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Vamos criar um clube, Pandinha!

Abril(Parte 1)

Abril(Parte 1)

Feb 01, 2026

ABRIL

 

O mês de abril se inicia e o agora não tão recente Clube de Artes tem seus três integrantes, sendo eles: Pedro Busch, o presidente, Carol Pandarim, a vice-presidente, e Castus Radioji, o novo membro. O mês anterior foi utilizado parar firmar que sim, o clube realmente existe.

A “comemoração” da Páscoa não foi para todos os alunos, e sim, somente para aqueles que tem uma relevância no corpo estudantil. Estes incluem representantes de classe, monitores, presidentes de clubes, alunos indicados pelos professores e quem participa do grêmio.

Bem, Pedro se encaixa em três categorias, mas ele não foi por não gostar das pessoas que ali estariam, principalmente as pessoas do grêmio.

Carol também se encaixa nesse grupo, mas ela odeia comemorações com um número grande de pessoas.

O Castus... Bem, ele não leva a escola tão a sério como a Carol e não é como o Pedro que tem um professor o qual o auxilia sempre que precisa (exceto o de educação física, mas ele estava doente, então não pôde comparecer).

Apesar da festa ser mínima, ainda há bagunça para ser desfeita, então, alguns voluntários de bom coração, ajudam os membros do grêmio a organizarem a sala usada.

 

-*Suspiro* Cara... Que sacooo! – diz o vice-presidente do conselho estudantil, Koby.

-Olha pelo lado bom, a gente pelo menos pode ver a Estela Freud trabalhando como empregada. – diz o presidente do grêmio.

-É realmente uma bela visão...

 

O rapaz olhava fixamente a linda representante primeiranista da sala 3. Os seus três segundos de paz foram arruinados por um rapaz mal-humorado e com olheiras.

 

-Vamo trabalhar e parar de olhar para quem não te quer?

- “O infeliz desse Jackson sempre acaba com minhas chances de cantar a Freud.” Tá~ -diz Koby, com indiferença.

 

Ao lado de Estela, estava Clara Jintan, representante da turma dita mais caótica da escola. Elas mal trocaram palavras antes deste dia e mesmo assim, uma amizade forte começou. Por querer ser a próxima presidente do conselho estudantil, a primeiranista queria ter ensinamentos de pessoas experientes e bem, digamos que a sala 7 não é lá muito fácil de lidar e a Clara tem essa turma na palma de sua mão.

Conversa vai, conversa vem, Clara comenta sobre como foi o seu início e como a Estela estava fazendo um papel brilhante.

 

-Você é incrível por conseguir comandar aquela sala tão... Pesada. – Afirmava Clara.

-É ótimo ouvir isso de uma veterana. – Estela disse gentilmente.

 

Surge uma pergunta para Estela após pensar novamente nas palavras de Clara:

 

“...Aquela sala tão...Pesada.”

 

-Jintan.

-Pode me chamar de Clara, Estela.

-Clara, você estava em qual turma ano passado?

 

Por um momento, Clara para de esfregar as manchas de bolo que estavam na mesa. Ela se vira, olha para Estela e diz com um belo sorriso:

 

-Isso é um segredinho meu.

 

Estela, com essa dúvida plantada por sua veterana, decide continuar seu trabalho.

No fim da tarde, os alunos restantes estavam liberados para voltar para suas casas. A representante primeiranista modelo estava esperando alguém na entrada da escola. Essa pessoa aparece e é recebida com um golpe de bolsa que Estela deu-lhe na bunda junto a uma reclamação por conta da demora.

 

-Foi mal, foi mal! Tava confirmando se não tinha esquecido nada! – dizia Jackson.

-Hmpf! Quero uma recompensa por isso, viu? – dizia Estela.

-Tá bom, esfomeada, vai querer uma coxinha e um refri?

-Na real, preciso de um favor seu.

-Hm? É raro cê pedir desse jeito. Ah! É pra consertar o seu notebook de novo?

 

Estela olha pra Jackson, depois ronda seus olhos pelos arredores dos dois.

