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Vamos criar um clube, Pandinha!

Março (Parte 2)

Março (Parte 2)

Sep 06, 2025

Com certeza você já deve ter ouvido falar de mim, afinal,
sou famosa por ser a garota que todo homem quer. Beleza,
intelecto, simpatia e delicadeza, tudo que alguém deseja ter eu
tenho, sou a preferida dos garotos. Desde quando era só uma
criança os meninos tentavam falar comigo quando de repente
era transferida de escola. Normalmente e consequentemente
eu era odiada por outras meninas, já que, por ser quem eu
sou(bela, inteligente, simpática, fofa e delicada) acabava por
chamar a atenção de suas eventuais paqueras. Amo quando as
pessoas olham para mim, me elogiando e me descrevendo
como um anjo, afinal, não é todo dia que você encontra
alguém com minha aparência e personalidade.
Agora, me mudei para essa escola após apenas um mês
depois de um certo delito. Novamente, as pessoas me olham,
mas, pelo visto, os garotos daqui são um bando de bunda
mole. Minha sala é bem barulhenta, mas, até agora,
pouquíssimas pessoas falaram comigo.

-Ei, novata, me ajuda aqui!
-C-Certo, professor!

Aliás, meu nome é Ayla Kitani. Tenho 14 anos e estou no
primeiro ano do ensino médio na sala 2, acho que o que estou
cursando é administração.

No corredor, a nova aluna do primeiro ano, Ayla Kitani, está
carregando caixas pesadas como um favor para seu professor.
Enquanto resmunga, caminha cambaleante até a escada.
-P-Porcaria~

Caminhar já estava difícil, imagina subir uma escada? A
coitada já estava pedindo perdão enquanto amaldiçoava o
professor em seus pensamentos.

-Oi? Você precisa de ajuda?

Finalmente, uma alma bondosa apareceu. Um rapaz de
1,85 metros de altura, com cabelos bagunçados e meio
molhados, sua estatura de alguém pouco atlético e o olhar...
Ele parece que quer matar alguém.

-“Caramba, esse daí é o bad boy da escola?! Mas é uma
ajuda, então vou aceitar e depois ir embora rapidamente”.
-Ué, você é uma novata? Que raro ver um de vocês
encarregados de algo, a coisinha que eu conheço sempre tá
com tempo livre.

Ayla olhou para o garoto, colocou seu cabelo atrás de sua
orelha delicada, demonstrando a exuberância de seu charme
feminino, e, com um semblante fofo e belo que encantaria até
o mais puro dos homens, proferiu as seguintes palavras:

-Você... Pode me ajudar?

O rapaz entrou em choque com tal beldade em sua frente,
chegando a dizer:

-Ó, minha deusa! Adorarei você até o fim de minha vida!

Pelo menos, isso foi o que passou na mente da pobre
menina. A situação real foi... Acompanhe-me, por favor caro
leitor:

-M-M-Me a-a-a-a-a...
-Hm? Que foi?

A garota encarou lamentavelmente o bad boy a sua frente
com olhos de gato pidão enquanto murmurava sem sequer
conseguir terminar a frase. Realmente, muito lamentável...



-O-Opa, tá bom, me passa algumas aí.

O rapaz de olhar mal-humorado ajuda a pobre Ayla. O que
ela mais estranha é a falta de expressões que ele apresenta,
mesmo estando ao lado da “garota desejada por todos” ele
não falou mais nada. Chegando ao almoxarifado, eles deixam
as caixas e fecham a porta do local ao saírem.

-Ufa!
-Hm~
-Huh? Bem, já vou indo, até mais, novata.
-E-Esp-Espera!
-Oi?
-O-O-Obrigado...
-De nada.
-Q-Q-Qual é o seu n-nome?
-“Qual o problema dessa garota?! Só sabe falar
gaguejando? Bem, vai ser muito ridículo se ela realmente for
gaga...” meu nome é Pedro Busch, do segundo ano. Você deve
ser a novata da sala dois, como era o nome mesmo?
-A-A-Ayla Kitani...
-Isso! Bem, acho que só posso dizer bem vinda ao infer￾quer dizer, escola.
-...
-Eu tenho que ir agora, então, até outro dia, Kitani.
-A-Até...
-“Que garota estranha... Aquela outra é pior”.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-Sério, Estela, isso daí já é abusar da boa vontade!
-Calma, Jack, É só uma ajuda que o grêmio quer.

O vice representante da sala três, já estressado com o Koby
(vice-presidente do grêmio), tenta colocar um bom senso na
mente inocente de Estela, representante de sua sala. Mais
uma vez o grêmio empurrou o trabalho deles para a “melhor
sala da escola”.

-Existe limite pra esse tipo de coisa!
-Sabe, se você não tivesse intimidado o Koby a gente não
estaria nessa situação.
-Gulp! Mas ele já tava enchendo o saco...
-Você é muito impaciente. Tem que ter calma com esse tipo
de coisa.
-Na real, não faz sentido ele começar a empurrar trabalho
pra gente.

