A poeira flutuava lentamente pelo ar, depositando-se sobre flores quebradas e terra despedaçada. O Rei Sem Nome permanecia imóvel, sua espada apoiada no ombro, sangue escorrendo da lâmina e manchando a grama sob seus pés.
A aldeia élfica à sua frente parou de se mover.
Mães abraçavam seus filhos. Guerreiros paralisavam com as armas meio erguidas. Anciãos tremiam, suas pernas se recusando a obedecer.
O medo dominava tudo.
O Rei Sem Nome sentiu claramente — algo denso, pesado, rastejando sobre sua pele.
E, no entanto…
Nada.
Sem culpa.
Sem hesitação.
Sem dúvida.
Único propósito.
"Então este é o continente élfico..." ele murmurou.
Sua voz não demonstrava nenhuma emoção.
Ele deu um passo à frente.
Os aldeões estremeceram como se tivessem sido atingidos.
Mais um passo.
Alguém gritou.
O Rei Sem Nome expirou lentamente. A chuva havia parado, mas o chão continuava encharcado, a lama grudada em seus pés como se tentasse puxá-lo para trás.
Falhou.
"Onde quer que eu vá", disse ele em voz baixa, quase pensativamente,
"a destruição me segue."
Atrás dele, o cadáver do velho elfo jazia imóvel, olhos vazios, a vida já extinta. O Rei Sem Nome não olhou para trás.
Não havia motivo para isso.
Bem longe, nas profundezas dos territórios élficos—
Um criado corria por corredores intermináveis, a respiração ofegante, o suor escorrendo pelo rosto. Suas botas ecoavam violentamente contra o chão de pedra enquanto o pânico o impulsionava para a frente.
Ele irrompeu por portas pesadas sem bater.
Dentro do escritório pouco iluminado, um elfo estava sentado atrás de uma mesa enorme, seus olhos penetrantes se erguendo instantaneamente.
"O que é isso?" perguntou o elfo, com um tom calmo, porém tenso.
"Um gigante, meu senhor!" gritou o servo. "Um gigante invadiu nossas terras!"
O elfo se levantou lentamente.
"O que você disse?"
"Um gigante!", repetiu o servo. "Ele caiu do céu e matou um dos nossos à vista!"
A temperatura no quarto caiu.
O elfo bateu com a mão na mesa.
"Preparem as tropas", ordenou ele friamente. "Todas elas."
O criado engoliu em seco e assentiu com a cabeça.
"E informem-nos", continuou o elfo, com uma aura dourada a emergir lentamente do seu corpo,
"que eu próprio me juntarei à batalha."
Seus olhos ardiam de fúria.
"Espere por mim, gigante", sussurrou o Barão.
"Farei com que você se arrependa de ter pisado em minhas terras."
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