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Sangue & Sombras - Ciclo do Sangue - Livro Um

3: A NOITE EM QUE NOS CONHECEMOS (Parte 2 de 5)

3: A NOITE EM QUE NOS CONHECEMOS (Parte 2 de 5)

Dec 22, 2025

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Abuse - Physical and/or Emotional
  • •  Drug or alcohol abuse
  • •  Blood/Gore
  • •  Mental Health Topics
  • •  Physical violence
  • •  Cursing/Profanity
  • •  Suicide and self-harm
  • •  Sexual Content and/or Nudity
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A entrada da trilha ficava atrás do Bronze, escondida por arbustos densos e uma pequena cerca que não fazia mais do que demarcar o terreno. Alexander empurrou os galhos para o lado, seus dedos tocando a madeira áspera da cerca enquanto ele a escalava com facilidade. O som abafado da música do clube começou a desaparecer, substituído pelo som rítmico dos grilos e o farfalhar das folhas. A floresta parecia viva, e cada passo de Alexander sobre a terra úmida fazia um leve estalo que ecoava na escuridão.

O ar estava mais frio ali, carregado com a umidade que subia do solo. As árvores, altas e antigas, pareciam se inclinar sobre ele, como guardiãs silenciosas daquele caminho. Apesar do silêncio quase absoluto, havia algo de inquietante no ambiente. Os olhos de Alexander se moviam de um lado para o outro, captando cada sombra que parecia dançar nas bordas de sua visão periférica.

Ele caminhava devagar, absorvendo os detalhes que o cercavam. O lugar parecia o mesmo, mas havia algo diferente naquela noite, algo que ele não conseguia definir.

"É só sua mente pregando peças!" ele disse a si mesmo, tentando afastar o leve arrepio que subia por sua espinha.

Enquanto avançava pela trilha, a sensação de ser observado começou a surgir. Era sutil no início, quase imperceptível, mas logo se tornou impossível de ignorar. Alexander parou abruptamente, girando nos calcanhares para olhar para trás. Não havia nada além de escuridão e árvores imóveis. Ele riu nervosamente, sacudindo a cabeça.

"Paranoia..." murmurou, mas seus pés começaram a se mover um pouco mais rápido.

A lembrança de seus amigos, de suas risadas e conversas, parecia cada vez mais distante. A floresta agora estava carregada de tensão, e cada ruído parecia amplificado. O som de um galho se partindo à distância fez seu coração acelerar. Ele parou novamente, desta vez segurando a respiração, tentando ouvir melhor.

Nada.

Quando ele voltou a caminhar, seus passos eram mais rápidos, quase apressados. Ele estava ciente de cada som ao seu redor, de cada sombra que parecia se esticar e se contrair com a luz escassa da lua que mal atravessava as copas das árvores.

De repente, ele ouviu...

Passos. Não os seus, mas de alguém mais. Eles estavam longe, mas o suficiente para que ele os distinguisse do som ambiente. O coração de Alexander começou a martelar no peito. Ele não estava mais sozinho naquela trilha.

A adrenalina começou a correr em suas veias, e ele olhou para trás novamente. Nada. Ainda assim, os passos continuavam, agora mais próximos. Ele tentou se convencer de que era apenas outro jovem saindo do Bronze, talvez tomando o mesmo atalho que ele, mas a sensação de perigo não o deixava.

Alexander começou a andar mais rápido, quase correndo agora. A trilha parecia interminável, e o som dos passos atrás dele continuava. Quando ele finalmente avistou a saída para o cemitério, sentiu um alívio momentâneo, mas algo o fez parar. Ele se virou uma última vez, seus olhos fixando-se na escuridão da trilha.

Uma sombra se movia ali, grande e indefinida, como se fosse parte da floresta.

— Quem está aí? — ele perguntou, sua voz firme, mas carregada de cautela.

Não houve resposta. Apenas silêncio.

A sombra parou, e por um momento, Alexander sentiu como se o tempo tivesse congelado. Então, ela se moveu novamente, desaparecendo na escuridão da floresta. Alexander respirou fundo, tentando recuperar a calma. Ele sabia que precisava continuar, mas a sensação de que algo estava errado permanecia com ele enquanto ele atravessava os portões do cemitério.

A tensão no ar era quase insuportável, e ele sabia que aquela noite estava longe de terminar.

