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Ilha das Mentiras

Capitulo 7 Convite para a Festa do Branco

Capitulo 7 Convite para a Festa do Branco

Feb 27, 2026

This content is intended for mature audiences for the following reasons.

  • •  Abuse - Physical and/or Emotional
  • •  Drug or alcohol abuse
  • •  Mental Health Topics
  • •  Physical violence
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E o que aconteceu

É que sua luz me apaixonou

Tirou todo o temor

E você é tudo o que tenho

Eu só quero que seu amor

Fique aqui comigo

Eu só quero que sua luz

Me guie pelo caminho

Poquito a poco - Vaes feat. Andy Bac

(+-) Levei as pessoas que queriam

(...) Não usei as provas sobre os crimes

(√) Tenho gravações, vídeos e documentos em casa

(✓) Estou sem comer carne <quase um vegetariano>

(;) O detetive e o jornalista desapareceram

(#) Ainda não consigo falar com eles de novo <me sinto culpado por trair eles>

— Não gostou da festa? — O tom questionador. — Assustou?

Sentiu seu coração disparar, as mãos tremerem.

Olhou para a direita.

— Que susto! — Gritou levantando assustado.

Ipupiara estava de pé, ao lado da árvore.

— Está escrevendo uma fantasia ou é sobre nós dois? — Agachou.

Ele sempre aparece sem fazer ruído e pergunta o que escrevo.

Tudo que tenho do meu passado são lembranças ruins.

— Quero reunir as provas do que fiz, mesmo que eu não tenha ajudado na época, quero falar por essas pessoas, não vou ter muito apoio por causa da ilha Barzilai e Belsazar, mas quero tentar.

Belsazar fornece crianças todos os anos, além do apoio militar através de alunos formados na melhor escola de Barzilai... isto junto ao treinamento que recebem no exército imperial, apenas piora tudo.

— Se está esquecido, você está inocente, por que mexer no vespeiro? — Sentou no chão.

As roupas dele vão sujar, sem contar que estão marcadas iguais as do Leon S. Kennedy.

— Não tenho paz... quando fecho os olhos... vejo os monitores das câmeras que eu assistia enquanto monitorava as agressões e reunia provas para chantagens... Eu escutava tudo... E não fiz nada... — O tom quebrado.

Minha segurança, custou vidas, inocências... Até quando alguém vai me dever algo, quando sou eu que me sinto em dívida com o mundo? Mesmo que doasse medula, sangue e meus órgãos, ainda me sentiria escravo da culpa. O tempo não volta, as oportunidade que abri mão, não vão voltar.

— Não acha que para as família das vítimas o segredo é seguro? Algumas podem sentir falta de quem perderam, mas outras? As que não estiverem mortas, devem ter vendido seus filhos por dinheiro, cargo, sucesso, poder. Apenas colocarão um alvo nas suas costas. Isso não gera justiça, será uma caçada. — Apaziguou.

Talvez ele esteja certo, dizem que a ignorância é uma benção.

Como eu diria a eles que usei de sua confiança, agi de má fé?

Respirou fundo, seu olhar subindo para o topo das árvores.

— Precisamos ir para mais fundo na floresta, quero levar vocês até a cachoeira, onde colhemos o chá para honrar a Estrela D'alva... Aqui não é mais seguro, fui informado que alguém mau intencionado, está se aproximando... achei que o carpinteiro mudaria sua direção para a igreja, mas ele vem para cá e não sei o motivo, não quero arriscar que prejudique vocês. Reúna seus pertences, vou indo na frente com os outros, em direção a Lúcifer. — Levantou.

Um homem perigoso o bastante para Ipupiara ter que fugir dele?

Quem pode ser?

— Vou pegar meus trapos. — Respondeu.

Ipupiara o olhou e então se afastou.

Eu vou atrás de quem pode fazer ele fugir.

Porque talvez essa pessoa também faça as ilhas e o imperador fugirem.

Levantando do chão, deixou o caderno, a trouxa com os poucos livros que tinha, roupas que pegou em casa e materiais de escrita.

Olhando para a direção que Ipupiara corria, viu vários de seus amigos e colegas de grupo, seguindo ele, outros indo embora para suas casas, apenas ele tinha ficado.

Virou para a direção contrária e andou.

Quem são aqueles homens?

Parecem anjos.

Anjos usam chinelo de dedo?

Tem barba e cabelos cacheados?

Achei que fossem todos loiros, alados, sem barba, não pardos e resplandecentes.

Todo desenho mostra isso.

