o Carniceiro, Pedro, o Ares, Lana, a Fanfiqueira, Sierra
quatro e vinte. Só os bons.
-Pelo menos é mais divertida que as demais.
-Isso com certeza.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-Ei, delinquente com cara de peixe morto, vamo trabalhar!
-Hã?...
O presidente do clube, que era para ser o pilar do clube,
estava ali, sentado, com os cabelos bagunçados e a vestimenta
abarrotada.
-Ah, é... Tem que trabalhar...
-“Como esse abigobal me chama pra integrar o clube e não
quer trabalhar?!”
-Opa!
De repente, o até a poucos segundos defunto se levantou
do banco rapidamente, parecendo ressurgir como uma fênix...
Ikki é você?!
-...O que tá pegando?
-A gente tem que recrutar novos membros.
-...
Após um tempo em silêncio digerindo a informação
repentina, Carol olhou com ódio em direção a Pedro.
-E você vem falar isso agora?
-É que vieram me avisar disso hoje mais cedo...
Suspirando alto, a panela de pressão começou a tentar se
acalmar. Espremendo a região da glabela, numa clara tentativa
de externar sua impaciência com a incompetência de Pedro,
ela continuou:
-Pedro Busch, seu presidente de meia tigela, dá pra levar
um pouco mais a sério a droga do trabalho que você mesmo
se colocou?
-Calma aí, Panda, tudo tá sob controle, sabe, eu até já
encomendei uns cartazes pra deixar pendurado por aí. Aliás,
se continuar encarando os outros desse jeito, vão pensar que
você é uma psicopata.
A garota chegou a se espantar um pouco com a fala de
Pedro, olhando normalmente para ele. Mas voltando a franzir
a testa para proferir as seguintes palavras:
-Não é possível que logo você esteja me dizendo um
negócio desses.
-Comé que é?
-Esse seu olhar aí de defunto que morreu de fome.
-Eu admiro essa sua criatividade para achar xingamentos de
forma tão estranha e coesa, mas também é muita ousadia a
sua de falar esse tipo de coisa!
Pedro pegou a garrafa de água ao seu lado e espirrou um
pouco em Carol, que logo tentou se esquivar, falhando
miseravelmente, a parte física não é uma parte que ela
costuma trabalhar muito.
-Ora seu!
-Hahaha!
Ela pegou seu caderno de desenhos e jogou em direção a
cabeça dele, errando, o que deu tempo dele se afastar e ficar
correndo em zigue-zague pelo terraço.
-Lero-lero!
-Você já tá testando a minha paciência, infeliz!
Ela novamente pegou o caderno e começou a correr atrás
do rapaz. Em determinado momento, sem olhar para o chão,
Pedro escorregou na pequena poça que havia se formado ao
ter jogado água na garota. Carol, por sua vez, ao alcançar
Pedro, acabou também escorregando na poça, caindo em cima
de Pedro que tentava se levantar.
-Aiii!
-Ô caramba! Irgh! Você tá com o joelho na minha coxa!
-Fica quieto, nossa que escandaloso￾Percebendo a situação a qual estavam envolvidos naquele
momento, eles se entreolharam e continuaram se encarando
por um tempo. Até que Pedro deu um leve sorriso e Carol,
inconscientemente, também.
-“Huh? Por que eu tô sorrindo junto com ele? Esse... É um
daqueles momentos dos quais eu tive antes?... É... Bonito.
Essa cara de bobão que ele tá fazendo, daria um ótimo
quadro.”
Ela admirava a imagem boba e alegre do garoto caído logo
abaixo dela, só para logo ser interrompida com Pedro gritando
de dor e ela completando seu ataque batendo inúmeras vezes
em seu rosto com o caderno.
Mais um dia terminava sem eles dois sequer fazerem algo,
ou melhor, a Carol não conseguiu fazer nada por conta do
abestado ao seu lado.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Uma garota de cabelos brancos passava pelos corredores
da escola. Ela olhou para um cartaz muito mal feito sobre
vagas abertas de um clube de... “Ates”? Não, sério, cadê o
criminoso que escreveu isso errado?!
A moça percebendo o erro pífio feito por um aluno do
ensino médio deu uma leve risada.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-“Que brisa boa...”
-Nunca que vou cansar de ver daqui de cima esse pessoal
fazendo idiotice.
-Eles não são os únicos que fazem bobagens e você dizendo
isso é literalmente o sujo falando do mal lavado.
-“Fria como sempre, hein?”.
O terraço parece ser o local perfeito para esses dois se
reunirem nos intervalos do almoço. Já que a sala não seria
usada até o próximo mês, eles continuariam ali.
 O céu pouco nublado e o calor agradável junto à
companhia de Carol que, apesar de não conversarem tanto,
lembrava a vez que ele não foi covarde. Depois daquele dia
exaustivo de fim de inverno, Pedro muitas vezes chamava a
garota para acompanhá-lo em algumas de suas peripécias,
