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A Flor Negra da Cerejeira

Sussurros na Penumbra

Sussurros na Penumbra

Jan 09, 2026

Com as luzes apagadas, Ryotaro olhava para o teto. Por que Aiko lhe dera atenção? Ela era popular, mas diferente.

— Aiko Takane… — sussurrou, estreitando os olhos. — Heh. Se conheço bem as populares, sei que ela vai desistir rapidinho. Amanhã, vai fingir que nem me conhece.

Porém, um vibrar na mesa de seu quarto chamou sua atenção. Ao pegar o celular, viu uma mensagem de um número desconhecido:
Oiii! É a Aiko! Peguei seu número com a secretaria (por favor, não briga comigo 😅). Só queria dizer… obrigada por me salvar. De verdade.

Ryotaro congelou. No mesmo instante, pensou em só desligar o celular. Porém, antes que desligasse a tela, seus dedos se moveram e digitaram:
Não precisa agradecer. Só fiz o que tinha que ser feito.

E enviou. Aiko, ao receber a mensagem, sorriu suavemente. Logo, digitou:
Ei, deixa eu te perguntar: você quer tomar um café comigo?

Ryotaro ao ler a mensagem, arregalou os olhos e, sem querer, deixou o celular cair no rosto. Logo, pegou o celular de novo, e respondeu:
Hein?! Como é esse assunto?!

Aiko, ao ver o constrangimento que podia ter causado, ficou vermelhinha e digitou rapidamente:
É! Mas… nada demais, só tomar um café, comer algo e conversar! Só isso… o que me diz?

Por um momento, Ryotaro pensou em recusar. Afinal, por que ele iria? Porém, algo dentro dele falou mais alto. Antes que pudesse pensar duas vezes, mandou:
Tá… pode ser.

Aiko, ao ver que ele havia aceitado, deu um pulinho na cama e tampou a boca para não acordar os pais e o irmão.
“Ele aceitou!”,pensou, abraçando uma almofada, até meio corada. Logo, pegou o celular de novo, e digitou:
Beleza! Tem uma cafeteria lá perto do colégio que é bem boa. Tem até gatos lá! É facinho de encontrar. Te espero, Ryotaro!

Ryotaro apenas reagiu à mensagem com um joinha, e deitando a cabeça no travesseiro de novo, suspirou.
—Essa garota… — ele disse, fechando os olhos. Logo em seguida, se viu corado até a raiz do cabelo. — E ela tocou justamente no meu ponto fraco!

Aiko, por outro lado, ria baixinho, ainda abraçada ao travesseiro. Nem ela acreditava direito no que tinha acabado de fazer.

No dia seguinte, Ryotaro acordava com o som do despertador. Como sempre, desligou o alarme e sentiu uma enorme vontade de continuar deitado. Porém, Megumi, sua mãe, já batia em sua porta.
—Ryotaro! — ela disse, a voz cansada. — Anda, levanta aí.
—Já vou — ele disse, se levantando com dificuldade.

Vestindo suas roupas habituais, incluindo o moletom preto, logo saiu do quarto. Encontrou Megumi e Ryu tomando café normalmente. Porém, logo Megumi reparou na expressão de Ryotaro. Ele parecia lembrar de alguma coisa que o fez corar discretamente.
—No que tá pensando, filho? — Megumi perguntou.
—Em nada — Ryotaro respondeu, quase que instantaneamente. — Por quê?
—Nada, só curiosidade. É que eu não te vejo com as bochechas vermelhas desde aquele caso com a senhorita Hoshina.

Isso fez Ryotaro engasgar com o café.
—Mãe! — Ryotaro disse, tossindo. — A gente já falou sobre isso!
—Hoshina… — Ryu disse, tentando puxar da memória. — Ah! É aquela garota que vivia te dando chocolate no Dia dos Namorados?
—Pai! — Ryotaro exclamou, ficando mais vermelho e enterrando o rosto nas mãos.

Megumi riu baixinho, enquanto Ryu apenas sorria de canto.
—Tudo bem, não vamos tocar nesse assunto — Megumi disse, levantando as mãos em sinal de paz. — Mas me fala, por que estava corado?
—Já disse, nada — Ryotaro disse, tirando o rosto um pouco para fora das mãos.
—Ninguém fica corado por nada, Ryotaro — Ryu disse, tomando um gole de café. — Aconteceu algo ontem?

