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A Flor Negra da Cerejeira

A Festa Surpresa Suprema

A Festa Surpresa Suprema

Feb 18, 2026

A semana que se seguiu foi intensa para Ryotaro, seus amigos e toda a escola. Três dias após a conversa entre Ryotaro e Mahina, a Yomiuri Shimbun e a CNN publicaram a notícia em primeira mão. O colégio inteiro ficou eufórico e incrédulo com a manchete: “EXCLUSIVO: CLÃ YAKUZA PLANEJA SE INFILTRAR EM ESCOLA PRIVILEGIADA PARA SEQUESTRAR ESTUDANTE”. Ren Shinazugawa foi preso por seus crimes e o clã teve que recuar diante da atenção nacional e internacional. A paz, mesmo que temporária, havia retornado à vida de Ryotaro, e ele a aproveitou como nunca.

Agora livre das preocupações, Ryotaro dividia seu tempo entre os ensaios com a banda Eclipse e os momentos com Aiko. Nunca se sentira tão feliz, visto e amado. Kaito também vivia seus romances. O ex-valentão levou Mahina a um escape room, considerado o mais difícil de Tóquio, que a garota enigmática resolveu em menos de dez minutos. Apesar de achar fácil, ela disse que “achou uma fofura da parte dele”. Foi num desses encontros, ao levá-la ao Parque Ueno, que Kaito declarou tudo o que sentia e pediu uma chance de provar seu valor. Para sua surpresa, Mahina aceitou. Os dois não assumiram um relacionamento formal, mas era quase isso.

Os dias se transformaram em semanas, e as semanas, em dois meses que passaram voando. Logo, era 11 de agosto. Aniversário de Ryotaro, faltando apenas dois dias para o grande festival da escola. Ao acordar antes do despertador, Ryotaro sentiu uma alegria imensa. Seus últimos aniversários, quando ainda era o Fantasma Negro, haviam sido solitários e cinzentos, apenas ele, uma fatia de bolo de morango e uma vela. Mas hoje não. Tudo parecia radiante. Ryotaro completava 17 anos.

Ao descer, encontrou os pais, que o abraçaram e desejaram feliz aniversário. Megumi e Ryu prometeram comprar um presente quando voltassem do trabalho. Sozinho, Ryotaro se jogou no sofá com um sorriso enorme no rosto. Foi quando o telefone tocou. Era Aiko.

— Alô? — atendeu.

— Oi, Ryo-chan! — a voz alegre da garota ecoou do outro lado. — Feliz aniversário, meu amor!

— Obrigado, amorzinho.

— 17 aninhos, hein? Nem parece.

— Sou tão conservado assim?

— Pra mim, é. Vai fazer algo hoje?

— É feriado, então acho que nada. Por quê?

— Por que não vem aqui em casa? A gente comemora junto.

— Espera… está falando daquele presente? Que você falou há alguns meses?

— Talvez…

Ryotaro engoliu em seco. Pensara muito naquilo nos últimos dias e não sabia se estava pronto. Então, disse:

— Olha, Aiko… acho que não estou pronto pra esse presente.

— Por quê? — a voz dela soou surpresa.

— É que… isso meio que vai contra meus princípios. Meus pais me tiveram com a nossa idade. Minha mãe tinha 16, e meu pai, 17. Tenho medo de estragar o que a gente tem. Então… acho melhor adiar pra depois que a gente casar.

Por um instante, o silêncio dominou a ligação. Ryotaro temeu que ela ficasse chateada, mas logo Aiko falou:

— Ryo-chan… você é tão honrado. A maioria dos garotos teria corrido pra cá na primeira oportunidade. Mas você pensa no nosso futuro e quer preservá-lo acima de tudo. Isso é raro.

— Obrigado… eu acho.

— Você está certo. Eu que estava querendo dar um passo maior que a perna. Vamos preservar o que temos.

— Que bom que você entende. Isso me deixa feliz.

— Mas… vir aqui me dar um abraço e dormir de conchinha ainda pode?

Ryotaro riu baixinho e respondeu:

— Isso com certeza. Já vou aí.

— Espera! Não vem agora! Me dá um tempo pra ficar pronta.

— Aiko, eu já te vi descabelada e parecendo um urso saindo da hibernação. Não precisa se arrumar por mim.

— Tá bom, mas não ria se me ver de pijama e com bafo de dragão. Praticamente acabei de acordar!