A lua cheia espiava por entre as copas das árvores, iluminando de forma intermitente o caminho sinuoso do cemitério de Blue Lagoon. Alexander atravessou os portões de ferro enferrujado com o coração ainda acelerado, a lembrança dos passos na floresta fresca em sua mente. O lugar, que um dia fora cenário de noites tranquilas com os amigos, agora parecia mais ameaçador. O ar tinha um peso quase tangível, e o som de seus próprios passos ecoava entre as lápides cobertas de musgo.

Ele enfiou as mãos nos bolsos, tentando disfarçar a inquietação. "É só um cemitério!" disse a si mesmo, olhando ao redor. As estátuas de anjos com rostos serenos e asas abertas, as cruzes de pedra e as catacumbas antigas contavam histórias de séculos passados. A melancolia do lugar costumava ser reconfortante, mas naquela noite, cada sombra parecia mais profunda, cada som mais agudo.

Ao longe, ele ouviu vozes. Eram abafadas, quase como sussurros. Por um momento, pensou estar imaginando coisas, mas então uma risada alta cortou o ar, carregada de uma energia despretensiosa e juvenil. A tensão em seus ombros diminuiu.

"Talvez sejam só outros jovens?" pensou. A ideia de não estar completamente sozinho trouxe um leve alívio.

Conforme se aproximava do som das vozes, Alexander viu a familiar estátua do Arcanjo Miguel se erguendo diante dele. Ela era imponente, com quase três metros de altura, esculpida em mármore branco agora manchado pelo tempo. O arcanjo segurava uma espada apontada para baixo, simbolizando vitória sobre o mal. Era ali que ele e seus amigos costumavam se reunir, sentados na base da estátua, compartilhando confidências e risadas. Mas naquela noite, o lugar não estava vazio.

Quatro rapazes ocupavam o espaço, suas risadas ecoando pelo cemitério. Dois estavam encostados na estátua e os outros sentados em sua base, com latas de cerveja em mãos e uma caixa de som portátil tocando música alta e vibrante, em total contraste com a serenidade do ambiente. Alexander parou ao avistá-los, o instinto lhe dizendo para evitar o grupo. Eles eram mais velhos, provavelmente universitários, e o ar de desdém e confiança que emanavam não parecia convidativo.

Decidido a não chamar atenção, Alexander desviou o olhar e continuou andando mantendo o passo firme, mas sem pressa que pudesse parecer suspeita. Ele ouviu o som metálico de latinhas sendo jogadas ao chão e sentiu o coração apertar.

"Ignore, apenas siga em frente!" repetiu para si mesmo.

Mas então, uma voz carregada de sarcasmo cortou o ar:

— Ei, garoto! Pra onde tá indo com tanta pressa? — O tom era brincalhão, mas havia algo nele que fez a espinha de Alexander gelar.

Ele se virou ligeiramente para olhar, percebendo que dois dos rapazes agora estavam de pé, observando-o com sorrisos que não eram exatamente amigáveis. Ambos usavam jaquetas de universidade, típicas de membros de times esportivos, com as iniciais bordadas em dourado. Eles eram altos, com uma postura que exalava um misto de poder e desprezo.

— Só queremos conversar! — gritou outro, enquanto dava alguns passos em sua direção.

Alexander não respondeu. Ele focou os olhos no caminho à frente e acelerou o passo. Podia ouvir o som das latas chutadas para longe e o riso abafado dos outros dois rapazes que ainda estavam junto à estátua. O desconforto crescia a cada segundo, especialmente quando ouviu um dos dois que o seguiam gritar novamente:

— Ei, não precisa correr, garoto. A gente não morde... muito.

Os passos atrás dele ficaram mais rápidos. Alexander sentiu a adrenalina disparar em seu corpo. Ele sabia que estava sendo seguido e que ignorar os rapazes não seria o suficiente para se livrar deles. A cada vez que um deles chamava por ele, o tom soava mais próximo, mais provocativo.

— Vamos lá, cara! Devagar aí! — insistiu um deles, rindo.

Alexander lutou contra o impulso de correr. Sabia que, se o fizesse, poderia parecer ainda mais vulnerável, mas sua mente gritava para que se afastasse dali o mais rápido possível. Ele olhou rapidamente por cima do ombro e viu os dois rapazes seguindo-o com passos longos e despreocupados, como se estivessem brincando com ele.

Mas onde infernos estavam os outros dois?

Essa pergunta o atormentava. Não fazia ideia de para onde os outros dois rapazes tinham ido, e a possibilidade de serem uma ameaça invisível o deixava ainda mais nervoso. Ele respirou fundo, tentando manter a calma, mas sentiu o pânico crescendo.

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