Ryotaro olhou para os pais, e no mesmo instante se viu novamente naquela rua, salvando Aiko de ser atropelada. Lembrou do olhar agradecido, do sorriso dela, de seus olhos amarelos brilhantes. Tudo veio como um turbilhão em sua cabeça. Queria contar sobre ela, mas hesitou.

— Não é nada… — Ryotaro disse, por fim. — Só a escola. Coisa boba, sabe?

Megumi olhou novamente para Ryotaro, com um olhar clínico que só as mães têm.
—Hm — ela disse, estreitando os olhos. — Isso é estranho, filho.
—Desde quando eu não sou estranho? — Ryotaro rebateu, dando de ombros.

Ele então levantou, pegou a mochila e declarou que estava indo. Após dar um beijo de despedida em Megumi, saiu de casa. Enquanto caminhava em direção à escola, colocou os fones de ouvido, e no celular pôs um rock animê que gostava muito de ouvir, para ver se os pensamentos sobre Aiko sumiriam de sua cabeça.

Ainda assim, a lembrança do dia anterior não parava de vir.
—Merda! — ele pensou, apertando os olhos. — Sai da minha cabeça, Takane! Por que eu tô pensando tanto nisso?

Enquanto isso, Aiko, que morava perto da escola, provava seu sexto conjunto de roupa. Seu irmão mais novo, Masahiro, ao vê-la, perguntou:
—Oh mana, por que tá trocando tanto de roupa? Vai para um encontro?

A pergunta inocente fez Aiko congelar. Logo, um rubor subiu pelo seu rosto com força.
—Q-quê?! — ela disse, rindo nervosa. — Não… por que você acha isso, maninho?
—É que você tá aí falando sozinha, se trocando e arrumando o cabelo há um tempinho — Masahiro disse, inclinando a cabeça. — Fora que você dormiu ontem com um sorriso bem boboca.

Aiko ficou ainda mais vermelha. E pra piorar tudo, Misao, sua mãe, e seu pai, Kenji, também apareceram na porta.
—Um encontro, filha? — Misao disse, com a sobrancelha arqueada. — Com quem?
—Bem, isso já remove minhas suspeitas de que você gosta de mulheres — Kenji disse, dando de ombros.

Aiko levou as duas mãos ao rosto, completamente em chamas.
—N-NÃO É UM ENCONTRO! — Ela quase gritou. — Eu… eu só vou… tomar um café! Com um amigo!
—Amigo? — Misao repetiu, cruzando os braços. — E desde quando você tem amigos homens?
—Eu tenho amigos homens! — Aiko mentiu, na maior cara de pau. — E outra… ele me ajudou ontem.
—Ajuda de que tipo? — Kenji perguntou, arqueando a sobrancelha.
—É que… — Aiko disse, ponderando as palavras. — Ontem, ele… só me salvou de… ser atropelada.

O silêncio que se instalou na casa foi imediato e tumular. Misao levou a mão à boca, assustada. Kenji se endireitou, preocupado.
—Você tá bem, filha?
—Eu tô, mãe — Aiko respondeu. — Ele… me puxou a tempo.

Kenji respirou fundo, colocando as mãos na cintura — porém, sua expressão era totalmente diferente.
—Então… esse garoto te salvou — ele murmurou, reflexivo. — Heh. Já gosto dele.

Aiko ficou ainda mais vermelha.
—Pai!
—Kenji! — Misao o cutucou no braço, mas claramente se divertia.
—Ué, mas ele salvou nossa filha — Kenji rebateu. — Merece no mínimo respeito.
—Pai! — Aiko disse, batendo o pé. — Não precisa agir como se eu fosse casar amanhã!

Misao, mais calma, encostou a mão no rosto de Aiko.
—Filha… cuidado, ok? E leva uma blusa, tá? Vai esfriar.
—Tá bom, tá bom… — Aiko disse, pegando uma bolsa. — Eu vou indo. Não é um encontro!
—Tá bom — Kenji disse, dando de ombros. — Só vou ignorar que você esteja passando perfume.

Aiko parou no meio do corredor.
—EU SEMPRE PASSO PERFUME, PAI!! — Aiko berrou, envergonhada.

