S-2878 • L8 Libeluna • D14 Irrali
“Libeluna solta o fio que pesa.
Irrali irradia luz inteira.
A maré canta alto em prata viva.
A história tece presença no ar.”
Passos no andar de cima.
Rápidos.
Secos.
Cortantes.
Hikaru disparou pela escada.
O peito apertado.
Maia jazia inerte em sua cama.
Fria.
Silenciosa.
Pálida.
Como se estivesse…
A presença de Saymon sufocava o ar.
Exalava uma energia violenta.
Odiosa.
Implacável.
“O que você fez com ela?”
A voz do mercenário fervia de desprezo.
Hikaru se aproximou devagar.
Parou no meio do caminho.
O medo arranhou sua garganta.
Temia tocá-la.
E se fosse tarde demais?
Dor.
Culpa crescia em seu coração.
O q-nanite híbrido com a Regnante…
Funcionou.
Ele testou.
Testou inúmeras vezes.
Então, por quê?
Impossível tentar entender agora.
Precisava levá-la ao único que poderia salvá-la.
Masaru Inoue.
Deixou Maia sob os cuidados do mestre em Tóquio.
Retornou para Netheria.
Caminhava pelas ruas sombrias do submundo paulista.
O vazio ao redor ressoava dentro de si.
Liberdade nunca pareceu tão distante…
Ou tão próxima.
Talvez o caos seja o caminho.
Saymon não apareceu mais, mas sua sombra ficou, como brasas de um incêndio extinto.
Queimando, ardendo, na mente de Hikaru.
Um enigma.
Talvez nunca decifrasse.
Talvez nunca quisesse.
Talvez desconhecer fosse a única resposta possível.
Talvez só quisesse sentir.
Comments (0)
See all