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Vamos criar um clube, Pandinha!

Março (Parte 3)

Março (Parte 3)

Sep 06, 2025


-Ei, sabe de uma coisa engraçada que aprendi, Buzinho?
Uma figura misteriosa falava olhando diretamente para
mim.



-“O quê?”
-Ora, vamos, tenta ao menos adivinhar.
-“Que é mais fácil ser só uma pessoa?”
-Hahaha, não, não, errado.
Ela sorria para mim.



-“Então, o que você aprendeu?”
-Certo, eu aprendi que...
Aquela figura se aproximou.



-Que a sua vida não vale de nada.
TRIM!
-Ugh!
Olhando para os lados, Pedro começou a suar frio.
-F-Foi... Um sonho?

Olhando para o despertador, percebeu que, além de serem
duas horas da manhã, era um sábado.

-Por que caralhos isso tá ligado?

Desligando-o, o rapaz se levantou de sua cama.

-Argh, acabei perdendo a droga do sono, acho que vou
esperar amanhecer.

Enrolando-se em seu cobertor, ele saiu de seu quarto
atravessando o corredor e chegando a uma cozinha vazia.
Abrindo a geladeira, viu apenas um pedaço de bolo que ele
havia recebido de um vizinho e queijo.
Pegando o pequeno bloco de queijo, corto-o em fatias,
depois, foi atrás de uma bolsa com pão. Abrindo os pães,
colocou algumas fatias do queijo em uma das faces do pão.

-Bon appetit.

Mordendo e degustando de seu momento de máster chefe,
Pedro acaba por lembrar-se de algo.

-Que gosto horrível...

O lanche da madrugada teve um gosto amargo.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Era uma manhã de sábado, um dia especial, mas por um
motivo nada feliz. Carol acordou com seu cabelo todo
bagunçado e ainda babando, olhou para a janela ao lado de sua cama e o sol queimava seus olhos cheios de olheira após passar boa parte da noite anterior tentando desenhar algo
para o evento da páscoa. Bocejou fortemente antes de se levantar e começar a arrumar sua cama.
Tirando os papéis cheios de esboços e limpando os restos
de borracha e grafite de seus lençóis.

-Como é que eu desenho na cama com a merd* de um
lençol branco?!

O estresse excessivo se dava por um episódio da semana
anterior, quando era o aniversário de sua irmã.

-Ah, quase esqueci, tenho que sair hoje à tarde...

Sua família não quis comemorá-lo.

-Será que eles ainda tão em casa?

Pois, comemorar o aniversário dos mortos...

-Ei, Marle, esse daqui tá bom? – perguntou sem resposta
enquanto demonstrava um esboço para um retrato em sua
mesa. – Heh, acho que não, né?

...É doloroso de mais.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Olha Carol! Tem um monte de ovos de páscoa!
-Huhum.
-Ei, se anima mulher! A gente veio aqui pra se divertir,
lembra? 
-Na real, só tô te acompanhando pra você não ter um treco
quando se encontrar com o Castus.
-Hehe, é que, né? É uma sorte tremenda ele aceitar vim,
ainda mais que vai ser um “encontro duplo”.
-Espero que esse outro cara não seja que nem ele, vai ser
muita autoestima pra pouca Carol.
-Relaxa menina, deve ser um cara legal. Além do mais, é só
um encontro de colegas.
-Heh, acho que você tá certa...
-Olha lá, eles estão ali!
Linda conseguiu marcar de ela e Castus juntamente com
dois amigos de ambos saírem nesse fim de semana. A
escolhida de Linda foi Carol e o escolhido de Castus foi... Um
Zé Povin que eu nunca vi na vida.
-Eae, esse daqui é um amigo do fundamental.
-Olá, meu nome é Pablo Color, prazer.
-Oi, sou Linda Morrison e essa mal-humorada aqui é Carol
Pandarim.
-Mal-humorada é a sua vó.
-Ela também é um pouquinho boca suja.
-Ei!