Masahiro caiu na risada. Misao também. Kenji também riu, mas de forma mais contida.
—Beleza, filha. Boa sorte com… o “café”.
—AHHH!!!!

E Aiko saiu correndo, com o rosto tão vermelho que poderia explodir. Na rua, respirava fundo, repetindo:
—Não é um encontro… não é um encontro… é só um café… com um garoto… que te salvou… e tem olhos de prata… AH NÃO! PARA, CÉREBRO!!

Enquanto isso, Ryotaro chegava ao portão da escola, tentando ao máximo manter sua fachada de durão. Sua mente era um caos.
—Por que eu aceitei? — ele dizia. — Seria melhor ter deixado o capô acertar ela…

Foi só pensar que quem veio dessa vez foi o karma instantâneo. Estava tão distraído que nem viu uma pilastra na frente dele. Resultado? Deu de cara nela.
—AAH! — ele fez. — FILHO DA… AAAH!

Ryotaro olhou para todos os lados, procurando ver se alguém tinha visto. Achou que não, mas ouviu duas risadinhas masculinas atrás dele, além de um cochicho:
—Ah lá… o Fantasma Negro perdeu no X1 pra uma coluna!

Imediatamente, Ryotaro olhou para os dois meninos com um olhar tão assustador que os dois gritaram e saíram correndo. Esfregando a testa, entrou no colégio. Como costumava chegar muito cedo, foi até sua sala e se sentou em sua carteira habitual: perto da janela, na última fileira. Enquanto esperava, pegou o celular e decidiu folhear algumas fotos antigas. Haviam memórias boas, como seu primeiro gato, e ruins, como quando levou uma mordida de um cachorro.
—Odeio cachorros… — suspirou, sentindo um arrepio.

Folheou mais algumas fotos até chegar em um vídeo de quando era pequeno. E quem estava com ele? O seu primeiro e único amigo, Yahiko. Eles corriam de um lado para o outro, brincando. Quando Ryotaro conseguiu o pegar, derrubando-o na grama e o abraçando, o amigo disse:
“Você é meu melhor amigo,Ryotaro! A gente vai ser amigo pra vida toda!”

Ao ouvir aquelas palavras, deixou o celular cair na carteira, e sem perceber, já até havia começado a chorar. Tapou os olhos com as mãos, e sussurrou, sua voz trêmula:
—Yahiko… Yahiko… meu amigo…

Imediatamente, lembranças vieram com força: a fachada do hospital, o quarto branco, os bips da máquina, o ar escapando lentamente dos pulmões do amigo.
—Ryotaro… — ouviu claramente a voz dele, como se estivesse na sua frente. — A gente… ainda vai desenhar junto, né?

Ryotaro engoliu em seco com tanta força que sentiu a garganta doer.
—Yahiko… eu te prometi… — sussurrou.

Ele havia prometido. Porém, não conseguiu cumprir, e isso o enchia de culpa. Tentou respirar fundo, mas simplesmente não conseguia. Então, sussurrou mais alto do que pretendia, um sussurro cheio de dor:
—YAHIKO!!

Ryotaro mal percebeu quando alguém entrou na sala. Só notou quando ouviu passinhos lentos e hesitantes se aproximando. Imediatamente, ele limpou o rosto com a manga do moletom, respirando fundo.
—…Ryotaro? — uma voz suave chamou atrás dele.

Ele congelou na mesma hora. Aiko estava na porta da sala dele, segurando os livros contra o peito. Seus olhos dourados brilhavam naquele início de manhã, mas tinham algo diferente: preocupação.
—Takane? — ele disse, tentando manter a voz firme, mas acabou saindo meio rouca.

Aiko deu mais dois passos, quase tropeçando no próprio pé de tão nervosa.
—Ah… desculpa, eu… — ela gaguejou, desviando o olhar. — Eu não devia ter entrado assim. É que eu te vi meio… estabanado, e aí… eu pensei que você tinha batido a cabeça.

Ryotaro corou. Ela tinha visto.
—Eu não bati — ele mentiu descaradamente. — Eu… só tropecei. Nada além disso.
—Aham — ela fez, com um sorriso de canto. — Sei.

