— Mãos pra cima, docinho — Cayden sussurrou aos pés de seu ouvido com toda languidez do mundo, a voz rouca bastava para fazer Andrew sentir a ereção pulsar mais.
Mexeu-se devagar, com medo de esbarrar em Cayden. O risinho nasal indicava que o ruivo se divertia com a hesitação. Andrew jamais seria capaz de descrever os instantes seguintes com precisão. Lembrava-se dos pelos eriçados, da sensação de flutuar sobre o lençol, do calor, dos sons e, especialmente, da voz de Cayden. Transmitir sentimentos em palavras era seu trabalho, no qual Andrew até se considerava muito bom, mas ele jamais poderia enclausurar tudo aquilo em simples palavras.
Sensação e gozo, acima de tudo. Como se todos os sentidos tivessem se aguçado graças aos olhos vendados e as mãos imóveis acima da cabeça.
Primeiro veio a mão firme ao redor do pau dele, suspirou com isso, Cayden bombeou umas três vezes e então sentiu algo apertando demais ao redor da base. Gelado e meio peguento. Encolheu-se por reflexo, a sensação o lembrava uma camisinha, mas era grosso demais para o ser.
— Quê isso?
— Anel, assim garanto que você só acaba quando eu quiser — A voz de Cayden estava um pouco mais distante.
Nunca tinha usado um daqueles, era jovem demais para se preocupar muito com durar de menos transando, mas seu raciocínio foi logo interrompido por Cayden. O cheiro suave foi inesperado e o lembrava do perfume de infância, mas a massagem na perna foi muito bem-vinda. Suspirou, vagarosamente, aliviado.
— Esse óleo é neutro, mas se te incomodar me avisa — Realmente estava saindo com um advogado, todo novo passo era uma cláusula a ser discutida. Riu desse pensamento, mas Cayden não disse nada.
Arquejou apertando a mão ao redor do próprio pulso, a massagem subia mais e mais pela coxa. Naquele ritmo, seu pau começaria a doer de tanto latejar.
— Relaxa, Andrew. — Já tê-lo ouvido mandando tornava ainda melhor ouví-lo pedindo algo.
— Sim, senhor. — Estava zoando, mas Cayden pareceu gostar pela maciez com que deslizou as mãos coxa acima.
Assim que alcançou a virilha direita, ele repetiu a mesma massagem na coxa esquerda. Expectativa logo se tornou frustração e novamente expectativa de novo. Suspirou. As mãos dele eram um pouco ásperas, grandes e de dedos mais grossos. Apertava, pressionava, circundava e subia. Subia mais até que…
— Cara, você é muito fácil — Cayden ria, ainda o massageando.
— Se chama ser jovem, Cayden.
— Eu chamo de culpa cristã no seu caso, docinho. — Apoiou-se na coxa dele, a mão besuntada de óleo, e Andrew foi incapaz de não gemer quando o sentiu sugando a aureola de seu peito com força. — Caras que ficaram no armário têm sede demais ao pote, mas, relaxe, Andrew, não vou a lugar algum.
Cayden voltou a massagear suas pernas mais um pouco, uma mão em cada. Depois o sentiu deslizar um mísero dedo desde a base das bolas até a cabeça do pau. Ouviu-o rir em seguida. Cayden se afastou um pouco, podia sentir pelos movimentos no colchão, e quando retornou abria as pernas de Andrew sem o menor esforço. Finalmente.
As mãos sujas de óleo o agarraram por baixo do ombro, Andrew já arfava em pura expectativa. Empinou no instante que sentiu o pau roçando em sua bunda, Cayden riu outra vez, fisgando-o com um beijo arrastado no qual Andrew se ocupava quase exclusivamente de rebolar tentando colocar pra dentro. Cayden se esquivava tão bem que quase o tirava do sério.
— Só estou começando. — Cayden riu assim que se separaram do beijo.
— A me surtar, né.
A resposta de Cayden para aquilo foi uma mordida no lóbulo da orelha de Andrew, fazendo até as pernas dele vacilarem com um suspiro ébrio. Ele seguiu com beijos molhados descendo pelo pescoço, passando pelo ombro, a clavícula, por entre seus peitos, descendo até o umbigo, se metendo entre seus pelos… se não fosse aquela desgraça de anel peniano teria gozado no segundo em que Cayden sugou a cabeça, afundando o resto na boca de uma vez.