Suspirando, ela continua separando os papéis de dados do
orçamento do grêmio.

-“Ela é muito boazinha... Isso da margem para gente como
o Koby se aproveitar dela. Bem, pelo menos, já consegui me
livrar da presença dele, agora falta somente essa birra que ele
tá fazendo.” Estela, me dá isso.
-Hã? Tá bom, mas pra quê você precisa disso-

Jackson pega a papelada e sai correndo em direção ao
segundo ano.

-J-JACK! VOLTA AQUI!

Gritou Estela, sem sucesso. Ela levantou-se e começou a
correr atrás do garoto.

-“Vou jogar isso na cara do presidente e se começarem uma
briga, pelo menos, vou parar esse acúmulo de trabalho pra
Estela!”

Olhando para trás, ele se assusta com a velocidade absurda
que a garota estava correndo atrás dele.

-UOAH!
-JACKSON, VOLTA AQUI!
-“Que merda é essa?! Como ela consegue correr tão
rápido?!”

Chegando a sala do grêmio, Jackson abre a porta
rapidamente assustando os integrantes e respira um pouco.

-Car... P***a... Cof-cof... O presidente tá aí?!
-Estou aqui, precisa de algo?
Se recompondo, ele caminha até de frente a mesa do
presidente e levanta os papéis.
-Com todo respeito senhor presidente.

Fazendo o movimento de jogar a papelada, ele é parado
por Estela que segura seu braço parecendo um demônio de
anime shonen.
-JACKSON YOMES...



Todos na sala prenderam sua respiração diante de um novo
card de Yu-Gi-Oh! que apareceu atrás de Jackson, inclusive o
coitado de Jackson, que foi puxado por uma força sobre
humana.
-Desculpe o incômodo que este aqui causou, presidente.
Vou falar com o Jack agora.

Ela diz isso com o rosto bonito e simpático de costume
enquanto prende Jackson em um mata leão digno de um
lutador profissional.
A garota meiga carrega o garoto a um canto e começa a
reclamar com ele.

-Sério, Jack, você ficou maluco por acaso?! Você é tão
inteligente, mas pra isso parece que você é um acéfalo!
Quantas vezes vou ter que falar que eu preciso aceitar esses trabalhos extras pra conseguir mais votos na próxima eleição
do grêmio estudantil?! Ei, olha pra mim quando eu estiver
falando contigo! O mundo dos adultos é bem pior que isso...
-“Quando ela fica estressada nesse nível ninguém para.
Mas, por incrível que pareça, por mais que ela não esteja
sendo gentil comigo como ela costuma ser com todo mundo,
eu gosto dessa faceta dela, é bem mais verdadeira que a
garota perfeitinha que todos veem. Espero que isso não seja
considerado masoquismo...”.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Mais um?! Teve o terceiro agora a pouco!
-Ele é bom, muito bom.
-Imagina ele com a sua dupla dinâmica?
-Dupla dinâmica?
-É, dizem que no ano passado a sala três foi humilhada nos
três jogos que disputou, mas um de seus jogadores foi
elogiado por todos e agora tá junto com o Castus na sala sete.
-Quem é esse cara?
-O carniceiro, Robert Petersen.

Os garotos em volta da quadra viam o grande astro nos
esportes da escola desfilando na quadra, enquanto lá no
canto, escondida, estava Linda Morrison, a primeiranista e
amiga de Carol. 
Por ser um atleta e bastante social, Castus Radioji é,
também, bastante popular entre as meninas e até por alguns
garotos do primeiro ano que o admiravam por ser um real
prodígio no futsal. Consequentemente, ele recebe comumente
convites para sair com vários grupos e pessoas diferentes, mas
ele recusa a grande maioria já que, por incrível que pareça, o
“descolado” é bem mais recluso que pensam. Para despistar
pessoas insistentes ele utiliza sua trap card: sua amizade
próxima com Pedro.
A garota consideravelmente estranha observava “Caça-Rato”, perceptivelmente interessada no rapaz, mas sem
coragem de se aproximar dele, já que a mesma é horrível em
lidar com pessoas que nunca conversou antes, um introvertido
máster.
O intervalo terminou e Castus, como de costume, foi o
destaque de seu time. Linda, ao invés de voltar para sua sala,
decidiu esperar o craque do jogo. Ela tem um plano... Pelo
menos, ela acha que tem.

-“Vou falar com ele, disso eu tenho certeza. Vou pedir o
número dele também... ain~ tô ficando nervosaaaann”.