Ryotaro desligou, subiu ao quarto, pegou uma mochila com roupa extra e carregador e saiu de casa, meio andando, meio correndo. Colocou os fones e ouviu From the Start, da banda Good Kid.

Ao chegar à casa dos Takane, Ryotaro entrou sem bater — já era considerado da família. Kenji estava no sofá lendo um livro, e Masahiro, no celular. Ao ver o garoto, Masahiro saltou:

— TIO RYOTARO!! — abraçou-o com força.

— Ei! Cuidado! — Ryotaro exclamou, quase perdendo o equilíbrio. — Você está forte, garotão.

— Ainda quero uma revanche na queda de braço!

— Um dia — Ryotaro olhou para Kenji, que sorriu acolhedor. — Oi, Kenji.

— Oi, Ryotaro. Veio ver a Aiko, né? Ela está no quarto. Deve ter acabado de acordar.

Ryotaro subiu as escadas até o quarto dela. Bateu duas vezes e ouviu a voz ainda sonolenta:

— Entra!

Ele entrou. O quarto era bonito e organizado, com paredes rosa, pôsteres de bandas e animes clássicos, e uma prateleira cheia de ursos de pelúcia. Na cama, sentada e esfregando um olho, estava Aiko, com os cabelos escuros e loiros presos num coque desalinhado. Quando o reconheceu, seu rosto se iluminou com um sorriso enorme e quase infantil.

— Ryo-chan, meu amor! — ela abriu os braços.

Ryotaro atravessou o quarto em três passos e a abraçou com força. Aiko correspondeu na mesma medida.

— Feliz aniversário, amorzinho — disse, enterrando a mão nos cabelos dele.

— Obrigado, Aiko — ele apertou o abraço, fazendo-a soltar um gemido fraco.

Separaram-se, e Aiko beijou a ponta do nariz dele. Espreguiçou-se como um gatinho e bocejou.

— Nossa, tô morrendo de sono. Não foi boa ideia dormir às 3 da manhã.

— Heh, pra mim isso é cedo — Ryotaro brincou.

— Também, você é um vampiro.

— Quase isso.

— Ah! Tem uma coisa que quero te dar. Relaxa, não é aquilo.

Ela se levantou, foi até o armário e pegou uma pequena caixa embrulhada em papel presente com estampa de gatos e um laço branco. Aiko entregou a Ryotaro, que a pegou com cuidado. Quando ia abrir, ela o impediu:

— Deixa pro fim do dia. Ainda tem muita coisa pra acontecer.

— Como assim “muita coisa”? — Ryotaro estranhou.

— Você vai ver. Mas antes, vou escovar os dentes. Você tá quase desmaiando com meu bafo.

— Não tô, não.

— Para de mentir, Ryo-chan.

Aiko saiu para o banheiro. Ryotaro olhou para o presente e sentiu uma imensa vontade de abri-lo, mas aprendeu a ser paciente. Deixou-o na mesinha de cabeceira, onde reparou que estava o desenho que dera a ela. Sorriu ao ver que ela cumprira a promessa.

Minutos depois, Aiko voltou. O rosto já não estava inchado, os olhos brilhavam mais e os cabelos estavam soltos e escovados.

— Pronto — disse, sentando-se na cama. — Então, o que quer fazer hoje?

— Qualquer coisa tá bom — Ryotaro deu de ombros.

— Nem vem com essa de “qualquer coisa”! É seu aniversário! Você tem que decidir!

— Tá bom… hmmm… já sei! Um evento geek no shopping de Akihabara! A gente pode ir lá!

— Mas não compramos ingresso…

— Esqueceu que namora com um garoto rico? A gente compra na entrada!

— Tá bem… mas ir nesses eventos só é legal de cosplay, não acha?

Ryotaro pensou, sentado de pernas cruzadas na cama, e teve uma ideia. Pegou o celular e ligou para o tio materno, Kazuo.

— Fala, tio! — disse. — Tem algum cosplay sobrando? Sei que você faz muitos.

— Fala, meu sobrinho! Feliz aniversário! Depende. Qual você precisa?

— Tem algum de Rurouni Kenshin?

— Tenho, sim! Um masculino e um feminino. Do Kenshin e da Kaoru.

— Eu e minha namorada vamos a um evento no shopping de Akihabara. Pode emprestar?

— Claro! Onde você está?

— Na casa dela, em Roppongi.

— Rapidinho. Quer que eu leve ou vem buscar?