O grupo começou a andar pelo centro da cidade sem muito
que fazer. A dinâmica do grupo foi a excêntrica Linda e o
sociável Castus liderando o passeio conversando incrivelmente bem, enquanto o desconhecido Pablo tentava puxar um papo
com a nada falante Carol.

-Ei, Carol, quantos anos você tem?
-Quinze.
-Ah, então você é do primeiro ano. Por um momento achei
que você fosse do fundamental, hehe.
-...
-Bem... Sabe, a gente poderia marcar um dia desses pra sair
só nós do-
-Oh! Uma máquina de pelúcia! – diz Carol.
-UOU! VAMO BRINCAR NELE, VAMO!
-Você tá bem entusiasmada Linda. – diz Castus, com seu
semblante simpático típico.
-É que tinha poucas dessas na minha cidade natal, era raro
ver uma por aí.
-Hm, então vamos jogar nela.
-YUPI!
-“Ainda bem que ela é maleável como água.”

Obviamente Carol se esquivou da sugestão de Pablo, ela
sequer estava interessada naquela máquina.
Depois de perderem bastante tempo com suas tentativas
falhas de pegar bichinhos de pelúcia, o grupo vai a um centro
de vendas que é o mais parecido com um Shopping que tem
nessa cidade.
Apesar de ser honesta e direta até demais, Carol nunca
havia demonstrado sinal de ser hostil ou ter interesse em
brigar com os outros. Mas, depois do que aconteceu no último
fim de semana, seu estresse estava alto e a paciência curta.
Mesmo não parecendo, Carol iria explodir a qualquer
momento.
Juntando os fatores anteriores a esse encontro e as
constantes tentativas de avanços durante o passeio de Pablo,
ela já estava mais perto de externar suas emoções, mesmo
que fosse com algo besta.

-É até que bem grande aqui, hein... – diz Linda.
-Por um momento achei que aqui teria um shopping
gigante. – complementa Carol.
-Cê achou isso mesmo? É uma cidade muito pequena pra
abrigar um negócio grande como um shopping. – disse Pablo
num tom de deboche misturado com arrogância. – Vocês duas
por acaso vieram da roça?
-Bem perto disso. – disse Linda.
-Eu só não costumo sair de casa. – disse Carol.
-Cara, tô com uma fome...
-Vamo comprar aqueles crepes!
-Dispenso. – diz Carol.
-Ora, não venha com essa, você saiu de casa pela primeira
vez, tem que aproveitar as gostosuras da vida, Carol! – diz
Linda.
-Eu saio de casa quase todo dia.
-Hm? Pra onde? Pra casa do Ped-
Carol impede Linda de terminar de falar enfiando sua mão
no rosto dela imediatamente.
-Não, idiota!

O silêncio se instaurou no mesmo instante. Castus ficou
perplexo com a cena.

-“Pedro”? – diz Pablo.
-V-vamo deixar esse assunto pra lá, por favor. – diz Castus.
-Pera aí, pera aí, você tá namorando aquele Pedro?
-Não. – falou Carol com um olhar desagradável.
-E o que foi isso de agora a pouco?
-A Linda só falou besteira.
-Sério? Ufa! Tudo bem então. Nossa, se você fosse
namorada dele ia dar ruim pra mim.

Carol suspira alto, entregando sua infelicidade com o
momento que ela estava inserida.

-Vou pegar alguma coisa pra beber, vocês vão querer?

Castus estava segurando os óculos de Linda enquanto a
segurava depois do tapa que ela levou.

-Ei, Pandarim, que foi isso?!
-Castus, deixa ela, fui eu que falei o que não deveria...

Recuperando-se milagrosamente, Linda responde Carol com
um sorriso e com os olhos lacrimejados.

-Um suco de morango!
-... Uma água com gás.
-Vou com você pra escolher. – diz Pablo.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Era um domingo muito atípico, estranho por ser normal
demais. Sozinho em seu quarto pensou consigo mesmo o
porquê de estar assim, sentindo um vazio inconsolável.
Em uma decisão tomada de repente, o rapaz pegou um
casaco moletom, mesmo com o calor da primavera chegando,
e saiu de sua casa sem um rumo aparente.
Caminhou por diversos lugares, comprou guloseimas e as
comeu enquanto via locais bonitos e defasados da pacata
cidade a qual ele vive a não se sabe quanto tempo.
Passando perto do rio da cidade, ficou a observar a lua iluminando a água.