 

-Vamo pra um lugar mais vazio. – disse a garota.

-... Você conversou com ela?

 

A garota de cabelos que cobriam seus ombros confirmou com a cabeça.

 

-Relaxa. Uma hora a gente consegue tirar as respostas deles.

-Cê vai sequestrar e colocar um soro da verdade neles por acaso?

-Hahaha! Eu não sou o Batman não, Estela.

-Hehe, sei, sei...

 

Naquele momento, senti sua voz ficar um pouco aguda e ouvi um pouco de sua respiração ficar desregular. É algo sensível para ela, eu não deveria parecer tão indiferente quanto a isso.

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 

 

-Ei, novata, cê não cansa de apanhar não?

 

Dizia o rapaz loiro de pé em frente a uma menina sentada no chão cabisbaixa, com as roupas sujas e amassadas e sem um de seus sapatos.

 

-...Quebraram teu maxilar dessa vez por acaso?

-Cala a boca.

 

A menina se levanta meio cambaleante.

 

-Pode sair da minha frente, por favor?

 

Falava enquanto encarava o garoto com um olhar vazio.

 

-A vontade.

-Obrigado...

 

Ela passou por ele e caminhou em direção a luz do armazém de materiais da quadra.

 

-... A enfermaria é ao lado do laboratório de matemática, caso não lembre.

 

Ele falou alto o suficiente para ela ouvir. Suas palavras não foram respondidas.

Mais tarde do mesmo dia, Paul, enquanto ia para sua visita rotineira à diretoria, viu Ayla com alguns machucados falando, ou melhor, tentando falar com alguns professores. Ela parecia não conseguir dizer o que realmente queria. A menina gaguejava e se embolava com as palavras. O delinquente a observava sem se importar com as perguntas que o faziam.

 

-Ei, qual o nome daquela menina ali? – perguntou Paul.

-Ah, aquela de cabelos brancos? É Ayla Kitani. – Dizia uma das professoras, que também é formada em psicologia.

-Ayla, né?

-Scabanes, você sabe que isso é importante. Nós estamos preocupados com vocês que eram daquela turma.

-Tsc! Eu já disse que não vai fazer a menor diferença vocês continuarem forçando essa tal de “empatia”.

-Paul! – chamou sua atenção a diretora.

-Tudo bem, tudo bem, esse tipo de coisa é normal em adolescentes que passaram por algo traumático. Então, Paul, quero refazer uma pergunta que você não me respondeu desde a primeira vez que começamos essas sessões: o que aconteceu naquele dia da briga?

Gelo. Essa palavra resume o que Paul respondeu a professora. Ele não queria responder, ele não podia responder. Da mesma forma que os demais, Paul jurou para si mesmo que levaria aquela história junto com ele até seu túmulo.

 

-Você é psicóloga, não é?

-Uh... sou, mas, o que isso tem a ver?

-Desculpa aí, mas você tá procurando pelo em ovo. Não dá pra falar mais do que o que aconteceu. Várias pessoas sentiram vontade de sair da escola e saíram, simples.

-Mesmo com os relatos de que as mesas estavam rabiscadas com nomes, mas, quando fomos ver, elas estavam totalmente destruídas? Mesmo com o possível bullying que as pessoas que saíram faziam com pessoas de todas as salas? Mesmo com o Adrian Guzmán ter quebrado o nariz naquele mesmo dia? Você vai realmente me dizer que não teve nada além de uma simples “briguinha de adolescente”?

-Vocês que escalonaram aquilo para algo maior do que realmente foi. Quem foram os idiotas que não consertaram as câmeras que viam aquela sala pra não conseguirem resolver e no fim não ter dor de cabeça? A resposta que você tanto procura e a que vocês, professores, querem é diferente da que a gente pode dar. Então, pra ser vantajoso para ambos, pela última vez...

 

O garoto se levantou da cadeira, olhou para a professora, depois para a diretora e voltou a olhar fixamente para os olhos da professora.

 

-Não aconteceu nada.

