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Vamos criar um clube, Pandinha!

Abril (Parte 4)

Abril (Parte 4)

Feb 01, 2026

-Hein? O que você quer comigo, Paul?

 

Dizia uma garota a frente do delinquente.

 

-Você escutou a merda que eu acabei de falar.

 

Ele respondeu de sua forma agressiva, tentando intimidá-la.

 

-Sério mesmo que você quer isso?

-SIM, CARALHO!

 

Ela suspirou fortemente.

 

-Tudo bem, se bem que você não me interessava mais mesmo. Mas, me fala, foi outra pu** que te fez pensar nisso?

-Cala a boca.

-Tudo bem, tudo bem, já cansei também, a gente termina aqui então.

-Tsc! Vai logo pra casa.

-Sabe de uma coisa, Paul-chan...

-Hm?

-...Você não vai sair disso ileso, sua vida vai virar um inferno.

-...Que se dane! Quem é o puto que se importa? não faz diferença!

-Vocês dois foram brinquedinhos muito bons, manda um abraço ao Pedro por mim.

-Toma no c*.

-Heheheh...

 

Essa desgraçada!!!

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 

 

-Que tal isso? Fiz com base na camisa da seleção da Espanha.

-...

-...

-...

-...

-...

 

Todo o time da sala 7 estava reunido com a representante Clara. Todos com uma expressão tão neutra quanto o normal do Robert.

 

-Posso dar uma sugestão? – disse Gabriel.

-Claro. – respondeu Clara.

-Por que não coloca o escudo no lugar do nome da escola?

-... Eu também queria isso. – disse a representante.

-Então por que não faz? – falou Pedro.

-*suspiro* Não pode deixar o nome da escola de fora. – respondeu.

-Bem, a gente pode fazer desse jeito aí mesmo, não tá ruim, tá bem bonita na verdade, não é, Robert?

-Hã? É, ela tá bem lin- Ugh, quero dizer, bonita. – disse Robert, parecendo se engasgar com as palavras.

-Cê tá bem cara? – perguntou Jeffrey.

-Tô bem sim. – respondeu Robert.

-Ele tá estranhão esses tempos, né não Pedroviskys? – disse Castus.

-Isso só pode ser uma coisa...

-O quê? – falaram os quatro jogadores enquanto olhavam para Pedro.

-... MUIÉ!!!! – disse o presidente do clube de artes.

-FOQUEM AQUI SEUS BANDO DE IMBECIS!!!

-Sim, senhora. – disseram simultaneamente de forma tão perfeita que pareceu que tinham ensaiado.

 

A camisa rosa remetia a cor da sala, mesmo que não fosse tão “máscula”, era classuda a ponto de nenhuma outra sala inventar de falar baboseiras. Os detalhes em preto na parte inferior e superior da camisa junto as mangas ressaltavam o contraste entre a cor e quem a vestiria. A gola careca em preto com as siglas do nome da escola (ETELSS) no meio era deveras estilosa. No peito direito tinha o número dos jogadores. No peito esquerdo a logo da escola, que quebraria totalmente a estética do uniforme se fosse maior, ainda bem que Clara tinha um olho atento para design e percebeu isso.

 

-A do goleiro é apenas o rosa e o preto invertido. – falou Carol.

-Ficou boa pra car***o. – falou Jeffrey.

-De fato..., mas vai chegar a tempo? Só tem, tipo, uns 15 dias pro festival, não? – perguntou Robert.

-Relaxa, achei uma costureira muito boa com uma colega. Vão ficar pronta, provavelmente, no dia do festival. – disse Clara.

-Se a Clara falou tá falado! – disse Pedro.

-Isso aí! – gritou Castus.

-Viva a Clarita! – gritou Gabriel.

 

Todos os outros começaram a cantar o apelido dado por Gabriel.

 

-Clarita! Clarita! Clarita!

-Vocês cinco são retardados, só pode!