-É uma bela vista.



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-Carol, por que você bateu nela?
-...

A conversa no beco meio isolado e já no fim do dia era
ecoada.

-Não acha que foi demais não?
-Tsc! Não enche. “Eu sei que foi demais, caramba!”.
-Sabe, ser só bonita não vai fazer alguém gostar de você.
-Quem disse que quero que os outros gostem de mim?
-Olha pra mim.

Suspirando, Carol continua pegando os pedidos dos demais
integrantes do grupo sem se importar com o que o rapaz
estava dizendo.

-Tudo bem, tudo bem, já entendi que você sequer queria
estar aqui.
-Percebeu? Que bom, então faz o favor de ficar quieto.
-Mas também isso não te dá o direito de falar assim
comigo.

Agarrando o pulso de Carol e empurrando-a contra a
máquina de bebidas, ele continua:

-Você é realmente adorável, menina.
-Argh!
-Me diz, o que vai acontecer quando estiver sozinha?
Carol para de resistir e olha direto nos olhos frios de Pablo.
-“Sozinha?”
-Ser só um rostinho bonito me parece bom o bastante, que
tal passar a não ser mais sozinha desse jeito?
-O-o Castus sabe desse seu caráter imundo?
-Ah, ele? Acho que ele não poderia se importar menos com
como os outros são.

Ele se aproxima mais dela.

-Vamos pra um motel Carol, garanto que não vai se
arrepender. Até porque, você não liga se te odiarem, não é?
-Irgh!
-Ei. – diz alguém.
-Eae, Carol? Estou mentindo? – Pablo ignora
completamente.
-Ei!
-Que foi desgraça?!
-Sai da p***a do meio, tô a fim de comprar um refri.
-Tsc! Não dá pra ver que a gente tá ocupado não?!

O cara alto com moletom azul com preto listrado e coberto
por seu capuz segurou a gola de Pablo e o tirou de frente da
máquina.

-Que p***a é essa, mané?! Tá querendo brigar, é?!
-Ei, menina, sai da frente.
-D-desculpa. – Carol saiu rapidamente.
-Valeu pela compreensão.
Os dois ficaram observando o homem comprar sua bebida.
-Tsc! Que se f**a esse merda, vem Carol, vamo voltar!

O garoto pegou-a pela mão e começou a puxá-la.

-Ei, calma aí.

O cara estranho se agachou e pegou os pedidos de Carol
jogados no chão.

-Ela precisa das duas mãos pra carregar essas coisas, seu
moleque.
-Hein? “Moleque”?
-Prefere “imbecil”?
-Ora seu!

Pablo larga Carol e parte pra cima do cara que não se move
enquanto leva um soco no rosto. Carol, abismada com a
situação na qual estava envolvida, fica paralisada.
No segundo soco, o capuz do cara cai.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

-Ela é sempre assim?
-Não, não, ela na verdade é muito gentil comigo, até
paciente demais. Acho que ela finalmente perdeu a paciência
comigo. É culpa minha por ela ter agido assim.
-Desde o início ela parecia meio deslocada ao lado do
Pablo, ela não queria vim?
-Na verdade, eu pedi pra ela vim. Ela nunca tinha saído
comigo, mas, recentemente, algo mudou. Do nada, ela
começou a evitar conversar com os outros, saiu menos da sala,
esse tipo de coisa. Imaginei que saindo com a gente ela
conseguiria... Não sei, ficar feliz?
-Você se importa mesmo com ela.
-Que nada, aquela garota é incrível. Sendo daquele jeitão
mais sério e sincero dela, eu queria ser igual a ela, honesta
com tudo.
-Linda, você não precisa ser igual a ela, já é bom ser quem
você é.
-Esse tipo de coisa é falado em várias palestras de
motivação, né? “Seja você mesmo” ou “Não se compare aos
outros” são coisas que a gente não deixa de fazer.
-É verdade.
-“Sim, sim...AAAAAAA!!! Eu tô conversando sozinha com o
Castus! Tudo bem, tudo bem, até agora as coisas estão fluindo
bem”.
-Na verdade, ser o outro não é necessariamente ruim...
-Huh?
-Ah, olha quem tá vindo ali!
-A Carol e... Quem é aquele de moletom?
-P-Pedro?!

