Please note that Tapas no longer supports Internet Explorer.
We recommend upgrading to the latest Microsoft Edge, Google Chrome, or Firefox.
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
Publish
Home
Comics
Novels
Community
Mature
More
Help Discord Forums Newsfeed Contact Merch Shop
__anonymous__
__anonymous__
0
  • Publish
  • Ink shop
  • Redeem code
  • Settings
  • Log out

Vamos criar um clube, Pandinha!

Abril (Parte 6)

Abril (Parte 6)

Feb 01, 2026

Castus decidiu se juntar a eles. Robert e Pedro observaram seu capitão correndo logo após ter se alongado e pegar a bola com facilidade de Gabriel, logo depois o deixando no chão acompanhado de Jeffrey que abriu um espacate perfeito, mas a estrela do time não era só fama, metendo uma cavadinha por cima da Muralha Grega.

 

-Cê vai se juntar a eles?

 

Robert perguntou a Pedro. O rapaz mal-humorado olhou para os lados e voltou a encarar os três colegas.

 

-A gente deveria chamar alguém pra agarrar. – respondeu Pedro.

-Com cinco fica difícil mesmo. – disse Robert.

-É...

 

O silêncio só era interrompido pelo barulho de Castus caçoando de Gabriel, que tentava tirar a bola de seu pé a todo custo; e Jeffrey, que levava gols exatamente como Arjen Robben marcava.

 

-Vou ajeitar as minas coisas. Depois volto pra dar uma olhada. – disse Pedro.

-Tá bom.

 

Robert olhou seu colega de olhos de uma noite mal dormida caminhando em direção à saída da quadra, para logo depois sumir quando virou a esquina.

 

-Tô entrando nisso daí. – falou.

-Chega mais Dinamite! – gritou Gabriel.

-Dinamite? – curioso com o apelido repentino que lhe deram.

-Roberto Dinamite, sacou? – disse Castus.

-A...

-Isso sim que é ser vascaíno! Há quanto tempo cê tá sofrendo, hein Castus? – perguntou Jeffrey.

-Cala a boca! C e A! – disse Castus.

 

O garoto alto olhava seus colegas se divertindo bastante. Eles pareciam realmente felizes. Sorrir é algo tão bom, né?  Significa que você não tem problemas que são tão péssimos a ponto de te fazerem perder a vontade de viver. Então, por que você não sorri desse tento, Robert?

...Robert?... Ei, que cara é essa?... Por que você não muda de expressão nem quando está com raiva?... POR QUE VOCÊ É ASSIM???... Neh, você é muito sem graça... Ele me dá medo... O olhar dele. Ele já deve ter matado alguém... Robert, por quê?

 

-Robert! – gritou Castus.

-Ah! foi mal, que foi? – Robert voltou a olhar a pessoa abaixo de sua visão.

-Você escolhe quem, o Gabriel ou o Jeffrey?

-...O Jeffrey. – respondeu.

-Beleza. Ei! Vocês dois, a gente já separou aqui!

 

Seria um 2x2, Jeffrey e Robert contra Castus e Gabriel. Barrinha mirim, essa foi a condição de jogo. Obviamente, Jeffrey e Robert ficaram totalmente na defesa. Parecia um Barça contra Inter de 2010, com Castus achando passes excepcionais para Gabriel que usava e abusava de sua velocidade. Mas, do outro lado, tinha um goleiro que já havia a menos de três anos sido atacante e artilheiro de sua equipe nos jogos escolares do fundamental. Ele contava com a excelente noção defensiva de um verdadeiro cão de guarda, um pitbul da zaga. A partida terminou com sete gols de Gabriel e três de Castus contra oito gols de Jeffrey e um de Robert. Sim, a diferença entre ataque e defesa mostrou sua diferença: o lado mais instável perdeu por um gol de diferença.

 

-Nossa, já tá anoitecendo! – disse Gabriel.

-A gente nem preparou a janta! – disse Jeffrey.

-Acho que não vai ter problema. – falou Castus.

-Não acho que o Pedro saiba cozinhar alguma coisa. Ele mora sozinho desde o final do ano passado e ainda come pão com mortadela no jantar.

 

Robert falou esperando que isso fosse conhecimento de todo o grupo. Mas, na realidade, Pedro havia apenas comentado uma vez com ele o quão péssimo é morar sozinho. Preparar sua própria comida foi um dos pontos dos quais o rapaz mais reclamou. Custa muito tempo preparar qualquer coisa no fogão e é até mais prático e barato comer pão. O almoço é servido na escola, então, apesar de muitas pessoas odiarem a comida, Pedro sempre come tudo que coloca em seu prato. Claro, não é só ele que não acha a comida tão ruim assim, tendo o próprio Robert que não tem preferência de comida.