— Deixa que eu vou aí.

— Beleza. Te espero, parceiro!

— Valeu, tio!

Ryotaro desligou e olhou para Aiko. Os dois sorriram. Iriam mesmo ao evento. Não podia ser melhor. Foi quando a barriga de Aiko roncou alto, e ela corou.

— Opa! — disse, abraçando a barriga. — Que vergonha!

— Tudo bem — Ryotaro riu, afagando a cabeça dela. — Também tô morrendo de fome.

Desceram para a sala de jantar, onde Misao já preparara um café da manhã especial para Ryotaro: torta de canela com caramelo e chocolate quente.

— Misao! — Ryotaro exclamou ao ver a comida. — Você… quem fez isso?

— É seu prato favorito, não é? — Misao sorriu. — A intenção era fazer um mocaccino, mas não sou tão habilidosa.

— Verdade — Masahiro disse ao lado da mãe. — Ela quase botou fogo na casa.

Na mesma hora, levou um tapa da mãe na cabeça, quase caindo no chão.

— Não entrega, moleque — Misao murmurou entre os dentes.

Aiko e Ryotaro riram e sentaram-se à mesa. Ryotaro devorou a torta inteira, mas dividiu uma fatia com a namorada. Misao os observava com carinho, Kenji lia o jornal na poltrona, e Masahiro, ainda esfregando a cabeça, também ganhou uma fatia. Depois de comerem até se fartar, os dois foram à casa do tio de Ryotaro, conversando sobre a escola, as provas e o festival que se aproximava.

A casa de Kazuo, num subúrbio em Setagaya, era um sobrado cinza e verde, bonito e de design minimalista. Aiko ficou admirada.

— Ryo-chan — chamou. — Todo mundo da sua família é rico?

— De parte de mãe, a maioria — respondeu. — De parte de pai, nem todos. A maioria é de classe média.

Ryotaro apertou a campainha. Minutos depois, Kazuo apareceu. Irmão mais novo de Megumi, era extravagante e bem diferente dela: usava roupas coloridas, cabelo tingido de vermelho num corte peculiar e vários anéis nos dedos.

Ao ver Ryotaro, abriu um sorriso enorme.

— Ryotaro, meu sobrinho!

— Fala, tio!

Cumprimentaram-se com um high five. Ao som do estalo, disseram juntos:

— Brabo!

Abraçaram-se, e Kazuo desejou feliz aniversário. Ryotaro apresentou Aiko:

— Tio, essa é minha namorada, Aiko Takane. Aiko, esse é meu tio materno, Kazuo Nakamura.

— É um prazer conhecê-la, senhorita Takane — Kazuo curvou-se.

— O prazer é meu, senhor Nakamura — Aiko retribuiu.

— Entrem, não vou deixar meus convidados na porta.

Lá dentro, Aiko encantou-se com as prateleiras cheias de action figures e mangás raros, manequins com roupas de personagens de anime, quadros assinados e até uma carta rara do Charizard.

— Uau! — fez Aiko. — Isso tudo é seu, senhor Nakamura?

— Tudinho — Kazuo respondeu. — Conquistei ao longo de muitos anos, desde que tinha a idade do Ryotaro.

— E quantos anos você tem?

— 31. Não parece, né?

— Nem um pouco.

Subiram ao ateliê de Kazuo, onde os dois trajes estavam pendurados em cabides. O kimono azul florido de Kaoru, com a faixa de laço grande e o lenço rosa, fez Aiko pular de alegria como uma criança. Ryotaro, ao ver o kimono vermelho, o umanari branco e a réplica da sakabatou, ficou com os olhos brilhando.

— Tio, isso é incrível! — exclamou, correndo até as roupas. — É igualzinho ao do anime!

— Pois é — Kazuo deu de ombros. — Custaram uma nota preta, então espero que não estraguem.

— Prometemos, senhor Nakamura! — Aiko garantiu.

Decidiram vestir as fantasias ali mesmo e ir ao evento. Combinaram de devolvê-las no fim do dia. Foram para vestiários separados. Quando saíram, ficaram em choque — um choque bom.

— Você… — Ryotaro sussurrou.

— Você… — Aiko repetiu.

— … Tá incrível — disseram juntos.

— Estão incríveis! — Kazuo riu. — Ah! Ainda falta uma coisa!

Pegou dois pares de lentes de contato coloridas e um estojo de maquiagem. Com ele, fez a cicatriz de cruz na bochecha de Ryotaro e ajudou os dois a colocarem as lentes.