Suas mãos desistiram e resolveu o segurar pela cabeça. Adorava afundar os dedos pelos cabelos dos outros enquanto o chupavam, mas Cayden parou no mesmo instante, quase pôde imaginar o olhar de gato fixado nele, e mandou que erguesse as mãos de novo. Acatou, não sem antes reclamar, e logo pôde desfrutar novamente da língua habilidosa de Cayden White. Os juízes não faziam ideia dos dons da lábia daquele homem, não de verdade.
Subindo e descendo, indo tão fundo que Andrew sentia que gozaria a qualquer instante. A respiração acelerava mais e mais, os olhos se comprimiam, erguia o quadril por reflexo enquanto esticava os pés na cama e então… nada. Quase mordeu a língua, movido pela urgência de reclamar, mas a euforia lhe roubava o fôlego.
Cayden se afastara assim que Andrew sentiu que estava à beira de esquecer todos os seus problemas.
— Porra, Cayden. — Foi tudo que conseguiu elaborar ainda arfando, com as mãos bem seguras acima da cabeça.
— Nem está implorando ainda.
Sentia Cayden se movendo por cima dele na cama, peso indo para lá e para cá no colchão. Soltou um gemido abafado assim que o nariz de Cayden deslizou por seu pescoço, o hálito quente arrepiando os pelos de sua nuca — se é que ainda era possível se eriçar mais na cama daquele homem. — O White o puxou para um beijo salgado e langoroso. Lábios ainda recheados pelo gosto dele. Andrew pegou-se arfando ainda mais ao ser solto de novo, o pau finalmente começava a doer com a ereção prolongada.
— Você realmente gosta disso, hein? — Cayden teve a pachorra de se sentar no colo dele, amassando seu pau entre as nádegas sem cerimônia alguma. — Bom saber.
— Cayden, qual é… — A voz faltava, a garganta seca o deixando rouco. — Por favor…
Por um instante, teve um vislumbre de tudo que mais precisava naquele momento. Cayden ergueu o quadril um pouco, encaixando-se perfeitamente na cabeça de seu pau. Andrew engoliu seco, as pernas tremiam de expectativa àquela altura.
— O que você quer, docinho? — Rebolava sem piedade alguma, Andrew tentava forçar o quadril para cima, mas Cayden se apoiava com uma mão na clavícula dele e soltava mais o próprio peso sempre que tentava.
— Cayden, por favor. — A garganta arranhava. Uma mistura da reação alérgica com garganta seca.
— Por favor o quê, Andy?
O algodão daquelas palavras o embalou em tamanha calidez suave que teve certeza que teria gozado igual um moleque, não fosse o anel-peniano o sustentando firme.
— Me deixa gozar, porra! — Abriu os olhos como se pudesse sustentar o olhar do outro, mas só deu de cara com a penumbra da máscara. O ardor no pulso indicava que estava se arranhando sem querer.
Cayden desceu de cima dele, após um estalo de língua audível. A mão se encheu entre os cabelos de Andrew em seguida, puxando o suficiente para o incomodar e impedir que movesse mais a cabeça, mas sem machucar de fato. Sentiu a outra mão dele pesar ao lado de sua cabeça na cama.
— Se falar assim comigo de novo não vou te deixar gozar tão cedo, docinho — sussurrava com voz grave aos pés de seu ouvido.
Cerrou os dentes, o tom aveludado o acalmava o suficiente para saber que Cayden realmente não o machucaria, mas ainda havia aquele receio no fundo de sua cabeça. O Dom o soltou, depositando-lhe um beijo na testa. A trilha de selinhos seguiu corpo abaixo, fazendo uma breve pausa para lhe chupar os peitos novamente. Sentia como se estivesse sendo possuído de corpo e alma naquela cama. O tremor e a respiração falhando só podiam ser sintoma disso. Cayden desceu mais, afastando-se dele.
Daquela vez, a massagem focou-se em seus pés. O polegar de Cayden girava com maestria, aliviando a tensão do corpo dele.
— Relaxa, Andrew. É só relaxar.
— Estaria bem relaxado se me deixasse terminar.
— Me pergunto se vai continuar marrento assim quando te fizer gemer fininho pra mim.
Andrew engoliu seco outra vez, a massagem fazendo até seu pescoço relaxar. Nenhum problema, intriga familiar ou sapo que engolira na vida podia alcançá-lo entre as mãos de Cayden. Inebriante era pouco, chegava a ser assustador que ele soubesse lhe tocar tão bem numa primeira vez juntos.
