Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

A Flor Negra da Cerejeira

O Preço da Coragem

O Preço da Coragem

Jan 09, 2026

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Blood/Gore
  • •  Physical violence
Cancel Continue
O silêncio que se seguiu após a música foi intenso, carregado de energia elétrica. A única coisa que se ouvia era a respiração ofegante e rouca de Ryotaro e o zumbido do ar condicionado. O microfone ainda pendia em sua mão, seu peso insignificante comparado ao vazio que ficou após o grito.
Aiko ficou paralisada, sua boca levemente aberta. Ela nunca viu nem ouviu algo parecido com aquilo. Não era apenas um desempenho de karaokê. Era um desabafo, uma catarse visceral que deixou as paredes da sala tremendo. A expressão de fúria, dor e liberação no rosto de Ryotaro enquanto ele gritava aqueles intermináveis 17 segundos ficaria gravada em sua memória para sempre.
— Ryotaro… — ela sussurrou, sua voz sumida.
Ele nem parecia ter ouvido. Seus olhos cinza estavam fixos na tela, onde a pontuação perfeita soava como um troféu irônico. 100%. Ele dominou a música, extraído cada gota de agonia e a transformou em som. Mas agora, no vazio que sentia, tinha apenas a garganta ardendo e as pernas tremendo.
Com um movimento lento, quase robótico, Ryotaro se levantou, colocando o microfone no suporte com um click suave. Seu corpo ainda tremia.
— Miú… — ele tossiu, sua voz completamente destruída, apenas um fio áspero de som. — Acho… que eu exagerei.
Aiko finalmente se moveu, fechando a distância entre eles, e o alcançou uma garrafa de água que haviam pedido.
— Aqui, bebe.
Ryotaro pegou a garrafa com as duas mãos trêmulas, seus dedos se encontrando com os dela por um instante. Um choque quente percorreu todo o corpo de Aiko, mas não recuou. Ele abriu a garrafa e bebeu grandes goles, alguns escorrendo pelos cantos de sua boca e misturando-se ao suor do seu pescoço.
— Valeu — ele sussurrou, limpando a boca com as costas da mão.
— Eu que agradeço — Aiko respondeu, sua voz suave. — Por ter me mostrado isso. Por… ter confiado em mim pra isso.
— Não foi bem confiança. Foi… necessidade.
Aiko entendeu no mesmo instante. Ela já tinha visto a necessidade daquilo desde o dia que decidiu o espionar, mas só agora ela tinha entendido a profundidade daquilo.
— Que tal algo mais leve dessa vez? — ela disse, tentando mudar o clima. — Por mim?
Ryotaro olhou para a tela, depois para o microfone, e finalmente para Aiko. Seu rosto, antes uma máscara de dor, suavizou um pouco. Ainda havia um pouco de cansaço, mas havia também um resquício de algo novo — talvez alívio.
— Tá bem — ele disse, sua voz ainda áspera. — Mas você escolhe. Nada de gritos, por enquanto.
Aiko sorriu, genuinamente aliviada, e foi até o painel. Escolheu uma música pop animada e descontraída, algo que ela sabia que Ryotaro normalmente desprezaria, mas que com certeza faria o ambiente ficar mais leve. Quando a música começou, ela puxou ele para o centro da sala, segurando o segundo microfone.
— Vamos! Não tem como errar essa!
— Miú?! — ele fez, um pouco assustado. — Tem certeza?
— Absoluta! Vamos!
A música era animada e descontraída, com uma letra açucarada. Aiko dava pulinhos no lugar, dançava e cantava com animação, enquanto Ryotaro segurava o microfone como se fosse um espadachim segurando um buquê de flores. No começo, ele não sabia como agir direito, e Aiko teve que o animar, dizendo:
— Vamos, Ryotaro! Não precisa ter vergonha!
— Eu… não sei se consigo — ele disse, desviando o olhar.
— Vai lá! Consegue sim!
Ryotaro engoliu em seco, e se juntou com ela. No começo, sua voz era baixa, mas logo tomou força. Os olhos de Aiko brilharam ao ver ele conseguir juntar coragem, e logo suas vozes, a dela doce e aguda, e a dele áspera e mediana, combinavam perfeitamente. Ryotaro começou até mesmo a chacoalhar os ombros.
O resto da tarde no karaokê foi recheada de músicas J-pop, músicas de anime e terminou com o primeiro encerramento de Dragon Ball Super, outro anime que os dois também gostavam muito. Quando saíram do lugar, já era noite. Os dois caminhavam conversando sobre o anime recém descoberto quando viram, ao passar por um beco, uma figura humana caída ao chão. 
— Ryo-kun? — Aiko disse, puxando a manga do moletom dele.
— Já vi — ele retrucou.
Os dois se aproximaram da figura, e ao verem de perto, perceberam três coisas: a primeira era que era um jovem, a segunda era que parecia que ele havia levado uma surra, e a terceira que não era qualquer pessoa.
