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Onde os Desistentes Vivem

Onde os Desistentes Vivem

Jan 07, 2026

— SISTEMAAAAA! IMAGINA! EU IMAGINO UM PARAQUED...!

TARÁ!

A frase foi interrompida pelo vácuo. O tronco inclinou para baixo e Kai despencou. O mundo virou um borrão de água branca e som de trovão. O impacto na parte de baixo foi brutal; a água gelada bateu nele como se fosse cimento. Kai soltou o tronco, foi jogado para o fundo, girou como se estivesse dentro de uma máquina de lavar e, finalmente, foi cuspido para a superfície, tossindo e lutando para respirar.

Ele conseguiu se arrastar para cima de uma rocha lisa no meio da bacia da cachoeira, trêmulo, ensopado e com os pulmões ardendo.

SISTEMA:

Nota 0 pela técnica, mas nota 10 pela resistência física. Você ainda está vivo. Milagrosamente.

Por outro lado... olhe para cima.



Kai, ofegante, olhou para o topo da cascata de onde tinha acabado de cair. Lá no alto, a Pantera Negra Dente de Sabre ainda estava na beira, observando a queda. Ela soltou um rugido de frustração que ecoou por todo o cânion, mas não pulou.

— Sobrevivi... — Kai deitou de costas na pedra gelada, rindo histericamente entre as tosses. — Chupa, gatinha... chupa, Deus Arrombado...

Mas a alegria durou pouco. Ele olhou ao redor e percebeu que a bacia onde caiu não era um lugar comum. As pedras ao redor tinham gravuras antigas e a água ali era de um azul fluorescente estranho.

AVISO DO SISTEMA:

Você entrou em uma Zona Especial: O Santuário da Mana Esquecida.

Nível de Mana do Ambiente: Altíssimo.

Sua Habilidade "Imagina!" está reagindo à mana local.



Kai sentiu suas mãos formigarem. A mana de 200/200 começou a subir sozinha, ultrapassando o limite, enquanto os símbolos nas rochas brilhavam.


— O que tá acontecendo agora? — murmurou Kai, vendo sua mão brilhar com uma luz roxa intensa.

Kai sentia o corpo vibrar como se tivesse engolido uma bateria elétrica. Suas veias brilhavam em um roxo pulsante sob a pele, e a sensação de poder era acompanhada por uma dor de cabeça que parecia que seu crânio ia rachar ao meio.

​SISTEMA:

ALERTA! COLAPSO DE MANA IMINENTE!

Se o jogador permanecer nesta zona por mais de 60 segundos, o núcleo de mana explodirá por excesso de carga.

SUGESTÃO: Corra como se não houvesse amanhã!


​— O QUÊ?! AGORA QUE EU TAVA FICANDO FORTE?! — gritou Kai, mas a dor foi mais forte. Ele se levantou aos tropeços, sentindo o corpo pesado pela energia acumulada. — MALDITA SORTE A MINHA!

​Ele disparou para longe da bacia fluorescente, subindo uma encosta de pedras com uma velocidade que nem ele sabia que tinha. No meio da corrida desesperada, o pé de Kai prendeu em uma raiz de árvore.

​POFT!

​Ele deu outro mergulho épico na terra. Com o impacto, a luz roxa que o envolvia se dissipou em uma pequena onda de choque, jogando poeira para todos os lados.

​SISTEMA:

Nível de mana estabilizado. 200/200.

Crise evitada pelo método "Cara no Chão".

Deseja marcar esta zona (O Santuário da Mana Esquecida) no seu Mapa?


​Kai cuspiu um pedaço de grama e ficou parado por um segundo, processando a informação.

​— "No meu Mapa"? — Ele se sentou, limpando o rosto sujo. — Eu tenho um mapa desde o início dessa palhaçada?

​SISTEMA:

Sim. O mapa registra os locais por onde você passa e os pontos de interesse. A arena de onde viemos no início, por exemplo, está marcada como "Propriedade Privada do Kai". É seu ponto de retorno e zona segura.


​Kai ficou em silêncio. Um silêncio perigoso. Então, ele se levantou, os olhos roxos quase soltando faíscas de raiva, e soltou o grito mais alto de sua vida:

​— POR QUE VOCÊ NÃO ME DISSE ANTES QUE EU TINHA UM MAPA E UMA ZONA SEGURA, SEU SISTEMA DE MERDA?! EU PODERIA TER VOLTADO PRA LÁ EM VEZ DE SER CAÇADO POR UMA PANTERA E CAIR DE UMA CACHOEIRA!