O homem do meio é mais alto que os outros dois, das laterais, mas ambos tem cabelos e olhos castanhos, além da roupa branca e dos chinelos.

Ah, eles pararam.

Pelo visto respeitam o distanciamento social.

— Foi por você. — Disse o homem, virando as palmas das mãos para frente.

Buracos.

Seu corpo para, em sua mente, que sempre estava o caos da culpa, o peso da rejeição, o olhar marcado pela homossexualidade recém descoberta, tudo havia aquietado.

A presença daquele homem, havia trazido paz ao seu caos.

Ele não precisou tocar, não gritou, não me humilhou, não fez nada mirabolante além de vir até aqui, onde estou e dizer palavras simples.

— Eu te amo, Arco, eu entreguei a minha vida por você. — A voz mansa.

Quem?

Quem é você?

Por que parece ter olhos de fogo?

— Eu sou, no seu idioma, Jesus. A sua origem, o motivo da sua existência e o seu fim, independente de sua escolha e conhecimento pessoal. A minha existência é soberana a sua crença, a sua noção de tempo e ao seu conhecimento.

Ele sabe o que vou dizer, mesmo que eu não consiga falar.

Isso deveria ser confuso, mas sinto que descobri um segredo, que a peça que sempre procurei, para o quebra cabeça que não sabia estar organizando, está aqui, de pé, na minha frente.

— Seu olhar não vai mudar quando descobrir que eu sou diferente? — Encarou seus olhos, o calor irradiado o constrangendo. — Quero dizer, não sou igual a você, a eles, nenhum deles, eu apenas queria ser uma mulher, ter uma vida feminina, alguém cuidando de mim, um marido que me amasse, uma família, queria encontrar aquele homem... — Parou de falar abruptamente.

Ele vai me julgar agora, será igual aos outros, meus amigos, a igreja, todos pensam igual.

— Quem você é, não me enoja. Eu sabia quem você era, quando fui crucificado pelos seus pecados, eu sabia cada pecado que você cometeria nos seus dezoito anos atuais e em todos os anos que for viver... Seus pecados não diminuem meu amor por você, o que eles fazem é construir uma separação entre nós. Essa separação faz você pensar que eu não existo, que se existo não posso te ajudar, que se você fala eu não escuto, que não te amo, que não quero falar com você. Seus pecados te contam mentiras, eles formam um ninho, os espíritos que você escolhe ouvir, são os pássaros, comendo as palavras que eu digo para você.

Então tudo que ouvi sobre ele... é mentira?!

— Ipupiara...mentiu?! — O choque deixou suas palavras estranhas.

— Ele quer agradar seu mestre.

— Quem é o seu mestre?

— O príncipe da potestade do ar, você ouviu Ipupiara o chamar de Lúcifer, se referir a ele, por Estrela D'alva.

— Quem você diz que ele é? Quero dizer, Ipupiara disse que ele é melhor que você, mais forte e que pode me ajudar a conseguir vingança.

— Ele é um assassino, que propaga mentiras, porque desde o inicio esteve contra a verdade. Quando mente, fala em seu próprio idioma.

— E quem eu preciso que você seja? Agora?

— Um espelho. O padrão de o que significa ser um homem.

— Todos dizem que é sexo, não ter emoções, mentir.

— Seu padrão tem sido Ipupiara e Lúcifer, além de pessoas cujas mentes está repleta de confusão, palavras que são adaptadas a se beneficiar, ações guiadas por seus corações enganosos e desejos egoístas.

Somos realmente péssimos.

— Eu sou a única redenção da humanidade, o único caminho para aprender a serem santos. Porque enquanto estiverem próximos de mim, eu os santificarei.

Então é um processo demorado.

— Quero continuar andando com você, mas também quero falar com as pessoas que estavam aqui, os amigos que fiz e quero falar com os outros que decepcionei... Pode ir comigo?

Jesus sorriu.

Até os dentes dele são perfeitos e ele nem usa aparelho dentário, meus dentes são tortos e meio amarelos. Até cárie já tive.

— Estarei com você até o fim dos seus dias, quando iremos juntos a verdadeira Festa do Branco, em que todos os meus convidados estão vestidos pela minha justiça.

Então as festas que conheci eram apenas uma sátira, uma mentira distorcida, desta festa que fui convidado agora.

— Obrigada pelo convite! Primeiro vamos até a cidade, falar com os que voltaram para suas casas.

Os anjos deram um passo para trás e para o lado, acompanhando seu mestre.

Arco, contou toda a sua vida e ficou feliz por ter conseguido fazer aquele homem sorrir, mas o que o deixou mais surpreso, foi ver ele chorar, nos momentos que chorou.