— Meu Deus — Aiko disse, tapando a boca ao ver quem era.
— Kaito? — Ryotaro disse, engolindo em seco.
Kaito, quase sem forças, abriu o olho esquerdo, e em um sussurro rouco, murmurou:
— Por favor… me ajuda, Sato…
Ryotaro olhou para Kaito com um olhar analítico, vendo onde ele podia estar ferido. Viu que seu olho estava roxo e seu nariz quebrado, além de um rasgo sangrento em sua perna.
— Quem fez isso com você, Kaito? — ele perguntou.
— O… Takeru… — ele tossiu, seu corpo começando a tremer.
— Takeru? — Aiko disse, pasma. — O mesmo que saiu do colégio e foi pra Yakuza?
— É, esse merdinha mesmo… — Kaito respondeu, tossindo mais.
Ryotaro então agiu. Retirou a mochila das costas, e rapidamente tirou de dentro dela gaze, esparadrapo, faixas e álcool. Com precisão cirúrgica, limpou o ferimento de Kaito e o enfaixou. Seus movimentos eram firmes e decisivos. Logo, ele estava mais ou menos limpo.
— A gente chama uma ambulância pra você — Ryotaro disse, sua voz firme. — Aiko, chama ela aí.
Aiko assentiu, e pegou o celular. Enquanto falava com o atendente, Ryotaro manteve a guarda na boca do beco, caso Takeru resolvesse voltar. Quando Aiko desligou, ela disse:
— Eles chegam em cinco minutos.
— Beleza — Ryotaro retrucou. — Eles já chegam, Kaito. Aguenta firme.
Kaito só grunhiu em resposta. Ryotaro olhava de um lado para o outro, seus olhos atentos procurando por qualquer pessoa suspeita. Foi quando viram um sedã preto passar por eles e parar alguns metros à frente. Dele, saiu um homem, um pouco mais velho que Ryotaro, usando um terno de cor vinho. Tinha uma cicatriz na sobrancelha, e era bem mais alto que Aiko, embora fosse mais baixo que Ryotaro.
— Takeru… — Ryotaro disse, seu olhar calmo e frio olhando no fundo dos olhos dele.
— Ryotaro Sato — Takeru disse, sorrindo de canto. — Faz tempo, não é?
— Faz sim. Você fez isso com o Kaito? Por quê?
— Esse moleque me deve uma boa quantia há dois meses. E eu não gosto nem um pouco de caloteiros.
Ryotaro suspirou, e com a voz firme, perguntou:
— E se ele não pagar?
— Ah, sabe como é, Sato — Takeru respondeu, dando de ombros. — Digamos que… acidentes acontecem. Um curto circuito, uma queda desajeitada… uma gravidez indesejada.
Ao ouvir aquilo, Ryotaro entendeu na hora o que aquele nojento faria. E ele ousou dizer a última parte olhando diretamente para Aiko. Uma raiva vulcânica, mas ainda assim calculada, se apossou de Ryotaro. Ele então disse, sua voz com uma calma contida, mas carregada de fúria assassina:
— Chegue perto da Takane… e nem toda a sua família de criminosos vai me impedir de te mandar pro fundo da terra.
Aquilo fez o sorriso de Takeru desaparecer. Ele não estava acostumado a receber ameaças, principalmente vindas de um estudante. Geralmente era ele quem dava as ameaças. Ele estalou o pescoço, e disse, sua voz raivosa:
— Tá achando que eu sou qualquer um, Sato? Eu sou um Yakuza! Um dos mais respeitados! Eu…
— Você é um babaca — Ryotaro interrompeu. — Um babaca nojento, que me dá ânsia só de olhar. Some da minha frente, antes que eu te faça se arrepender.
Aquilo foi o gatilho para Takeru. De fato, ele não tinha muito controle emocional. Logo, tentou acertar um soco no rosto de Ryotaro. Aiko, ao ver o movimento, tapou os olhos com as mãos. Porém, o garoto quieto nem se mexeu direito. Nem ao menos tirou as mãos do bolso. Apenas inclinou a cabeça para o lado oposto do golpe, e passando por debaixo do braço de Takeru e ficando atrás dele, acertou um ponto de pressão no pescoço do Yakuza que o fez cair desmaiado na mesma hora.
— E depois dizem que os animes não ensinam nada — Ryotaro disse, limpando a poeira da roupa.
Aiko abaixou as mãos lentamente, esperando pelo pior, e viu o yakuza troglodita caído no chão, sobre os pés de Ryotaro, que o olhava com desprezo, como se tivesse acabado de pisar em uma barata. Cheia de alívio, seus olhos se encheram de lágrimas, e ela correu até ele, o abraçando com força. Ryotaro ficou completamente surpreso e paralisado com o gesto, e ela disse, sua voz embargada:
— Você podia ter se machucado! 
O abraço de Aiko foi tão quente, tão repentino e tão forte que deixou um laço de alívio e medo que apertou Ryotaro de uma forma que ele ficou sem reação. Seus braços se ergueram, saindo rapidamente dos bolsos do moletom, enquanto o cheiro dela, um perfume delicioso de cerejeira, invadia suas narinas e seus sentidos. Ela nem se importava de estar no meio da rua. Para ela, a opinião pública nem importava, comparado ao alívio em seu coração. Aquela proximidade, para o garoto, era ao mesmo tempo aterrorizante e… reconfortante? Ele não sabia dizer.