 

A professora suspirou fortemente, tirou seus óculos e começou a falar enquanto o limpava:

 

-É assim que vocês vão querer resolver as coisas?

-...

 

Paul se manteve quieto, se virando em direção a porta.

 

-Não foram só vocês que sofreram com aquilo.

 

O delinquente continuou andando, mas antes, passou pelo professor que conversou com Ayla que já havia ido embora.

 

-Mantenha seus olhos abertos quanto aquela menina, tá bom, professor?

 

Para logo em seguida sair sem dizer mais nada.

 

-... E ele era tão bonzinho... – disse a diretora.

- “Com esse jeito?” – pensou a professora.

 * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 

 

-Hey! Hey! Hey! Hou! Hou! Hyey!

-Linda, o que é isso? – perguntou Carol.

-É o meu mais novo “treino de bruços”!

-Quê?! “Treino de bruços”? Cê tá deitada com os braços pra cima! – disse Castus.

-É que fazer flexões é difícil demais!

-Vocês duas, por que caramba tão aqui também?! – disse Pedro.

 

Os quatro estavam em um karaokê (era um bem vagabundo, mas mais uma diversão para os jovens).

 

-Ué, achei que era pra chamar a Carol também. Mas sério, eu não sabia que você gostava de vim aqui. – disse Castus.

-Não é que eu goste, foi uma mudança de planos, ok?

-Me engana que eu gosto, você queria ficar a sós comigo num lugar escuro para então... YAAAA! – gemeu em um tom agudo Castus.

-Cala a boca! cê usa qual cabeça pra pensar caramba?! – gritou Pedro.

-Ai, piadas de duplo sentido são as melhores! – falou Castus com uma voz inspirada em Jailson Mendes.

-Ô seu mer...!

 

Diante de tal situação, Carol e Linda cochichavam uma para outra sobre esses dois patetas. De repente, segurando a camisa de Castus, Pedro olhou para as duas meninas.

 

-E então, quem é essa aí?

-Ah sim, essa é Linda Morrison, uma colega de sala. – respondeu Carol.

-É um prazer te conhecer, Pedro Busch... Pera, só colega?

-Prazer. E o que ela faz aqui?

-Bem, ela acabou vindo junto com a Pandarim. – disse Castus.

-Sou tipo, parte do pacote, entende.

 

O rapaz alto, usando óculos dos quais não tinham grau e cabelos que cobriam metade de suas orelhas, olhou para Linda, que retribuiu fazendo “ok” com a mão, olhou para Carol, que deu de ombros e virou o rosto, e logo olhou para Castus, que apenas fez um joinha com as duas mãos.

 

-Ai, caralho...

 

Disse Pedro, com suas mãos enfiadas em seu rosto.

O presidente do clube de artes faria uma reunião exclusiva com Castus que não tinha nada a ver com o clube, mas o Caça-Rato, chamado assim por seu melhor amigo, se enganou e chamou Carol e, como a própria Linda falou, ela veio como parte do “pacote Pandarim, pegue um Panda e leve mais uma Morrison”.

 

-Eae, Pedrão, o que nois faz agora? – perguntou Castus.

-E eu sei lá. – respondeu Pedro.

-Que tal a gente só fazer o que pessoas normais fazem em um karaokê? – disse Carol.

-...

-...

-...

 

Os outros se entreolharam, abriram suas bocas para darem sua resposta e:

 

-Nem fud-

-Isso aí! – disse Castus.

-Sim, Carol! – disse Linda.

 

Pedro os olhou com desgosto e raiva, mas, como vivemos em uma democracia, ele aceitou sua derrota.

Era uma tarde de sábado comum, de um seis de abril comum, com preocupações comuns, com um grupo comum, em um lugar comum.

Os quatro passaram vergonha com suas vozes desafinadas cantando qualquer coisa que lhes aparecia. Chegaram a cantar “Pula, pula, pipoquinha!” (e todos cantaram juntos). Logo, começou a ficar tarde e acabou o tempo da sala. Linda foi acompanhada por Castus até sua casa e Carol foi, junto a Pedro, até o ponto de ônibus.