​Uma pequena janela surgiu, com um emoji de "dar de ombros" feito de caracteres.

​SISTEMA:

Você não me perguntou. ¯(ツ)/¯

Minha função é gerenciar o progresso, não ser seu guia turístico particular. Além disso, ver você fugindo da pantera foi o ponto alto do meu dia.


​Kai começou a puxar os próprios cabelos, rindo de puro desespero.

— Eu vou te deletar... eu juro que vou encontrar um jeito de instalar um antivírus em você e te apagar da existência!

​SISTEMA:

Boa sorte com isso. Enquanto você tenta, o mapa mostra que há uma pequena vila de refugiados a cerca de dois quilômetros daqui, seguindo o leito do rio.

Eles geralmente têm comida. E sabão. Especialmente sabão.


​Kai suspirou, derrotado. Ele abriu a interface do mapa mentalmente e viu o pequeno ponto brilhando.

​— Vila de refugiados, hein? — Ele olhou para suas roupas rasgadas, o cheiro de slime que ainda persistia e a espada enferrujada. — Se eles não me matarem só pelo cheiro, já é um lucro.

O céu, que já estava escuro, resolveu desabar. O que começou como uma garoa fina logo se transformou em uma tempestade torrencial, lavando as árvores e o corpo de Kai com uma violência gelada. Seus dentes batiam sem parar e o cansaço acumulado de dias de luta e fuga finalmente cobrou o preço.

SISTEMA:

Notificação de Status:

O odor de slime foi eliminado pela chuva. Parabéns, você está limpo... e terrivelmente encharcado.

Risco de Hipotermia: Médio.

Kai mal conseguia ler as letras flutuantes. Ele fechou os olhos por um segundo, sentindo as pálpebras pesadas como chumbo, mas forçou os pés a continuarem se movendo. Cada passo na lama era uma batalha. O otimismo relaxado que ele tinha de manhã fora substituído por um vazio de exaustão absoluta.

— Eu só... quero... uma coberta... — balbuciou, tropeçando em uma pedra.

Ele atravessou um último arbusto e, entre as cortinas de chuva, viu: pequenas luzes amareladas oscilando no horizonte. Eram casas simples, feitas de madeira e pedra, com fumaça saindo de chaminés. Uma vila.

A esperança deu um último sopro de energia, mas o corpo de Kai já tinha atingido o limite. A poucos metros da primeira cerca de madeira, seus joelhos cederam. Ele caiu pesadamente em uma poça de lama fria. A última coisa que viu antes da escuridão total foi o brilho dourado do sistema piscando em desespero.

SISTEMA:

JOGADOR! Ei, levanta!

Desmaio detectado. Iniciando modo de hibernação para preservação de energia...

Boa sorte, Kai. Tomara que alguém te encontre antes dos lobos.

O Despertar

Horas depois (ou talvez dias, ele não sabia), Kai sentiu algo quente. Não era o sol, mas o calor de uma lareira. O cheiro de terra úmida tinha sido substituído por cheiro de ervas e sopa de legumes.

Ele abriu os olhos devagar. Estava deitado em uma cama de palha macia, coberto por uma manta pesada de lã.

— Finalmente acordou, bela adormecida.

Uma voz feminina, firme e um pouco ranzinza, veio do canto do quarto. Kai tentou se sentar, mas sentiu uma pontada na testa — o galo da batida no tronco ainda estava lá.

Kai tentou forçar os braços para se levantar, mas era como se seus músculos tivessem virado chumbo. Ele mal conseguia erguer a cabeça do travesseiro de palha.

SISTEMA:

Nem tente, seu teimoso.

Status: Exaustão Crônica Severa.

Você não dormiu uma noite inteira desde que aquele Deus te jogou aqui. Seu corpo entrou em greve. Você vai ficar de molho por um tempinho, querendo ou não.

Kai soltou um suspiro anasalado, desistindo da luta. "Ótimo", pensou ele, "agora sou um vegetal".

A mulher que tinha falado se aproximou. Ela tinha um sorriso doce e acolhedor, com cabelos castanhos presos num coque frouxo e roupas simples de camponesa. O calor que emanava dela e da caneca de sopa em suas mãos era a melhor coisa que Kai tinha sentido em dias.