 

-Relaxa, pode não ser bom, mas será comestível... Talvez. – disse Castus ignorando o fato de Robert saber da vida cotidiana de Pedro.

- “Esse ‘talvez’ me deu arrepios...”

 

O time da sala 7 havia ganhado um apelido imponente: Algozes. Era quase como um Super Onze, só que sem os poderes e alienígenas. O Arjen Robben é a grande estrela do time sempre sendo fatal em qualquer finalização; O Carniceiro era conhecido por seu desempenho defensivo e aguerrido... Na realidade, era por sua estatura que lembrava um volante brucutu das antigas que só sabia quebrar quem passava dele; The Frash era uma forma de zoar o Gabriel, que só sabe correr, mas, por isso, normalmente era parado com puxões, pois se não ele abriria brechas por toda a defesa adversária; o Muralha Grega era conhecido por também fazer gols apesar de ser goleiro; o Ares, não havia muitas pessoas que conheciam o estilo de jogo dele para lhe dar um novo apelido, mas, pelo seu histórico, parecia ser muito briguento dentro de quadra.

 

O grupo que estava jogando antes chegava em casa e se deparava com o cheiro de cuscuz e uma combinação perfeita: batata frita.

 

O seu olho via uma tigela em sua frente. O chefe pegou pacote de cuscuz e o abriu, despejando-o inteiramente na tigela. Depois, acrescentou uma medida de sal que só ele sabe por cima do cuscuz e logo misturou com um garfo. Colocou um copo e meio de água. Esperou os exatos quinze minutos. Pegou a tigela e despejou seu conteúdo na cuscuzeira que já havia sido preparado antecipadamente durante o tempo de espera. Ligou o fogo a 120°C e atentou-se ao odor que emanava da panela. Anteriormente já havia cortado em rodelas batata o suficiente para os cinco integrantes daquela casa. Agora, enquanto a iguaria nordestina estava cozinhando, fritaria as batatas. Era um trabalho árduo, já que dependia de uma resistência extra. O óleo borbulhava a cada vez que colocava uma das rodelas. Esperou ficarem com uma aparência que o deixasse com vontade de comê-las naquele momento.

O cuscuz ficou pronto antes de ele terminar de fritar todas as batatas, mas, não foi por ter errado o ponto, e sim, porque gosta de degustar sua comida favorita com sua maciez. Colocou os pratos em cima da mesa que não caberiam os cinco, mas eles arrumariam um jeito. Colocou a manteiga no centro da mesa ao lado de um prato com guardanapo guardando as batatas fritas. PERFECT! Esse é o grande prato do chefe Busch.

 

-Eae! Como é só o primeiro dia, não tem problema fazer uma comida meio pesada, né não? – disse Pedro com um sorriso discreto.

 

Os rapazes ficaram meio espantados, menos Castus, que cutucou Robert para falar-lhe:

 

-É como eu disse. Ele não é tão ruim assim.

 

Robert ficou olhando por uns instantes os demais se servindo, até que resolveu se juntar ao time.

O primeiro dia não foi tão produtivo, mas, a partir de amanhã, será nosso ultimato.

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

Era madrugada e Pedro acordou de repente.

 

-De novo?...

 

Ao seu lado havia a parede e no outro seu colchão. Ele estava dormindo no chão esse tempo todo.

 

-Deve ter sido pelo frio...

 

Estava escuro. A única fonte de luz que tinha era da janela.

Caminhando com cuidado para não pisar em algum de seus colegas, encontrou a porta e a abriu. Olhando de relance, percebeu que faltava um deles. Todos os cinco dormiram no quarto, ou pelo menos, aparentava antes de apagarem as luzes.

Saindo do quarto, viu o pé de alguém no sofá da sala. Provavelmente a pessoa estava querendo evitar o lugar apertado. “Eu deveria ter feito o mesmo” pensou Pedro ao ver aquele alguém.

Apesar de ser aproximadamente três da manhã, o rapaz abriu uma das janelas e ficou olhando a rua. Não era asfaltada como de frente a sua casa. Tinha árvores na frente das casas vizinhas. De fato, cidades pequenas ou até vilas são muito mais coloridas que aquela cidade. Aquela cidade não é um grande polo de comércio, mas não é pequena ao ponto de ser chamada de cidadezinha.

 

-Será que tem alguém acordado a essa hora?