— Eu… eu tô bem, Takane — ele sussurrou, sentindo suas mãos tremerem. Sua voz era suave. — N-não… precisa se preocupar.
Aiko se afastou um pouco, as lágrimas ainda brilhando nos seus olhos dourados, mas um leve rubor subiu por seu rosto ao perceber a intensidade de seu gesto e o local.
— Desculpa, é que… você podia ter se machucado, Ryo-kun. Ele… era perigoso!
— Relaxa, não se preocupe com isso. Esse cara não tinha chance nenhuma contra mim.
Logo, o som das sirenes de uma ambulância e um carro da polícia soaram na noite escura, fazendo Aiko dar um pulinho no lugar. Ryotaro colocou novamente as mãos no bolso, e viu os carros chegando em alta velocidade. Ele acenou para eles, e pararam perto dali. Paramédicos pularam da ambulância, e logo colocaram Kaito em uma maca. Enquanto isso, dois policiais saíram da viatura, e chegaram perto de Ryotaro e Aiko.
— O que houve por aqui? — perguntou um policial mais velho, com um bloco de notas. 
— Esse sujeito, Takeru Shinazukawa, é um yakuza cobrador de dívidas — Ryotaro começou. — A vítima, Kaito Tanaka, tinha dívidas com ele, e Takeru cobrou de forma… desmedida, digamos assim. Quando achamos Kaito, ele voltou e além de tentar me agredir, ameaçou minha amiga, Aiko Takane, de violência sexual. Se houver algo a mais, eu não saberei dizer.
A explicação de Ryotaro foi direta, rápida e entregava Takeru de bandeja. Aiko, ainda meio abalada, confirmou tudo com um aceno firme, embora a sua voz ainda tremesse. Os policiais, ao ouvirem o nome “Shinazukawa” e verem o sujeito desmaiado no chão, trocaram um olhar sério. Eles conheciam o clã. Aquele beco tinha acabado de se tornar um ponto de interesse deles.
O policial mais jovem cuidou de Takeru, que começava a redobrar a consciência, o algemando e colocando na viatura. Takeru lançou um olhar mortal para Ryotaro, que respondeu com seu olhar frio e sério, como se dissesse: “Quero ver você tentar”. O mais velho voltou-se para os dois.
— Vocês vão precisar vir à delegacia prestar depoimento. É protocolo, principalmente envolvendo um membro da Shinazukawa.
Ryotaro assentiu, mantendo a expressão neutra, mas Aiko sentiu um frio na espinha. Delegacia. Era algo completamente diferente da sua vida de estudante popular.
— Posso ligar para meus pais? — Aiko perguntou, sua voz pequena.
— Claro, senhorita. É até recomendado.
Enquanto Aiko falava com os pais, Ryotaro aproveitou para fazer o mesmo, ligando para o pai. Ryu atendeu quase que imediatamente.
— Ryotaro? — ele perguntou. — Onde você está? Já são quase dez horas da noite.
— Eu sei, pai — Ryotaro retrucou. — Eu já tava voltando. Mas vou precisar de uma ajuda sua.
E explicou tudo, pedindo para o pai para não contar nada para sua mãe. Ryu prometeu não contar para ela, e Ryotaro pediu para o encontrar na delegacia. Desligou, e ele e Ryotaro foram para lá. Alguns minutos após chegarem na delegacia, os pais de Aiko e o pai de Ryotaro chegaram. Misao e Kenji estavam pálidos e preocupados, enquanto Ryu mantinha a expressão calma. Os dois primeiros, ao verem Aiko ilesa e Ryotaro com ela, a tensão em seus rostos diminuiu um pouco, mas a preocupação permaneceu.
— Esse garoto… sempre no centro das confusões, não é? — Kenji sussurrou para a esposa, mas havia um resquício de respeito em sua voz.
— Quem é esse? — Misao perguntou ao ver Ryu.
Ryotaro, ao vê-los, cumprimentou os pais de Aiko e apresentou Ryu para eles, além de apresentar Aiko para o pai. A expressão dele se suavizou ao ver Aiko e descobrir que ela era sua amiga. Logo, Ryotaro e Aiko foram dar seus depoimentos. Nenhum dos dois omitiu nada.
Quando terminaram, já era quase uma hora da madrugada. Quando Ryotaro foi se despedir de Aiko, ele viu em seu olhar que ela não queria se separar dele. Por outro lado, ele não tinha coragem de pedir para o pai para poder dormir novamente na casa dela, nem queria incomodar os pais dela. Por sorte, seu pai disse:
— Sabe, a sua filha é a primeira amiga em anos que meu filho tem. E vejo que ela não quer se separar dele tão cedo. Gostaria de passar a noite em nossa casa, senhorita Aiko?
— Hã?! — Aiko fez, pega de surpresa. — E-eu… não quero incomodar…
— Não se preocupe com isso — Ryu disse, com um sorriso gentil. — Minha esposa vai entender, e minha casa é mais perto daqui.
Aiko olhou para os pais, esperando o que eles diriam. Misao e Kenji se olharam, os olhares cúmplices, e Kenji disse:
— Eu confio no Ryotaro. Por mim, tudo bem.
ricaardovenancio
ricaardovenancio

