Na casa da Sara
A casa de Sara era aconchegante, com paredes de pedra clara, janelas grandes que deixavam entrar a luz do sol e o aroma de ervas e doces fresquinhos no ar. Kelly se sentiu imediatamente acolhida.
Sara apresentou Kelly à sua avó, uma senhora pequena com cabelos grisalhos bem cuidados, olhos gentis e um sorriso caloroso que fazia qualquer tristeza parecer distante.
— Que menina doce! — exclamou a avó, olhando Kelly de cima a baixo. — Que moça encantadora!
— Ah, vó Aline… mas eu ainda não sou mocinha! Só tenho 17 anos — protestou Kelly, corando levemente.
Sara e sua avó começaram a rir, e Kelly não conseguiu evitar sorrir também, sentindo-se estranhamente em casa.
— Você já é, minha querida — disse a vovó Aline, com os olhos brilhando. — Você já tem idade para ser considerada adulta.
— Mas ainda tenho um ano antes de me sentir realmente adulta — respondeu Kelly. — Só me considerarei adulta quando fizer 18 anos.
Sara inclinou a cabeça, curiosa:
— E de onde você realmente vem, Kelly?
— Eu já disse, de um lugar muito distante… — murmurou Kelly, guardando seu segredo.
A avó Aline entendeu, percebendo que a menina não queria crescer tão rápido. Sara, com um sorriso travesso, comentou:
— Eu não me considero uma criança, Kelly. Eu aceito que sou adulta e posso me casar e mudar o mundo… hahaha!
O relógio bateu 13h e as três começaram a preparar o almoço juntas. Kelly e Sara cuidaram das tarefas da cozinha, cortando legumes e misturando ingredientes, enquanto a avó preparava uma torta especial de frutas vermelhas — mas não eram frutas vermelhas comuns; eram coloridas em tons de azul, vermelho, verde e amarelo, parecendo pequenas joias brilhantes.
Quando tudo estava pronto, eles se sentaram à mesa para aproveitar a refeição.
— Vó, essa torta está uma delícia! — exclamou Kelly, saboreando o sabor.
— É verdade, vovó, esta é ainda melhor que a última! — concordou Sara, entusiasmada.
— Obrigada, meninas — respondeu a vovó Aline, sorrindo. — Minhas tortas são sempre boas e consistentes.
Entre risos e mordidas, a avó começou a compartilhar histórias de sua juventude, quando trabalhava em palácios e casas luxuosas. Ela revelou, com um brilho brincalhão nos olhos, que tinha um romance secreto com um duque chamado Xefecio Ruwany.
— Eu era uma das criadas mais lindas e charmosas… e ainda sou, minhas queridas! — disse ela, piscando para as meninas.
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