Aprendeu que homens também choram e isto não os torna menos homens.

Eu procurava o amor, sem saber que o amor me procurava.

E agora eu quero aprender a amar ele, porque ele me amou primeiro.

— Quero que seja meu artista, Arco, quero que escreva, desenhe e cante canções sobre mim, porque assim você chegará até pessoas, que meus outros filhos, não tem o mesmo acesso. Diga a todos que um grande banquete está para acontecer e toda a humanidade é minha convidada! Sejam eles, homens, mulheres, homossexuais, bebês, crianças, jovens, idosos! — Seu tom alegre e gentil.

Arco sorriu.

Ele não sente vergonha de nós!

— Posso conhecer seus amigos novos?

O abraçou sorrindo e chorando.

— Claro! Pode conhecer todos eles! Os que fiz no orfanato! No crime! Apesar de que os que me odeiam na igreja também precisam de você! — Gargalhou.

Estou rindo e chorando.

Nem sei o motivo!

Parece que com ele tudo é oito ou oitenta!

Mas mesmo que tudo seja novo, quero continuar caminhando com ele, quero que ele seja meu melhor amigo.

— Podemos falar sobre 70x7 no caminho. — Piscou.

Ele piscou pra mim!

Agora temos um segredo?!

Espera!

— Você sabe matemática? Porque precisou estudar matemática?

Será que a matéria preferida dele é matemática?

— Eu calculei tudo que existe, a minha matemática é o motivo dos seus cálculos existirem. Vocês avançaram bastante, mas continuam coando moscas e engolindo camelos.

Arco engasgou com a saliva.

Comi carne de camelo? Nem existe camelo aqui! Existe?

— Vocês dão muita atenção ao que tem pouca importância e o que tem grande importância, vocês não analisam com tanta atenção.

Faz sentido.

O cara é esperto.

Tem um ponto.

1x0.

Até o fim do dia devemos chegar a um 7 pra ele e 1 pra mim, por estar andando junto.

Podia cantar uma música para ele...cantei uma música pro Uirapuru e pro Ipupiara, aquele xoxo.

— Quero cantar uma música para você.

Estavam caminhando ainda pela floresta, o solo íngreme pela seca, rodeados por mangas caídas e no horizonte, a cidade.

— Antes você se escondia em lugares altos igual a um pombo, agora você se apresenta para mim, sem esconder sua identidade, seus pensamentos, desejos e sexualidade.

As palavras causaram em Arco, constrangimento.

Meu rosto está quente.

Parece que ele olha a minha alma.

Respirou fundo.

— Eu que só andei, me escondi para não ser achado, — Envergonhado, cantou pausadamente até acelerar o ritmo. — embaixo de camas, alto de árvores, prédios abandonados e qualquer lugar isolado... — Sentindo luto, reduziu o ritmo. — Todos que amei, me deixarem, quem confiei, me traiu... — Sua voz quebrou. — E ainda assim os amei e me culpei. — Sussurrou.

Respirou fundo.

— Minhas cores traziam vergonha e em minha dor me afoguei... — A nostalgia estagnou sua voz. — Vi esperança em novas amizades, as expectativas que criei, as sufocaram... — Sorriu, os olhos ardendo. — Em mentiras acreditei, deixei virarem teia ao meu redor e me paralisar. — Lembrou das mentiras confortáveis de Ipupiara, o convencendo a fugir, ignorar, deixar para lá.

Sinto a dor sair junto as palavras, não é uma canção para outros... é somente para ele.

— A tempestade que parecia eterna, passou — Sorriu. — Ofuscada pelo arco, pelas cores, pela vida, pela beleza, pelo meu salvador e melhor amigo. — Cantou mais rápido. — Aquele que me amou, me conhecendo... Que não me pediu provas de amor, que me ensinou a sinceridade. — As lágrimas escorreram de seus olhos.

Minha voz embargada deve ter embolado tudo...mas tá tudo bem, não preciso ter vergonha de cantar para ele, posso melhorar com o tempo... também não preciso mais continuar sufocando as minhas emoções e chorando escondido, posso chorar na presença dele.

— Eu entendo sua música. — Sorriu. — Quero te ensinar as músicas que cantei.

Ele é gentil, manso e humilde.

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Qual a sua frase favorita?

A minha é: "Eu procurava o amor, sem saber que o amor me procurava. E agora eu quero aprender a amar ele, porque ele me amou primeiro."

#folclore_brasileiro #Rejeitado #folclore #Fantasia #shounen #shoujo #Amor #Jesus #igreja #terror

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