como jogar num raro e antigo fliperama.
Lembrando-se de como os dois ficaram tão próximos em
tão pouco tempo, ele percebe algo, recordando de outro
momento. Uma garota que ele conheceu logo quando entrou
em seu primeiro ano, uma veterana que chamou a atenção do
primeiranista Pedro. Seu nome era Layla, a primeira pessoa
fora os que vieram do mesmo colégio de Pedro que falou com
ele.
O sorriso daquela garota passou por sua mente e, enquanto
olhava para Carol, ele estreitou seus olhos que já não eram
muito apresentáveis. A garota, ao olhar para Pedro de soslaio,
percebeu a expressão desagradável que ele fez.
-“Irgh! Que cara é essa?...Ué? Eu fiz alguma coisa?”.
Ela olha direto para ele que, voltando do mundo da lua,
percebe o desconforto de Carol, virando o rosto e o
escondendo com seu cabelo.
-“O que caramba ele tá pensando? Hm?”.
A android(descrita assim por Pedro) notou que o
paranormal(descrito assim por Carol) estava se distanciando
aos poucos.
-Ô bocó! O que caramba deu em você do nada?!
-N-Nada! Não é nada!
-Você não sabe mentir nem um pouco, pelo menos se
esforça um pouco.*suspira* O que foi dessa vez?
-Nada, Panda, não foi nada...
-Pedro, quando for mentir pra alguém, você tem que olhar
para a pessoa, senão você vai passar vergonha.
Carol levantou-se, sentou no banco ao lado dele e puxou o
braço que tentava esconder seus olhos, revelando que eles
estavam mais estranhos que o normal. Olhando diretamente
para ele, ela falou:
-Então, o que foi que aconteceu?
-...
A garota pensou em dar um soco direto na fuça de Pedro,
mas desistiu, acalmou-se e continuou:
-Sério, esse seu costume de ficar em silêncio quando
alguém te pergunta algo irrita.
A android aproxima mais seu rosto e continua:
-Quando mentir olhe no fundo dos olhos do outro.
O paranormal, perplexo, se mantém em silêncio. Nesse
momento, Carol lembrou-se de uma história da qual sua irmã
havia lhe contado. A protagonista, em determinado ponto,
decidiu falar um frase a qual era uma mentira para tentar
livrar-se de um príncipe pelo qual aparentava apenas ter
relações diplomáticas. Porém, a frase dita teve um efeito que
desencadeou o restante da história.
Curiosa com o quão essa frase seria determinante em uma
relação, decidiu testá-la em Pedro, na qual sempre era
confundida. A frase foi falada em um momento muito
estranho e repentino daquela história, então, por que não usá-
la neste momento estranho e repentino também?
-Eu gosto...
Fazendo uma pausa quase cruel para o pobre para o pobre
rapaz, ele prendeu a respiração e esperou a demoninha
curiosa terminar de falar.
-De vo-
-ESP-Espera aí!
-...cê.
Passam-se alguns segundos e Pedro encara o semblante
sério e indiferente de Carol.
-“Q-Q-Q-Q-Que p***a é essa?!!!!!!!”.
O vento movimenta os cabelos de Carol e o garoto sente
um odor doce e delicado vindo deles.
-Viu? É muito fácil mentir para alguém.
-Hein?
-Hm? O que foi?
Pedro se pintou num vermelho carmesim.
-S-S-S-S-Sua p-p-panda idiota! V-Você ficou maluca?! N-N￾N-N-N-Não se aproxima tanto ao mentir sobre essas coisas!!
-Que autoestima você deve ter, acreditar que uma garota
iria se declarar pra você, o normal seria o contrário, não?
-...A-Acho que você tem razão...
-Então, espero que você tenha aprendido algo com isso.
-“Sim, aprendi que você gosta de brincar com os
sentimentos de um pobre garoto como eu”.
-Eae, o que foi que aconteceu pra você me olhar que nem
um assassino do nada?
O garoto engoliu seco antes de responder.
-Não era nada de mais, eu só me lembrei de alguém.
-Hm? Uma pessoa? Deve ter sido alguém muito especial pra
ter ficado assim.
-Sim, ela foi uma, como posso dizer... Uma amiga.
-O nome dela... É Layla?
-Hm? Como sabe o nome dela?
-Então é realmente nela quem você tava pensando... Sabe,
você deveria...
-Hm?
O pensamento que veio na mente de Carol foi um que ela
negou com todas as forças dizer, á que se aplicaria a ela
também.
-“Deixar o passado para trás”
Virando o rosto, Carol se levanta sem olhar para Pedro e
diz:
-Deixa pra lá. Vou terminar por hoje.
-“Hã? O que diabos tá acontecendo aqui?” Ei! O que foi?!
-Tenho que fazer umas coisas na sala, até amanhã.
O garoto a observou pegando suas coisas e indo embora
sem olhar para ele.
-Que merd* acabou de acontecer aqui?


anto05941
Pedro J. Busch

Creator

O mês de março vem com o início do novo clube de artes. Seus integrantes, Carol e Pedro, tem muito a trabalhar... Pelo menos, se o presidente não fosse tão preguiçoso.

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