— Calma, rapazinho. Você parecia um boneco de pano jogado na lama — disse ela, colocando a mão na testa dele para medir a temperatura. — A febre baixou, mas você ainda precisa de muito caldo e descanso.

Nesse momento, a porta de madeira da cabana rangeu. Um homem alto, de ombros largos e mãos calejadas de quem trabalhava na terra, entrou no quarto. Ele trazia um balde de lenha seca e, ao ver a mulher, seus olhos brilharam.

— Como está o nosso pequeno náufrago, meu amor? — perguntou o homem, aproximando-se da cama e colocando a mão no ombro da esposa.

— Ele acordou agora, mas o sistema dele deve estar todo bagunçado. Ele tentou levantar e quase caiu da cama só com o olhar — respondeu ela, rindo baixinho.

O homem olhou para Kai com uma mistura de curiosidade e compaixão.

— Você teve sorte, garoto. Se minha esposa, Elena, não tivesse insistido para eu checar o barulho perto da cerca durante a chuva, você teria virado adubo. Eu sou o Marcus. Bem-vindo à Vila do Riacho.

Kai tentou falar, mas sua garganta parecia cheia de areia.

— O-obrigado... — conseguiu sussurrar.

Elena ajudou Kai a beber um pouco de água e depois começou a soprar a colher de sopa.

— Não se force. Aqui estamos protegidos. Poucos monstros se atrevem a chegar perto da vila por causa das barreiras.

Kai olhou para o canto do quarto e viu uma espada enferrujada encostada na parede, junto com suas roupas, que tinham sido lavadas e estavam secando perto do fogo.

SISTEMA:

Sabe, Kai... eles parecem ser pessoas boas. NPCs de alto nível de hospitalidade.

Mas não se acostume. O mapa mostra que o tempo está passando, e a Torre não vai esperar você tirar férias.

Kai ignorou o comentário sarcástico do Sistema. Pela primeira vez em muito tempo, ele se sentia... seguro. Mas ele notou algo estranho. Marcus tinha uma cicatriz no braço que brilhava levemente com uma cor azulada, parecida com a mana que ele viu no santuário.

— Vocês... também têm o Sistema? — Kai perguntou, ganhando um pouco de voz.

Marcus e Elena se entreolharam. O sorriso de Marcus ficou um pouco mais sério.

— Todos nós temos, garoto. Mas alguns de nós desistiram de subir a Torre há muito tempo. Preferimos viver o que resta da vida aqui em baixo, longe daquele céu azul falso.

Elena deu um último toque carinhoso na manta de Kai, pegou sua cesta de ferramentas e deu um beijo rápido em Marcus.

— Tenho que ir para a colheita antes que o sol suba muito. Marcus, cuide bem do nosso convidado. Ele ainda parece que vai quebrar se bater um vento mais forte.

Marcus riu e acenou enquanto ela saía. O silêncio da cabana foi preenchido apenas pelo estalar da lenha na lareira. O homem puxou um banco de madeira e sentou-se ao lado da cama, cruzando os braços musculosos.

— Bom, agora que a patroa saiu... como é seu nome, garoto? E que idade você tem para estar andando sozinho por essas bandas?

Kai sentiu a garganta menos seca e respondeu com a voz ainda um pouco fraca:

— Meu nome é Kai. Tenho dezesseis anos.

Antes que Marcus pudesse continuar, uma janela do Sistema surgiu bem no centro da visão de Kai, brilhando com uma cor amarela de advertência, muito mais séria do que o normal.

SISTEMA:

RECOMENDAÇÃO PRIORITÁRIA:

Kai, preste atenção. Desta vez vou te dar um conselho real.

NÃO DIGA A NINGUÉM, em hipótese alguma, que você possui uma Habilidade Única.

Neste mundo, ter o poder da "Imaginação" sem ter força para defendê-lo é o mesmo que carregar um alvo gigante nas costas. Existem pessoas que matariam ou escravizariam você apenas para usar sua mana.

Kai ficou paralisado por um segundo, os olhos roxos fixos no vazio enquanto processava o aviso. Ele não esperava que o Sistema, que até agora só sabia zoar com a cara dele, falasse de um jeito tão protetor — e sombrio.

Marcus percebeu o olhar distante do garoto e franziu a testa, preocupado.