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

O capuz caiu, revelando que o cara alto era Pedro. 
-O-o que você tá fazendo aqui?! – diz Carol, assustada.
-Você conhece esse babaca?!

Pablo derruba o rapaz, que se senta e abre a lata de
refrigerante que havia comprado.

-Sério isso? Olha, cê furou a p***a da lata.

Ele bebe um pouco e a deixa no chão. Enquanto se levanta,
diz:

-Se eu soubesse que você era esse tipo de cara teria te
deixado em paz.
-É o que? Você arrumou confusão por conta própria, seu
lixo.
-Um lixo deve valer mais do que você.

Encarando Pablo com seu olhar ameaçador, Pedro estralou
seus dedos se preparando para revidar os socos que levou.
Color foi surpreendido com um gancho direto em seu queixo,
que o atordoou deixando brecha para Pedro desferir socos em
seu rosto.

-Oarfh... Cof-cof... Seu... merd*...
-Vamo lá valentão, não consegue peitar gente do teu
tamanho, não?
-Desgraçado...

Puxando um canivete de seu bolso, Pablo olhou com ódio
para Pedro.

-Agora você vai ver...
-Tsc! Você é retardado por acaso?! 
-Que se dane... Seu bosta...
-Só dor de cabeça. Ai, ai. Hm? Carol? Ei, o que diacho você
tá fazendo aqui numa hora dessas?!
-Não é hora pra falar comigo, idiota!
-Toma!

Color atacou Pedro, que deixou o canivete perfurar sua
mão esquerda e logo depois agarrou o garoto pela gola, dando
uma joelhada em sua barriga e fazendo um seoi nage perfeito.
Apagando o meliante e deixando-o longe da máquina de
bebidas, agora, os dois adolescentes, Pedro e Carol, estavam
sozinhos.

-Cacete...
-Não mexe, não mexe!
-Tá doendo pra burro!
-Que ideia de jirico foi essa?! Vem, vamo direto pro
médico!
-Ei, ei, calma lá, não é pra tanto também!
-Você é idiota?! Se essa merd* desse canivete tiver
enferrujado?!
-Relaxa, não tem problema, é sério.
-...Mesmo assim...
-Só preciso estancar o sangue.
-Então... Tá, segura mais um pouco.

Carol arrancou uma manga de seu casaco e enfaixou a mão
de Pedro.

-Agora... A gente pode conversar? – pergunta Pedro, com
um semblante calmo.
-“...Não sei se fico impressionada por ele ter conseguido
literalmente desarmar alguém de mãos nuas ou por ele
conseguir ficar de boa com a mão encharcada de sangue
desse jeito.”

Ela olha para Pablo ali desmaiado e comenta:

-Não tem problema deixar esse cara aí assim?
-Não, não. Além do mais, daria muito trabalho fazer
boletim de ocorrência e tudo mais.
-Vou ter que avisar o Radioji sobre.
-Hã? O Castus?
-Sim, cortando os detalhes, acabei saindo com a Linda e o
Castus pra fazer a “amiga A”, e aqui estamos nós.
-E esse daí era pra ser o “amigo B”.
-Ainda bem que você entende rápido.

Apesar de não externar suas emoções, Pedro ver pelo
comportamento de Carol seu desconforto e nervosismo.
-Seria melhor um lugar mais iluminado e quente pra a
gente conversar.

-Huhum, que tal naquela vendinha?
-É um bom lugar. 

anto05941
Pedro J. Busch

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