 

Ele falou ao vento. Lembrou-se de Khefera que trabalhava até tarde da noite de vez em quando. Alguns seguranças eram ouvidos nesse mesmo horário na cidade.

 

-Guh...

 

Do nada, Pedro ouviu algo. Ele se virou e viu o brilho de um celular vindo do sofá.

 

- “Vai dar susto no cão, diabo!” – pensou.

 

 A pessoa em questão se levantou rapidamente parecendo espantada com alguma coisa. Ela olhava vidrada para o celular. Do celular vinha uma voz familiar para Pedro. “Isso é a voz da Linda?” pensou. Ao olhar com mais atenção percebeu quem era a pessoa que agora estava sentada no sofá.

 

-Ué, Robert?

 

Pedro perguntou. Robert o olhou de volta, parecia espantado com a voz que acabara de ouvir do celular.

 

-Pedro? Vo-você escutou isso? – ele perguntou.

-Se eu dissesse que não, seria mentira. – Pedro respondeu.

-A...

-... Eu não entendi nada do que ela disse, então relaxa.

 

Pedro falou, mas não tinha certeza se isso seria o ideal. Ele sabia que Linda estava afim de Castus. Pelo menos, imaginava isso.

Robert também, até porque foi ele quem fez Castus falar com a garota. Robert estava ao lado por pura coincidência ao lado da estrela do time naquele dia.

 

-Como ela conseguiu meu número?... – pensou Robert.

-Será que é uma stalker? – perguntou Pedro.

-Não, não. Ela é uma pessoa muito gentil para ser uma stalker.

-Sei, sei.

-Ainda não consigo imaginar o porquê dela querer falar comigo.

 

Pedro suspirou, se aproximou de Robert e o encarou.

 

-Você é bem lento, né não?

-... Quê?

-Você já conhece essa pessoa aí, né não?

-Acho que sim.

-Se ela procurou teu número, quer dizer que ela tem um interesse em você.

-... Impossível.

-Também acho.

-Nem pra dar uma animada você consegue.

-Fazer o quê? Ela pode tá te usando de trampolim pra se aproximar de alguém próximo.

-A voz da experiência.

-Mas é mais importante pensar em outra coisa.

-Hum?

 

Com uma pausa dramática digna de filmes de suspense, Pedro fez sua pergunta:

 

-O que você sente por ela?

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

-Pera... Ele tá acordado a essa hora?

 

 Perguntava-se a garota de óculos segurando seu celular com um notebook ao lado com uma animação japonesa pausada. A visualização rápida de Robert deixou-a encucada, já que eram três da madrugada. A resposta que o rapaz do outro lado do celular a deu foi mais inesperada ainda:

 

Sra. Morrison, você é minha amiga?

 

Ela, surpresa, imaginou o rapaz falando essas exatas palavras, ao invés de perguntar primeiro como ela conseguiu seu número e o porquê mandar mensagem tão tarde. Mas ela não sabia como respondia aquela pergunta. Era óbvio dizer que sim, porém, ela hesitou, perguntando se ele não estava com dúvida sobre como havia conseguido seu número.

 

Consegui seu número com o Castus. Só tive tempo agora de mandar mensagem pra confirmar que era você, desculpa.

 

-Só teve tempo agora, hein? – disse Pedro que estava ao lado de Robert.

-Quem fica acordado até essa hora?

 

O rapaz segurando o celular olhou para Pedro.

 

-Eu tenho meus motivos.

 

Disse o presidente do clube de artes. Eles dois haviam ficado em silêncio após aquela pergunta. Linda, por outro lado, mandou algumas figurinhas para Robert, o que o deixou confuso.

Passaram-se meia hora desde a última mensagem de Robert para Linda. Um singelo boa noite. O rapaz mais alto e calado já estava dormindo no sofá. Pedro, apesar de não ser tão confortável, adormeceu pouco tempo depois no chão da sala.

 

 

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

 

Carol andava de volta para sua casa depois de ter saído para comprar costelas de porco e coentro. As ruas estavam movimentadas, afinal, era um dia qualquer de semana. Ela não havia ido para a escola por ter tido que viajar para um aniversário de um tio em outra cidade noite passada, voltando de duas horas da manhã. Nenhum ser humano em sã consciência iria sacrificar-se tanto para os estudos ao ponto de dormir somente três horas.