— Viu? — Cayden passou para o outro pé. — Gosto mais de você assim, quietinho e se derretendo por mim.
— Se gosta tanto por que não vem provar logo?
Cayden não respondeu, compenetrado na massagem entre os dedos de Andrew. Jamais admitiria que aquilo realmente relaxava, era como se toda exaustão do trabalho escorresse através daquele óleo graças à tração das mãos de Cayden. Quando julgou que Andrew relaxara o suficiente, Cayden o girou na cama como uma boneca.
— Empina pra mim, vai.
Aquela língua Andrew falava com fluência, obedeceu sem necessidade de nenhum resmungo. Já ouvira Cayden abrindo um preservativo, então nada mais importava. Cayden se encaixou perfeitamente por cima dele, mas não chegou a entrar, e com tanto peso por cima era difícil para Andrew se mover direito.
— Andrew — a voz entrecortada indicava que ele também estava muito a fim. — Quero que me avise se for gozar.
— Ah, mas puta merda também viu.
Cayden deu risada daquela resposta. Andrew estava vendado numa cama, pernas abertas e bunda pra cima, o que mais ele poderia querer?
— Se não quiser tudo bem.
Os ombros de Andrew relaxaram subitamente. Não podia negar que Cayden estava cuidando bem dele, jamais estivera com ninguém que o tratava tão bem na posição de submisso. Chegava ao absurdo até, quem dominava quem de fato naquela cama? Cayden banqueteava-se sim, mas servia Andrew igualmente. Poderiam ir devagar sim, mas não significava que só ele precisava gozar direito.
— Não, tudo bem. Eu aviso.
Cayden pareceu gostar daquilo, porque assim que o penetrou o bastante para alcançar o deu um beijo entre as omoplatas. Andrew se perdeu entre a euforia dele se movendo e o desespero do próprio pau latejando preso ao anel peniano. Se quisesse formular uma frase seria incapaz. Cayden puxava seu quadril para cima, tornando impossível não entrar até o fim; Andrew se retraiu um pouco graças a isso, o corpo se impulsionando mais para frente.
— Estou te machucando? — Cayden diminuíra o ritmo.
Negou com a cabeça, aquilo era o oposto de machucar. A resposta o fez se afundar de uma vez com mais força do que antes, Andrew teve que abafar um gemido contra o lençol. Não houve descanso. O peso de Cayden foi todo para um só lado da cama, a perna parecendo ter mudado de posição, e ele manteve o ritmo pesado batendo contra o quadril de Andrew com todo peso de seu corpo. Um gemido contido logo se tornou uma sinfonia ininterrupta de gemidos muito mais altos do que ele achava seguro para um apartamento.
Agarrava-se ao lençol, contraindo o quadril em puro deleite. Apertava o pau de Cayden de propósito, adorando ouvir a sinfonia de suspiros dele também. Aquele era um jogo para dois, afinal. O óleo em suas coxas secara há muito, dando espaço ao suor gélido escorrendo e pingando sobre o lençol. Parte pertencia à Cayden, podia notar o cansaço dele nos suspiros e na forma com que invertia a posição das pernas na cama ora ou outra. Postergar tanto não era exaustivo só para Andrew.
Em algum ponto, Cayden o agarrou pelos cabelos seguindo com toda a força. Andrew já podia ver todos os seus problemas desaparecendo, nada mais importava. Abriu bem as pernas, empinando tanto quanto seus joelhos trêmulos aguentavam só para sentir melhor as bolas dele batendo contra si. Arquejou, adorava aquela sensação áspera entre suas pernas. O ardor lhe preenchendo. Aquele cheiro de suor, a saliva salgada em sua boca. Cayden gemeu por cima dele, rouco e baixinho, mas o som não passaria despercebido. Andrew o apertou mais de imediato, sorrindo lascivo apesar da cara prensada contra o colchão.
As pernas já falhavam com ele e o calor subia até suas orelhas. Grunhiu como um animal vendo-se finalmente livre. Cayden fazia muito mais que bambear suas pernas.
— Cayden, eu…
Tarde demais. Ao menos havia toalhas por baixo dele para não sujar o lençol, a porra quente jorrou e depois pingou, escorrendo pelo seu pau. Teve receio por alguns instantes, mas Cayden apenas deu risada e manteve o ritmo por cima dele até ele próprio gozar também. Melhor noite da sua vida inteira, não precisava nem ponderar muito.

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