...
P***a produção, desde quando ela ficou tão idiota assim?
P-pera... Ata... É assim que uma pessoa apaixonada pensa?
Saquei, saquei...
Voltando, claramente, ela tem um sério problema em suas
mãos. Pedir o número de alguém é o mesmo que dizer que
quer conversar com tal pessoa.
O garoto saiu de seu banho rápido e estava indo em direção
à saída da quadra. Logo, ele olhou em direção a Linda, que
começou a perder uns parafusos já meio soltos de sua cabeça.
Castus começou a sorrir e logo a acenar, a coitada estava
quase tendo um infarto. Quando ele se aproximou, Linda
começou a sorrir e prestes a começar a falar, o rapaz passou
por ela e começou a conversar com um colega.
“Sombrio” foi a primeira coisa que ela pensou no momento
que viu o colega de Castus. Uma pessoa mais alta que as
outras e com estatura que demonstrava sua personalidade
juntamente com os olhos horríveis de uma noite mal dormida
dando aspecto de um vilão de filme de herói.

-Gulp!
-Hm?
Aquele marmanjo olhou para ela e ficou encarando-a por
alguns instantes, até ele falar algo no ouvido de Castus. Logo
após isso, o carismático Caça-Rato voltou-se para ela:

-Você queria conversar algo comigo? – disse com um
sorriso.
-Que- Qual- Como?
-Hm?
-Ehm...
-Será que me enganei?
-N-não, é que, he he, não imaginei que você viria falar
comigo.
-Fia, você é estranhinha, hein?
-Ha ha... E-eu queria o seu número!
-Uou, bem, você é da sala três, né não?
-I-isso.
Castus olhou para seu amigo que só fez mandar um
“joinha” para ele.
-*suspiro* Bem, meu amigo ali conhece uma pessoa da sua
sala, poderia fazer um favor pra ele?
-Dependendo do que seja.
-Vou passar via zapp pra você. Vai, coloca aí.
-“Isso foi mais demorado do que eu pensava”. Pronto,
obrigado e desculpa te incomodar.
-Tudo bem, já tô acostumado.
Ele volta para falar com seu comparsa.
-Você acertou.
-Viu? A raspadinha é por usa conta.
-Tsc! Cê acerta direto.
-He He...
Linda ficou a observar os dois andando...
-Vai demorar muito aí? – perguntou o monitor da quadra.
-Ah! D-desculpa aí, já vou indo também!
-“Então, aquele cara grandão, será que é aquele tal de
Robert Petersen? Que medo, mas, pelo visto, ele me ajudou a
concluir o plano, valeu senhor criminoso”.



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-Ei, Khefera, vai para qual sala agora?
-Pra sala oito.
-Sabia que você ia confundir, olha, aqui.

O ótimo professor Gomis falava com Khefera explicando o
novo horário e que ela teria sete aulas na mesma turma para
cobrir um lecionador que havia faltado.

-Sete aulas? Caramba, achei que teria um tempinho livre...
-Fazer o quê, né?
-Cê poderia colocar outro cara pra fazer isso.
-Vai timbora trabalhar anão de bonsai.
-Cala a boca, espeto de lumbriga.
-Hahah! Vou indo nessa, aé, cuidado com os meninos da
sala 10, eles são mega bagunceiros.
-“Fils de p***”

Chegando na sala 3, suas duas únicas aulas seriam com a
classifica como melhor sala, mas, para Khefera, era a pior, já
que todos eram mais altos que ela, apesar de serem do
primeiro ano.
Quando apareceu, ela, com seu tamanho lastimavelmente
pouco avantajado, caminhou até a sua carteira. Os cochichos sobre a professora começaram obviamente se perguntando se era uma aluna do fundamental perdida. A representante de
classe foi falar com ela.

-Oi! Você por acaso está perdida garotinha?
-Hein?
-É que não se pode entrar nas salas enquanto tem aula
mesmo se estiver excursando, sabe?
-“Pera, é sério isso?”
-Ah, tive uma ideia, quer que eu te acompanhe até sua
professora?
-Ei, Freud, ela é uma professora. – disse alguma menina.
-Hein? Uma professora?
-Sim.

Ficando com cara de poucos amigos, Estela começou a se
desculpar com Khefera que só a mandou sentar-se.

-Bem, meu nome é Khefera Banri e serei a professora de
inglês de vocês.
-Professora, posso pegar uma cadeira em outra sala?
-Mas você já tem uma.
-É uma pra você conseguir escrever no quadro, hehe.
-Hehehe, vai lá na diretoria que deve ter uma sobrando,
aproveita e liga para os seus pais também.
-Ugh!

Uma aluna se aproximou da professora:

-Professora, aqui.

Disse a garota entregando uma chave.

-Hein?
-É do terraço.

Finalmente Khefera reconheceu a garota:

-Ah, Pandarim! Há quanto tempo!
-A gente se viu a menos de dois dias.
-É mesmo? Legal, agora vai sentar, vou começar minha aula
da melhor forma possível.

Todos os alunos se entreolharam, confusos.

-Quem for mais alto que eu tem que escrever e limpar o
quadro pra mim!
Começaram a caçoar da professora, novamente.
-Certo, certo, vamos à aula de verdade agora.

Sério, Khefera, não ajuda em nada usar marias-chiquinhas.

-Ah cala a boca, parece até aquele pirralho!
anto05941
Pedro J. Busch

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