O céu não estava completamente preenchido pelas nuvens, mas mal se via um feixe de luz vindos de onde o sol estava, na real, era difícil dizer onde estava o sol. A previsão do tempo dizia que iria chover, então ela estava de guarda-chuva, apesar de ser bem cética quanto a isso. Caia uma gota em sua cabeça a cada três casas que ela passava. Mais uma vez, a previsão do tempo erraria.

 

Ao chegar em casa, Carol deixou as compras em cima da mesa da cozinha e foi direto para o seu quarto. Armou a cadeira frente a uma tela de pintura e pegou um grafite para começar a fazer um esboço. Apesar de ter feito algo no mês anterior, foi tudo no meio de uma correria que não a deixou trabalhar direito numa arte que ela mesma ficasse satisfeita. Não tinha uma ideia pré-definida do que queria fazer. Os pintores normalmente pintam o que eles veem ou sentem, mas, naquele momento, Carol não via nada além de uma parede a sua frente. E a parte de sentir... podemos dizer que ela não é uma pessoa muito palpável quando se trata desse tema.

Algo lhe passou pela cabeça. Uma imagem de Linda tirando fotos de Castus jogando na quadra da escola. “O festival!” ela pensou. Mas veio uma dúvida: “faria um jogador de sua turma ou o próprio Castus?”. Seria mais simples e menos desgastante do que ter que pedir fotos para meninos que ela mal conversa, então pediu para Linda lhe enviar fotos da estrela do futsal. De início, sua amiga pensou que ela havia se apaixonado pelo galã da sala 7, mas enviou após esclarecer o objetivo daquilo.

 


 

O esboço de um jogador com uma camisa preta, com calção branco, meiões pretos atravessados por uma faixa branca e chuteiras com uma cruz na traseira chutando lembrava uma das fotos que Linda havia enviado (sendo vinte no total).

 

-Tá mais parecido com ele do que eu imaginava... “Será que eu ainda tenho aquele kit de tinta?”

 

Ao mesmo tempo que pensava em coisas do tipo, esperava alguma mensagem vindo de seu telefone. Apesar de sempre ser quem desliga o telefone em ligações, ela nunca inicia uma. Eram sete horas da noite e normalmente já haveria pelo menos alguma notícia vinda do aplicativo, mas nada. Ninguém a mandou nada além de Linda, que mandou mais três fotos.

 

-Tsc! Será que hoje ele foi dormir cedo?

 

De repente, o celular começou a vibrar. Carol o pegou rapidamente e atendeu, esperou um pouco até falar alguma coisa.

 

-Alô?

-Osu!

-Osu.

-Eae, como foi a escola hoje?

-Nem fui hoje.

-Não pode ser assim, Panda! Tem que ser um exemplo pra seus colegas!

-Olha quem fala! Logo o veterano faltando por uma semana pra treinar pra jogar quarenta e dois minutos o dia inteiro.

-A, é importante! Você que não gosta desse tipo de coisa!

-É que não vejo esse tanto de importância nessas festas.

-Não é uma festa até o final.

-É a mesma coisa, Pedro.

anto05941
Pedro J. Busch

Creator

#escola #festival #school #portuguese #Football #brasil #VCCP #romance #champion #slice_of_life

Comments (0)

See all
Add a comment

Recommendation for you

  • What Makes a Monster

    Recommendation

    What Makes a Monster

    BL 76.6k likes

  • Arna (GL)

    Recommendation

    Arna (GL)

    Fantasy 5.6k likes

  • Blood Moon

    Recommendation

    Blood Moon

    BL 47.9k likes

  • Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Recommendation

    Earthwitch (The Voidgod Ascendency Book 1)

    Fantasy 3k likes

  • The Sum of our Parts

    Recommendation

    The Sum of our Parts

    BL 8.8k likes

  • Silence | book 2

    Recommendation

    Silence | book 2

    LGBTQ+ 32.4k likes

  • feeling lucky

    Feeling lucky

    Random series you may like

Vamos criar um clube, Pandinha!
Vamos criar um clube, Pandinha!

780 views0 subscribers

Carol Pandarim é uma estudante do primeiro ano do ensino médio comum, apesar de ter uma personalidade nada agradável para a maioria das pessoas. Em um dia qualquer em sua escola, ela conhece Pedro Busch, um segundo-anista estranho descrito primeiramente como paranormal por Carol. "Vamos criar um clube, Pandinha!" Após essas primeiras palavras do garoto, a vida dos dois não seriam mais as mesmas.
Subscribe

28 episodes

Abril (Parte 6)

Abril (Parte 6)

6 views 0 likes 0 comments


Style
More
Like
List
Comment

Prev
Next

Full
Exit
0
0
Prev
Next