— Kai? Você tá bem? Ficou pálido de repente... a sopa caiu mal?

Kai piscou, voltando à realidade, e deu um sorriso amarelo, tentando disfarçar a tensão.

— Tô... tô bem, sim. Só uma tontura. É que... dezesseis anos parece muito pouco para estar num lugar desses, né? — desconversou Kai, seguindo o conselho do Sistema.

Marcus suspirou, relaxando os ombros.

— É pouco sim, garoto. Mas a Torre não escolhe por maturidade, escolhe por potencial. Muitos da sua idade chegam aqui e não passam da primeira semana. 

O homem estreitou os olhos levemente, observando Kai.

— O que você planeja fazer agora? Vai tentar subir a Torre como os outros ou vai querer um lugar calmo para trabalhar na vila?

Kai deu um suspiro, tentando organizar os pensamentos sob o olhar atento de Marcus.

— Sabe... já que eu vim de outro mundo e tudo isso é muito novo, eu queria conhecer melhor como as coisas funcionam por aqui antes de me arriscar a subir a Torre. Se não for um incômodo para vocês, claro.

Marcus o encarou por alguns segundos em silêncio, uma expressão séria que fez Kai suar frio. Então, um sorriso de canto surgiu no rosto do homem.

— Então você está pedindo para ficar com a gente por um tempo, é isso?

Kai coçou a nuca, sem jeito, sentindo o rosto esquentar.

— É... basicamente isso. Sim.

Marcus soltou uma risada alta e robusta, batendo levemente no joelho.

— Hahaha! Tudo bem, garoto! Vai ser legal ter companhia e um par de mãos extras por aqui. E vou te dizer uma coisa: você deu sorte. Antes de eu me aposentar e me casar com a Elena, eu era um cavaleiro de nível 30.

Kai arregalou os olhos. Nível 30 era quase o dobro do dele.

— Larguei tudo aos 26 anos por causa do amor e hoje, aos 34, prefiro cuidar da minha horta. Mas — Marcus apontou para a espada enferrujada no canto — eu ainda lembro como se maneja uma lâmina. Posso te ensinar o básico antes de você decidir partir. Um espadachim que não sabe nem segurar o cabo não dura um andar naquela Torre.

SISTEMA:

OPORTUNIDADE DETECTADA:

Um ex-cavaleiro de Nível 30 como mentor?

Isso é melhor do que qualquer tutorial que eu poderia te dar.

Sugestão: Aceite antes que ele mude de ideia e te mande capinar o lote.

Kai ignorou o deboche do Sistema, mas sabia que era verdade. Com sua habilidade "Imagina!" ainda no nível zero e sem técnica nenhuma, ele era carne para canhão.

— Eu aceito, Marcus! Por favor, me ensine — disse Kai, com determinação.

— Ótimo — Marcus se levantou, a aura de um veterano começando a aparecer apesar das roupas simples. — Descanse hoje. Amanhã, quando o sol nascer, a gente começa. E já vou avisando: eu sou um professor muito mais chato do que aquela sua janelinha flutuante.


Kai passou o resto do dia descansando, enquanto as palavras de Marcus ecoavam em sua mente. O calor da lareira e a barriga cheia ajudavam o corpo a se recuperar, mas a mente de Kai não parava de girar.

No meio da noite, quando o silêncio dominava a cabana, a interface do Sistema brilhou suavemente, num tom de azul profundo.

SISTEMA:

Ei, Kai. Está acordado?

Escuta... esse treinamento com o Marcus vai ser bom, não me entenda mal. Ter um mentor de Nível 30 para te ensinar técnica de espada é um luxo que poucos iniciantes têm.

Kai olhou para a tela, intrigado com o tom quase sério do Sistema.

— O que você quer dizer com isso? — sussurrou Kai. — Se é bom, por que sinto um "mas" vindo aí?

SISTEMA:

O "mas" é que não é o suficiente.

O Marcus vai te ensinar a lutar como um humano, como um cavaleiro. Isso é ótimo para sobrevivência básica. Mas você não é um jogador comum. Você tem "Imagina!".

Se você focar apenas na espada, sua Habilidade Única vai continuar no Nível 0 para sempre. Você precisa aprender a fundir a técnica dele com a sua criatividade.

Kai se ajeitou na cama de palha, pensativo.

— Então eu tenho que treinar as duas coisas ao mesmo tempo? Sem que ele perceba?


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