 

Logo após xingá-los, começou a rir do jeito ridículo de como aquele grupo se divertia.

 

Vocês são idiotas demais. É esse tipo de coisa que me faz pensar o quão bom é ser parte disso! E olha como ele tá sorrindo, até antes das aulas iniciarem eu não o vi dar um sorriso que não fosse por educação. Pedro, te ver rindo e se permitindo sentir de novo me faz lembrar do quão horrível foi nos ver totalmente destruídos, tanto por fora quanto por dentro.

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

-Hã? Festival? Aé, vai ter isso na escola. A maior parte do pessoal tá dizendo que vocês vão ser os campeões... Vocês são tão bons assim?... Imaginei, apesar de ter favoritos, nunca tem jogo ganho, né?...

 

Carol estava sentada em sua cama enquanto conversava pelo telefone com Pedro. O rapaz, do outro lado da linha estava...

 

-...Dá pra parar de mastigar enquanto fala? – reclamou a moça.

 

...Esbagaçando um pão com mortadela, sua janta daquele dia, talvez de amanhã também.

 

-Preciso comer minha filha. Vou jogar daqui a duas semanas, tenho que tá bem nutrido até lá.

-Com essa alimentação vai desmaiar no meio do jogo.

-Fazer o que, é o que tenho pra comer.

-Ué? E seus pais não fazem comida não?

-Eles sequer moram comigo.

-...Como você consegue ser tão... “Assim”?

-Assim como?

-O quanto você não se importa com o quão ferrado você é?

-Vai ter uma hora que nada te afeta mais. É como se fosse uma geladeira. O barulho no início é incômodo, mas, depois de um tempo, você passa a ignorar esse ruído.

-...Bela analogia, acho que ouvi meu tio falando algo parecido uma vez.

-Não ganharia de seus xingamentos.

 

O silêncio instalou-se por um tempo. Não era constrangimento. Sempre em suas conversas tem esse momento de pausa. A única coisa que dava para se escutar era o ar-condicionado do quarto e, através do celular, tinha um barulho de, ao que parecia, um ventilador e de prato batendo.

 

-Você vai comer de novo?

-Xiu! Agora é só um copo d’água. Inclusive, onde tá aquele remédio mesmo?

-Cê tá doente?

-Não é bem doente. Só me ajuda a cair no sono mais rápido.

-Não vou julgar já que também tomo.

-Esses jovens de hoje em dia! Vou te contar viu!

-Hehehe... Você deveria parar de tomar isso...

-... Tá bom.

 

Eles continuaram conversando até Carol ficar com sono. Se despediram, trocaram um pouco do silêncio antes de desligarem e foram dormir.

 

Eu não o perguntei. Como falar de algo sobre o passado sem deixá-lo mal de novo?

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

-Vamo passar uma semana na minha casa!

 

Um entusiasmado Gabriel gritou para o grupo de quatro pessoas à sua frente.

 

-Hein?

-Ah! Sobre aquilo! Rapazeada, eu e o Gabriel tivemos a ideia de faltar a próxima semana inteira pra focarmos no festival, que tal? – disse um outro entusiasmado Jeffrey.

-Topo. – disse um esfomeado Pedro.

-Quê? Sem mais nem menos? Assim, do nada? – disse Castus ao olhar para Pedro com total estranheza.

-É bem repentino isso. Seria melhor vocês explicarem antes, não? – indagou Robert.

 

Gabriel vem de uma família bem-sucedida nos esportes. Sua mãe foi uma jogadora profissional de vôlei e seu pai um jogador profissional de futsal, o talento está em suas veias. Consequentemente, seus pais têm uma bela condição financeira, tanto que, comparado ao jantar de Pedro (que come pão e mortadela) ou de Carol (comeu cuscuz com carne a última semana inteira), é um banquete.

O que de fato queriam era ter essa semana inteira antes do festival para se dedicar inteiramente a ele. Sem precisar pagar um lugar e se preocupar com estudos.