Creator

Comments (0)

See all
Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 76.4k likes

  • Arna (GL)

    Recommendation

    Arna (GL)

    Fantasy 5.5k likes

  • Blood Moon

    Recommendation

    Blood Moon

    BL 47.9k likes

  • Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Recommendation

    Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Fantasy 3k likes

  • The Last Story

    Recommendation

    The Last Story

    GL 46 likes

  • Primalcraft: Sins of Bygone Days

    Recommendation

    Primalcraft: Sins of Bygone Days

    BL 3.3k likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

A Flor Negra da Cerejeira
A Flor Negra da Cerejeira

152 views1 subscriber

Ryotaro Sato, o "Fantasma Negro" do colégio, é um pária envolto em sombras e silêncio, carregando o trauma da perda de seu único amigo. Sua existência é uma paisagem em preto e branco, onde a dor só se aquieta nos cortes discretos em seus pulsos e no som agressivo em seus fones. Ele é a cerejeira negra — uma beleza isolada e melancólica.

Do outro lado, Aiko Takane brilha. Popular, radiante e cheia de vida, ela é tudo que Ryotaro não é. Mas até a luz tem suas rachaduras: Aiko esconde uma autofobia debilitante, um medo paralisante da solidão que a assombra nas noites silenciosas.

Um ato impulsivo de heroísmo — Ryotaro salvando Aiko de um atropelamento — despedaça as barreiras entre seus mundos. Intrigada pela tristeza profunda do "Fantasma", Aiko decide atravessar o abismo social e descobrir o homem por trás da lenda. O que começa como curiosidade se transforma em uma conexão frágil e poderosa.

"A Flor Negra da Cerejeira" é uma jornada dupla de cura. É a história de Ryotaro aprendendo a viver novamente sob a luz paciente de Aiko, redescobrindo cores através de um gato resgatado — batizado com o nome de seu amigo perdido — e trocando a dor pela música, encontrando sua voz nos acordes distorcidos de uma guitarra. É também a saga de Aiko, que descobre que sua verdadeira força está em defender o que é certo, mesmo que isso signifique enfrentar o preconceito de suas amigas e proteger o garoto que todos rejeitam.

Enquanto isso, ameaças surgem. Takeru, um yakuza perigoso, traz um perigo tangível das ruas. E Mahina Hoshina, uma figura enigmática do passado de Ryotaro, semeia dúvidas com sua obsessão manipuladora, testando os alicerces desse novo amor.

Mais do que um romance, esta é uma narrativa sensível sobre luto, saúde mental e a coragem de florescer na adversidade. É um conto sobre como duas almas quebradas podem se tornar o porto seguro uma da outra, provando que até a flor mais sombria pode desabrochar quando encontra a luz certa.
Subscribe

22 episodes

O Preço da Coragem

O Preço da Coragem

1 view 0 likes 0 comments


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
0
0
Prev
Next