Ela se aproximou um pouco mais, se sentando em uma cadeira ao lado dele, e só então reparou no celular de Ryotaro, que estava com a tela ligada e o vídeo pausado no mesmo instante que Yahiko abraçava Ryotaro. Aiko, ao ver aquela imagem, suavizou sua expressão.
—Ryotaro — ela chamou. — Quem é ele? É seu amigo?

A pergunta de Aiko ecoou como uma fina lâmina. Ele cerrou os punhos sobre os joelhos. Seu primeiro instinto foi rosnar: “Não é da sua conta…”. Mas a voz morreu na garganta. Ele olhou diretamente nos olhos de Aiko, e viu naqueles dois lagos dourados uma preocupação genuína.
—Ele… era meu amigo — Ryotaro por fim disse. — O nome… é Yahiko.

Aiko não disse nada. Ao invés disso, se inclinou um pouco, como se dissesse “estou ouvindo”. E para a sua própria surpresa, ele continuou:
—O Yahiko foi o único que realmente quis ser meu amigo. Ao contrário das outras crianças, que me achavam esquisito e assustador, ele não achava nada disso. Ele era o único que realmente me fazia rir.
Ryotaro então fechou os olhos,as lembranças voltando com força.
—Um dia, o Yahiko não começou a se sentir bem. Ficou doente, muito doente. Ele logo foi hospitalizado, e eu descobri que ele… tinha um câncer no cérebro.

Aiko tapou a boca com a mão, um suspiro preso escapando por seus dedos. Seus olhos começaram a marejar.
—Ele ficou meses naquele hospital — Ryotaro disse, sua voz começando a embargar. — Eu visitava ele todo dia depois da aula. Levava as tarefas, contava as fofocas… o Yahiko tinha o sonho de ser um grande mangaká, e sempre pedia pra eu desenhar com ele. Ele adorava desenhar super heróis — ele respirou um pouco, tentando impedir as lágrimas de caírem. — Eu prometi pra ele que, quando ele saísse do hospital, iríamos fazer um mangá incrível.

O silêncio que se seguiu só foi quebrado pelo burburinho dos primeiros alunos começando a chegar.
—Ele… não saiu — Ryotaro disse, a frase saindo fraca de sua garganta e as lágrimas escorrendo por seu rosto. — Aquele maldito câncer… matou ele. E no fim, eu… não cumpri com a minha palavra. Eu não passo de um tratante!

E então, sem se importar se mais alguém visse além de Aiko, Ryotaro tapou o rosto com as mãos e chorou de novo. Aiko, ao ver ele chorar daquele jeito, não evitou que suas próprias lágrimas caíssem.

A sala começou a encher de alunos, e o burburinho começou a crescer. Ryotaro, ainda com o rosto escondido, sentiu um toque suave e hesitante no seu ombro. Era Aiko. Ela ficou quieta, não oferecendo nenhuma palavra vazia de consolo. Só ficou ali, oferecendo sua presença. Ele não a afastou.
—Por favor — Ryotaro pediu, enxugando as lágrimas com um movimento brusco. — Esquece tudo que eu disse.
—Não vou esquecer, Ryotaro — Aiko respondeu, sua voz suave, porém firme. Seus olhos ainda estavam úmidos, mas ela lhe ofereceu um pequeno lenço de pano, com estampa de gatos. — E, honestamente, não acho que você seja um tratante.

O sinal do colégio soou alto, anunciando o início das aulas. Alunos riam, arrastavam cadeiras e abriam suas mochilas, sem notar o turbilhão emocional que ocorria no fundo da sala.

Ryotaro pegou o lenço que Aiko lhe ofereceu, seus dedos ainda trêmulos cerrando-se em volta do tecido macio.
—Obrigado… — ele sussurrou, limpando o rosto.

Aiko levantou da cadeira, seu coração batendo com força. Sentiu uma pitadinha de ansiedade ao reparar que alguns alunos olhavam diretamente pra eles.
—Eu… eu vou pra minha sala — ela sussurrou, segurando os livros com força. — A gente… a gente se vê depois, na cafeteria?

Ryotaro olhou para ela, a dor ainda presente em seus olhos prateados. Porém, havia algo mais: um fio de confusão. Ele não conseguia entender: havia se exposto daquela maneira, e ela não fugiu, riu ou desprezou. Ela ficou.
—Ok — ele respondeu, sua voz ainda meio rouca. — Me encontra no portão da escola, depois da aula.
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