O que os leva a pensar nesse plano é: a família Firpo (pais de Gabriel) tinha posse de um campo de futebol e uma quadra na cidade vizinha juntamente a uma casa ao lado que era usada apenas nas férias. E ainda a semana escolhida teria aula apenas em dois dias, dava para recuperar depois.

 

-Isso é bem tentador... – disse Castus.

-É perfeito demais pra ser verdade... – falou Robert.

-É a mais pura verdade, meus camaradas. – falou todo pimposo Gabriel.

-Bem, a gente pode tentar botar esse plano em prática, mas podemos tentar jogar o festival sem se esforçar muito. – disse Jeffrey.

 

Os três se entreolharam, acenaram com a cabeça concordando e sim, o time inteiro iria fazer essa viagem.

 

-Nesse fim de semana a gente se encontra no rodão, vou ver se arrumo uma van pra levar a gente, belê? – falou Gabriel.

-Esse cara deve ser muito rico... – Pedro cochichou para Robert.

-Normalmente a gente dividiria o dinheiro da van, né não? – sussurrou de volta Robert.

-Melhor assim que sai mais barato. – Pedro continuou com o tom baixo.

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

Linda estava deitada como todo dia que não tinha aula. Sua vontade era de gritar ao reparar que tinha um garoto em seu quarto, mas segurou-se pois não era o seu amor incondicional Castus, e sim, um idiota chamado Barry Morrison, seu irmão. Na realidade, ela queria expulsá-lo de sua casa a muito tempo. Sua vontade de gritar de raiva é bem explicável. Seu irmão tem seus doze anos e vive pentelhando sua irmã.

 

-O que você quer, hein? – disse Linda.

-Ô Feiosa, se liga, a mãe tá te chamando faz mó cota. – respondeu carinhosamente Barry.

-Tsc! Diz a ela que já tô indo, Filhote de Cruz Credo! – ela retribuiu o carinho.

-Tá bom, Cabelo de Tigela.

-CABELO DE TIGELA É SUA VÓ!

-Ela é sua também, trouxa!

 

Amor fraternal é uma coisa bela.

Linda saiu de seu quarto, sua mãe logo reclamou de sua roupa, onde estava apenas de top e um shortinho. Ela voltou para seu quarto e trocou de roupa. Sua mãe bufou quando viu sua filha com um look tão horrível. Era uma saia florida com uma jaqueta preta e uma camisa branca por baixo.

 

-Por que você é assim? – disse a matriarca da família Morrison.

 

Ignorando os gostos exóticos de sua filha, a sra. Morrison mostrou o que estava querendo. Apontou para a sala e lá tinha uma silhueta de um homem.

 

-...Mãe, eu não compactuo com adultério.

-Cala a boca, não é nada disso! Esse rapaz estava procurando você! Vai lá ver o que ele quer, anda.

 

“Ué, comigo?” pensou Linda. Caminhou até ao lado do sofá e viu. Era, inesperadamente, Castus Radioji, o amor da vida de Linda em sua casa brincando com seu cachorro.

 

-Ah! eae, Linda! – falou Castus.

-Que- pu- HÃ?! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?! – indagou Linda.

-Não podia?

-Não é que não pode, é que... AH!!! ESPERA UM POUCO AÍ!!!

 

Ela saiu em disparada para seu quarto e trocou de roupa para algo que combinasse com a saia.

Voltou e se sentou ao lado de Castus. Ele começou a falar sobre como seria incrível passar uma semana com seus colegas. Ela não entendia, de jeito nenhum, o motivo dele estar em sua casa contando isso e não sabia se podia perguntar.

 

-... o Gabriel é maluco por propor um bagulho desses. Mas também é do caramba! – dizia Castus alegremente.

-Castus...

-Hum?

-Vocês tão levando a sério mesmo esse festival, né?

-Claro! É a minha primeira experiência fora de casa pós-fundamental!

-... Posso perguntar o porquê de você ter vindo pra minha casa?