— Agora sim! Perfeitos. Podem ir!

Despediram-se de Kazuo e caminharam até a estação de trem. Pelo caminho, várias pessoas olhavam para eles com fascínio ou curiosidade. Ryotaro, ainda não acostumado a tanta atenção, corou levemente.

No trem, a atenção não diminuiu. Crianças apontavam empolgadas:

— Olha, mamãe! São o Kenshin e a Kaoru!

Aiko sorriu, imitando Kaoru, e acenou. O garoto corou e se escondeu atrás da mãe, que riu. Ryotaro sussurrou:

— Acho que a gente não tá muito igual. Principalmente na altura e no cabelo. Kenshin é baixinho, e eu sou mais alto.

— Verdade — Aiko sussurrou de volta. — E Kaoru não tem mechas loiras, nem Kenshin tinha cabelo curto.

— Devia ter pedido uma peruca ao meu tio.

— Ah, agora já foi. Só estamos indo pra nos divertir.

A chegada a Akihabara foi tranquila, mas barulhenta. Por todos os lados, imagens de personagens de anime, barraquinhas e turistas. Aiko ficou fascinada, pois nunca estivera ali. Ryotaro também estava impressionado.

Chegaram ao shopping center Atré Akihabara 1. Ryotaro comprou dois ingressos na área VIP, e entraram. O lugar estava lotado de pessoas com as mais variadas fantasias — de jogos, animes e seriados. Algumas simples, outras complexas. Quando alguém fantasiado de Springtrap passou, juraram que o vilão de Five Nights at Freddy’s havia escapado.

— Isso é incrível, Ryo-chan! — Aiko disse, frente a frente com ele. — Tudo tão legal e brilhante! Como nunca vim aqui?

— Talvez porque suas amigas não são nerds — Ryotaro riu.

— Verdade. Então, o que a gente faz primeiro?

— Vamos jogar alguns jogos. Depois a gente vê.

Aiko concordou, e correram para dentro. Jogaram fliperama (Ryotaro bateu o recorde de Street Fighter 2), participaram de competições de conhecimento de anime (vencendo de lavada um grupinho sobre Rurouni Kenshin) e até fizeram vídeos para YouTube e TikTok. Tiraram muitas fotos.

Quando o sol começou a se pôr, Aiko, enquanto Ryotaro ia ao banheiro, conferiu o celular. Havia mensagens da banda Eclipse, com Yuta surtando sobre o ensaio, e de um grupo que os amigos haviam criado sem incluir Ryotaro: “Festa Surpresa Suprema!”

Jun 🖤: Estamos prontos. Só faltam detalhes mínimos.
Natália 💕: Como estão as coisas com nosso aniversariante, Aikozinha?
Aiko 💛: Ótimas! O evento está quase acabando. Ainda vamos devolver as fantasias. Depois voltamos. Vocês têm 1 hora.
Jun 🖤: Tempo suficiente.
Yuta ❤️: VAI SER A MELHOR FESTA QUE ELE VAI GANHAR!
Mãezinha ❤️❤️❤️: Com certeza!
Sogrinha 💕💕: Se algo der errado, dou um cascudo em vocês!
Mahina 💜: Relaxe, senhora Sato. Será perfeito. Eu garanto.
Kaito ♥️: Se Mahina garante, é porque vai ser bom!

Aiko riu e guardou o celular. Ryotaro voltou, e concordaram que já era tarde. Foram à casa de Kazuo, devolveram as fantasias, agradeceram e voltaram a Roppongi. No caminho, Aiko adormeceu no ombro de Ryotaro. Ele sorriu.

Ao chegarem à casa dos Takane, Ryotaro notou que estava escura, com luzes e cortinas apagadas. Achou estranho, mas não desconfiou.

— Esse foi o melhor aniversário da minha vida, Aiko — disse, segurando a mão dela. — Porque foi com você.

— Ainda bem. Ah! O presente! Ficou lá dentro!

Aiko o puxou para dentro, destrancou a porta e acendeu a luz da sala. Assim que a luz se acendeu:

— SURPRESA!!

Ryotaro deu um pulo, mas logo um sorriso enorme surgiu em seu rosto. Todos estavam lá: Yuta, Jun, Natália, Mika, Ayase, Kaito, Mahina, Megumi, Ryu, Misao, Kenji e Masahiro. Todos sorrindo e felizes por ele.
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