Linda aparentemente já havia se acostumado a ficar ao lado de seu objetivo. Os dois já estavam se dando bem desde aquela tarde de março que, para Linda, se não soubesse o que ocorreu com Carol, seria dos sonhos.

Chegando na porta de sua casa, a moça de óculos e cabelo no estilo Chanel mas com pitada de corte tigela, pensa em convidar Castus a entrar em sua residência, desistindo no final pois lembrou que seu irmão mais novo encheria o saco e atrapalharia suas chances com o rapaz estrela dos esportes e sonho de muitas meninas.

 

-Obrigada e desculpa por te fazer andar tanto, Castus.

-De boa.

-Bem, até.

-Até segunda.

 

Os dois se despediram e Castus partiu de volta para casa, pelo menos, era para ser.

 

No ponto de ônibus, Pedro reclamava de como os professores estavam o enchendo o saco recentemente para comparecer as seções (as mesmas que Paul acabou participando). Carol apenas olhava para ele com o olhar sem emoção de sempre.

 

-E se isso for sobre o clube?

-Não, não, eles só falaram comigo até agora, se fosse sobre o clube, teriam falado com vocês após eu recusar da primeira vez.

-Então foi alguma besteira que você fez. Quebrou alguma pia do banheiro?

-Já fiz muita coisa errada minha filha, mas, nos últimos meses, foi bondade pura, acho que vou virar o próximo buda de tão zen que eu tô!

 

A menina imaginou o rapaz com essa cara de peixe morto com vestes orientais, gordinho e com a mão estendida.

 

-PFFF!

 

Aquela aura de seriedade que vinha dela logo se dissipou com uma risada repentina.

 

-HEIN?! O que foi?! Se engasgou?!

-Na-não foi nada! Pff... você como buda ficaria engraçado demais...

 

Ela continuou rindo baixinho enquanto Pedro ficava ali do lado, estranhando a situação.

 

-Você é muito esquisita!

-Olha só quem tá falando, né?!

-Eu sou muito normal, tá bom?

-Se fosse mesmo não estaria num “clube de artes”!

 

Ele pensou em responder, mas ficou em silêncio, por dois segundos pensou e abriu a boca para dizer alguma coisa, depois pensou um pouco e resmungou:

 

-Pior que é verdade...

-Não é?

-Você ter razão é um perigo.

-Mas mulher sempre tem razão!

-Exatamente por isso.

-Como é que é?!

 

Ela puxou a orelha de Pedro, fazendo-o inclinar e, consequentemente, perder o equilíbrio. Seus ombros acabaram se batendo por conta do vão entre os bancos.

 

-Orra! Você é burro?!

-Você que me puxou, sua lunática!

 

Um ônibus começava a se aproximar.

 

-Ei, ei! Sai daí!

-Argh! Não dá! Acho que me prendi em algo!

-Como assim abençoada?!

-Acho que... o bolso da calça tá preso.

-Orra caramba!

 

Pedro pegou a garota como se fosse uma pelúcia e a levantou. O bolso acabou rasgando um pouco, o que fez Carol se enfurecer, mas já não tinha mais tempo para encher o seu querido presidente de tapas, sendo levada como uma criança a escada do ônibus.

 

-Até segunda, Panda!

 

Ela não podia gritar, então o xingou por trás da janela.

O rapaz voltaria agora para sua casa, se tudo que ocorreu nesse dia não tivesse sido uma coincidência. Agora, rapidamente, Pedro voltou em direção ao ponto de separação das duplas. Talvez ele chegasse no mesmo momento que Castus e assim, poderia conversar calmamente com ele.

Ao chegar no local, viu uma pessoa encostada num poste. Era o garoto a quem ele estava querendo interceptar.

 

-Ah! E ae, Pedro! Como foi?

“Essa persona é uma bela máscara, Castus.”

-Hm? Que foi cara?

-Diz aê, tá a fim de tomar um pau pra mim no futebas?

-Haha! Cê acredita mesmo que conseguiria?

anto05941
Pedro J. Busch

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