 

Ele virou-se para Linda com um sorriso típico.

 

-Bem, meus pais não tavam querendo que eu fosse pra essa viagem, então fugi pra cá por enquanto.

-... Isso é bem sério... Eles não podem acabar acionando a polícia não?

-Nem se preocupa com isso. Eles não iriam, mas nem a pau! Já fiz isso outras vezes e nunca escalonou pra algo do tipo.

-E até quando pretende ficar fora de casa?

-Até o fim do festival.

-Não vai acontecer nada com você não?

-Não, não, sempre que acontece algo do gênero, eles não ligam muito.

-Que sorte você tem...

-Sorte, hein? – uma voz feminina apareceu repentinamente. – Ô rapaz, você não acha que precisa conversar mais com seus pais não?

-M-Mãe!

-Sra. Morrison, eu até gostaria, mas eles não são do tipo que resolve no diálogo, entende? – falou Castus.

 

Linda olhou para sua mãe e indicou, com seu olhar, para ela não falar mais nada. A Sra. Morrison suspirou forte, encarou Linda e suspirou novamente.

 

-Quem sabe se uma conversa realmente ajudaria, não é?

 

Logo saiu da sala direto para cozinha. Linda se desculpou com Castus que pediu para ela não se preocupar, já que é culpa dele aparecer assim do nada, talvez ela estivesse apenas estressada com algo.

Antes das quatro da tarde, o rapaz se despediu da residência dos Morrison. Linda o acompanhou até a frente de sua casa. Ele partiu em direção à casa de Pedro, que é muito longe, tanto que algumas pessoas preferem ir para aquela região de ônibus. Se bem que, fazia mais ou menos duas semanas, saiu uma notícia dizendo sobre um assalto em um ônibus de um bairro.

A moça de óculos e saia florida entra em sua casa. Tapando seus olhos com as mãos e manchando com seus dedos as suas lentes, ela sente seu coração disparar e suas bochechas aquecem, trazendo um tom avermelhado.

 

Ai, como eu amo esse homem!!!


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

Era a última semana antes da tão esperada ETELSS Cup e só havia alunos extremamente estudiosos nesses dois únicos dias de aula da semana. Um desses alunos era Ayla Kitani que, apesar de seus curativos, tentava de tudo para ser reconhecida por sua persistência e vontade. Ela quer ter uma presença e, para isso, uma de suas metas era ser a aluna com melhores médias de todo o primeiro e, se desse, até de toda a escola.

Uma primeiranista do curso de administração. Tinha tudo para ser fácil, mas...

 

-Ei, Kitanha, faça essas atividades! – gritava uma de suas colegas.

 

A garota de cabelos prateados se manteve em silêncio. Parecia que havia aceitado tudo aquilo sem reclamar como um cachorrinho. Mas, na verdade, seus pensamentos eram outros:

 

- “Que merda, que merda, que merda, que merda! Quem essa pu** acha que é?! Po**a! O quanto mais vocês vão ficar fazendo essa porcaria?! E isso é lá motivo de zombaria?! Eu que deveria estar zombando vocês por serem tão burras assim! Essa porcaria não deveria ser a melhor escola da cidade?! Que merda de lugar! Essa desgraça de lugar só serve pra colocar gente imunda no mundo adulto!”

 

Ayla estava em ponto de ebulição, logo mais, uma hora ou outra, iria explodir de fato. Segurou sua raiva mordendo seu lábio inferior fazendo-o sangrar e, mesmo com tamanho desgosto, pegou os cadernos da garota “burra” e completou as questões que faltavam.

A garota de cabelos prateados havia, a não mais de duas semanas falado com um professor sobre esse tipo de coisa, mas ele respondeu com um simplório “problema seu”.

 

O quão problemático esse lugar pode ser?!

anto05941
Pedro J. Busch

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#festival #escola #school #portuguese #Football #brasil #VCCP #romance #slice_of_life #champion

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